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Internacional

Guerra: vídeo mostra criança com Down em passeio antes de ataque russo

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Liza morreu após ataque russo na Ucrânia
Reprodução/Facebook

Liza morreu após ataque russo na Ucrânia

Uma das imagens mais impactantes feitas após o ataque russo à cidade ucraniana de Vinnytsia , no centro-oeste do país, é a que mostra um carrinho de bebê revirado do lado de fora de uma das construções atingidas pelos mísseis. Ele pertencia a uma garota de apenas quatro anos, chamada Liza, uma das três crianças mortas na ação — que tirou a vida de outras 20 pessoas.

Um vídeo compartilhado pelo portal Nexta mostra a menina, que tem síndrome de Down, junto da mãe, Irina Dmitrieva, durante um passeio, pouco antes de serem alvos do ataque. A mulher ficou gravemente ferida e está internada em um hospital local, enquanto a filha dela morreu.

Irina havia postado o registro em suas redes sociais, feito durante um dia ensolarado do verão europeu, em que a pequena Liza passeava sorrindo, empurrando sua cadeira à frente da mãe, enquanto eles conversavam sobre ir ver sua fonoaudióloga.


“Liza era muito alegre, ela adorava vir até nós. Ela era uma criança muito gentil. Para sua mãe, ela era todo o sentido de sua vida. Ela a amava loucamente. Eu não posso nem imaginar a tragédia que é para a família”, disse Valeriia Korol em entrevista à BBC.

Ela é responsável pelo centro LogoClub para crianças com necessidades especiais, onde Liza participou de uma sessão, pouco antes do atentado, como fazia algumas vezes por semana. A conta do Instagram da mãe é repleta de fotos da vida da menina, com postagens feitas desde o nascimento de sua única filha.

O LogoClub, para onde Liza ia regularmente, fica a apenas um quarteirão da Praça da Vitória, local atingido pelos mísseis. A equipe levou todas as crianças do local para o abrigo quando a sirene do ataque aéreo soou. 

Mas, como muitas outras pessoas, Liza e sua mãe ainda estavam na rua e foram atingidas pelo ataque. No início da guerra, elas voltaram de Kiev para Vinnytsia por segurança, porque a cidade, na ocasião, ficava longe das linhas de frente do conflito.

Ataque em região distante do conflito Mísseis de cruzeiro russos atacaram na última quinta-feira a região, que, no entanto, está distante das frentes de batalha no Leste, segundo o chefe da Polícia Nacional da Ucrânia, Ihor Klymenko. 

Há, ainda, 42 desaparecidos, de acordo com o Serviço de Emergência do Estado (SES). Outras 64 pessoas, incluindo quatro crianças, foram hospitalizadas — destas, 34 estão em estado grave e cinco em situação crítica, informou o SES.

O ataque foi perpetrado com mísseis de cruzeiro Kalibr russos lançados de submarinos no Mar Negro, de acordo com Kyrylo Tymoshenko, vice-chefe do Gabinete do presidente da Ucrânia.


Mais de 50 prédios e 40 carros ficaram danificados pelos ataques, disse Klymenko. Vídeos divulgados pela agência mostraram fumaça saindo de prédios de vários andares e equipes de bombeiros jogando água nas carcaças fumegantes de veículos atingidos por um incêndio após os ataques.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, condenou o ataque. “Todos os dias, a Rússia destrói a população civil, mata crianças ucranianas, lança foguetes contra objetos civis”, disse em uma mensagem no Telegram. “O que é isso, senão um ato aberto de terrorismo?”

Em um comunicado, o secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou os ataques e pediu que os responsáveis prestem contas. Ele disse estar “aterrorizado com o ataque com mísseis de hoje contra a cidade de Vinnytsia […] O secretário-geral condena qualquer ataque contra civis e infraestruturas civis, e reitera seu apelo à prestação de contas por essas violações”, escreveu na nota o porta-voz Stephane Dujarric. A União Europeia tachou o ataque russo de “atrocidade”.

“A União Europeia condena, nos mais duros termos, os ataques contínuos e indiscriminados contra alvos civis, incluídos hospitais, instalações médicas, escolas e refúgios”, escreveu a organização em comunicado.

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Fonte: IG Mundo

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Internacional

Casa de Trump: juiz pede que Justiça divulgue argumentos para operação

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Departamento de Justiça dos EUA se opõe à divulgação dos argumentos usados na operação
Reprodução/Twitter

Departamento de Justiça dos EUA se opõe à divulgação dos argumentos usados na operação

Um juiz federal determinou que o Departamento de Justiça dos EUA entregue uma versão editada dos argumentos usados para pedir a operação de busca e apreensão na casa do  ex-presidente Donald Trump na Flórida, no começo do mês.

O departamento se opõe à divulgação dos termos, alegando que isso vai atrapalhar um inquérito em curso — por outro lado, um grupo de empresas de comunicação defende a revelação, por considerar que é de “interesse público”. Trump, ao menos em público, diz não se opor.

Segundo o juiz Bruce Reinhart, que conduz o processo, há ao menos alguns trechos do documento que podem ser revelados — ele disse não estar convencido de que todo o teor precisa ser mantido em sigilo, e que não cabe a ele decidir se o conteúdo liberado fará alguma diferença para o público. Essa edição, afirmou Reinhart, deve ser realizada pelo próprio Departamento de Justiça e entregue a ele até a próxima quinta-feira. Não há uma data para a eventual liberação do documento.

Antes da audiência, o departamento afirmava que a divulgação dos argumentos que motivaram a busca “vai esfriar cooperações futuras com testemunhas, cuja ajuda pode ser requisitada ao longo da investigação”.

“O fato de que esse inquérito inclui materiais altamente sigilosos reforça a necessidade de proteger a integridade da investigação e exacerba os potenciais danos se essas informações forem divulgadas de forma prematura ou imprópria”, escreveu o Departamento de Justiça, em argumentação prévia.

Por outro lado, empresas de comunicação, como o New York Times, a CNN e a Associated Press, que integram a ação que pede a divulgação, afirmam que o público dos EUA tem um “claro e poderoso interesse” em compreender o inquérito.

“O acesso do público a estes documentos promoverá a compreensão desta historicamente significante e sem precedentes execução de uma operação de busca na residência de um ex-presidente”, diz o texto da ação.

Jay Bratt, representante do departamento na audiência desta quinta-feira, disse que se o juiz decidir a favor das empresas de comunicação, estará fornecendo um “mapa” das investigações. Segundo ele, o documento que motivou a busca detalha como os procuradores poderiam achar provas relacionadas ao crime de obstrução em Mar-a-Lago.

Já a posição de Donald Trump é menos clara: em uma publicação em sua rede social, o Truth, ele disse que não se opunha à divulgação de documentos das investigações, mas seus advogados não participam como uma das partes na ação analisada nesta quinta-feira. Em um pedido à parte, o grupo conservador Judicial Watch declarou que o sigilo apenas vai “provocar mais especulação, incertezas, vazamentos e intrigas políticas”.

“As tensões precisam ser substituídas por soluções, e rápido”, disse o grupo na ação própria. “O segredo em torno do mandado de busca, e a argumentação que levou à sua emissão, provocaram convulsões nesta nação, com intrigas e especulações danosas que apenas aumentarão conforme a verdade for mantida longe do público”.

Documentos sigilosos Desde a operação de busca e apreensão do FBI na mansão de Trump na Flórida, o Departamento de Justiça tenta evitar a divulgação de detalhes sobre os objetivos dos agentes em Mar-a-Lago e, especialmente, sobre que foi apreendido.

Naquele dia 8 de agosto foram recolhidos 11 conjuntos de documentos sigilosos, armazenados em cerca de 20 caixas, que teoricamente não deveriam estar na residência privada de um ex-presidente. Segundo o jornal Washington Post, alguns desses documentos estariam relacionados a questões de segurança nuclear dos EUA, mas não se sabe se eles estavam entre os itens incluídos na investigação.

Na sexta-feira passada, foi divulgado o mandado de busca: ali, foi revelado que o ex-presidente está sendo investigado por três possíveis violações das leis dos EUA. A primeira suspeita recai sobre a Lei de Espionagem, que considera ilegal reter, sem autorização, informações de segurança nacional que podem prejudicar os Estados Unidos ou auxiliar um adversário estrangeiro. A segunda violação é relacionada a um estatuto associado à remoção ilegal de materiais do governo.

A terceira diz respeito a uma lei que torna crime a destruição ou ocultação de um documento para obstruir uma investigação do governo — este, segundo especialistas, seria o ponto que poderia complicar mais a vida de Trump diante da Justiça, uma vez que depende de um número menor de evidências.

Uma batida policial na casa de um ex-presidente americano não é algo corriqueiro, e a aprovação veio do próprio secretário de Justiça dos EUA, Merrick Garland — diferentemente do Brasil, o ocupante do cargo tem poderes para ordenar investigações, acumulando função similar à de um procurador-geral.

Desde a busca, aliados do ex-presidente elevaram o tom das críticas ao FBI e ao juiz Reinhart, afirmando, sem provas, que as ações têm motivações políticas, com o objetivo de atingir o Partido Republicano antes das eleições legislativas de novembro e de acabar com o projeto de Trump de concorrer à Casa Branca em 2024. Entre as muitas teorias da conspiração, a de que os agentes do FBI plantaram provas contra Trump durante a ação, uma acusação sem qualquer evidência.

* Com informações de agências internacionais

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Internacional

Argélia: incêndios florestais matam ao menos 38 pessoas

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Incêndio na Argélia
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Incêndio na Argélia

Ao menos 38 pessoas, incluindo 13 crianças e adolescentes, morreram durante os incêndios florestais que atingem a região nordeste da Argélia, informou a Defesa Civil nacional nesta quinta-feira (18).

O primeiro-ministro do país, Aymen Ben Abderrahmane, visitou a província de El Tarf, próximo à fronteira com a Tunísia.

Fontes locais contatadas pela ANSA afirmam que a situação na região é “catastrófica” e que ainda há desaparecidos em várias áreas atingidas pelas chamas.

Um dos locais mais afetados, com “centenas de hectares destruídos” é o Parque Nacional El Kala, uma das maiores reservas naturais da Argélia.

Conforme o site local “TSA”, a maior parte das vítimas está em El Tarf, com 30 mortes ao todo, incluindo 10 crianças. Além disso, há 161 feridos e 21 deles foram internados em unidades de terapia intensiva (UTIs).

Seis mortes foram registradas na província de Souk Ahras, sendo dois menores de idade, e outra duas pessoas – uma mulher e uma criança – morreram asfixiadas dentro de casa na vila de Ouled Messaoud, na província de Sétif.

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