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Economia

IBGE revisa crescimento do PIB de 2017 de 1% para 1,3%

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Agência Brasil

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Beto Barata/PR

IBGE revisou crescimento do PIB de 2017, durante governo Temer, de 1% para 1,3%

O Produto Interno Bruto do Brasil (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos no país) cresceu 1,3% em 2017, anunciou nesta sexta-feira (8), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), após uma análise mais detalhada sobre o movimento da economia naquele ano, que interrompeu a recessão de 2015 e 2016.

Leia também: Inflação de outubro é a menor para o mês desde 1998, revela IBGE

O instituto acompanha e publica trimestralmente os resultados do PIB , mas, após essa divulgação, os pesquisadores continuam a atualizar a metodologia e reunir informações mais detalhadas, como balanços de empresas e dados da Receita Federal, que servem para produzir um estudo mais amplo sobre a economia.

Com a consolidação, o crescimento da economia naquele ano passou de 1% para 1,3%, totalizando R$ 6,583 trilhões.

Desempenho

Também foram atualizados os dados sobre o desempenho de cada setor da economia. O crescimento da agropecuária passou de 13% para 14,2%; o da indústria saiu de uma estabilidade de 0% para uma queda de 0,5%, e dos serviços cresceram 0,8% em vez de 0,3%

A taxa de investimento (Formação Bruta de Capital Fixo), que havia sido de 15,6%, caiu para 14,6% com a análise mais ampla, o menor patamar desde 1995.

Leia também: Mercado eleva previsão de crescimento da economia neste ano

Mais informações podem ser conferidas no Sistema de Contas Nacionais do IBGE , que inclui uma série completa desde 2000.

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Economia

Caixa emprestou R$ 1,3 bi para estados e municípios em dois dias

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Dois dias depois da ampliação do limite para que estados e municípios possam contratar empréstimos no sistema financeiro, a Caixa Econômica Federal emprestou R$ 1,3 bilhão para 45 governos locais (estados e municípios), disse hoje (4) a vice-presidente do banco, Tatiana Thomé. O banco concentra 70% dos empréstimos para prefeituras e governos estaduais no país.

Desse total, a maior parte R$ 414 milhões (32%) foi para a Região Sul. Em segundo lugar, ficou o Nordeste, com R$ 411 (31%); seguido pelo Sudeste, com R$ 304 milhões (23%); pelo Centro-Oeste, com R$ 165 milhões (13%); e pelo Norte, com R$ 14 milhões contratados (1%). Nessas operações, os governos locais dão repasses dos Fundos de Participação dos Estados e dos Municípios e receitas futuras do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) como garantia.

Há dois dias, o Conselho Monetário Nacional ampliou de R$ 3,5 bilhões para R$ 7,5 bilhões o limite para a contratação de empréstimos sem garantia do Tesouro Nacional pelos estados e pelos municípios. Segundo Tatiana Thomé, o limite original de R$ 3,5 bilhões de empréstimos sem garantia do Tesouro para governos locais, que entrou em vigor no início de março, esgotou-se em 15 dias.

As garantias representam os ativos usados para cobrir eventuais calotes em operações de crédito. Além dos R$ 7,5 bilhões sem a cobertura da União, as prefeituras e os governos estaduais estão autorizados a pegar R$ 4,5 bilhões com garantia do Tesouro. Esses empréstimos, no entanto, são de difícil acesso porque a União só aceita conceder garantias para entes públicos com nota A e B, com as contas públicas equilibradas ou em relativo equilíbrio.

Segundo Tatiana, o banco ainda tem espaço para conceder R$ 2,6 bilhões em empréstimos sem garantia da União e R$ 654 milhões com garantia do Tesouro. Desde o início de março, o banco emprestou R$ 5,07 bilhões a estados e municípios.

As principais linhas de crédito da Caixa são a Finisa, operada com recursos do próprio banco e voltada principalmente para investimentos em infraestrutura urbana, saneamento, escolas e unidades de saúde, e a linha com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para programas de saneamento, transporte, mobilidade urbana e infraestrutura habitacional

Auxílio emergencial

O número de pessoas com o pedido do auxílio emergencial em análise subiu de 11,1 milhões ontem (3) para 11,3 milhões hoje, disse a vice-presidente da Caixa. Desse total, 5,9 milhões de cadastros estão em primeira análise e outros 5,4 milhões em segunda ou terceira análise, quando o cadastro foi considerado inconsistente e a Caixa permitiu a contestação da resposta ou a correção de informações.

O banco recebeu 107,1 milhões de solicitações de cadastro no aplicativo e no site, das quais 101,2 milhões foram processadas até agora. Do total de cadastros processados, 59 milhões foram considerados elegíveis e 42,2 milhões inelegíveis. O cadastro no programa pode ser feito no aplicativo Caixa Auxílio Emergencial ou no site auxilio.caixa.gov.br.

Na última sexta-feira (29), o banco terminou de pagar a segunda parcela aos beneficiários. Segundo o balanço acumulado apresentado até agora, a instituição desembolsou R$ 76,6 bilhões, somadas ambas as parcelas. No total, 58,6 milhões de pessoas receberam alguma parcela do benefício desde que o programa foi criado, em abril, para ajudar as pessoas a enfrentar os impactos da crise causada pela pandemia de covid-19.

Considerando apenas a segunda parcela, 19,50 milhões de brasileiros receberam R$ 35,5 bilhões. Do total pago até agora, R$ 30,3 bilhões foram para beneficiários do Bolsa Família, R$ 14 bilhões para aqueles inscritos no Cadastro Único para os Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e R$ 32,3 bilhões para trabalhadores informais que se cadastraram pelo site ou pelo aplicativo.

O pagamento da segunda parcela acabou na última sexta-feira (29). De sábado (30) até o próximo dia 13, os beneficiários estão sacando o dinheiro do lote, conforme um cronograma baseado no mês de aniversário. Hoje, cerca de 2,7 milhões de pessoas nascidas em maio foram às agências da Caixa retirar o auxílio.

Edição: Bruna Saniele

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Economia

Mato Grosso registra queda de 37% nas vendas de veículos novos em maio

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Considerando os dados nacionais, a queda poderia ser maior não fosse o setor agrícola, avalia Fenabrave-MT

Com a maior flexibilização na abertura do comércio, as vendas de veículos em Mato Grosso sofrem um forte impacto, mas ainda menor do que o visto no cenário nacional. Enquanto no Brasil a queda foi de 71,98% em relação a maio do ano passado, Mato Grosso registrou queda de 37,97%.
Na opinião do diretor da Fenabrave – Regional Mato Grosso, Paulo Boscolo, não há motivos para comemorar, pois, independente da diferença nos números, o setor registra queda na comparação com 2019. “Destacamos que a queda em Mato Grosso foi muito menor do que no Brasil. Os números daqui estão alinhados com os registrados no Centro-Oeste em todos os segmentos. Certamente, isso é em função do bom desempenho do setor agrícola”, pontua Boscolo.
A abertura de parte dos comércios e maior atividade de alguns departamentos estaduais de trânsito ajudaram a elevar as vendas de maio em 21,21% na comparação com abril. O volume emplacado no quinto mês do ano foi de 6.269, um número alcançado sobre um volume já baixo. Em abril se comercializou 5.172 unidades. Já em maio do ano passado, foram 10.106 veículos.
O gerente regional da Saga Veículos e diretor da Fenabrave, Edson Maia, explica que ocorreu muita oscilação entre as marcas. Para ele, a pujança do agronegócio fez sobressair as vendas de veículos da categoria Premium. Quanto às demais categorias, falta mais disponibilidade de produtos. Como medida para conter a pandemia e a redução na demanda, quase todas as fábricas de veículos pararam de produzir. “As montadoras devem retomar a produção de forma gradual e as concessionárias poderão oferecer mais opções aos consumidores. Esperamos perspectivas melhores para o final de julho”, explicou Edson Maia.
“É difícil falar em previsões agora e revisão dos números em razão das incertezas que cercam a economia que sofre os impactos do coronavírus”, completou Paulo Boscolo.

Confira as vendas por segmento!

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