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IBGE alerta Guedes que Censo 2020 pode não acontecer mesmo após cortes; entenda

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Paulo Guedes, ministro da Economia arrow-options
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

IBGE alertou Guedes que Censo 2020 pode não acontecer por falta de recursos mesmo após cortes

O Censo de 2020 está ameaçado por falta de verbas, mesmo após o corte de perguntas na pesquisa feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A presidente do órgão, Susana Guerra, encaminhou ofício ao Ministério da Economia, ao qual o jornal O Globo teve acesso, alertando que, se não for liberado mais dinheiro, “a operação censitária fica claramente inviabilizada”.

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No documento, Susana lista uma série de despesas que não poderiam ser contratadas com o valor mais baixo do orçamento. Entre elas, estão a locação de veículos, diárias, passagens, software de gerenciamento e armazenamento de dados, e até água, luz e telefone dos postos de coleta das informações.

O ofício faz parte das discussões para o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2020, que será encaminhado ao Congresso Nacional até o dia 31. Todos os anos, a equipe econômica envia previamente os limites de gastos que os órgãos terão para o ano seguinte, chamado de referencial monetário.

Para o ano que vem, o Ministério da Economia, do qual Paulo Guedes é o titular, informou que o  IBGE teria direito a R$ 2 bilhões, valor a ser usado no Censo 2020. O órgão afirma, porém, que são necessários R$ 2,3 bilhões para organizar a pesquisa e diz que esse valor é “o mínimo necessário à realização da  operação censitária”.

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O IBGE lembra que a projeção preliminar para o  Censo 2020 — feita com base na operação de 2010 — era de R$ 3,1 bilhões e que esse valor foi reduzido em 25%. Mas o ministério só disponibilizou previamente R$ 2 bilhões.

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No ofício, Susana diz que “fica evidente nesse exercício que despesas essenciais para a execução de diversas atividades da operação censitária, que foram ‘desconsideradas’, se não tiverem os recursos disponibilizados no montante necessário e no tempo devido, impossibilitarão a realização do Censo Demográfico”.

Para viabilizar o Censo 2020, o IBGE já teve de cortar questões e reduzir custos, visando a uma economia de 25% na comparação com a pesquisa feita dez anos antes. O corte de perguntas foi criticado por especialistas e ex-presidentes do instituto, e gerou baixas no comando do órgão.

A presidente do IBGE não foi a única a fazer o alerta sobre o impacto das atividades de órgãos públicos devido aos cortes no Orçamento . O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, também encaminhou ofício a Guedes queixando-se dos recursos disponibilizados para a pasta em 2020.

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No texto, ele afirma que o montante reservado irá resultar em um “alarmante cenário de inviabilização de políticas públicas de segurança, cidadania e justiça essenciais para a sociedade brasileira”, e pede mais dinheiro para as ações do ministério.

O Orçamento do governo federal está cada vez mais sufocado pelo crescimento das despesas obrigatórias, essencialmente gastos com aposentadorias e pessoal. Para não gastar mais, o governo reduz o espaço das despesas de investimentos e manutenção da máquina pública.

Nos seis primeiros meses de 2019, a execução das chamadas despesas discricionárias (que não são obrigatórias) caiu 23,6% , na comparação com o mesmo período do ano passado. Na Saúde, a redução foi de 42%, de R$ 16 bilhões para R$ 9,1 bilhões.

Praticamente todas as áreas do governo são afetadas pelo corte. Até o cafezinho teve que ser suspenso no Ministério da Economia. Recursos do Farmácia Popular também foram reduzidos.

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Recentemente, a Receita Federal também alertou que a falta de recursos poderia comprometer a emissão de CPF e o processamento das restituições de Imposto de Renda.

Fonte: IG Economia
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Economia

Faturamento do mercado de seguros cresceu 18,6% em setembro

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O faturamento do mercado de seguros brasileiro cresceu 18,6% em setembro, em comparação ao mesmo mês de 2018, alcançando R$ 21,805 bilhões. No acumulado nos nove primeiros meses do ano, a alta foi de 12,3%, com faturamento de R$ 196,583 bilhões. Também nos 12 meses findos em setembro, o setor registrou aumento na receita de 8,9%, dando sequência à melhoria do desempenho observada desde o mês de julho.

Os números foram divulgados, hoje (11), pelo presidente da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização – Confederação Nacional das Seguradoras (Cnseg) -, Marcio Coriolano, que excluem o segmento de saúde e o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (Seguro DPVAT). Essa é a terceira vez neste ano que o faturamento do mercado atinge dois dígitos. A primeira ocorreu em julho, de 11,3%, e a segunda em agosto, de 11,5%. “Em setembro melhorou ainda mais”, comemorou Coriolano.

Os números positivos reforçam a tendência de que a expansão do setor, este ano, pode superar os 8,7% previstos pela entidade anteriormente. Como os próximos meses são períodos fortes em termos de seguro, Coriolano disse que “a perspectiva é ter uma taxa de dois dígitos encerrando o ano”. A análise por trimestres revela que o incremento observado na receita do setor nos três meses encerrados em março era de apenas 1,3%, subiu para 3,1% no segundo trimestre de 2019 e, agora, no terceiro trimestre, já está em 8,9%. “A tendência no quarto trimestre é ser ainda maior”, prevê Coriolano.

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Influências

De acordo com o boletim de conjuntura da CNseg, o segmento de danos e responsabilidades vem perdendo força, influenciado pela queda na procura dos seguros de automóveis. A evolução anualizada do segmento registrou alta de 7,7% em março, comparativamente a igual período do ano passado, caiu para 6,7% em 12 meses encerrados em junho, e atingiu 5,5% no ano concluído em setembro, em relação aos 12 meses até setembro de 2018.

Enquanto isso, o seguro de vida mostrou trajetória ascendente. Nos 12 meses até março, o crescimento era da ordem de 9,9%, subiu para 11,5% no ano encerrado em junho e daí para 12,6% nos 12 meses até setembro, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Os seguros de vida são destaque com incremento de 27,07% em setembro, e prestamista (seguro que garante a quitação de uma dívida ou de planos de financiamento do segurado no caso de sua morte ou invalidez), com aumento de 22,24% no mês. Do mesmo modo, os títulos de capitalização tiveram taxas positivas crescentes: 2% nos 12 meses até março, 4,2% nos 12 meses findos em junho, e agora dobraram para 8,2% no ano encerrado em setembro.

A tendência de recuperação foi notada também nos planos de acumulação do tipo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) e Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL), como efeito da reforma da Previdência. Esses planos reduziram a queda de 5,4% observada nos 12 meses móveis até março, para menos 2,2% nos 12 meses até junho, e mostraram elevação de 9,9% no ano encerrado em setembro. Analisando somente os dados do seguro VGBL, observa-se aumento do faturamento, em setembro, de 35,01%, e no acumulado janeiro/setembro de cerca de 18%.

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Crescimento

Na avaliação de Marcio Coriolano, “a boa notícia é que o mercado de seguros está crescendo bem apesar da conjuntura econômica e política difícil. O mercado cresce porque as pessoas estão querendo se proteger dos riscos”. Nesse cenário, o destaque são os seguros residenciais, que cresceram 5,70% nos nove primeiros meses de 2019, mostrando expansão de 14%, em setembro.

O presidente da CNseg acha que os próximos meses deverão ser pautados também pela reforma da Previdência, atingindo os fundos de pensão fechados que “estão cada vez mais aumentando o número de elegíveis, para permitir que mais pessoas usufruam de uma proteção ampliada com relação à reforma da Previdência”. Pela mesma razão, isso ocorre nos planos de Previdência aberta vinculados à confederação. Para Marcio Coriolano, em 2020, os planos previdenciários vão continuar a liderar o mercado com folga, por conta da questão da Previdência.

 
Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Economia
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Economia

Cresce apoio do BNDES a projetos de micro, pequenas e médias empresas

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O Relatório de Efetividade, apresentado hoje (11) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra que 45% das entregas de projetos aprovados em 2018 foram para micro, pequenas e médias empresas (MPMEx)e 55% para projetos de grandes empresas. Em 2015, o percentual investimentos nas MPMEs era de 27%.

Esse reposicionamento do banco passa principalmente pela digitalização dos produtos. “Atualmente está mais ágil a concessão de crédito para a micro e pequena empresas”, disse o chefe do Departamento de Inteligência de Negócios e Efetividade da Área de Planejamento do BNDES, Victor Pina.

Segundo o relatório, no biênio 2017/18, o banco conseguiu estabilizar a sua taxa de investimento em torno de R$ 70 bilhões, o que significa um desembolso em torno de 1% do Produto Interno Bruto (PIB): 1,08% em 2017 e 1,02%, em 2018. Esses valores ficaram ainda distantes dos do biênio 2013/14, quando o banco investiu R$190,4 bilhões e R$ 187,8 bilhões, respectivamente.

A infraestrutura foi o segmento com maior investimento (38%, em 2017, e 44%, em 2018). A indústria recebeu 21% dos investimentos em 2017, mas perdeu 3 pontos percentuais no ano seguinte, ficando com 18%. A agropecuária viu crescer levemente os investimentos de 20%, em 2017, para 21%, em 2018.

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O relatório mostra que os projetos financiados pelo banco criaram, ou mantiveram, cerca de 2,27 milhões de empregos (1,15 milhão em 1027 e 1,12 milhão em 2018).

Além das MPMEs, a publicação do banco mostra o impacto dos financiamentos em áreas de saneamento, energia elétrica e transporte.

Victor Pina destacou a participação do BNDES no setor de energia, com acréscimo de 11.099 megawatts na capacidade de geração de energia, que representou aumento de 75%. Ele ressaltou as energias hidrelétrica e eólica e a expansão de 7,7 mil quilômetros na rede de transmissão. “São dois segmentos de extrema importância”, completaou

Na área de saneamento, foram 17 projetos de investimentos no biênio, o que representa que o abastecimento de 320 mil pessoas com água e 943 mil com novas ligações de esgoto.

Este é o terceiro relatório do banco. O primeiro foi do período entre 2007 e 2014 e o segundo, para o biênio 2016/2017.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Economia
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