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Hacker tenta vender dados de 186 milhões de eleitores nos EUA

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Hacker queria vender dados eleitorais nos EUA

Uma firma de cibersegurança chamada Trustwave descobriu, na dark web , um hacker que obteve, com intenção de vender, dados sigilosos de mais de cerca de 186 milhões de eleitores norte-americanos, em um momento no qual o país se prepara para a realização de eleições presidenciais, previstas para o dia 3 de novembro.

Os dados incluíam nome e sobrenome, data de nascimento, local de residência e histórico de votos contabilizados, além de outras informações. Segundo a Trustwave, o material, caso adquirido por pessoas mal intencionadas, poderia ser usado na veiculação geolocalizada de campanhas de desinformação e fake news.

“Uma enorme quantidade de dados sobre cidadãos estadunidenses está disponível para cibercriminosos”, disse Ziv Mador, vice-presidente da Trustwave, à NBC. “Nas mãos erradas, esses dados de eleitores e consumidores podem ser usados para ataques por meio das redes sociais, esquemas de phishing via e-mail e também golpes via mensagens de texto ou telefonemas antes, durante e depois das eleições – sobretudo se os resultados do pleito tiverem contestação”.

Essa última parte é importante, pois faz referência a uma declaração do presidente Donald Trump , do Partido Republicano, feita em julho deste ano e repetida há cerca de um mês. Ele, que concorre à reeleição ao cargo máximo dos EUA no próximo dia 3 de novembro, disse por duas vezes que não reconhecerá a derrota caso venha a perder o pleito para o seu opositor, Joe Biden , do Partido Democrata.

Segundo Mador, os dados foram obtidos de várias fontes – em sua maioria, roubados das bases de dados de empresas de segurança em invasões recentes, mas também recolhidos de esferas públicas. Ele ressalta que, em alguns estados dos Estados Unidos, informações de eleitores estão publicamente disponíveis.

A Trustwave é uma empresa especializada em monitorar a dark web em busca de atividades ilícitas. Neste caso, o próprio Ziv Mador disse ter encontrado um hacker apelidado “Greenmoon2019”, que lhe ofereceu as informações por um preço. A partir daí, a equipe da empresa entrou em ação, usando nomes fictícios para induzir o hacker a fornecer maiores informações sobre si próprio, incluindo uma carteira da criptomoeda bitcoin, a qual ele usaria para receber o pagamento.

Carteiras de bitcoin costumam ser o método favorito de pagamento por atividades ilícitas, uma vez que elas reconhecem publicamente uma transação realizada, mas não divulgam as identidades das partes envolvidas. No caso em mãos, a Trustwave conseguiu relacionar esta carteira com uma outra, ainda maior, que já teria coletado o equivalente a US$ 100 milhões (R$ 558,28 milhões na conversão direta) de outras vendas – nem todas relacionadas à oferta de dados privados.

Isso é um indício de que “Greenmoon2019” faça parte de um grupo de pessoas envolvidas em diversas atividades fora da lei. Além dos registros de 186 milhões de eleitores, o hacker estava oferecendo 245 milhões de registros de outros tipos de dados de pessoas.

O lado secreto das eleições

A disponibilidade de dados de eleitores não é nova, mas a Trustwave reconhece que uma oferta deste tamanho traz preocupações à segurança das eleições do dia 3 de novembro. E pior: este não é o único caso recente.

Segundo o diretor de inteligência nacional a serviço do governo dos Estados Unidos, Daniel Ratcliffe, hackers iranianos obtiveram, na última quarta-feira (21), informações de eleitores que foram usadas na veiculação de uma campanha de intimidação contra Democratas, enviando e-mails ameaçadores se fazendo passar por membros dos Proud Boys, um conhecido grupo racista que prega a supremacia branca, superioridade masculina e ideias fascistas nos EUA e Canadá.

Ratcliffe também ressaltou que dados similares foram obtidos por hackers russos , mas até o momento, nenhuma campanha foi identificada como tendo sua origem no país presidido por Vladimir Putin. Em 2016, porém, os russos conseguiram interferir com a corrida presidencial disputada por Donald Trump e Hillary Clinton.

Uma ampla investigação descobriu que hackers a serviço do governo de Putin beneficiaram Trump ao atacar a campanha de Clinton, vazando diversas informações do Partido Democrata. Uma agência de inteligência russa criou milhares de perfis falsos no Facebook e outras redes sociais , afiliando-se a grupos conservadores e de extrema-direita, no intuito de ampliar os perfis do atual presidente americano na internet.

Trump e sua administração negaram qualquer envolvimento no caso.Sobre o hacker descoberto pela Trustwave, a NBC não informou se ele foi preso ou se é o alvo de alguma investigação em curso.

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Tecnologia

Huawei se mantém em 2º lugar na venda de celulares; Xiaomi ultrapassa Apple

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Unsplash/Omid Armin

Huawei continua em segundo lugar de vendas globais

A chinesa Huawei driblou a  guerra com os Estados Unidos  e se manteve em segundo lugar na lista de fabricantes que mais venderam celulares no mundo no terceiro trimestre de 2020, de acordo com análise divulgada pela empresa de consultoria Gartner. A sul-coreana Samsung também se manteve em primeiro lugar.

As terceira e quarta posições, porém, tiveram uma inversão. Desta vez, a Xiaomi ultrapassou a Apple e ficou em terceiro lugar, deixando a maçã em quarto. Em quinto lugar está a chinesa OPPO .

Entre julho e setembro, a Samsung deteve 22% do mercado de smartphones , vendendo 80,8 milhões de unidades. Em comparação com o mesmo período de 2019, a fabricante aumentou suas vendas em 2,2%.

Já a Huawei viu seus números caírem em 21,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, a marca conseguiu se manter na segunda posição, detendo 16,9% do mercado ao vender 51,8 milhões de celulares.

Para ultrapassar a Apple e tomar o terceiro lugar, a Xiaomi foi a fabricante que mais cresceu, com aumento de 34,9% entre o terceiro trimestre de 2019 e o de 2020. Já a americana teve queda de 0,6% no período. A expectativa, porém, é de que, com o lançamento da linha iPhone 12 , a Apple volte à terceira posição no quarto trimestre deste ano.

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Tecnologia

Twitter vai retomar verificação de contas em 2021; veja como será

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Twitter vai retomar verificação de contas

Após quase três anos em pausa, a equipe do Twitter afirmou em seu blog oficial que está pronta para retomar seu processo de verificação de contas . Para isso, a empresa está pedindo feedback dos próprios usuários, para “garantir que nossas regras reflitam as vozes das pessoas que usam o Twitter”.

O programa de verificação de contas foi pausado em 2017 após a empresa perceber que o ícone azul que indica uma conta verificada estava sendo confundido pelos usuários como um “endosso” da plataforma àquela conta ou um indicador de sua importância na rede.

Um ano depois, a empresa reduziu a prioridade dos esforços para reformar a política de verificação para que pudesse se concentrar em questões mais importantes como a veracidade da informação em sua plataforma durante momentos críticos, como as eleições nos EUA.

A empresa agora parece estar pronta para retomar o processo de verificação . “Planejamos relançar a verificação, incluindo um processo público de solicitação, no início de 2021. Mas antes, precisamos atualizar a nossa política de verificação com sua ajuda. Esta política irá estabelecer a fundação para futuras melhorias definindo o que a verificação significa, quem pode solicitá-la e por que algumas contas podem perder a verificação”.

Atualmente, o ícone de verificação serve para “informar que uma conta de interesse público é autêntica. Para receber o selo azul, a conta precisa ser notável e ativa”. Os seis tipos de contas que podem receber o selo são contas de governos, notícias, entretenimento, esportes, “companhias, marcas e ONGs” e “ativistas, organizadores e outros indivíduos influentes”.

Novas regras

A nova política propõe critérios para remover automaticamente a verificação de uma conta se, por exemplo, ela se tornar inativa ou se o perfil estiver incompleto. A empresa planeja remover automaticamente o ícone de verificação de contas nestas condições em 2021.

O texto também define regras para negar ou remover a verificação de certas contas que, mesmo qualificadas, violam constantemente os termos de uso do Twitter . “Reconhecemos que há muitas contas verificadas no Twitter que não deveriam ser”, diz a empresa.

Os usuários podem participar do processo preenchendo uma pesquisa sobre a nova política de verificação, ou deixar seus comentários com um tuíte usando a hashtag #VerificationFeedback. O Twitter afirma que irá trabalhar com ONGs locais e seu Conselho de Confiabilidade e Segurança para “garantir que o máximo de perspectivas estejam representadas”.

O período de participação do público começa nesta terça-feira (24) e vai até 8 de dezembro de 2020. A partir daí o feedback será analisado e a equipe do Twitter será treinada na nova abordagem. O objetivo da empresa é introduzir uma versão final da nova política de verificação em 17 de dezembro de 2020.

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