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Educação

Inca integra projeto para estimular igualdade de gênero nas ciências

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O Instituto Nacional do Câncer (Inca), vinculado ao Ministério da Saúde, foi selecionado para integrar um grupo internacional cujo objetivo é estimular a igualdade de gênero nas instituições de ciência, tecnologia, ensino superior e pesquisa. Em parceria com as universidades de São Paulo (USP) e de Birmingham, na Inglaterra, o Inca vai desenvolver, ao longo deste ano, políticas e práticas para aumentar a atuação das mulheres nesses espaços.

A iniciativa Mulheres na Ciência foi fundada pelo British Council, que desenvolveu o projeto Promovendo e Fortalecendo a Igualdade de Gênero no Ensino Superior: uma perspectiva Reino Unido-Brasil. Do total de 15 trabalhos qualificados para o edital do British Council, seis foram escolhidos para receber o financiamento da organização Mulheres na Ciência: Chamada de Parcerias pela Igualdade de Gênero do Reino Unido-Brasil. Um deles foi o das pesquisadoras do Inca Mariana Boroni, Mariana Emerenciano e Patricia Possik.

Mariana Boroni disse hoje (11) à Agência Brasil que há cerca de um ano as pesquisadoras começaram a conversar sobre como poderiam mudar a realidade da desigualdade de gênero e de outras minorias no instituto. “E a gente viu a oportunidade de participar desse processo seletivo onde são escolhidas instituições brasileiras, em parceria com instituições inglesas, financiado pelo British Council, para desenvolver esse programa voltado para a equidade de gênero, no caso da mulher na ciência”.

Mapeamento

Mariana Boroni disse que a ideia é, primeiro, detectar quais seriam os principais problemas que elas conseguem enxergar no Inca e na USP. “A ideia é tentar mapear os principais problemas de desigualdade de gênero nessas instituições, aprender com instituições parceiras, como a Universidade de Birmingham, que já tem um programa montado para equidade de gênero, e ver de que forma a gente pode aplicar essas ações no nosso instituto, para ter um ambiente mais igualitário, mais equitativo, onde a participação das mulheres seja maior, mais relevante, mais reconhecida”.

Em fevereiro próximo, será realizado o primeiro seminário, envolvendo as três instituições. Depois, haverá uma visita técnica dos pesquisadores brasileiros à Inglaterra, para receber treinamento, entender as políticas e ações que estão sendo feitas naquele país para, em um segundo momento, tentar aplicá-las no Brasil. Uma terceira etapa será uma visita técnica dos pesquisadores de Birmingham ao Brasil, para a continuidade do debate sobre o tema. Serão feitas palestras de conscientização, mapeamento dos problemas, visando o estabelecimento de ações que possam mitigar essa situação nas instituições.

Mariana Boroni disse que além de a presença das mulheres nas ciências exatas ainda ser reduzida, nas ciências biológicas nenhuma mulher ocupa um cargo de decisão, onde são formuladas as políticas. “Outro problema é que as mulheres são cobradas com uma carga de produtividade semelhante à dos homens, só que elas têm atividades domésticas para as quais os homens não contribuem. Existe muita desigualdade para a forma como as mulheres são cobradas nos cargos que elas ocupam. Isso não é percebido pela comunidade científica”.

A pesquisadora disse que os salários nas ciências são semelhantes, embora a mulher não ocupe cargos políticos ou de alta hierarquia, que detêm os mais altos salários. “Isso influencia bastante”. 

Os resultados do programa deverão ser apresentados no final de 2022, após reunião de avaliação, prevista para outubro.

Rede

A rede conjunta Mulheres na Ciência, proposta pelos pesquisadores, profissionais e estudantes envolvidos no trabalho, vai proporcionar encontros para discussão do tema. Serão criados também novos recursos digitais e materiais de treinamento personalizados para ajudar no desenvolvimento profissional contínuo. 

Durante a execução do programa, outro objetivo é compartilhar as descobertas com comunidades científicas e de relações internacionais, por meio de conferências, publicações conjuntas e mídias sociais.

“É muito importante termos o reconhecimento da relevância e qualidade dos nossos projetos e equipes. Esse tipo de apoio é fundamental para implementarmos ações que diminuam a desigualdade de gênero na área acadêmica e científica em nosso país”, ressaltou o coordenador de pesquisa do Inca, Luiz Felipe Ribeiro Pinto.

A reitoria de Projetos Estratégicos da Universidade de Birmingham quer disseminar a ação pelo Brasil. O propósito é que o Inca, a USP e a Universidade de Birmingham trabalhem com mais parceiros em todo o Brasil, visando expandir o projeto para pesquisas e colaborações mais amplas sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ODS/ONU), em relação à igualdade de gênero. 

Edição: Fernando Fraga

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Educação

Prazo para pedir atendimento especializado no Revalida vai até sexta 

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O prazo para pedir atendimento especializado e tratamento por nome social no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) vai até as 23h59 de sexta-feira (21), mesmo dia em que se encerram as inscrições.

Podem pedir o tratamento especializado pessoas com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual (mental), surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, transtorno do espectro autista, discalculia, gestantes, lactantes, idosos, além de pessoas com outra condição específica.

As inscrições no Revalida abriram na segunda (17). O pedido de atendimento especializado deve ser feito junto com a inscrição. Para isso, é necessário atender a critérios específicos previstos em edital, como laudo assinado por médico com registro do Conselho Regional de Medicina (CRM).

Já o tratamento por nome social deve ser solicitado por quem deseja ser identificado de acordo com sua identidade de gênero (transexual, travesti ou transgênero).

Para isso, é necessário anexar documentos como foto atual colorida, com fundo branco, que enquadre desde a cabeça até os ombros, de rosto inteiro e sem assessórios como óculos e chapéus. A pessoa também deve anexar cópia digitalizada (frente e verso) de documento de identificação oficial com foto válido, conforme especificado em edital.

A aplicação da prova da primeira etapa do Revalida está marcada para 6 de março em oito capitais: Brasília, Campo Grande, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio Branco, Salvador e São Paulo. O participante deve indicar, no momento da inscrição, onde deseja fazer o exame.

As inscrições podem ser realizadas na página do Revalida. O Inep também mantém um portal com informações sobre o exame.

Edição: Fábio Massalli

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Educação

Olimpíada de matemática divulga lista de premiados

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A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) divulgou hoje (18) a lista de premiados da sua 16ª edição. Ao todo, foram inscritos 17,8 milhões de estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio de 53.374 escolas, incluindo instituições públicas e particulares. A relação dos premiados pode ser conferida aqui.

Serão distribuídas 575 medalhas de ouro, 1.725 de prata, 5.175 de bronze e 51.900 certificados de menção honrosa. Também foram premiados professores, escolas e secretarias municipais de Educação que se destacaram em virtude do desempenho dos alunos. As cerimônias de premiação da 16ª OBMEP serão realizadas em data ainda a ser definida.

Esta edição da olimpíada teve a participação de 5.561 municípios, o que representa 99,84% do total de cidades do país, um número recorde na história da premiação. 

Os alunos premiados são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) como incentivo e promoção do desenvolvimento acadêmico. Os participantes recebem uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e têm acesso a encontros semanais para aprofundar o conhecimento matemático. 

Os medalhistas que se matricularem em curso de graduação também podem participar do processo de seleção para o Programa de Iniciação Científica e Mestrado (PICME). Os candidatos selecionados podem realizar estudos avançados em matemática simultaneamente com sua graduação em qualquer área e recebem uma bolsa de iniciação científica do CNPq.

A OBMEP foi criada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) em 2005 e é realizada com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), com recursos dos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e da Educação (MEC). 

Edição: Fábio Massalli

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