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Economia

Homem mais rico da China defende que trabalhar 12 horas por dia é “uma benção”

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Jack Ma, homem mais rico da China
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Jack Ma, homem mais rico da CHina, chamou de “benção” trabalho de 12 horas por dia

O bilionário chinês Jack Ma, cofundador do Ali Baba Group e homem mais rico do país asiático, reforçou que defende que os trabalhadores de tecnologia devem abraçar o esquema de sobrecarga de horas de trabalho do setor na China, mesmo após ter gerado uma série de críticas nas mídias sociais no fim de semana, ao comentar o tema na sexta-feira (12). Ele classificou trabalhar 12 horas por dia como “uma benção”.

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O chinês reiterou a importância do “esquema 996”, sistema adotado em sua empresa, em que se trabalha até 12 horas por dia (das 9h às 21h), de segunda a sábado (6 dias por semana), citando a importância da empresa para jovens trabalhadores apaixonados pela área.

Em seu blog, Jack Ma discorreu sobre o tema, afirmando que “poder trabalhar no esquema 996 é uma enorme bênção. Se você quiser fazer parte do Alibaba , precisa estar preparado para trabalhar 12 horas por dia, caso contrário, por que se incomodar?”.

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O esquema, no entanto, motivou críticas de trabalhadores, que citaram a exploração e a falta de compensação de horas extras, além do enriquecimento do bilionário às custas dos que trabalham 12 horas diariamente. “Trabalhamos 996 porque somos explorados sem compensação de horas extras”, rebateu um trabalhador na rede.

Outros caracterizaram o esquema 996 como extenuante, relembrando histórico de programadores e fundadores de startups que morreram de estresse e ansiedade após trabalharem sem parar em modelos similares na área de tecnologia. Além da carga horária, as condições de trabalho também foram duramente criticadas.

No último domingo, Ma afirmou que compreendia as reações contrárias, mas sustentou sua posição de defesa ao esquema de sua empresa. “Entendo essas pessoas, e eu poderia ter dito que seria ‘correto’”, escreveu ele sobre as 12 horas diárias. No entanto, ele disse que “atualmente, não precisamos de pessoas dizendo coisas ‘corretas’, e sim de alguém que diga a verdade e faça todos refletirem”, defendeu.

Dono de um patrimônio estimado em US$ 40 bilhões (segundo índice elaborado pela Bloomberg ), Jack Ma afirmou ainda que os trabalhadores que se entregam ao esquema 996 “são os que encontraram sua paixão além dos ganhos financeiros”, valorizando quem aceita as condições de trabalho oferecidas, que obrigam os funcionários a longas jornadas para poder atuar em uma grande empresa.

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O diretor executivo Richard Liu, da principal concorrente do Alibaba, a JD.com, afirmou recentemente em post no WeChat que nunca forçaria ninguém a trabalhar no esquema, mas disse que trabalhadores “preguiçosos” não eram considerados “seus irmãos”.

Fonte: IG Economia
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Em busca de trabalho? Saiba quais cidades mais geraram vagas de emprego em 2019

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MARCELLO CASAL JR./AGÊNCIA BRASIL

Ao todo, Brasil gerou mais de 461 mil vagas de emprego neste ano, de acordo com o Caged

São Paulo fechou os sete primeiros meses de 2019 com um saldo de 50.251 novos empregos com carteira assinada, e é o município que mais ofereceu oportunidade de trabalho neste ano. As informações são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgadas na sexta-feira (23).

Só em julho o saldo da capital paulista foi de 20.204 vagas geradas na capital paulista, ou seja, o resultado do total de admissões menos o total de desligamentos. 

Atrás de São Paulo, vem Curitiba, no Paraná, com 15.632 empregos novos de janeiro a julho; em terceiro lugar está Brasília, Distrito Federal, que abriu 14.884 vagas. 

Além das capitais, Joinville (SC), Dourados (MS) e Santa Cruz do Sul (RS) tiveram destaque entre as cidades que mais ofereceu postos de trabalho neste ano. Veja abaixo a tabela com os 20 municípios do Brasil que mais colaboraram com o crescimento da economia gerando empregos.

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Desligamentos

Entre as cidades que ficaram com o saldo negativo, o Rio de Janeiro foi a que mais sofreu. A capital carioca fica isolada na ponta da tabela: foram 16.733 postos de trabalho fechados de janeiro até julho.

Fortaleza, no Ceará, também perdeu oportunidades de emprego (4.806), seguido de Rio Formoso, em Pernambuco (4.040). Confira a tabela abaixo.


Emprego formal cresce no Brasil

Em linhas gerais, o emprego formal no Brasil cresceu pelo quarto mês consecutivo. Foram 43.820 vagas de trabalho com carteira assinada abertas só em julho, um crescimento de 0,11% em relação ao estoque de junho

“Consideramos que o mercado de trabalho tem apresentado sinais de recuperação gradual, em consonância com o desempenho da economia. O governo vem adotando medidas de impacto estrutural e esperamos reflexos positivos no mercado de trabalho, na medida do aprofundamento das reformas”, afirmou o secretário de Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Dalcolmo.

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Também houve aumento no emprego se considerados os resultados dos sete primeiros meses deste ano. De janeiro a julho foram abertas 461.411 vagas formais, variação de 1,20% sobre o estoque. Em 2018, no mesmo período, as novas vagas tinham somado 448.263. 

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Nos últimos 12 meses, o saldo ficou positivo em 521.542 empregos, variação positiva de 1,36%. Assim como no acumulado do ano, os últimos 12 meses tiveram crescimento maior do que no período anterior. Em 2018, o saldo tinha ficado positivo em 286.121 vagas.

Fonte: IG Economia
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Economia

Pequenos negócios criaram 95% das vagas em julho, diz Sebrae

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As micro e pequenas empresas criaram 41,5 mil empregos com carteira assinada no mês de julho. Os dados foram compilados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Segundo o levantamento, os pequenos negócios foram responsáveis por 95% dos empregos gerados em todo o país.

Com os números das grandes empresas e da administração pública, foram criados 43,8 mil empregos formais. De janeiro a julho deste ano, as micro e pequenas empresas abriram 437,6 mil vagas, 2,4% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, disse que esses empreendedores são a alavanca para a economia e vitais para a geração de emprego e renda no país. Segundo Melles, é mais um motivo para que o país invista em melhoria do ambiente de negócios do setor, diminuição da burocracia e incentivo à competitividade.

Os pequenos negócios do setor de serviços foram os que mais criaram vagas (20 mil). Os destaques foram o ramo imobiliário, com 15,2 mil empregos, e o setor da construção civil, com 14 mil postos.

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São Paulo liderou a geração de empregos em julho, com mais 12,8 mil vagas, seguido por Minas Gerais, com 7,5 mil. A Região Sudeste teve o maior volume de novos postos (20 mil), seguido pelo Centro-Oeste, com 6,7 mil vagas.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC
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