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Economia

Guedes anuncia possível redução de imposto de importação em produtos ‘abusivos’

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Paulo Guedes, ministro da Economia
Washington Costa/ASCOM ME

Paulo Guedes, ministro da Economia

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (11) que o governo pode zerar a tarifa de importação de produtos de “um ou dois setores” em que estaria havendo reajuste “abusivo” de preços.

O objetivo seria controlar a inflação, que já passa dos dois dígitos no acumulado em 12 meses.

Na semana passada, o governo anunciou a redução em 10% das tarifas de importação de cerca de 87% dos itens sujeitos ao imposto de importação, exceto os já abrangidos pelo Mercosul. A medida será válida até 31 de dezembro de 2022.

“Conseguimos baixar 10% (a tarifa de importação), foi uma luta difícil. Podemos aprofundar, pegar alguns itens (em que) particularmente está havendo abuso de reajuste de preço e baixar. Estou tentando sempre fazer tecnicamente o mais correto, uniforme para todos. Mas, de repente, pega um ou dois setores que estão abusivos e você pode zerar a tarifa”, disse Guedes em evento promovido por um banco, em São Paulo.

No entanto, o ministro ponderou que a medida pode gerar um “problema político” e perder votos no Congresso. Guedes não citou nenhum setor específico.

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“Mas tem sempre problema político, vai perder 50 votos na reforma tal. Congressistas representam interesses e você tem que conviver com isso, mas é parte da solução para acelerar o ritmo de abertura (comercial)”, disse.

Na quarta-feira, o IBGE divulgou que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, foi de 1,25% em outubro, a maior para o mês em 19 anos. O índice acumula alta de 10,67% nos últimos 12 meses, acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (10,25%). Trata-se do maior percentual para um intervalo de 1 ano desde janeiro de 2016 (10,71%).

Segundo Guedes, a interrupção das cadeias produtivas no mundo encarecerá em até 30% os insumos vindos da China, o que deve pressionar ainda mais a inflação, em todo o mundo.

“A interrupção das cadeias produtivas atinge todos. Daqui a pouco começa a chegar insumos com 10%, 20%, 30% de aumento, porque eles (China) estão com problemas lá”, disse Guedes.

O ministro admitiu que a escalada da inflação deve levar a uma desaceleração da economia no curto prazo, mas disse acreditar que a economia vai crescer 3,5% ou 4% em 2022.

“Deve haver desaceleração, é normal, juros sobem um pouco no combate à inflação. Mas estamos falando de desaceleração de uma retomada (econômica). Acredito que o Brasil pode crescer 3,5%, 4%, velocidade de cruzeiro se tivermos sequência desobstruída”, disse o ministro.

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Economia

Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 25,6 milhões; confira os números

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Mega-Sena pode pagar R$ 25,6 milhões
Agência Brasil

Mega-Sena pode pagar R$ 25,6 milhões

A Caixa sorteou hoje as seis dezenas do Concurso 2447 da Mega-Sena. A premiação de R$ 25.693.704,41 vai ser distribuída entre quem apostou nos números 13 – 19 – 29 – 42 – 49 – 52.

O número de ganhadores ou o prêmio acumulado ainda não foi divulgado. O sorteio aconteceu às 20h, com transmissão ao vivo nas redes sociais.

O sorteio de hoje é o primeiro da Mega-Semana de Verão, que promove sorteios às terças, quintas e sábados. O próximo está agendado para o dia 27. Durante o ano, estão programadas nove Mega-Semanas.

Os sorteados tem até 90 dias para retirar o valor. Passado esse período, o dinheiro é repassado ao Tesouro Nacional para aplicação no FIES caso não seja resgatado.

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Economia

Dólar cai para R$ 5,43, com fluxo estrangeiro para países emergentes

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Na véspera da reunião do Banco Central norte-americano, o dólar caiu pela primeira vez após duas altas seguidas e voltou a aproximar-se de R$ 5,40, beneficiado pelo fluxo estrangeiro para países emergentes. A bolsa de valores teve forte valorização e encerrou no maior nível desde o fim de outubro.

O dólar comercial encerrou a terça-feira (25) vendido a R$ 5,435, com recuo de R$ 0,068 (-1,24%). A cotação chegou a abrir em pequena alta, mas passou a cair após a abertura do mercado norte-americano.

A divisa fechou no segundo menor nível do mês, só perdendo para o último dia 20, quando encerrou a R$ 5,417. A moeda norte-americana acumula queda de 2,52% em janeiro.

O dia também foi marcado por ganhos no mercado de ações. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 110.204 pontos, com alta de 2,1%. O indicador está no maior nível desde 20 de outubro do ano passado.

A bolsa conseguiu descolar-se dos mercados norte-americanos, que fecharam em forte baixa na véspera da reunião do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano). Hoje houve migração de fluxo de capitais para países emergentes, em um dia de recuperação das turbulências de ontem (24) por causa do agravamento das tensões entre Rússia e Ucrânia.

No encontro de amanhã, (26) não está previsto que o Fed anuncie aumento dos juros norte-americanos, que estão no menor nível da história desde o início da pandemia de covid-19. A reunião, no entanto, fornecerá indicações se o Fed pretende começar a subir os juros em março e sobre o ritmo da retirada do programa de compra de títulos pelo Banco Central norte-americano.

Taxas mais altas em economias avançadas estimulam a fuga de recursos de países emergentes. Parte dos investidores, no entanto, começa a acreditar que o efeito da retirada dos estímulos monetários nos Estados Unidos já está precificado (incorporado aos preços dos ativos).

*Com informações da Reuters

Edição: Nádia Franco

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