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Internacional

Hong Kong recua sobre lei que permite extradições para China

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A chefe do governo de Hong Kong, Carrie Lam, anunciou neste sábado (15) a “suspensão” da sua polêmica proposta de lei de extradição, que gerou grande oposição nas ruas e rejeição da sociedade.

Carrie Lam esclareceu que a segunda leitura do projeto, que poderia permitir que a China viesse ter acesso a “fugitivos” em Hong Kong, está “suspensa” até novo aviso, mas não estabeleceu nenhum prazo específico para retomar o projeto.

Depois das manifestações em massa da última semana, Lam também sofreu pressão em suas próprias fileiras. Mesmo deputados leais a Pequim pediram uma mudança na iniciativa legislativa.

Os críticos temem que, se a lei for aprovada, tanto cidadãos de Hong Kong quanto estrangeiros possam ser levados a tribunais chineses – com consequências terríveis. Defensores de direitos humanos acusam a China de prisões arbitrária, tortura e falta de assistência legal aos réus.

Proposta

Proposta em fevereiro e com uma votação final que estava originalmente agendada para o próximo dia 20, a lei permitiria que a chefia do Executivo e os tribunais de Hong Kong processassem pedidos de extradição de jurisdições sem acordos prévios e sem supervisão legislativa.

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No entanto, o projeto encontrou oposição de um amplo espectro social, de estudantes a empresários, que expressaram preocupação com o risco de residentes de Hong Kong acusados de crimes serem transferidos para a China continental.

A chefe do Governo disse que o objetivo original do projeto de lei era preencher um vácuo legal para “impedir que Hong Kong se tornasse um paraíso para os criminosos”, um objetivo que “não mudou”.

“Nós criamos um grande conflito e muitas pessoas estão decepcionadas e tristes, eu também estou triste e sinto muito por desencadear este conflito. Nós aceitamos as críticas com sinceridade e humildade, e vamos melhorar. O governo escutará abertamente as opiniões sobre o projeto legislativo. Vamos nos comunicar com a sociedade, vamos explicar mais e vamos ouvir mais”, disse Lam.

A decisão veio depois que Carrie Lam se reuniu com membros de seu conselho, na véspera de uma nova manifestação marcada para este domingo, que deverá seguir os protestos da última quarta-feira, quando milhares de pessoas saíram às ruas para pedir o cancelamento do texto.

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A polícia dispersou as manifestações na sede parlamentar usando gás lacrimogêneo e balas de borracha e deixando 81 feridos (dois deles em estado grave), e 11 detidos, segundo as forças de segurança locais.

Pequim

Por sua parte, Pequim reiterou durante toda a semana seu apoio à intervenção policial em Hong Kong e a intenção do governo local de continuar com o processamento dessa legislação.

Organizações cívicas de Hong Kong afirmaram neste sábado que vão continuar com os protestos até que a chefe do Executivo retire definitivamente a sua proposta de lei de extradição.

A organização Civil Human Rights Front [Frente Civil de Direitos Humanos] apelou aos cidadãos de Hong Kong para que venham em massa ao protesto já agendado para amanhã (16).

Fonte: EBC
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Apagão atinge Venezuela; governo fala em ‘ataque eletromagnético’

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Um apagão de energia elétrica atingiu a toda a Venezuela no final da tarde de hoje (22). O evento teve início as 16h45 (horário local). Ainda não há informações sobre a normalização do serviço no país.

Em nota, o governo da Venezuela disse que os primeiros indícios de investigação apontam para um “ataque eletromagnético” que atingiu o o sistema de geração hidrelétrica de Guayana, principal provedor de energia elétrica do país.

O ministro de Comunicação da Venezuela, Jorge Rodríguez, disse que o governo trabalha em procedimentos para efetuar a reconexão do sistema para reativar o serviço de energia elétrica no menor tempo possível.

“Ativamos os mecanismos para atender as contingências no fornecimento de água potável, prestação de serviços de transporte e em nossos centros de saúde”, disse Rodriguez por meio do Twitter.

Em março, outro apagão resultou na queda do fornecimento de energia, na capital, Caracas, e em 22 dos 23 estados venezuelanos, deixando cerca de 90% do país sem energia.
 

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC
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Internacional

Turismo de cruzeiros cresce e movimenta economia uruguaia

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As cidades de Montevidéu e Punta del Este, no Uruguai, receberam 146 cruzeiros entre dezembro de 2018 e abril de 2019, quase 5% a mais do que na temporada anterior. Foram 256 mil visitantes, que gastaram US$ 9,6 milhões no país, um incremento de 24% em relação ao ano anterior. Para a próxima temporada, a expectativa é que cerca de 200 navios turísticos atraquem no país.

Este ano, o Uruguai recebeu o título de melhor destino de cruzeiros da América do Sul, segundo a organização World Travel Awards. No ano passado o ganhador foi a Argentina.

Para Liliam Kechichian, ministra do Turismo do Uruguai, os cruzeiros colaboram para a promoção dos destinos locais, uma vez que muitos turistas, inclusive brasileiros, acabam por voltar ao país posteriormente, em outras modalidades mais convencionais, com familiares e por mais dias. Cerca de 70% dos turistas que vieram ao Uruguai em cruzeiros estavam vindo ao país pela primeira vez.

Das 256 mil pessoas que atracaram no país na última temporada, 55% chegaram por Montevidéu e 45 % por Punta del Este. A quantidade de turistas foi 5,7% maior do que em 2017-2018.

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A capital, Montevidéu, recebeu cerca de US$ 6 milhões, dos quais US$ 2 milhões foram gastos pelos turistas brasileiros (51 mil pessoas) e quase US$ 1 milhão, pelos argentinos (37 mil pessoas). Os americanos (22 mil) que desembarcaram no Uruguai gastaram cerca de US$ 1,3 milhão.

Punta del Este recebeu 115 mil turistas, que gastaram US$ 3,5 milhões, sendo que 60% eram brasileiros e 33%, argentinos. Quanto aos gastos, os brasileiros ficaram responsáveis por 65% do total.

Gastos per capita

Em relação ao gasto per capita dos visitantes, também houve crescimento: US$ 37, 17% a mais do que no ano anterior.

Quanto aos atrativos, entre os desembarcados em Punta del Este, 26% elogiou as praias e as ramblas (vias à beira-mar na costa do Uruguai), e 15% elogiaram as pessoas e a cordialidade. Já em Montevidéu, 20% dos entrevistados elogiaram as pessoas e a cordialidade e 18%, a arquitetura e os monumentos. Nos dois destinos, cerca de 68% dos entrevistados disseram que nada os desagradou. Entre as reclamações estão preços, higiene e câmbio.

Em relação ao sexo, 60% dos visitantes eram mulheres. Em Montevidéu, 38% dos turistas tinham mais de 60 anos, enquanto que em Punta del Este essa mesma faixa etária representou 27%.

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De acordo com o estudo, realizado pelo Departamento de Estatística do Ministério do Turismo do Uruguai, foram feitas 2.864 entrevistas, das quais 1.800 no Porto de Montevidéu e 1.064 em Punta del Este.

Brasil

De acordo com o Ministério do Turismo do Brasil, os sete navios que percorrem a costa atingiram 100% de ocupação na temporada de 2018/2019, finalizada no início de abril. O impacto estimado na economia do país ultrapassa os R$ 2 bilhões, com aproximadamente 30 mil empregos gerados.

Os dados fazem parte de um levantamento preliminar da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil), divulgado em abril deste ano. Os dados consolidados devem ser publicados em agosto.

Foram mais de 500 mil leitos ofertados nos cruzeiros no Brasil, 15% acima do período 2017/2018. Há previsão de que o crescimento continue na próxima temporada, com um aumento de 6% na oferta, que deve ultrapassar os 530 mil leitos.

 
Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC
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