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Economia

IGP-M acumula inflação de 3,15% em 12 meses, diz FGV

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O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 0,68% em outubro deste ano, percentual acima da taxa de setembro (-0,01%). Com isso, o IGP-M acumula taxas de inflação de 4,79% no ano e de 3,15% nos últimos 12 meses.

Os dados foram divulgados hoje (30) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A alta da taxa de setembro para outubro foi puxada pelo atacado, medido pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo, que teve taxa de 1,02% em outubro, depois de uma deflação (queda de preços) de 0,09% em setembro.

Segundo a FGV, o Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, teve deflação de 0,05% em outubro, uma queda de preços mais acentuada do que a registrada em setembro, que havia sido de 0,04%.

O Índice Nacional de Custo da Construção também teve queda na taxa, mas continuou registrando inflação. A taxa passou de 0,60% em setembro para 0,12% em outubro.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Economia
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Grandes municípios perdem participação no PIB ano a ano, mostra IBGE

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Os 69 municípios de maiores PIBs representavam, em 2017, cerca de metade do total do Produto Interno Bruto nacional (PIB, soma de todos os produtos e serviços fabricados no país) e pouco mais de um terço da população brasileira. É o que revela o Boletim PIB dos Municípios 2017, divulgado hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A gerente de Contas Regionais do IBGE, Alessandra Poça, disse à Agência Brasil que o fato de 69 municípios representarem metade do PIB significa que há uma concentração econômica muito grande e “isso não muda de ano para outro”. O que se observa é que esses grandes municípios, independente do recorte que seja dado, vêm perdendo participação a cada ano. “Isso é uma constante. Isso ocorre porque os outros municípios estão aumentando sua economia”. As grandes cidades estão perdendo participação relativa, mas esse processo ainda é uma coisa muito lenta, explicou a gerente do IBGE.

Em 2017, sete municípios brasileiros responderam por quase um quarto do PIB do Brasil e por 13,6% da população. São eles São Paulo (SP), com 10,6%; Rio de Janeiro (RJ), com 5,1%; Brasília (DF), com 3,7%; Belo Horizonte (MG), com, 1,4%; Curitiba (PR), com 1,3%; Osasco (SP), com 1,2%; e Porto Alegre (RS), com 1,1%. Já em 2002, apenas quatro municípios somavam um quarto da economia nacional. Eles eram São Paulo (SP), com 12,7%; Rio de Janeiro (RJ), com 6,3%; Brasília (DF), 3,6%; e Belo Horizonte (MG), 1,6%.

Desconcentração

Segundo Alessandra Poça, a ampliação do número de municípios entre 2002 e 2017 permitiu identificar a tendência à desconcentração, com os municípios de menor valor ganhando participação em relação aos de maior valor. Levando em conta os 100 municípios com os maiores PIBs, nota-se que perderam participação no PIB do Brasil entre 2002 e 2017, de 60% para 55,3%. Excluindo as capitais, a perda de participação dos 100 maiores PIBs foi de 27,1% para 26,6%, no mesmo período.

Alessandra Poça disse que desde o ano passado, a Gerência de Contas Regionais começou a fazer um trabalho conjunto, na parte de análise de dados, com a Diretoria de Geografia, que usou recortes, fazendo regionalizações do território brasileiro conforme as questões geográficas. “Aí a gente está olhando mais a geografia econômica”, esclareceu Alessandra Poça. Acrescentou que o olhar da geografia trouxe mais ferramenta analítica para interpretar os dados.

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Concentrações urbanas

Olhando-se a distribuição do PIB por concentrações urbanas, que são arranjos de municípios com mais de 100 mil habitantes, com características similares ou uma interação econômica muito forte, constata-se que duas concentrações urbanas responderam por um quarto da produção econômica brasileira em 2017: São Paulo/SP, com 17,3%, e Rio de Janeiro/RJ, com 7,7% do PIB. Já as dez maiores concentrações urbanas, ou agregados de municípios, respondem por cerca de 43% do PIB nacional, ou R$ 2,838 trilhões (São Paulo/SP, Rio de Janeiro/RJ, Brasília/DF, Belo Horizonte/MG, Porto Alegre/RS, Curitiba/PR, Campinas/SP, Salvador/BA, Recife/PE e Fortaleza/CE).

Outro conceito geográfico, da densidade econômica, pega o valor do PIB e divide pela área do município ou do arranjo de municípios. Isso significa, por exemplo, que a concentração urbana de São Paulo respondeu por um PIB de R$ 1,139 trilhão, com densidade econômica de R$ 159,230 milhões por quilômetro quadrado (159.230 mil R$/km2). Olhando somente a capital de São Paulo, verifica-se que o PIB em 2017 atingiu R$ 699,288 bilhões, ou 10,6% no PIB do Brasil.

Em 2017, os municípios das capitais representavam 32,4% do PIB nacional, menor participação da série. Em 2002, era 36,1%. “Significa que os demais municípios vêm ganhando participação. A leitura é essa: se a capital perdeu e os 100 maiores (municípios) sem a capital perderam, então o restante está ganhando”, disse Alessandra Poça.

PIB per capita

Em relação ao PIB per capita, isto é, por indivíduo, a gerente de Contas Regionais do IBGE informou que os dez municípios com os maiores PIB por pessoa somavam, em 2017, 1,5% do PIB nacional e 0,2% da população. Alessandra destacou que o PIB per capita vê a relação entre o PIB do país e a população. “Não necessariamente os maiores PIBs per capita são os municípios de maior valor de PIB, porque a maioria desses municípios tem uma indústria muito atrelada a commodities ou à indústria extrativa, como petróleo e minério, e, mais recentemente, municípios que têm grandes hidrelétricas. Quando a gente pega o PIB e divide pela população, a gente vê um PIB per capita grande; não necessariamente são os maiores PIB”, observou.

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O município com maior PIB per capita (R$ 344. 847,17), em 2017, foi Paulínia (SP), em função da indústria de refino de petróleo. Já entre os municípios das capitais, a liderança foi exercida por Brasília, com R$ 80.502,47. A menor posição foi apresentada por Belém (R$ 20.821,46). Em 2017, 13 capitais brasileiras tinham PIB ‘per capita’ maior que o PIB brasileiro (R$ 31.702, 25). Em 2002, esse número era menor (11 capitais). Alessandra Poça ressaltou, porém, que um PIB per capita  elevado não quer dizer que a renda gerada está sendo apropriada pela população daquela localidade. “A gente não consegue enxergar essa informação”.

A pesquisa mostra também que 13 grandes concentrações urbanas, com mais de 750 mil habitantes, apresentavam em 2002 um PIB per capita superior à média nacional. Brasília ocupava a primeira posição, naquele ano, passando para a segunda classificação em 2017, depois de Campinas. Em 2017, as grandes concentrações urbanas com PIB por pessoa maior que a média nacional incluíram Cuiabá/MT.

Tomando por base a hierarquia urbana dos municípios, observa-se que quanto maior a hierarquia, maior o PIB per capita. Em 2017, as metrópoles, com PIB por indivíduo da ordem de R$ 42.170, 42, superaram o PIB nacional (R$ 31.702, 25). O mesmo ocorreu com as capitais regionais, cujo PIB per capita alcançou R$ 34.190, 09. As demais classes da hierarquia urbana (centro sub-regional, centro de zona e centro local) tiveram PIB per capita menor que o nacional.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Economia
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Economia

Dívida recorde das famílias paulistanas atinge 60,5% em novembro

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O endividamento na capital paulista atingiu 60,5% dos lares em novembro, registrando mais um recorde histórico, com o maior nível desde 2010. O resultado significa que 2,38 milhões de famílias permanecem com algum tipo de dívida. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), divulgada nesta sexta-feira (13).

Em relação ao mesmo período de 2018, o levantamento mostra que houve alta de nove pontos percentuais. Na comparação com outubro, a elevação foi de 0,7 ponto percentual.

Apesar da expansão do nível de endividamento, a inadimplência caiu, passando de 22,8% em outubro para os atuais 21,9%. A dificuldade de pagar contas atrasadas ainda está, no entanto, mais alta do que em novembro do ano passado e atinge 862 mil famílias. 

O principal tipo de dívida das famílias continua sendo o cartão de crédito (75,5%). Na segunda posição, ficaram os carnês (13,8%), seguidos pelo financiamento de casa (10,9%) e financiamento de carro (10,4%), com praticamente o mesmo percentual.

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Segundo a FecomercioSP, com o retorno da liberação de recursos pelas instituições financeiras, os consumidores voltaram a comprar no crédito, inclusive, ampliando os gastos para bens duráveis. O cenário explica o aumento do uso do cartão e do endividamento em novembro mas, para a instituição, o dado é positivo já que revela movimento da economia e queda na inadimplência.

A pesquisa ainda mostrou que 12% dos entrevistados afirmaram que pretendem obter algum tipo de crédito nos próximos três meses. O dinheiro, segundo pesquisados, será destinado principalmente para a aquisição de produtos (17,6%). Apenas 10,9% disseram que usarão o dinheiro para pagar dívidas.

Para a Federação, com o mercado de trabalho mais aquecido, juros reduzidos e inflação controlada, o parcelamento sem juros se torna uma ótima opção de pagamento, pois o consumidor não precisa se desfazer do seu dinheiro para quitar o produto ou serviço no ato. A recomendação da FecomercioSP é para que os comerciantes pesquisem quais máquinas de cartão são mais vantajosas diante desse cenário e ajudam a melhorar o giro do fluxo de caixa.

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Na visão da entidade, a tendência é de que com o bom desempenho da economia, o crédito continue em expansão. O resultado deve ser a manutenção do endividamento e redução da inadimplência.

A PEIC é apurada mensalmente pela FecomercioSP desde fevereiro de 2004. São entrevistados aproximadamente 2,2 mil consumidores na capital paulista. O objetivo da pesquisa é diagnosticar o nível de endividamento e de inadimplência do consumidor.

Edição: Carolina Gonçalves

Fonte: EBC Economia
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