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‘Indignada’, diz sobrinha de homem que morreu asfixiado em ação da PRF

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'Indignada', diz sobrinha de homem que morreu asfixiado em ação da PRF
Reprodução – 26.05.2022

‘Indignada’, diz sobrinha de homem que morreu asfixiado em ação da PRF

Por estar comovida com o caso, a jovem Nadja Santos Melo, de 25 anos, atendeu o telefone receosa e ficou em dúvida se queria falar. Comentou sobre ser um momento muito delicado e cogitou passar o telefone para a irmã. Quando perguntada sobre como estava se sentindo com o ocorrido, levantou a voz, em tom de forte, e afirmou estar completamente consternada com a  morte do Tio Genivaldo de Jesus Santos, asfixiado dentro de um carro da Polícia Rodoviária Federal, em Sergipe.

“Estou indignada. Nós somos humildes, mas somos pessoas de bem. Ele era uma pessoa que tinha transtornos mentais (Esquizofrenia) e não merecia isso. Eu fiquei muito mal, isso foi uma crueldade”, completou.

O caso aconteceu na manhã desta quarta-feira (25), quando Genivaldo de Jesus Santos, 38 anos, morreu após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-101 no município de Umbaúba, no litoral de Sergipe.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento da abordagem. Nas imagens, aparecem a vítima sendo algemada e, logo em seguida, amarrada pelos pés. Enquanto tudo acontecia, os moradores da região que presenciaram o caso pediam para que os policiais parassem e alertavam sobre os transtornos do rapaz. Logo em seguida, Genivaldo foi posto pelos agentes no porta-malas da viatura, do carro sai fumaça.

A sobrinha comentou que há muito tempo o tio não apresentava sintomas da esquizofrenia, que tomava os remédios controlados e tinha um bom relacionamento com os outros membros da família. Nadja Santos Melo estava no trabalho quando teve a notícia da morte de Genivaldo. A jovem diz ter ficado em choque e começado a chorar.

A afilhada e sobrinha de Genivaldo, Laís Santos Melo, que é irmã de Nadja, comenta que foi criada e era muito apegada ao tio. Como moraram um tempo na mesma casa, a Laís diz que os dois mantinham uma relação íntima de amizade, estavam acostumados a se ajudar.

“Eu fui criada com ele. A gente sempre se ajudou muito, Eu fico sem acreditar, ele era um homem muito carinhoso. Perder um parente assim é revoltante. Qual foi o motivo de terem tratado ele assim?”, pergunta Laís.

A jovem ficou sabendo da morte do tio através de sua mãe, que a chamou para ir ao hospital, mas já sabendo que ele estava morto.

“Ela descobriu na rua, quando a pararam, falaram que ele já havia morrido. Minha mãe chegou abalada em casa e me falou sobre o caso, fomos ao posto quando soubemos”, contou a Laís.

Segundo Laís Santos Melo os advogados estão dando suporte à família e colhendo informações. Planejam começar a tomar providências a partir desta sexta-feira (27).

“Vamos tomar as providências cabíveis. Queremos justiça. Não tem explicação para fazerem isso”, diz Laís.

A Polícia Federal abriu uma investigação para apurar as circunstâncias da morte de Genivaldo. Segundo a PRF, “diligências acerca do caso já foram iniciadas, e a PF trabalha para esclarecer o ocorrido o mais breve possível”.  Entre no  canal do Último Segundo no Telegram e veja as principais notícias do dia no Brasil e no Mundo. Siga também o  perfil geral do Portal iG.

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Apoio à população de rua une ajuda financeira e apoio socioemocional

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Auxílio Reencontro une ajuda financeira e apoio socioemocional para a população de rua
Fernando Frazão/Agência Brasil – 29.07.2021

Auxílio Reencontro une ajuda financeira e apoio socioemocional para a população de rua

As novas medidas de atendimento à  população em situação de rua unem a ajuda financeira e o apoio socioemocional para estimular que familiares, parentes, amigos e pessoas de confiança que se interessarem em acolher pessoas em situação de rua. Trata-se do Auxílio Reencontro, aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo na última quarta-feira (29/6) em ampla maioria.

“Agregar mais uma pessoa num núcleo familiar tem um custo que não podemos ignorar e, por isso, o auxílio é fundamental e está assegurado”, explica Alexis Vargas, secretário executivo de Projetos Estratégicos.

De acordo com Alexis, a proposta desenvolvida a partir de dados revelados pelo último censo da população de rua realizado antecipadamente em 2021 levou em consideração que 31% dos entrevistados afirmaram estar em situação de rua por conflitos familiares e 60% declararam manter contato com algum familiar que não enfrenta o mesmo problema.

O objetivo é que, ao integrar a ajuda financeira e oferecer apoio socioemocional, a acolhida e o abrigamento sejam estimulados e a reconstrução dos vínculos afetivos e sociais sejam retomados e mantidos. Ao mesmo tempo, a lei sancionada amplia a política de segurança alimentar na cidade.

Além de instituir o Bom Prato Paulistano, cria várias ações para minimizar a desigualdade social na cidade como o próprio Auxílio Reencontro, o Auxílio Alimentação, o Armazém Solidário, a Rede Cozinha Cidadã, a Rede Cozinha Escola e o Banco de Alimentos. “O Auxílio Reencontro não é apenas um benefício financeiro, mas um apoio socioemocional”, afirma o secretário de Projetos Estratégicos.

A seguir, os principais trechos da entrevista concedida por Vargas:

Secretário, quais serão as regras para recebimento do Auxílio Reencontro? Não se trata apenas de um benefício financeiro. Será também um apoio socioemocional. Tanto a pessoa em situação de rua quanto o familiar receberão todo o suporte por meio de atendimentos com psicólogos e assistentes sociais para que o vínculo afetivo seja reestabelecido.

Como nasceu a ideia do auxílio? O projeto nasceu de uma ideia do próprio prefeito Ricardo Nunes ao entender que o vínculo familiar pode ser um potente instrumento de resgate de autonomia da população em situação de rua. O censo de moradores de rua de 2021 realizado pela Prefeitura indicou dois dados que nos fazem acreditar nessa retomada de vínculos: 31% dos entrevistados declararam estar em situação de rua por conflitos familiares. Ou seja, os outros 69% não declararam o problema; e 60% dos entrevistados declararam manter contato com algum familiar que não está em situação de rua.

Apenas familiares poderão receber o auxílio? Estamos trabalhando com um conceito mais abrangente de laços afetivos, sejam eles de sangue ou não. Isso inclui não apenas pai e mãe, mas irmãos, avós, cônjuges e até mesmo amigos ou pessoas de confiança.

Que outras ações fazem parte da estratégia para minimizar a desigualdade social? Ainda pensando no reestabelecimento de vínculos afetivos teremos a “Casa Reencontro”, para encontros supervisionados com as famílias, onde haverá espaço para higiene e alimentação. Nos casos onde não exista a possibilidade de retomada de vínculo serão oferecidas moradias nas “Vilas Reencontro”: a primeira terá 350 unidades de 18 m², que beneficiarão mais de 1,2 mil pessoas em situação extrema de vulnerabilidade socioeconômica, no Bom Retiro.

O projeto também estabelece novas frentes de combate à fome, instituindo a Política de Segurança Alimentar e Nutricional para pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social. São várias frentes, como o Bom Prato Paulistano, o Auxílio Alimentação, o Armazém Solidário e o Cozinha Cidadã.

O que explica a rápida tramitação do projeto? Na verdade, já estamos atrasados. O programa vem sendo discutido há mais de seis meses e passou por diversas audiências comissões na Câmara.

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Fonte: IG Nacional

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Rio: Adriana Belém não aceita Monique Medeiros como parceira de cela

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Adriana Belém não aceita Monique na mesma cela e professora é transferida
Montagem/iG

Adriana Belém não aceita Monique na mesma cela e professora é transferida

O Instituto Penal Santo Expedito, localizado no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, foi alvo de uma confusão, nesta quinta-feira, envolvendo a delegada Adriana Belém , presa por suspeita de envolvimento com a quadrilha do contraventor Rogério de Andrade, e a professora Monique Medeiros , suspeita de participar da morte do filho, o menino Henry Borel, de 4 anos. 

A delegada teria sido surpreendida, ao sair do banheiro, pela presença de Monique na mesma cela onde está à disposição da Justiça. Alegando que o local era destinado para custodiar mulheres policiais, Adriana pediu aos gritos, que a detenta fosse transferida para outro xadrez.

Após a confusão, Monique foi transferida para outra cela da unidade. A mãe de Henry teve revogado o benefício da prisão domiciliar que usufruía, no dia 28 de junho, na terça-feira. 

Assim que houve a determinação da Justiça, a professora foi levada inicialmente para a 16ª DP (Barra da Tijuca), onde passou uma noite. Em seguida, foi para na Cadeia Pública de Benfica, onde aguardou por uma destinação. 

Ela seria levada para uma cela do Batalhão Especial Prisional (BEP). No entanto, o desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto foi informado das restrições de encarceramento feminino na unidade, como por exemplo a impossibilidade de banho de sol.

Em um despacho, datado do dia 29 de junho, o desembargador escreveu que, para assegurar os princípios que regem o respeito e a dignidade do preso, determinou que Monique fosse encaminhada ao Instituto Santo Expedito, na parte destinada à prisão especial. 

A mesma unidade também já abrigava a delegada Adriana Belém. A ordem judicial não mencionava que Belém e Monique teriam de ficar presas juntas. A Seap, no entanto, acabou colocando a professora no mesmo xadrez que a delegada.


Durante a confusão, Belém teria mencionado que a cela foi improvisada e reformada para a custodiar uma delegada porque no Rio de Janeiro não existe cadeia para receber mulheres policiais, ao contrário de homens que possuem prisão própria. 

A delegada argumentou que a cela em que ela se encontra é “classificada como de estado maior, a qual só faz jus a profissionais de segurança pública” e, por isso, não poderia ficar com outros presos que não são agentes.

Procurada, a defesa de Monique Medeiros não quis comentar o assunto. O Globo ainda não conseguiu contato com a defesa de Adriana Belém. 

Em nota, a Seap informou que Monique foi apenas colocada temporariamente na mesma cela que Adriana Belém e em seguida levada para outra xadrez. 

“A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) informa que, por conta da decisão judicial que determina o retorno de Monique Medeiros para a unidade prisional da SEAP, a mesma foi colocada, temporariamente, na mesma cela da delegada Adriana Belém para a realização de triagem. Após alguns minutos, Monique Medeiros foi realocada em outra cela.”

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Fonte: IG Nacional

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