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Economia

IFI: liberação do FGTS dobra previsão de crescimento do PIB em 2022

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Dólar pode alcançar R$ 5,57 em um cenário pessimista para a economia brasileira
Fabrizio Gueratto

Dólar pode alcançar R$ 5,57 em um cenário pessimista para a economia brasileira

Relatório de Acompanhamento Fiscal da Instituição Fiscal Independente (IFI), divulgado nesta quarta-feira (18) prevê alta de 1% no PIB, o dobro do último relatório, que estimava 0,5%. Como razão para o otimismo, a IFI cita a melhora da atividade econômica e o efeito positivo das liberações de recursos do FGTS sobre o consumo das famílias no segundo trimestre.

Já para 2023, o relatório reduziu a estimativa de alta do PIB de 2,0% para 1,0%, influenciada por uma política monetária mais restritiva sobre o desempenho da demanda interna.

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A IFI também prevê que a inflação medida pelo IPCA deve atingir 7,9% em 2022 e 4,0% em 2023. Além disso, o órgão ligado ao Senado projeta que a taxa básica de juros, a Selic, encerre o ano de 2022 em 13,25%, diminuindo para 9,5% em 2023.

Cenário externo e eleições vão influenciar o dólar

Em uma projeção pessimista, com agravamento dos conflitos na Ucrânia e uma desaceleração mais aguda da economia chinesa devido à pandemia, o dólar pode chegar a R$ 5,57 no fim de 2022. 

A taxa de câmbio elevada aumentaria o risco fiscal e manteria a inflação em patamares elevados, o que reduziria a perspectiva de crescimento médio do PIB de 2024 a 2031 para 1,3% ao ano. 

Em um cenário otimista, prevendo arrefecimento dos conflitos externos e um processo eleitoral pacífico, haveria redução mais acelerada da taxa de desemprego e das pressões inflacionárias, devido à queda no preço das commodities. Nesse ambiente, o câmbio seria de R$ 4,70 por dólar até o fim do ano. 

Além disso, entre 2024 e 2031, a taxa média de crescimento do PIB seria de 3,2% e a taxa real de juros caminharia para um patamar de 2,9% ao ano.


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Economia

Mesmo com classificação, internacionalização do aeroporto Marechal Rondon será debatida no Senado

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A internacionalização do Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, será tema da audiência pública que a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado promove na próxima terça-feira (28), a partir das 10h. A sessão será interativa e semipresencial.

O debate foi solicitado pelo senador Fabio Garcia (União Brasil), por meio de um requerimento: REQ 21/2022-CI. Ele ressalta que, embora o aeroporto já apresente a classificação “internacional” em seu nome, ainda existem algumas pendências para que isso se torne realidade.

“Na prática [a internacionalização] não acontece porque ainda existem algumas pendências do aeroporto com a Receita Federal, a Polícia Federal e a Anac [Agência Nacional de Aviação Civil]. Então a audiência é exatamente para fazer essa força-tarefa, para tentar resolver isso o quanto antes, para que o aeroporto se torne efetivamente um aeroporto internacional”, disse o senador.

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Economia

Governo muda regras de seleção para o programa Casa Verde e Amarela

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O número de lançamentos do programa habitacional popular despencou
Adalberto Marques/Integração Nacional

O número de lançamentos do programa habitacional popular despencou

O governo federal divulgou nesta sexta-feira (24) as novas regras para a seleção das famílias de baixa renda beneficiárias do programa Casa Verde e Amarela, substituto do Minha Casa, Minha Vida, em áreas urbanas. A portaria que regulamentou as modificações foi publicada no Diário Oficial da União.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Regional, caberá aos municípios a informatização do cadastramento da famílias, assim como a publicação das etapas do processo e orientação sobre regras, prazos e documentação necessária.

As famílias beneficiadas devem ter renda bruta familiar mensal de até R$ 2,4 mil, e se enquadrar em algum requisito de carência habitacional, como habitação precária, coabitação, adensamento excessivo, ônus excessivo do aluguel, aluguel social provisório e situação de rua.

A portaria também determina que durante a seleção devem ser priorizadas mulheres responsáveis pela unidade familiar; pessoas com deficiência, idosos e crianças ou adolescentes na composição familiar; e situação de risco e vulnerabilidade. Os municípios ficam livres para usar critérios complementares, de acordo com a realidade local.

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