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Economia

Índice de Preços dos Supermercados fechou maio em alta de 1,87%

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Inflação desacelera nos supermercados no mês de maio
Reprodução/iG Minas Gerais

Inflação desacelera nos supermercados no mês de maio

O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), apurado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fipe, foi de 1,87% em maio, um recuo importante em relação ao índice de abril, que ficou em 3,02%. A queda sinaliza uma desaceleração da inflação e é tendência para os próximos meses, o que traz alívio para o orçamento das famílias.

O Índice de Preços dos Supermercados mede a variação nos preços dos alimentos e dos itens de higiene pessoal e limpeza do lar vendidos nos supermercados. Embora o índice aponte desaceleração da inflação, a pressão sobre os preços de alguns produtos deve permanecer, o que faz com que o índice não meça uma deflação. A cesta de produtos industrializados, por exemplo, é uma das mais impactadas pelo aumento das despesas logísticas e de insumos.

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O leite, que registrou em maio uma inflação de 5,07% chegando a 29,53% no acumulado de 12 meses, tem uma variação de preços baseada – também – em fatores climáticos, que recentemente reduziram as pastagens no sul do país, prejudicando também a qualidade das silagens, o que elevou o custo de produção com a compra de ração para o gado leiteiro.


Substituição

A inflação faz com que o consumidor pesquise mais o preço dos produtos, optando por aqueles mais baratos. Esse movimento pode ser observado na cesta de proteínas animais, que registra queda no consumo dos cortes bovinos e nas aves, e aumento na procura pelos suínos, cujo preço registra deflação nos últimos meses.

A venda de carne bovina sofreu uma retração de 7% entre janeiro a abril em relação ao mesmo período do ano passado. O efeito foi provocado pelo aumento de 9% no preço dos cortes neste quadrimestre.

O frango, que era considerado uma opção viável de compra, apresentou elevação no preço de 12% de janeiro a abril em comparação ao mesmo período de 2021, e de 24,32% nos últimos 12 meses. A demanda internacional por produtos avícolas impactou os valores no mercado interno. Além disso, o surto de gripe aviária (H5N1) nos Estados Unidos e na Europa fez com que a China cancelasse as importações vindas dessas regiões, valorizando o produto brasileiro. Diante da procura externa, o produtor nacional diminuiu a oferta dirigida ao mercado interno e isto elevou o preço. 

Diante disto, a melhor alternativa ao bolso do consumidor passou a ser a carne suína, com deflação de 7,32% nos últimos 12 meses e de 6,90% no acumulado de janeiro a maio. Nesse período, o consumo da proteína suína aumentou 26%.

A boa notícia é que a oferta de suínos deve se manter alta internamente por conta das dificuldades da Rússia em importar o produto brasileiro em razão da guerra. No acumulado do ano, as importações russas caíram 12,9% em comparação com o mesmo período de 2021. Em resposta ao surto da peste suína africana, que teve início em 2018 e praticamente dizimou o rebanho chinês, projeções mostram que o consumo de suínos pela China está se estabilizando, o que reduz a demanda asiática pelo produto brasileiro. 


Hortifutis e bebidas

Em maio, os hortifrutigranjeiros apresentaram deflação de 3,61%, apesar do aumento acumulado de 37,36% nos últimos 12 meses causado pelos efeitos climáticos e pela elevação dos preços dos fertilizantes. Legumes e verduras, que vinham numa escalada de preços contínua, reduziram 22,31% e 1,52%, respectivamente, uma tendência nesta época do ano devido ao baixo consumo de legumes e verduras.

As bebidas alcoólicas sofreram variação de 0,96% em maio, com acumulado de 7,66% nos últimos 12 meses. O item de maior relevância foi a cerveja, que subiu 0,57% no mês, com o repasse do aumento nos custos de frete. Em relação às bebidas não alcoólicas, a inflação foi de 1,13% e, nos últimos 12 meses, 12,20%, com destaque para os refrigerantes (0,74% em maio) e acumulado de 15,72% em 12 meses, reflexo do aumento do açúcar.

Para economista Diego Pereira, da APAS, apesar dos efeitos da Guerra da Ucrânia continuarem impactando as commodities e provocarem desarranjos nas cadeias globais de suprimentos, a tendência para os próximos meses no Brasil é de acomodação do mercado. “A expectativa é caminharmos para a estabilização dos preços. A meta de inflação com base no IPCA, como aponta o Boletim Focus, tende a um movimento de queda a partir de junho”, revela o economista.

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Economia

PT prevê Auxílio Brasil de R$ 600 definitivo com nome Bolsa Família

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Lula em ato de pré-campanha em Aracaju
Ricardo Stuckert/Divulgação

Lula em ato de pré-campanha em Aracaju

Após a aprovação da PEC Eleitoral, o PT estima que o pagamento do Auxílio Brasil mínimo de R$ 600 por benefício, que pela proposta será somente até dezembro deste ano, acabará se tornando definitivo. De acordo com o deputado Alexandre Padilha (PT-SP), um dos interlocutores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva com o setor empresarial e financeiro, uma vez instituído o valor, não será possível reduzi-lo, o que gera um desafio fiscal para 2023.

A proposta de Emenda à Constituição  foi aprovada pelo Senado nesta quinta-feira (30) com apenas um voto contrário — portanto, com apoio do PT e dos demais partidos de oposição. Senadores do partido se manifestaram contra a decretação do estado de emergência previsto na PEC e desenhado para driblar a lei eleitoral, mas acabaram votando a favor do texto depois da proposta se tornar mais restritiva.

A PEC faz parte da estratégia eleitoral do presidente Jair Bolsonaro e custará R$ 41,2 bilhões até o fim do ano.

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“O PT foi o primeiro a defender o valor de R$ 600. O Bolsonaro foi contra. Não permitiu a aprovação. Então, Bolsonaro tem que se explicar porquê ele foi contra lá atrás e agora monta uma operação boca de urna, às vésperas das eleições, acreditando que pode comprar o voto de quem está sofrendo pela fome, pela insegurança alimentar”, disse Padilha.

A proposta também permite zerar a fila do programa, hoje composta por 1,6 milhão de famílias que atendem aos critérios para receber o benefício, mas não estão incluídas no programa por falta de recursos. O orçamento do Auxílio Brasil em 2022 é de R$ 61,2 bilhões, e o programa atende a 18 milhões de família. Com a PEC, esse gasto subirá R$ 26 bilhões em 2022.

Para Padilha, o tamanho da fatura que está sendo criada agora, além de outras medidas tomadas pelo governo, dificulta ao PT apresentar um plano concreto para a área fiscal. Lula já deixou claro que quer rever o teto de gastos (a norma que trava as despesas federais e é considerada a principal regra fiscal do país), mas não apresentou uma proposta sobre qual regra colocar no lugar.

Os gastos previstos com a PEC serão pagos fora do teto e das demais regras fiscais, com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Essas incertezas e responsabilidades geradas por Bolsonaro e Guedes só reforçam que a deterioração econômica e social do país pode se agravar nesses últimos meses do governo fracassado por Bolsonaro, dificultando ainda mais qualquer tipo de detalhamento de uma proposta de um novo regime fiscal do país”, disse o deputado.

Além dos gastos, o governo Bolsonaro zerou impostos federais sobre a gasolina e o diesel até o fim do ano, com aval do Congresso Nacional. Ou seja, se nada for alterado, o Brasil começa o próximo ano com aumento de impostos.

Esse cenário, diz Padilha, reforça a dificuldade de se apresentar um plano concreto para as contas públicas, como cobra o mercado. Ele compara a situação com o início do governo Michel Temer, que criou o teto de gatos para sinalizar uma melhora na trajetória fiscal, depois do governo Dilma Rousseff.

“Os construtores do regime fiscal do teto de gastos do governo Temer não o detalharam antes de assumir o governo, e só o fizeram quando começaram o governo, tinham as contas mas mãos. Passaram a detalhar o quando, a partir da presença do governo podiam coordenar o diálogo com os atores econômicos, com o Congresso Nacional e com a sociedade”, afirmou.

Padilha ainda diz que, caso o PT de fato volte ao governo federal, deve retomar o nome Bolsa Família, aposentando o Auxílio Brasil criado por Bolsonaro. O Bolsa Família foi criado por Lula no primeiro mandato e é uma das suas principais marcas. Foi pensando nisso que Bolsonaro decidiu trocar o nome, incluindo o desenho dos cartões. O governo quis associar o nome do programa ao auxílio emergencial criado durante a pandemia e que ajudou, à época, a popularidade de Bolsonaro — esse é o mesmo desejo da campanha de Bolsonaro agora, com o mesmo valor do auxílio e com novo nome.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Rio de Janeiro reduz para 18% alíquota do ICMS sobre combustíveis

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O governo do Rio de Janeiro reduziu a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 32% para 18%. A medida está no Decreto 48.145, publicado hoje (1º) em edição extra do Diário Oficial do estado.

“Fica fixada em 18% (dezoito por cento) a alíquota máxima do ICMS para operações e prestações internas com combustíveis, energia elétrica, comunicações e transporte coletivo, preservadas as alíquotas inferiores estabelecidas na Lei nº.2.657/1996, para as mesmas operações e prestações”, diz o decreto.

Segundo o governador Cláudio Castro, a redução no preço da gasolina será, em média, de R$ 1,19.

Ele ressaltou que a redução está saindo por decreto, mas que vai como projeto de lei para a Assembleia Legislativa. “O preço médio [do litro] da gasolina no Rio de Janeiro hoje é R$ 7,8. Acreditamos que, com essa redução, haverá uma diminuição de R$ 1,19, fazendo com que o preço médio seja de R$ 6,61”, disse Castro.

O governador informou que o Procon-RJ inicia segunda-feira (4) a Operação Lupa na Bomba, para verificar se a redução foi repassada para os consumidores. A ação terá apoio das forças policiais civis e militares. “Quem não estiver segunda-feira com o preço novo, será multado”, afirmou Castro.

Estima-se que o estado deixe de arrecadar R$ 3,9 bilhões apenas neste ano com a redução do imposto.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Economia

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