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Índios sofriam ameaças após assaltos na região, diz membro da Funai no Maranhão

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Foto: Reprodução/Internet

Um carro passou e atirou contra dois indígenas que estavam em uma moto na estrada

A morte de dois indígenas em ataque na BR-226 no Maranhão no sábado pode ter relação com os constantes assaltos que acontecem no trecho da rodovia federal no município de Jenipapo dos Vieiras. Segundo o coordenador da Fundação Nacional do Índio (Funai), em Imperatriz (MA), Guaraci Mendes, os i ndígenas da região vêm recebendo ameaças devido a associação deles com os assaltos que acontecem na rodovia federal localizada no município de Jenipapo dos Vieiras.

“Pessoas mal intencionadas se aproveitam da má preservação da BR dentro do território (indígena) para cometer ilícitos. Aproveitam também a falta de policiamento. Então isso (assaltos) acaba se associando à imagem dos indígenas, e por conta disso eles (índios) vinham recebendo ameaças”, disse Guaraci Mendes ao site G1.

Leia também: Dois índios Guajajara morrem durante atentado em BR no Maranhão 

O ataque que provocou a morte dos caciques Firmino Silvino Guajajara, de 45 anos, atingido por quatro disparos, e Raimundo Benício Guajajara, de 38 anos. Eles são da Terra Indígena Cana Brava e Lagoa Comprida respectivamente. Eles voltavam de uma reunião entre a Funai e a Eletronorte, na aldeia Coquinho, no município de Jenipapo dos Vieiras, para tratar da compensação aos índios pela passagem de linhas de energia elétrica dentro das terras indígenas. Firmino morreu no local, enquanto Raimundo chegou a ser levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jenipapo dos Vieiras, mas não resistiu.

Duas pessoas ficaram feridas. Segundo oa Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular do Maranhão (Sedihop), Nico Alfredo, da aldeia Mussun, foi atingido por um tiro no glúteo e está com suspeita de hemorragia interna. Já Neucy Cabral Vieira, da aldeia Nova Vitoriano, foi ferido em uma das pernas e teve alta neste domingo.

Leia também: Após ataque a indígenas, Moro diz que pode enviar Força Nacional ao Maranhão 

O trecho da BR-226 na altura das aldeias indígenas Boa Vista e El Betel, localizado entre os municípios de Barra do Corda e Grajaú, segue interditado neste domingo, segundo Polícia Rodoviária Federal do Maranhão (PRF-MA). A via foi bloqueada por índios da etnia Guajajara após o atentado no sábado. Segundo a PRF, não há previsão para que a via seja liberada. Por conta do bloqueio, foi registrado um congestionamento de veículos de mais de 1,5 quilômetro.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, um indígena identificado como ‘Nelsi’ contou que foi surpreendido por um veículo de cor branca que disparou diversas vezes contra a motocicleta onde ele e o índio Firmino Guajajara estavam.

“Ele [o carro] passou devagarzinho perto de nós ali e quando chegou perto de nós ele atirou, deu dois tiros. E ele ainda atirou nele ali (Firmino Guajajara)”, diz o índio.

Outro caso

Há um mês, outro indígena da etnia Guajajara foi assassinado no Maranhão. O líder e integrante do grupo Guardiões da Floresta,

Paulo Paulino Guajajara, foi morto durante uma emboscada na Terra Indígena Arariboia, na região de Bom Jesus das Selvas. No mesmo episódio, o líder indígena Laércio Souza Silva ficou ferido. A investigação ficou a cargo da Polícia Federal.

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Nacional

Vaquinha para ajudar motoboy que sofreu racismo em SP já arrecadou R$ 100 mil

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Matheus Pires
Reprodução/redes sociais

Matheus foi humilhado após atraso na entrega de um cliente

O motoboy Matheus Pires viu sua popularidade crescer após sofrer um episódio de violência e descriminação. O vídeo, que mostra uma discussão entre o rapaz e um cliente de serviço de delivery para o qual trabalha Matheus, indignou internautas que identificaram crime de racismo cometido contra o rapaz. No vídeo, é possível ouvir o cliente dizer que o entregador teria “inveja da sua cor”. 

Após a repercussão das imagens, uma vaquinha virtual com o objetivo de oferecer suporte financeiro ao motoboy de 19 anos durante a pandemia foi criada. A adesão foi tão grande que, em apenas dois dias, a meta de R$ 65 mil já foi batida e ajustada para R$ 150 mil. Matheus, que trabalhava como social media, precisou vender o computador – seu instrumento de trabalho – para pagar as contas da casa.

Inicialmente, a vaquinha foi criada para oferecer suporte para que o rapaz volte à profissão antiga. Com a nova meta, o objetivo é alcançar financiamento para que o rapaz invista nos estudos e na casa própria.

Além da vaquinha, Matheus também recebeu atenção redes sociais. Sua conta no Instagram, por exemplo, já cona mais de um milhão de seguidores que acompanham as conquistas recentes do rapaz. Na rede social, Matheus agradeceu o carinho e apoio dos internautas. “Não tenho palavras para agradecer”, disse.

O rapaz também recebeu uma  nova motocicleta oferecida pelo apresentador Luciano Huck, que comentou o caso nas redes sociais e disse sentir “vergonha, tristeza e revolta” diante da atitude do agressor. 

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Nacional

Eleições infectadas: até que ponto a Covid-19 vai influenciar o voto em 2020

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urna eleitoral
Agência Brasil

Eleições estão marcadas para os dias 15 e 29 de novembro.

A pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) afetou as eleições municipais de 2020 . Um dos principais impactos foi o adiamento do pleito, que estava marcado para outubro e foi adiado para os dias 15 e 29 de novembro deste ano. Entretanto, a Covid-19 poderá impactar diretamente o resultado da votação.

Segundo Luiz Roberto de Farias, cientista político e professor da ECA-USP e da Universidade Metodista, a pandemia e as ações dos prefeitos no combate a Covid-19 irão influenciar a opinião da população e, consequentemente, a eleição ou reeleição dos candidatos.

“Certamente o combate à pandemia é hoje uma bandeira importante por se tratar do ponto-chave nos noticiários e nas conversas.”, diz Luiz, que completa explicando como os políticos poderão usar a pandemia para se reelegerem:

“Cada um vai construir uma narrativa em torno de sua epopéia no combate à doença, e deverá trazer números que possam mostrar esses bons resultados, tanto em termos de cura quanto de recuperação de empregos, atendimento social”, afirma.

Luiz diz ainda que o êxito dos candidatos que buscam a reeleição pode estar atrelado ao discurso e às narrativas que os políticos adotarem nas campanhas.

“As reeleições também vão passar pela predisposição das pessoas a acreditar no discurso – sério e científico ou especulador e irresponsável – de cada candidato. A capacidade de o prefeito conseguir associar o seu nome a medidas populares como o Auxílio Emergencial , por exemplo, pode ser muito positiva nas urnas, por mais que nada tenha a ver com o poder municipal”, explica.

Fake news e influência

O docente diz também que o uso de robôs na disseminação de notícias falsas sobre o novo coronavírus vai aumentar o número de eleitores que acreditem em informações negacionistas sobre a pandemia, facilitando possíveis manipulações.

Jair Bolsonaro
O Antagonista

Bolsonaro mostrou posicionamento negacionista durante a pandemia de Covid-19.

“Por conta do uso de robôs na disseminação de informações falsas, cresce o grupo de pessoas que acreditam em informações negacionistas. Mas é claro que o discurso pode ser bem formatado e mostrar aparências que não correspondam à verdade.”, diz Luiz, que completa:

“O eleitor deverá checar – como sempre deveria fazer – o discurso com os atos ao longo do processo, informando-se por meio da imprensa e não por redes sociais digitais. Ainda assim, muitos procurarão um viés de confirmação para defender o seu candidato, o que é um erro enorme”.

Influência de Bolsonaro

Luiz diz ainda que a postura de Bolsonaro frente à pandemia visa criar uma cortina de fumaça e manipular pessoas conduzidas “por blocos, sem reflexão ou crítica”. Ele também afirma que partidos apoiadores do presidente e de sua postura deverão conseguir votos nas eleições.

“A maior parte da população, acredito, não será levada por esse tipo de enviesamento. Todavia, o governo deve conquistar um número significativo de prefeituras em todo o país, mesmo que hoje não haja clareza sobre vínculos a partidos, pois ao longo desse período do governo federal já houve vários acordos e rupturas com partidos políticos.”, concluiu.

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