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Incêndio em terra indígena deixa quatro mortos no Rio Grande do Sul

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Incêndio em terra indígena deixa três mortos
Bruno Reinehr / Rádio Planalto / Divulgação Portal GZH

Incêndio em terra indígena deixa três mortos

No Rio Grande do Sul , um incêndio foi localizado em uma cadeia dentro de uma reserva indígena e Ronda Alta. Cerca de quatro pessoas foram mortas nesta quarta-feira (21) e a Polícia Civil informou que a prisão ficava na comunidade Alto Recreio, na reserva Serrinha. As informações foram apuradas pelo Portal GHZ. 

Com o andamento das investigações, existe a suspeita de um incêndio criminoso , porém, no decorrer da madrugada, seis membros da aldeia estariam realizando uma festa e bebendo na residência. As autoridades da tribo chegaram a intervir e prender essas pessoas, mas duas conseguiram fugir.

“O Estatuto do Índio permite estas punições próprias desde que não ultrapassem os limites da ética e que todos os direitos sejam assegurados”, declarou o delegado Leandro Antunes, que é de Sarandi e responde por Ronda Alta.

Na madrugada, o Corpo de Bombeiros foi acionado no local. Depois que as chamas foram controladas, quatro corpos foram localizados, três homens e uma mulher. As vítimas tinham em torno de 21 e 25 anos.

A perícia foi chamada para confirmar a identidade das vítimas e apurar as causas do incêndio. A Polícia Civil vai investigar caso e procura testemunhas e o cacique local para depoimentos.

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Presidente da CPI diz que há provas que não houve interesse do governo na vacina

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O presidente da comissão da CPI da Covid-19, o senador Omar Aziz (PSD-AM), apontou, em entrevista à Folha de São Paulo, que já está provado que o governo do presidente Jair Bolsonaro negligenciou inicialmente a compra de vacinas.

“Não houve nenhum interesse na compra da vacina no primeiro momento. Se apostou muito na imunização de rebanho, kit cloroquina, ivermectina”, disse ele, afirmando que, pelas informações que foram colhidas, “poderíamos ter tido vacina bem antes do planejado e uma quantidade bastante grande”.

Segundo ele, a carta endereçada pela Pfizer não foi só ao presidente, mas para muita gente do alto escalão do governo. “A gente não entende por que nenhum deles se prestou a dar uma ligada, mandar alguém procurar saber a oferta das vacinas. Isso foi em agosto, (então veio) setembro, outubro, novembro. Se tivéssemos feito isso em agosto, em dezembro nós teríamos começado a vacinar as pessoas”, comentou.

Para o presidente da CPI, a maior parte dos erros cometidos por Bolsonaro são consequência do mau aconselhamento, embora ele não possa usar esse fato para se eximir da culpa. “O governo errou desde o primeiro momento. Não apostou no isolamento, não apostou na máscara, no álcool em gel, na vacina, uma série de coisas que poderiam ter ajudado a salvar pessoas. E continuam apostando na cloroquina”, diz.

Por fim, Omar criticou a decisão do STF de conceder o habeas corpus para permitir que o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, se cale durante o depoimento, já que o considera peça importante.

“Acho que o ex-ministro Pazuello é a pessoa que pode nos dar mais informações, porque começou com ele. Veja bem, quando a Pfizer procura o Brasil, ele foi uma das pessoas que recebeu a carta. Por que não respondeu? Deram ordem para ele não responder? É isso que queremos saber. Não era política do Ministério da Saúde adquirir vacina?”, questionou.

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Yanomamis dizem que 2 crianças morreram afogadas em ataque de garimpeiros

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Yanomamis dizem que 2 crianças morreram afogadas em ataque de garimpeiros
Polícia Federal

Yanomamis dizem que 2 crianças morreram afogadas em ataque de garimpeiros

Lideranças Yanomami confirmaram neste sábado que duas crianças yanomami, uma de 1 ano e outra de 5 anos, morreram afogadas durante o ataque de garimpeiros à comunidade Paliniú, no Noroeste de Roraima, na última segunda-feira. Uma das vítimas é filha do cacique Fernando Palimi Thëri.

“Duas crianças faleceram no episódio de segunda-feira, 10. Após todos terem corrido dos tiros, elas ficaram perdidas. No dia 11, os adultos saíram à sua procura. No dia 12, encontraram os 02 corpos caídos na água”, afirma a Hutukara Associação Yanomami.

A informação da morte das crianças foi repassada pelas lideranças indígenas ao Ministério Público Federal (MPF) durante reunião em Boa Vista com o procurador da República Alisson Magural no início desta tarde.

Antes, os indígenas divulgaram uma carta enviada à Superintendência da Polícia Federal de Roraima pedindo a retirada “urgente” dos garimpeiros da comunidade Palimiú cerca de três meses antes do ataque sofrido pela aldeia, na última segunda-feira. Três garimpeiros teriam sido mortos e outras cinco pessoas feridas, entre elas um indígena por um tiro de raspão na cabeça.

Apresentado pelo líder indígena Ricardo Palimi Thëri, em Boa Vista, o documento foi protocolado no dia 18 de fevereiro. Nele, os indígenas afirmam “não aguentar mais” tanta destruição e morte.

“Os garimpeiros permanecem desde 2012 e até hoje já morreram 578 parentes Yanomami contaminados, e nenhuma medida foi tomada até hoje. Estão destruindo nossos rios, poluindo águas, peixes e todos os animais. Estamos enfrentando sérios problemas de saúde. Já não podemos mais tomar banho no rio e ficamos com queda de cabelos tanto de crianças e adultos por conta da forte química jogada no rio”. Já não aguentamos mais. Exigimos a retirada imediata dos invasores de nosso território, diz trecho da carta.

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Na terça-feira, um dia após o ataque, agentes da PF trocaram tiros com garimpeiros quando foram fazer uma diligência na comunidade de Palimiú.

O estopim para o ataque dos garimpeiros foi a apreensão de quadriciclos, 990 litros de combustível e materiais usados no garimpo. Nos áudios obtidos pelo GLOBO de supostos garimpeiros falando em grupo de mensagens, há diversas citações de que quem estava seguindo para acertar as contas com os índios eram “homens armados de fuzis e metralhadoras da facção”.

A Hutukara Associação Yanomami já havia enviado um ofício no último dia 30 de abril para os órgãos federais sobre a ocorrência de tiroteios entre indígenas e garimpeiros no Palimiú, na subida do rio em direção à base de Korekorema, no rio Uraricoera. Depois que o Ministério Público Federal (MPF) entrou com um pedido de liminar, a Justiça federal deu prazo de 24h para o governo enviar e manter tropa “permanente” no local.

O vice-presidente da entidade, Dario Kopenawa, afirmou, no entanto, que o clima na região continua tenso mesmo depois das diligências PF e do Exército.

“Chegaram mais 45 barcos essa última noite. Não temos segurança, estamos com medo e assustados. O Exército e a Polícia Federal foram lá, mas fizeram apenas um bate-volta”, disse.

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