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Homem que usou capacete nazista nega ser nazista, mas confirma admirar Hitler

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Bandeira nazista
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Bandeira nazista

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul cumpriu mandados de busca e apreensão contra um homem de 21 anos que viralizou nas redes sociais nesta semana por ter publicado um vídeo exibindo um capacete nazista, dizendo que sairia assim na rua e produziria mais conteúdo com ele para a internet.

De acordo com o delegado Alexandre Souza, o suspeito declarou, em depoimento, que não é nazista, como também não fez apologia ao nazismo, apenas fez o vídeo de “zoeira”. O autor do vídeo, contudo, confessou que realizou a saudação nazista por ser admirador de Adolf Hitler.

No vídeo, o homem exibe um capacete nazista, enquanto faz uma saudação típica dos soldados alemães durante o Terceiro Reich.

“Salve, galerinha, beleza? Antes de tudo, sieg heil. Tamo junto aí, né?”, afirma ele, levando o braço à frente com a palma da mão estendida para baixo e adotando a expressão em alemão que significa “salve a vitória”, ou seja, imitando um gesto como era feito por nazistas. A mesma saudação também era utilizada na versão direcionada para Hitler — responsável pelo Holocausto, que resultou na morte de milhões de pessoas, muitos deles judeus — a quem o sujeito demonstra tanto admirar.

Você viu?

“Meu chapéu da legião hitlerista, p*. Tamo junto, c*. Terceira posição aí, ó”, diz o autor do vídeo.

Na sequência, o indivíduo conta que havia acabado de receber o item, e que pretende usá-lo em próximas publicações para seu canal na internet, além de andar na rua com ele.

“Com esse chapéu aqui, eu vou fazer os vídeos, tá ligado?”, comenta, sugerindo ainda sua intenção de adquirir um uniforme. “Vou sair com ele na rua aí. E tô para comprar roupa também, tá ligado? Vai ficar top”.

Foram apreendidos na residência do autor do vídeo HDs, celular, computador, rádios comunicadores, pendrives, canivete, nunchaku, cartão de memórias, capacete, touca, entre outros itens. Souza disse que esses materiais serão analisados pela Polícia Civil, que prossegue com a investigação.

O capacete exibido no vídeo, referente a um dos usados por nazistas na Segunda Guerra Mundial, contém, de um lado, as cores da bandeira do Império Alemão (1871-1918) e do outro, a insígnia do Wehrmacht, termo em alemão usado para as forças armadas do regime nazista de Adolf Hitler (1933-1945).

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Aras nega vaga ao STF e diz que cargo de PGR é “conflituoso”

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André Mendonça e Augusto Aras
Montagem iG / Isac Nóbrega/PR / Jefferson Rudy/Agência Senado

André Mendonça e Augusto Aras

O Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, afirmou em entrevista durante o Canal Livre que o presidente Jair Bolsonaro não o convidou para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga de André Mendonça, ex-AGU (Advogado-Geral da União). Segundo Aras, ele “não se candidatou à vaga no STF”, mas ressaltou: “até o momento”. 

“Quem quer ser ministro do Supremo não pode ser PGR e vice-versa. O cargo de procurador-geral da República é extremamente conflituoso”, afirmou Aras no trecho antecipado pelo Canal Livre.

Aras é o convidado do programa que será exibido neste domingo (17) às 20h no BandNews TV e às 23h30 na Band.

Aras foi ventilado ao cargo após a indicação de André Mendonça empacar na CCJ do Senado nas mãos de Davi Alcolumbre. O nome de Aras é bem visto por políticos do Centrão. 

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Sobre as denúncias a serem apresentadas pela CPI da Covid, aras disse que  “serão tomadas todas as providências”.  

“A retórica política cabe aos órgãos éticos disciplinares dos poderes. Do ponto de vista da presidência da República, se houvesse algum tipo de violação, caberia ao Congresso Nacional apreciar o eventual crime de responsabilidade”, afirmou o PGR.

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Advogada de Marcinho VP é presa no RJ por atuar como informante da facção

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Elker Cristina Jorge foi condenada por ser informante do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, líder do Comando Vermelho
Reprodução/redes sociais

Elker Cristina Jorge foi condenada por ser informante do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, líder do Comando Vermelho

A Polícia Civil prendeu a advogada Elker Cristina Jorge, condenada por colaborar como informante à associação destinada ao tráfico de drogas. Ela fazia parte da defesa do traficante Marcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, chefe da maior facção criminosa do Rio. A condenação da advogada foi em 2019, mas a prisão aconteceu nesta sexta-feira, na casa de parentes, no município de Araruama, onde estava escondida, segundo a Civil.

Como advogada do traficante, Elker Cristina tinha contato direto com Marcinho VP para levar e buscar informações da facção, que eram usadas para que ele continuasse à frente do comando da facção. A investigação teve início a partir de uma carta rasgada e reconstituída por policiais. O material trazia o rompimento entre uma facção do estado de São Paulo e a do traficante carioca. A advogada teria levado a carta para Márcio que tomasse conhecimento do assunto e decidisse a posição do grupo criminoso diante da ruptura.


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Também foi apreendida uma agenda onde constava detalhes sobre negociações relacionadas ao tráfico de drogas e de armas.

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Atualmente, Marcinho VP cumpre pena no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná.

Elker Cristina foi encontrada em Araruama após trabalho de inteligência e monitoramento de policiais da Delegacia de Polícia Interestadual – Divisão de Capturas, coordenado pelo delegado titular Mauro Cesar, em conjunto com o Setor de Inteligência da corporação.

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Entrega de bilhetes

Em caso semelhante, a advogada Luceia Aparecida Alcântara de Macedo é acusada de integrar uma estrutura organizada para burlar o sistema penitenciário federal e fortalecer os chefes da maior facção criminosa do Rio por meio da troca de bilhetes envolvendo policiais penais. Ela foi presa preventivamente em junho, ganhando direito à prisão domiciliar no mês seguinte, após ser um dos alvos da Operação Efialtes, deflagrada pela Polícia Federal (PF).

Este grupo, como apontaram as investigações, funcionava como uma rede de transmissão de ordens de chefes da maior organização criminosa do Rio que estão presos na Penitenciária Federal de Catanduvas como Fabiano Atanásio da Silva, o FB, e Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, para integrantes que estão em liberdade. Segundo a PF, Luceia atuava diretamente na transmissão de ordens das lideranças da facção criminosa, sendo a responsável por organizar a entrada e a saída de bilhetes de Catanduvas e de fazer pagamentos a mando dos bandidos

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