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Economia

Guimarães gritava e intimidava em reuniões, relata servidora da Caixa

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Pedro Guimarães tinha comportamento agressivo, relata conselheira
Valter Campanato/Agência Brasil

Pedro Guimarães tinha comportamento agressivo, relata conselheira

Representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal, a servidora Maria Rita Serrano relata gritos, tapas na mesa e tentativa de intimidação por parte do ex-presidente do banco, Pedro Guimarães , nas reuniões do colegiado.

O executivo é alvo de uma série de denúncias de assédio sexual , que o levaram a pedir demissão do cargo . Maria Rita conta que respondeu a dois processos internos na instituição por ter contrariado a ordem de não fazer críticas ao governo e à Caixa e apoiar movimentos de trabalhadores do banco.

“O plano (da cúpula da Caixa) era encontrar uma base legal para me retirar do conselho, mas fui eleita pelos trabalhadores. Os procedimentos duraram um período longo e eles chegaram à conclusão que não tinha o que fazer”, disse Rita.

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Segundo ela, Guimarães tentava intimidá-la nas reuniões do conselho, que acontecem uma vez por mês.

“Acredito que por ser a única mulher no conselho e que votava contra venda de ativos da Caixa e privatização. As reuniões eram tensas, mas nunca me deixei intimidar”, afirmou Rita.

Ela contou que um dos encontros, Pedro elevou o tom de voz, bateu na mesa e ela respondeu: “Você me respeita, sou conselheira tanto quanto você”.

Rumores e queixas crescentes

Rita disse que as denúncias de casos de abuso moral contra trabalhadores que se posicionavam contra Guimarães aumentaram na gestão dele. Afirma ainda que sabia de rumores de assédio sexual contra funcionárias, mas que não havia provas.

Após denúncias de servidoras reveladas na quarta-feira (29) pelo site Metrópoles, ela apresentou pedido para que o conselho abra um processo interno para apurar as acusações. Rita propõe a contratação de uma empresa independente para investigar o caso, de forma isenta e transparente.

“O fato exige apuração rigorosa, rápida e transparente. Estou propondo que seja selecionada e contratada empresa externa para proceder investigações no âmbito da Caixa, a fim de que o processo seja efetuado com isenção e transparência, sem influência de dirigentes da empresa”, disse ela.

O governo confirmou, nesta quarta-feira, a demissão de Guimarães após as acusações de assédio sexual por funcionárias do banco estatal. Ao mesmo tempo, confirmou o nome de uma mulher, Daniella Marques , atual secretária de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, como substituta. A troca foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Procurada, a Caixa não se manifestou sobre as denúncias até a publicação da notícia.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Teto do ICMS: ministro defende mediação do STF entre estados e União

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Teto do ICMS: ministro defende mediação do STF entre estados e União
Carlos Moura/SCO/STF

Teto do ICMS: ministro defende mediação do STF entre estados e União

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta terça-feira (16) a atuação da Corte na disputa entre o governo federal e os estados em torno do ICMS de combustíveis. Uma audiência com representantes dos dois lados foi conduzida hoje pelo gabinete do ministro com a participação dele. O ministro da economia, Paulo Guedes, também esteve na abertura da reunião.

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O objetivo da audiência é chegar a um acordo para compensar as perdas de receita dos estados com a aprovação no Congresso de um teto para as alíquotas de ICMS sobre os combustíveis, telecomunicações e energia. O imposto é o principal imposto cobrado pelos estados.

Gilmar é o relator de ações que tratam do tema no STF. Os estados questionam leis aprovadas pelo Congresso que, na prática, diminuíram a arrecadação do ICMS sobre combustíveis e energia. Já o presidente Jair Bolsonaro apoiou a medida, preocupado com os reflexos eleitorais da inflação.

O ministro do STF determinou a criação de uma comissão especial com representantes do governo federal e dos estados. O prazo para chegar um acordo termina em 4 de novembro. Na primeira reunião, no começo de agosto, não houve avanços na negociação. Nesse encontro, Clóvis Monteiro, representante do Ministério de Economia, disse que a decisão de compensar ou não os estados é do Congresso, ou seja, política. Nesta terça-feira, Gilmar foi em linha oposta.

“Reputo fundamental enfrentar, ainda, um lugar-comum que tem sido vez ou outra repetido por aí. Não raramente são lançadas admoestações, algumas no limite da ameaça velada, no sentido de que o Supremo Tribunal Federal não teria nada a falar sobre essa disputa entre União e demais entes subnacionais: isso seria uma questão política. Isso está errado. Uma das funções do Supremo Tribunal Federal republicano, criado em 1891, é exatamente o conflito federativo, é dar alguma segurança nesse sistema”, afirmou Gilmar.

Ao lado de Guedes, Gilmar também apontou alguns indicadores ruins da economia brasileira.

“Não existe solução pronta ou fácil. É preciso coesão, criatividade e, mais ainda, sensibilidade. Ainda mais porque o cenário macroeconômico de várias potências mundial passa por momento crítico, o que pode afetar o mercado nacional. Isso quando sequer havíamos nos recuperado completamente dos efeitos nefastos da pandemia decorrente da Covid-19. Não podemos ignorar também que a inflação tem voltado a assombrar o povo brasileiro. O IPCA segue acima de dois dígitos ao ano. Alimentos, passagem aérea, transportes têm sido os vilões da inflação e têm corroído o poder de compra do brasileiro. Os níveis de pobreza encontram-se em estado alarmante”, disse Gilmar.

Guedes, por sua vez, apontou que a situação dos estados não é ruim.

“Todos somos corresponsáveis pela federação. Se um estado que aumentou 78% a arrecadação em termos reais, mais 11% de inflação, um aumento de 90%. Como esse estado está dizendo que está sofrendo?”, questionou Guedes.

Na audiência anterior, no começo de agosto, os representantes dos estados argumentaram que, embora a situação seja momentaneamente boa, o quadro deve mudar muito em breve, e preveem que será difícil equilibrar as contas em 2023.


Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

BB lança linha para compra de meios de transporte pouco poluentes

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Os interessados em comprar meios de transporte que gastem pouco ou nenhum combustível podem contar com uma linha de crédito. O Banco do Brasil (BB) lançou hoje (16) a linha BB Crédito Mobilidade, que financiará itens como bicicletas, patinetes, scooters elétricas ou mecânicas e motos abaixo de 125 cilindradas em até cinco anos.

Até 100% do valor da nota fiscal do produto pode ser financiado, desde que limitado a R$ 20 mil, o teto da linha. A linha tem prazo de até 60 meses, com o pagamento da primeira parcela podendo ocorrer até 59 dias após a contratação. Os juros mínimos serão de 1,83% ao mês (24,31% ao ano). As prestações são debitadas em conta, na data escolhida pelo cliente.

A contratação está disponível para os clientes pessoa física, que podem contratar pelo aplicativo do Banco do Brasil. Basta ir ao menu “Empréstimos”, escolher a opção “Contratar Financiamentos” e clicar em “BB Crédito Mobilidade”. Os bens são fornecidos por meio de empresas que têm convênio firmado com o Banco do Brasil.

De acordo com o BB, a nova linha aumenta o compromisso da instituição com iniciativas com resultados sociais e ambientais positivos. Segundo balanço divulgado pelo banco na semana passada, as operações de crédito sustentáveis atingiram R$ 292,2 bilhões no fim do primeiro semestre, com alta de 13,3% em 12 meses. Recentemente, o banco reduziu os juros para os financiamentos de carros híbridos e elétricos.

Edição: Bruna Saniele

Fonte: EBC Economia

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