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Economia

Guerra comercial EUA X China cria onda global de internacionalização de empresas

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Pesquisa recente da Organização mundial QIMA mostrou que empresas européias estão seguindo as americanas e deixando a China.  Empresas brasileiras estão aproveitando essas movimentações para ganhar espaço internacional, avalia o economista e Presidente da Consultoria Oxford Group – especializada em internacionalização de empresas nos EUA.

A guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo está criando uma onda de internacionalização de empresas e remapeando as cadeias de fornecimento globais em detrimento da manufatura chinesa. É o que prova um recente estudo da Organização global QIMA – instituto de controle, com sede em Hong Kong, que realiza auditorias, inspeciona fornecedores e realiza testes de laboratório em produtos em todos os continentes.

Segundo a pesquisa, a demanda por auditorias da QIMA na China caiu 13%, já que os fabricantes do continente estão perdendo seus clientes estrangeiros mais rapidamente devido aos custos associados às tarifas ou estão transferindo parte da sua produção para fora da China para evitar essas tarifas. A porcentagem de empresas que abandonam a China pesquisadas pela QIMA, foi de 80% para as empresas americanas e 67% para as da União Européia.

MUDANDO O ‘MADE IN CHINA’

As empresas européias são menos afetadas pela guerra comercial porque seus países não impuseram tarifas sobre as importações chinesas. Mas a QIMA acredita que eles têm suas próprias razões para reduzir sua dependência da fabricação chinesa. A maioria está se diversificando no sudeste da Ásia e optando por ficar mais “perto de casa”.

Essa diversificação contínua da cadeia de fornecimento global cria amplas oportunidades para os investidores corporativos e dá origem a novos mercados em países como o Vietnã, por exemplo. As grandes empresas estão se movimentando com o aumento dos custos trabalhistas na China e com o avanço do governo na adoção de leis ambientais no estilo ocidental, abandonando o antigo estilo Chinês que ignorava a poluição e os direitos trabalhistas.

BRASIL EM VANTAGEM INTERNACIONAL

Esse novo cenário de movimentação de empresas está favorecendo negócios brasileiros ganhem espaço em mercados internacionais. Para Carlo Barbieri, economista brasileiro que dirige a Consultoria Oxford Group – especilizada em internacionalização de empresas nos Estados Unidos há mais de 30 anos, e recentemente em Portugal, empresários brasileiros mais atentos estão de olho nas vantagens que este cenário está gerando, especialmente para o Brasil.

“Com a guerra comercial, Pequim tem ainda mais incentivo para se aproximar e abrir espaço à negócios  do Brasil e de seus outros parceiros no grupo BRICS de economias emergentes – Rússia, Índia e África do Sul. Enquanto isso nos EUA, em 2015 – dado mais recente divulgado – o valor vendido no mercado interno e o valor adicionado pelas subsidiárias brasileiras ao PIB americano foi de US$ 48,3 bilhões e US$ 7,9 bilhões, respectivamente”, pondera o economista brasileiro.

Dados do Mapa Bilateral de Investimentos Brasil / USA 2019, mostram que o estoque de IED (Investimento Estrangeiro Direto) brasileiro nos Estados Unidos cresceu 356% entre 2008, quando era de US$ 9,3 bilhões para US$ 42,8 bilhões em 2017. Os brasileiros estão investindo em diferentes setores americanos como, metais, comércio atacadista e instituições financeiras, em 2015 – dado mais recente divulgado até agora.

“Nestes tempos de incerteza, os mercados emergentes mais arriscados são mais atingidos, com os investidores se esquivando e levando seu dinheiro para países “mais seguros”. Os mercados vêm se ajustando em escala global a um cenário que mudou muito rapidamente. Agora, o desempenho dos ativos brasileiros estará atrelado aos mercados estrangeiros até que haja um avanço sobre as negociações comerciais. O empresário brasileiro não quer perder tempo e  quer tirar o máximo de vantagens dessa guerra”, afirma Carlo Barbieri.

EMPRESAS BRASILEIRAS INTERNACIONAIS

Para Carlo Barbieri, além das vantagens com a guerra comercial, as incertezas que pairam sobre o projeto de reforma da Previdência no Brasil, podem ser um dos fatores que estão estimulando um número maior de brasileiros a buscar alternativas de investimentos em outros países. A nova relação – mais próxima – dos EUA com o Brasil configura o território americano como um cenário ideal procurado por brasileiros que estão interessados em aposentar-se, no longo prazo, em dólar ou proteger seus patrimônios.

“Em busca de segurança econômica, empresários brasileiros estão interessados em posicionar parte de seus investimentos nos EUA. Em muitos casos, a escolha não é definitiva, mas se bem assessorada e planejada a internacionalização do negócio pode render uma aposentadoria em dólar e é com este objetivo que muitos brasileiros tem nos procurado. Somente este ano já detectamos um aumento de 10% na procura”, explica Carlo Barbieri.

O consultor explica que o prolongamento da guerra comercial e este novo fenômeno de movimentação internacional de empresas estão reordenando a regra do jogo corporativo, conferindo inclusive, mais espaço para empresas brasileiras. A proximidade geográfica dos EUA também tem sido um fator considerado importante pelo empresário brasileiro que decide internacionalizar sua empresa para a américa.

“Não há outro momento que não este para aproveitar as oportunidades que esta guerra tem gerado. Nos EUA, as novas políticas fiscais de Trump resultaram na redução do imposto de renda para empresas em território americano, que passou de 35% para 21%. É fundamental contratar uma consultoria especializada em mercados globais para tirar o máximo proveito desse cenário e internacionalizar corretamente sua empresa, produto ou serviço”, alerta o economista e consultor.

Fonte: Onevox Press

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Economia

Comissão Mista de Orçamento aprova acréscimo de R$ 72 bi para 2022

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O Projeto de Lei Orçamentária de 2022 (PLOA 2022), definido pelo PLN 19/2021, ganhou um acréscimo de verbas de R$ 72,1 bilhões. A mudança foi aprovada hoje pela Comissão Mista de Orçamento.

Segundo o relator da comissão, o senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), o orçamento está próximo do equilíbrio, já resta ao governo apenas um déficit de R$ 2 bilhões para atingir o equilíbrio entre receitas e despesas. Com a medida, a expectativa é que o orçamento seja de R$ 2,028 tri. A cifra não considera as privatizações que estão previstas para acontecer ainda no início de 2022, como a da Eletrobras – que deve arrecadar por volta de R$ 23 bi -, e licitações excedentes de petróleo do Pré-Sal, que podem gerar até R$ 5 bilhões para a União.

“Isso será um feito histórico, interrompendo a sequência de déficits primários observados nos últimos oito anos”, afirmou o senador.

Mudanças nas previsões do Produto Interno Bruto (PIB), flutuações da Selic – a taxa básica de juros e a inflação foram os principais motivadores da nova cifra, explicou o senador em relatório. Guimarães informou também que, apesar da estimativa ser animadora, a queda de renda da população e o desemprego ainda são preocupantes.

Segundo projeções elaboradas pelo Ministério da Economia, o PIB deverá crescer 5,1% em 2021 e 2,1% em 2022. Para a Selic, especialistas da pasta apontam que a taxa básica de juros deve fechar em 9,15% o ano de 2021, e deve ter alta de até 2% durante o decorrer de 2022.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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Economia

Mega-Sena sorteia R$ 11 milhões nesta quarta; confira as dezenas

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Mega-Sena sorteia R$ 12 milhões nesta quarta-feira
João Bidu

Mega-Sena sorteia R$ 12 milhões nesta quarta-feira

A Caixa Econômica Federal realizou nesta quarta-feira (1º) o sorteio 2.433 da Mega-Sena com prêmio estimado em R$ 11 milhões. A Caixa deve divulgar os vencedores nas próximas horas. Em caso de nenhum acerto das seis dezenas, o prêmio irá acumular e se aproximar de R$ 20 milhões no próximo sorteio.

Confira os números sorteados:

08 – 09 – 32 – 52 – 53 – 57

Como participar do próximo sorteio?

O próximo concurso da Mega-Sena acontece no sábado (04), às 20h  . É possível apostar até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio , em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa do país.

Também é possível apostar pela internet. O bilhete simples da Mega-Sena, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

Como apostar online na Mega-Sena?

Para aqueles que apostarem pela internet, não é possível optar pela aposta mínima, de R$ 4,50. No site da Caixa, o valor mínimo para apostar na Mega-Sena é de R$ 30, seja com uma única aposta ou mais de uma.  Veja aqui como apostar.

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Para fazer uma aposta maior, com 7 números, dando uma maior chance de ganhar, o preço sobe para R$ 31,50. Outra opção para atingir o preço mínimo é fazer sete apostas simples, que juntas têm o mesmo valor, R$ 31,50. Além disso, os bolões, disponíveis online, são outra opção viável.

Como funciona a Mega-Sena?

O concurso é realizado pela Caixa Econômica Federal e o vencedor pode receber milhões de reais se acertar as seis dezenas. Os sorteios ocorrem pelo menos duas vezes por semana – geralmente, às quartas-feiras e aos sábados. O apostador também pode ganhar prêmios com valor mais baixo caso acerte quatro ou cinco números, conhecidas como Quadra e Quina, respectivamente.

Na hora de jogar, o apostador pode escolher os números ou tentar a sorte com a Surpresinha. Esse modelo consiste na escolha automática, realizada pelo sistema, das dezenas jogadas. Outra opção é manter a mesma aposta por dois, quatro ou até oito sorteios consecutivos, conhecida como Teimosinha.

Premiação da Mega-Sena

Os prêmios costumam iniciar em, aproximadamente, R$ 3 milhões para quem acertar as seis dezenas. Dessa forma, o valor vai acumulando a cada concurso sem vencedor.

Também é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para isso, é preciso marcar de seis a 15 números do volante. O prêmio total da Mega-Sena corresponde a 43,35% da arrecadação. Deste valor:

  • 35% são distribuídos entre os acertadores dos seis números sorteados;
  • 19% entre os acertadores de cinco números (Quina);
  • 19% entre os acertadores de quatro números (Quadra);
  • 22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos seis números nos concursos terminados em zero ou cinco; e
  • 5% ficam acumulado para a primeira faixa (Sena) do último concurso do ano de final zero ou cinco.

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