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iG Delas realiza live sobre as mulheres 50+ e 60+ da atualidade

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Edna Dantas e Cris Pàz participam de live do iG Delas sobre nova maturidade
Portal iG/Divulgação

Edna Dantas e Cris Pàz participam de live do iG Delas sobre nova maturidade

O iG Delas realiza transmissão ao vivo nesta terça-feira (18), às 15h, para falar de nova maturidade, abordando as identidades das mulheres 50+ e 60+ da atualidade. Será abordado o contexto em que essas mulheres estão inseridas socialmente, bem como menopausa, o orgulho dos cabelos brancos, sexo na maturidade e etarismo.

Participam da live a jornalista Edna Dantas, colunista do iG Delas e autora do canal Pirações de Meia Idade, e Cris Pàz, que é publicitária, escritora com oito livros publicados, produtora de conteúdo, palestrante, colunista na Rádio BandNews de Belo Horizonte e apresentadora do podcast 50 Crises.

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A live sobre nova maturidade será exibida pelo canal do Portal iG no YouTube a partir das 15h:

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Fonte: IG Mulher

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Mulher

Existe fórmula mágica para melhorar o sexo na menopausa?

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Sair da rotina, além de investir em carinho e atenção, pode melhorar a vida sexual na menopausa
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Sair da rotina, além de investir em carinho e atenção, pode melhorar a vida sexual na menopausa

Não sei você, mas eu vivo correndo atrás de fórmulas mágicas para resolver questões complexas. Quando o assunto é sexualidade feminina , tema que envolve desejos, pensamentos, experiências, moral, costumes, corpo, cérebro, imagine a confusão. A partir da menopausa tudo isso vira um caldeirão de dúvidas, quereres, cobranças e inúmeros desafios. E não existe uma pílula que resolva tudo isso ao mesmo tempo.

O médico Théo Lerner , do Ambulatório de Medicina Sexual da Divisão Clínica Ginecológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, conversou comigo e deu algumas pistas que ajudam a explicar a complexidade envolvida nesta fase da vida da mulher. Eu e você somos muitas e não estamos sozinhas nesse mar de águas profundas.

Para além dos calores desagradáveis, a menopausa é um momento onde a mulher vai se questionar novamente a respeito da sua identidade , explica o médico. “É mais ou menos como se fosse a adolescência”, compara o ginecologista e sexólogo. A diferença é que a mulher menopausada vai encarar pela frente uma próxima fase da vida cercada de preconceitos e medos, a velhice. 

“Na nossa sociedade a velhice é vista de uma forma muito negativa e muitas acabam vivenciando essa transição de uma forma bem dolorosa”, afirma Théo Lerner, que tanto no Hospital das Clínicas, que é público, quanto no consultório particular, lida com mulheres que precisam de ajuda para tentar melhorar a vida sexual. “Para muitas, a menopausa é o momento que ela diz ‘opa, parei. Está ótimo, não preciso mais’. Para outras vai ser ‘opa, eu vou continuar porque está muito bom'”, relata o médico para demonstrar que somos simultaneamente muito parecidas e muito diferentes umas das outras.

A preocupação com o engravidar some e começam outras preocupações com o desconforto físico, os desconfortos dos relacionamentos. “Essas vivências acabam impactando na forma como cada mulher vai ver a sexualidade. Se foram relacionamentos ruins, ela vai ter uma visão negativa da sexualidade, se foram relacionamentos gostosos, ela verá de forma agradável”.

Entre as razões que levam muitas mulheres a procurar ajuda de um terapeuta sexual, o médico destaca duas: a falta de desejo sexual e dor durante a penetração.

“Muitas vezes os casais se acomodam, especialmente aqueles que estão em relacionamentos de longo prazo. Assumem uma certa rotina. A mulher já sabe como marido vai procurá-la, eles têm dia e hora mais ou menos certos na semana para ter relações, depois da novela e do jogo de futebol, tudo roteirizado, programado e monótono”, descreve o médico. “Muitas dizem ‘eu preciso ter desejo para segurar o casamento’. Ter desejo é uma obrigação”.

Quanto à dor durante a penetração, o ginecologista explica que, por causa da redução de hormônio circulante na vagina, ela fica mais seca, provocando atrito e, consequentemente, dor. “A regularidade da atividade sexual ajuda a ter lubrificação vaginal, mesmo em mulheres que não fazem nenhum tipo de terapia hormonal”, afirma o sexólogo.

Segundo Théo Lerner, é preciso saber se as estruturas ginecológicas têm algum tipo de alteração ou a falta de lubrificação vaginal acontece porque essa mulher está cansada, não está se excitando, não está muito afim, está sem desejo.

“A mulher deseja muito ser acariciada. Tem razão. A relação sexual não se resume à penetração. Tem todo o preâmbulo, tem todo o carinho, todo o afeto, todo o resto do corpo para ser estimulado”, diz o médico e sexólogo como música para muitos ouvidos femininos. Os meus inclusive.

“Muitas vezes esse casal que está acostumado a uma relação bem rapidinha, bem burocrática, estaria com vontade de mais coisas, mais aconchego, mas ninguém fala nada um para o outro porque, tanto a mulher quanto o homem, acha que o outro tem obrigação de saber o que ela ou ele quer. Como o outro vai saber?”, questiona Théo Lerner. Neste momento, a primeira e mais importante mudança é na comunicação entre parceiros. Dizer o que quer, os caminhos que dão mais prazer, uma nova posição, envolver fantasias sem forçar a barra de ninguém. Eu, por exemplo, não consigo me imaginar fazendo um streap-teaser, mas você pode gostar.

Nesta longa entrevista que fiz com o doutor Théo Lerner, ele fala dos diferentes tratamentos utilizados para ajudar a facilitar a relação sexual a partir da menopausa. Coisas como a própria reposição hormonal (para quem pode fazer), gel a base de água para ajudar na lubrificação e técnicas de energia como laser, ultrassom microfocado, radiofrequência não ablativa – esses últimos, tratamentos não acessíveis na rede pública e que em se tratando da vagina devem ser aplicados com muito cuidado e, claro, por profissionais habilitados.

A conversa com o médico e sexólogo tem um pouco mais de uma hora duração. Nos primeiros cinco minutos está tudo escuro porque euzinha me enrolei na hora da transmissão. Mas vale a pena. Modéstia à parte, é uma conversa bem esclarecedora sobre diferentes aspectos da sexualidade feminina nesta fase confusa da vida. No final, uma coisa ficou bem clara para mim: não existe fórmula mágica quando o assunto é sexo. Nem para os homens.


Fonte: IG Mulher

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Mulher tem condição rara de um único seio

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Rebecca Butcher exibe orgulhosamente o seu corpo, sem medo de julgamentos
Reprodução/Instagram

Rebecca Butcher exibe orgulhosamente o seu corpo, sem medo de julgamentos

A britanica Rebecca Butcher nasceu com uma condição rara chamada de síndrome de Poland, que a faz ter um único seio. Nas redes sociais, ela conta a sua jornada até a descoberta da síndrome e compartilha informações sobre ela, para que mais pessoas tenham consciência sobre o assunto. 

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Em um dos vídeos publicados pela inglesa na plataforma do Tik Tok, ela conta ter percebido que seu corpo era diferente do das outras pessoas no início da adolescência, devido a um de seus seios estar crescendo mais rapidamente do que o outro. 

Ao procurar um médico para entender o que estava acontecendo, foi dito a ela que era algo comum ter seios de tamanhos diferentes e com o tempo, essa diferença diminuiria. No entanto, a assimetria foi se acentuando com o passar dos anos, até que um dia, cansada de se esconder e querendo encontrar respostas, ela vasculhou a internet, até encontrar a rara síndrome de Poland, que é caracterizada pela falta ou assimetria das mamas. 

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“Eu estava tendo que encher meu sutiã com meias e usar gola alta para escondê-lo porque eu não queria que ninguém soubesse”, relembra Butcher. 

Entretanto, quando Rebecca mostrou a sua descoberta para o médico com quem se consultou, ele alegou que não poderia diagnosticá-la com essa síndrome, pois apesar de o profissional acreditar que ela teria a condição, ele não havia estudado sobre Poland na faculdade. 

“Ele disse ‘sim, tenho certeza de que é isso que você tem, mas não posso diagnosticar porque não sei nada sobre isso’”, conta a mulher. 

Rebecca Butcher passou por pelo menos onze profissionais da saúde, com cada um dando um diagnóstico diferente e sem receber o auxílio necessário, até que ela decidiu deixar de buscar ajuda medica e optou por se encontrar com outras pessoas que também têm a mesma síndrome que ela. Hoje, Rebecca relata que sente orgulho de seu corpo e que não tem interesse em colocar próteses de mama. 

“Sinto que nunca saberei tudo sobre essa condição, mas eu acabei aceitando isso”, afirma Butcher.

Fonte: IG Mulher

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