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Índio Guajajara está em estado grave após atentando que matou dois no Maranhão

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Fachada do hospital arrow-options
Karlos Geromy / Secretaria de Saúde do Maranhão

Unidade hospitalar onde indígena em estado grave está internado

Um dos índios da etnia Guajajara está em estado grave após ser vítima de um atentado a tiros  neste sábado (7), informou o governo do estado do Maranhão. O atentado, que ocorreu na BR-226, deixou mais um ferido, mas este deve receber alta ainda neste domingo. Outros dois índios morreram no ataque .

“O indígena Nico Alfredo Guarajara encontra-se recebendo toda assistência médica no Hospital Macrorregional de Presidente Dutra. Ele deu entrada na unidade na noite de sábado (7), onde foi submetido a uma laparotomia exploratória e às correções de lesões na bexiga e intestino. O paciente encontra-se estável, porém ainda em estado considerado grave. Ele será submetido a novo procedimento cirúrgico na terça (10)”, diz a nota do governo.

O estado também informa que a outra liderança ferida foi encaminhada à UPA de Barra do Corda, e corresponde bem ao tratamento, com “previsão de alta hospitalar ainda hoje”.

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O atentado ocorreu neste sábado, entre as aldeias Boa Vista e El Betel, no município de Jenipapo dos Vieiras, localizado a 506 km de São Luís, capital do Maranhão.

No Twitter, o governador do Maranhão, Flávio Dino, disse que os secretários de Segurança Pública e de Direitos Humanos do estado “estão pessoalmente presentes nos locais dos assassinatos” para “colaborar com as autoridades do governo federal e dialogar com as lideranças indígenas”.

Em nota, a Fundação Nacional Nacional do Índio (Funai) lamentou o ocorrido.

“Indígenas foram atingidos por tiros originados de um veículo Celta, de cor branca, e vidros espelhados. A equipe da FUNAI está na região, com os indígenas, providenciando o registro da ocorrência. A Secretaria de Estado de Segurança Pública foi acionada e já acompanha o caso, bem como a Secretaria de Estado de Direitos Humanos. Foi cientificada a Polícia Federal que já investiga o caso”, diz o comunicado.

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A Funai acrescenta que, como forma de protesto, os indígenas interditaram a rodovia BR-226 nos dois sentidos e a passagem de veículos encontra-se bloqueada naquela região.

Nas redes sociais, políticos se posicionaram sobre o atentado. Para a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva o “banho de sangue” na Amazônia exige “uma resposta firme e urgente das autoridades brasileiras”.

“O assassinato de 2 indígenas Guajajara não pode ficar impune. É preciso conter a barbárie e chegar aos responsáveis por esses atos criminosos. Minha solidariedade ao povo Guajajara”, escreveu Marina.

Fonte: IG Nacional
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MP pede mais investigações sobre incêndios em Alter do Chão

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Agência Brasil

Queimada em Alter do Chão arrow-options
Exército / Divulgação

Região de Alter do Chão sofre com incêndios que destroem mata nativa

O Ministério Público do Pará (MP-PA) pediu à Justiça estadual que determine à Polícia Civil o aprofundamento das investigações sobre as causas e os eventuais responsáveis pelos incêndios que destruíram parte de uma área de proteção ambiental em Alter do Chão , perto de Santarém, em meados de setembro do ano passado.

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Ao devolver ao juiz titular da 1ª Vara Criminal de Santarém, Alexandre Rizzi, os autos do inquérito policial relacionados ao incêndio , os cinco promotores de Justiça que atuam no caso apontaram a necessidade de o delegado responsável pelo processo apresentar mais detalhes sobre as investigações, como laudos periciais. Os promotores também querem que as testemunhas anteriormente indicadas pela defesa sejam ouvidas.

Em nota, o MP lembra que o inquérito policial foi concluído em dezembro de 2019 e que, antes mesmo de apresentar as conclusões à Promotoria de Justiça de Santarém, a Polícia Civil indiciou cinco brigadistas apontados como causadores do incêndio.

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Em 20 de dezembro, Daniel Gutierrez Govino, João Victor Pereira Romano, Marcelo Aron Cwerner, Gustavo de Almeida Fernandes e Ronnis Repolho Blair foram indiciados por associação criminosa e danos à Área de Proteção Ambiental (APA) Alter do Chão. O MP diz que só recebeu os autos em janeiro.

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Na ocasião, os advogados dos brigadistas consideraram tendenciosa a investigação da Polícia Civil. “O indiciamento é fruto de ilegalidades e, infelizmente, indica direcionamento da investigação. Encerraram-se as investigações de maneira atropelada, sem a realização de perícia técnica, atualmente em curso na Polícia Federal, para apurar em que circunstâncias efetivamente ocorreu o incêndio”, disseram os advogados, reclamando que o delegado responsável ignorou o pedido para que as testemunhas de defesa por eles indicadas fossem ouvidas. “Esta precipitação atenta contra a apuração correta dos fatos. O indiciamento foi baseado em ilações extraídas de depoimentos meramente especulativos, sem nenhuma prova.”

O indiciamento também foi anunciado antes de a Justiça estadual se manifestar sobre o pedido do Ministério Público Federal no Pará , que solicitou a transferência do processo para a esfera federal por entender que, como a APA Alter do Chão é uma área da União, a investigação e o julgamento têm que ocorrer em nível federal. Outro inquérito, a cargo da Polícia Federal, não encontrou indícios de que os brigadistas são culpados pelos incêndios na unidade florestal. Segundo o Ministério Público Federal, além disso, a investigação federal indicou que o incêndio pode ter sido provocado por grileiros, e não por brigadistas voluntários.

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Em nota divulgada hoje (22), os advogados Augusto de Arruda Botelho e Fernando da Nóbrega Cunha afirmam que o pedido de mais investigações feito pelo MP-PA “reabre caminho para o esclarecimento da verdade dos fatos em relação ao alegado envolvimento dos brigadistas voluntários nos incêndios em Alter do Chão ”.

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil ainda não se manifestou sobre o assunto.

Fonte: IG Nacional
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Número de ciclistas mortos por atropelamento em São Paulo aumentou 64% em 2019

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Marcelo Camargo/ABr

Ao todo, 36 pessoas morreram em 2019.

Segundo o Infosiga, sistema do governo do estado de São Paulo, o número de mortes envolvendo ciclistas na capital paulista aumentou em 2019: foram 36 casos no ano passado contra 22 em 2018. A diferença representa um crescimento de 64%. A quantidade de mortes envolvendo bicicletas também cresceu no restante do Estado: 404 mortes, 2,52% a mais do que no ano anterior.

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As mortes por atropelamento  em São Paulo também aumentaram em 2019. Ao todo, foram registradas 394 mortes nessa modalidade, o que representa um aumento de 3,95% em relação a 2018. O sistema também mostra que os casos os inclusos nas faixas etárias entre 45 e 80 anos cresceram.

Apesar dos dados acima, o número geral de mortes em acidentes de trânsito diminuiu em 2019. Enquanto foram registradas 888 mortes em 2018, ocorreu uma queda de 1,52% no ano passado: 874 óbitos. 

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Fonte: IG Nacional
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