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Horóscopo do dia: previsões para 12 de novembro de 2019

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Marcelo Dalla

É dia de Lua Cheia e seu signo pode ficar afetado

Leia também: Você sabe em qual nível de evolução do seu signo você está? Faça o teste!

ÁRIES

Todos podem ficar mais sensíveis, inquietos e suscetíveis sob os efeitos da Lua cheia, que acontece pela manhã. Com a Lua em Touro, priorize o conforto e a tranquilidade. Sol e Lua se combinam com Plutão para ajudá-lo a curar, transformar e melhorar o que for preciso. Uma série de revisões continua em pauta, você pode realinhar interesses e corrigir o que for necessário. Continue flexível, disposto a ouvir e desfazer mal entendidos. Bom mesmo é cultivar autoestima, respeitar a si mesmo e os outros.

TOURO

É tempo de buscar novas soluções e possibilidades, em clima de liberdade. Com a Lua cheia em seu signo, crises latentes e situações para as quais fazia vista grossa podem vir à tona. Tudo para que possa seguir mais livre e leve. Relações doentias, que estão por um fio, devem ser ajustadas, harmonizadas e equilibradas, ou não se sustentam. Sol e Lua combinam forças com Plutão, os processos de cura ficam favorecidos. Conte com coragem para promover mudanças, acredite em seu merecimento.

GÊMEOS

Momento ideal para rever crenças, conceitos, hábitos, apegos e comportamentos, para dar vez a novas direções. A Lua cheia traz condições para se libertar de padrões que o prendem, que impedem seu desenvolvimento e a busca de novas experiências. Prefira ponderar, ao invés de tomar decisões impulsivas. Atenção para mal entendidos, evite discussões. Não tenha receio de abrir-se para novas opiniões. Atividades físicas alternadas com exercícios de meditação e relaxamento são indicados para a inquietude mental e emocional.

CÂNCER

Evite agir impulsivamente, arme-se de prudência pra arquitetar planos e estratégias. As emoções transbordam e muitas situações chegam ao ápice com a Lua cheia. Mantenha-se flexível e compreensivo para evitar conflitos. O que está por um fio pode se romper, mas é para o bem. Tudo para que possa alçar voos mais altos, com mais independência. Ainda bem que a Lua segue no pacífico Touro, em harmonia com Plutão. Vale adotar uma atitude mais prática e objetiva perante a vida, perceber o que deve ser transformado ou reciclado.

LEÃO

Hoje é dia de Lua cheia: se há algo que o prende e atravanca sua expansão, isso pode ficar evidente. Bom período para abandonar velhos padrões de comportamento (mágoas, medos, ressentimentos) e criar algo novo para sua vida. Bom também para perceber em quais parcerias pode investir, ou não. Atividades de cunho artístico e/ou transcendental continuam favorecidas. Sol e Lua se combinam com Plutão, garantindo mais intuição, inspirando e favorecendo curas, reforçando a vontade elevar os sentimentos.

VIRGEM

As emoções ficam à flor da pele com a Lua cheia. É importante fazer valer a parcimônia e a objetividade para prosseguir com seus projetos. Evite discussões mais acaloradas, em nome do respeito e do bom entendimento Esteja disposto a ceder e conceder, sem conflitos desnecessários. Sol e Lua se combinam com Plutão, ajudando a restaurar energias. Procure relaxar, sem atitudes controladoras. Você pode cultivar sossego, buscar tudo o que possa trazer inspiração e encantamento para alimentar sua alma.

LIBRA

É tempo de colheita. Você pode viver o clímax ou o limite de muitas situações com a Lua cheia. Cresce o desejo de liberdade, não convém controlar ou provocar a rivalidade dos outros. Os sentimentos transbordam. Por isso é importante respirar fundo, reservar momentos de relaxamento e observar os acontecimentos. Você segue mais inquieto do que de costume, com tendência a tomar atitudes para se libertar de tudo o que o tolhe. Pode também repensar e reinventar seu relacionamento para torná-lo mais estimulante.

ESCORPIÃO

Continue atento aos assuntos, às ideias, inspirações e compreensões que podem surgir durante o período. A Lua cheia indica um período de mudanças, curas e libertações importantes. Você pode perceber com mais clareza o que é preciso ser deixado para trás. Conte com mais força de vontade para tal, mas evite envolver-se em brigas e discussões. Sol e Lua combinam forças com Plutão: atividades curativas e regenerativas estão favorecidas. Esta é uma energia de recuperação, aproveite para tratar muito bem de si mesmo.

SAGITÁRIO

Liberdade e independência devem falar mais alto. Com a Lua cheia, relações baseadas em dependências, expectativas irreais e carências desmedidas ficam mais evidentes. O desafio é equilibrar parcerias, respeitar o espaço e o livre-arbítrio de cada um, dialogar com calma e cordialidade para buscar o entendimento. A Lua segue em Touro e se combina com Plutão: você pode promover curas, restaurações e limpezas. Pode também cultivar o conforto e passar mais tempo junto das pessoas que ama. Assim recupera suas energias.

CAPRICÓRNIO

Diplomacia, gentileza, cautela são fundamentais. A Lua cheia ativa a sensibilidade e as emoções. Procure cultivar tranquilidade e uma atitude mais compreensiva. Para refletir: em meio aos ruídos externos e internos (mentais), falatórios, cobranças e inquietações, você consegue fechar os olhos, relaxar, encontrar a paz e o silêncio dentro de si? A Lua segue em Touro sorri para Plutão, favorecendo recuperações em geral. Desde financeiras, até da saúde e dos relacionamentos. Se trocar as queixas pela gratidão, potencializa esse processo.

AQUÁRIO

Com a Lua cheia, situações podem vir à tona para que possa solucioná-las. É tempo de realinhar interesses, fique atendo para possíveis, confusões, erros ou mal entendidos. Você pode promover curas, limpezas, mudanças e libertações, substituir velhos comportamentos por algo novo. De deixar para trás o passado que não deu certo, perdoar e reconhecer o valor do aprendizado. E se não deu, é porque algo novo, maior e melhor o espera mais adiante. Momentos de silêncio também são muito bem vindos.

PEIXES

É preciso equilibrar sua liberdade individual com o peso dos vínculos afetivos. Hoje é dia de Lua cheia, indicando que a sensibilidade está à flor da pele. Procure distrair-se e relaxar com muita música, arte e cultura. Os encontros prometem ser mais tórridos e intensos. Mas há risco de desavenças também, principalmente com o sexo oposto. É importante reservar merecidos momentos de prazer para garantir seu equilíbrio emocional. Ainda bem que o Sol e Lua se combinam com Plutão para favorecer limpezas e desintoxicações.

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Conhece o meme “pack do pezinho”? Mulheres ganham dinheiro vendendo fotos de pés

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A podolatria é um fetiche bastante conhecido em que as pessoas se excitam com pés, mesmo sem tocá-los ou fora de um contexto sexual. Por isso, não é difícil encontrar pelas redes sociais homens buscando uma forma de alimentar o fetiche e soltando frases do tipo “tem foto do pézinho?” para mulheres.


pés
Pixabay/Reprodução

Mulheres chegam a cobrar R$ 100 por um pack com fotos dos pés


Assim, com a demanda criada, a oferta logo se estabeleceu, criando um novo nicho no mercado fetichista: a venda de pack de pés. A questão é que, em algum momento, essa informação saiu do submundo fetichista das redes sociais e emergiu para a superfície, dando origem a diversos memes sobre a prática. 

meme pack de pé
Reprodução

O “pack do pezinho” se tornou uma piada especialmente entre os usuários do Twitter


“Na internet a gente vê várias piadinhas sobre vender pack do pézinho né? Acabei ficando curiosa se fazer isso rendia um dinheiro mesmo. Até porque não tinha nada a perder, sequer preciso mostrar o meu rosto”, conta Venus (nome fantasia usado nas redes sociais para venda dos packs).

Venus tem 20 anos e entrou nessa há pouco mais de um mês, como uma experimentação, e conta que hoje já consegue um dinheiro bom para comprar umas cervejas no fim de semana e algumas roupas.

Já para algumas pessoas mais familiarizadas com o meio fetichista, como Paula, de 30 anos, a venda de packs veio de forma espontânea, quando ela utilizava o perfil para compartilhar as fotos que gostava. “Percebi que a venda era uma possibilidade quando os seguidores começaram a pedir fotos personalizadas e exclusivas — unha de uma cor, um tipo de calçado, um tipo de pose etc — e me pagavam para isso, em troca eu enviava packs de fotos e vídeos”, relata. 

“Confesso que não dou muita prioridade ao perfil e acabo deixando de atender muitos desejos dos seguidores em relação a compras, mas sei que pessoas que se dedicam e têm um bom conteúdo, lucram muito bem”, continua.

Os tabus ainda existem e nem todos lidam com naturalidade ao saber que alguém ganha dinheiro vendendo fotos de partes do corpo para estranhos na internet, mesmo que não sejam as partes íntimas. “Meus familiares não sabem que vendo fotos, mas meus amigos mais próximos, sim, inclusive eles quem me deram a ideia de começar pra ver o que rolava, é a nossa piada interna”, assume Venus.

Para Paula, que já tem o perfil criado para o público fetichista há bastante tempo e começou a vender as fotos há três anos, é mais fácil tratar isso com naturalidade. Segundo ela, a família e amigos não apenas sabem da prática como a ajudam a tirar as fotos. “Mas quando eu conto para as pessoas no geral, elas geralmente não acreditam, sempre perguntam se estou falando sério”. 

Os preços variam bastante, para fotos e vídeos personalizados o valor fica mais alto, podendo chegar a R$ 100 o pacote com três fotos, mas Venus faz preços mais baixos para os seguidores e vende packs de dez vídeos e três fotos a R$ 50 e, o mais barato, por R$ 25 com três vídeos.

Fonte: IG Mulher

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Quarentena impulsiona busca por relações extraconjugais

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BBC News Brasil

Traição
DANAE DIAZ/BBC THREE

Homens e mulheres revelam uso de aplicativos, chats e ‘sexting’ sem o conhecimento de seus parceiros

*Os nomes de tod o s os entrevistad o s nes t a reportagem foram alterados para preservar sua privacidade

“Ele estava dormindo e eu levei o celular para o banheiro. Não precisa de um grande esquema secreto para a troca de mensagens, dos nudes…. Todo mundo carrega o telefone pra todo canto, pro banheiro, pra cozinha, não é algo tão calculista como pode parecer”, conta a arquiteta Bianca*, 36, que está em  isolamento social com o namorado Gabriel, no Rio de Janeiro (RJ) desde março.

Os dois estão juntos há cinco meses, mas Bianca conta que as consequências da pandemia do novo coronavírus foram decisivas para a maneira como o relacionamento foi construído. “Antes da quarentena, não tinha um status de namoro. Gosto do Gabriel e de estar com ele, mas não queria que nosso relacionamento tivesse se aprofundado tanto como aconteceu por causa da pandemia “, confessa ela, que se sente “traindo” o parceiro.

“Continuo em contato com outros homens e uma mulher, trocando mensagens, nudes e praticando sexo virtual, mas me sinto um pouco culpada. Não sofro por isso, mas não acho que seja justo com ele. Só que também não consigo abrir mão do conforto emocional que o namoro me traz e nem da vida sexual que eu gostaria de estar levando e estaria, sem culpa e sem amarras, se não fosse pela pandemia”, diz ela.

Também no Rio, a publicitária Luciana*, 35, divide o apartamento com o marido – como o reconhece e chama – há cinco anos. Como Bianca, ela sentiu os efeitos do isolamento social sobre seu relacionamento, que já estava, como conta, em crise.

“Antes de a pandemia ‘estourar’ eu já estava cogitando a possibilidade de me separar. Sentia que a gente estava se afastando afetivamente, sexualmente e emocionalmente. Daí veio a quarentena e a crise ficou meio ‘em stand by’. Não ouso ‘mexer neste vespeiro’ porque não tem como resolver. Não tem como a gente se separar em meio a este caos, não tem como dar um tempo, então prefiro manter uma convivência minimamente harmônica enquanto isso durar”, explica ela.

Apesar de destacar um convívio agradável com o marido – “gosto da companhia dele”, ela diz -, Luciana conta que se aproximou, durante a pandemia, de um outro homem, um conhecido de faculdade. Os dois se reencontraram em uma festa de amigos em comum no início do ano e passaram a trocar mensagens.

“Começou como uma amizade e de uns meses para cá, falarmos abertamente sobre o interesse que temos um no outro. Só não tem nada em tom explicitamente sexual: troca de nude, sexo virtual, nada disso. Mas falamos sobre nosso dia, conto meus planos para o futuro, ele fala dos dele, mandamos fotos do cotidiano. De certa forma, me sinto como se fôssemos um casal, tirando as relações sexuais/eróticas, até porque pela pandemia, não tem a pressão da possibilidade de um encontro físico. Mas me sinto envolvida afetivamente, conectada sentimentalmente, com uma rotina a dois de certa forma com ele, de um jeito que eu não me sinto mais em relação ao meu marido”, confessa.

Pessoa olhando celular

Getty Images
Homens e mulheres revelam uso de aplicativos, chats e ‘sexting’ sem o conhecimento de seus parceiros

Desejo de ‘estar fora’

Segundo Cláudio Paixão, doutor em psicologia social e professor da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o isolamento social necessário como medida de prevenção contra a  covid-19 causa uma redução do espaço físico vivenciado pelas pessoas, o que não acontece com os espaços psíquicos, impactando a maneira como vivenciam seus desejos.

“As pessoas estão o tempo todo em diálogo com o mundo, em seu trabalho, sua vida social, outros lugares que não a casa e o próprio relacionamento. Com o isolamento, há uma redução deste espaço físico de interatividade, mas o campo psicológico não passa por isso de pronto. Então as pessoas não entendem ou aceitam imediatamente que sua rede de relacionamentos também está limitada. Isso faz com que se olhe para fora: de casa, do relacionamento. É um desejo de ‘estar fora’. Isso aparece nos memes de saudades do bar, da vontade de ‘se aglomerar’, de praticar atividades físicas, os mais diversos desejos de troca, inclusive a sexual e afetiva. E o que se tem feito como alternativa é uma virtualização das relações para suprir estes desejos”, aponta o especialista, citando exemplos como troca de nudes e a prática de ‘sexting’, sexo virtual por mensagens.

Sem sair desde março da casa em que vive com o namorado em Belo Horizonte (MG), o pesquisador Caio, de 28 anos, passou a utilizar o que ele chama de “aplicativos de pegação” e tem participado de chats em busca de parceiros sexuais.

“Acho que sempre tivemos um relacionamento aberto velado. Já fiquei com outros caras e sei que ele também. Mas era algo esporádico, quando rolava um clima numa festa, coisa de momento. Não falamos sobre isso, e nunca busquei esses encontros ativamente, acredito que nem ele. Agora na pandemia, me vi mais impelido a fazer isso, tenho usado aplicativos de ‘pegação’, inclusive trocando nudes neles e em chats como do Facebook, coisa que nunca tinha feito. Não sei se ele também faz, mas não me incomodaria”.

Caio diz que isso não afetou sua relação com Igor, com quem mora há 8 anos. “Apesar de estarmos na mesma casa, que é antiga e enorme, não ficamos o dia todo no mesmo ambiente. Além disso, eu trabalho muito tempo diante do computador, então temos uma certa privacidade. Não frequento esses aplicativos e chats descaradamente, na frente dele. Nossa vida sexual continua bastante ativa e nosso envolvimento afetivo e emocional continua o mesmo de antes, mais intenso até, eu diria. Sinto que nosso relacionamento é muito estável”.

casal na cama de costas um para o outro

Getty Images

‘Tinderização’ das relações

Para o psicólogo Cláudio Paixão, outro fator que impacta a busca por relações extraconjugais é um padrão de se relacionar que ele chama de ‘tinderização’ (referência ao aplicativo Tinder, que permite interação entre as pessoas a partir de um “match”, função que aponta interesse mútuo entre dois usuários).

“Com o advento das redes sociais, criou-se a possibilidade de se navegar e ver outras pessoas, possibilidades de relacionamento diferentes das que se tem. Surge um cardápio maior de possibilidades, o que sugere, atiça uma série de outros desejos, ainda que baseados em fantasias, porque na internet as pessoas se mostram como querem ser vistas.”

Cláudio sugere, ainda, que essa ‘tinderização’, trazendo a grande possibilidade de outras escolhas sexuais e afetivas, também tende a tornar as gerações atuais menos tolerantes aos aspectos que as desagradam em seus parceiros.

“Há a tendência de redução de tolerância ao erro do outro. Antes você acabava convivendo por um tempo, ia estreitando laços com alguém para aprender sobre a pessoa em diversos níveis. Neste momento de tinderização, as pessoas têm muitas escolhas e um baixo limiar de resistência à frustração de expectativas. Você vê o outro, se interessa e começa a conversar. Se surge algo que desagrada, é só ‘jogar pro lado’ e interromper o contato”, aponta o especialista, destacando como o isolamento social impacta este efeito.

“Neste momento, o que há de bom e ruim nas relações se sobressai ao mesmo tempo em que há essa diminuição da tolerância. Somando a isso fatores como o cuidado com filhos e com pessoas idosas, o teletrabalho e o ensino à distância, cria-se um desgaste da relação a dois. Isso pode fazer com que o interesse da pessoa se volte ‘para fora’ da relação confinada naquele espaço de tensão. Por isso é sempre importante dialogar.”

Moralização dos relacionamentos

Apesar dessa tendência em se querer experimentar “o que está fora” de um relacionamento monogâmico diante do confinamento, a pandemia do novo coronavírus pode trazer uma certa moralização dos modelos conjugais. É a análise feita pelo antropólogo Antônio Pilão, doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pós-doutorado em gênero e sexualidades em andamento no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPGCSO- UFJF).

“Vejo uma relação muito estreita com o fenômeno da aids nos anos 1980 e 1990. O mundo havia saído de um contexto de experimentação afetiva e sexual dos anos 1970. Com a aids, houve uma remoralização dos desejos e práticas, porque entendia-se que a proliferação do HIV era proveniente da promiscuidade sexual. Então a limitação das experiências afetivas e sexuais e a monogamia como regra foram uma resposta a essa premissa”, analisa Antônio, um dos pesquisadores pioneiros no estudo de relações não monogâmicas no país.

“Estamos diante de um vírus que se alastra a partir das interações sociais, do abraço, do beijo. Essas são, na sociedade ocidental, porta de entrada para a sexualidade. Com isso, os relacionamentos tornam-se uma discussão sanitária, o que também influencia nossa visão moral. Antes da pandemia estávamos em um momento, desde o início dos anos 2000, de maior abertura para o questionamento das limitações da monogamia. Agora, parece que estamos entrando em uma fase em que ela se apresentaria como a única possibilidade conjugal possível, até por questões de saúde pública”, avalia o antropólogo.

Pessoa tirando anel

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“A monogamia dificilmente é um acordo. Nascemos em uma sociedade em que esta normatividade está posta, limitando a sexualidade, a afetividade e o que chamamos de amor exclusivamente a outra pessoa”, diz especialista

“A infidelidade é uma afirmação da monogamia”

Antônio explica também a diferença entre estar em uma relação não monogâmica e ter relacionamentos extraconjugais:

“A monogamia dificilmente é um acordo. Nascemos em uma sociedade em que essa normatividade está posta, limitando a sexualidade, a afetividade e o que chamamos de amor (num relacionamento) exclusivamente a outra pessoa. As relações não monogâmicas questionam esse modelo e não são a ausência total de regulação, mas a proposta de regulações e contratos que não sejam absolutos como a monogamia. Já a infidelidade é uma afirmação da monogamia. Driblar os pressupostos e as regras da norma vigente não constrói novos acordos, mas representa uma manutenção dos antigos, ainda que seja no descumprimento deles. Por isso também há o sentimento de culpa, arrependimento, vergonha e as práticas se mantêm clandestinas.”

Para Antônio, é impossível prever como serão construídos os modelos de conjugalidade em um possível mundo pós-pandemia.

“Não sabemos se no que ano que vem o cenário atual vai estar superado. Se vamos passar anos, décadas usando máscara, e temendo o contato com pessoas estranhas, perdendo hábito de ‘ficar’, por exemplo. Nesse sentido, a preocupação com a infidelidade não deve vir de suas questões morais, mas do risco iminente de contágio. Principalmente num contexto de possíveis encontros clandestinos, podendo expor pessoas que nem sabem dos perigos que correm. O ideal seria que os casais pudessem conversar e encontrar alternativas de acordos sanitariamente seguros que funcionassem para eles e para a sociedade, já que se trata de uma questão coletiva”.

Fonte: IG Mulher

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