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Gravidez silenciosa: ‘’Descobri que estava grávida com oito meses’’

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No último sábado (25), a atriz Klara Castanho (21) revelou, após ter sido exposta pela apresentadora Antônia Fontenelle, ter dado à luz depois de ter sido vítima de um estupro. Em uma carta aberta, a jovem declarou que descobriu a gravidez nos últimos momentos da gestação.

‘’Meu ciclo menstrual estava normal, meu corpo também. Eu não tinha ganhado peso e nem barriga […] entre o momento que descobri a gravidez e o parto se passaram poucos dias’’, afirmou a artista.

Sem sintomas, sem ganho de peso e sem quaisquer sinais, Klara afirmou que não fazia ideia de que estava grávida. Pelos termos médicos, a atriz passou por uma gravidez silenciosa. 

Carta aberta da atriz comoveu milhares de fãs
Foto: Reprodução/Instagram

Carta aberta da atriz comoveu milhares de fãs






Grávida sem sintomas?

De acordo com a ginecologista e mestre em Ciência Médicas pela Universidade Fluminense (UFF), dra. Viviane Monteiro, a gravidez silenciosa é a gestação que vai evoluindo sem que seja feito um diagnóstico e geralmente sem nenhuma percepção de algum sinal ou sintoma compatível.

‘’A principal característica da gravidez silenciosa é justamente essa falta de sintomas e geralmente é mais comum em mulheres que apresentam amenorreia, que é a falta de menstruação em idade fértil, ou mulheres com intervalos longos entre uma menstruação e outra”, afirma.

Para a médica, mulheres atletas ou com sobrepeso são as maiores vítimas da gravidez silenciosa, já que sofrem com a possibilidade de não menstruarem ou menstruarem esporadicamente. A percepção do próprio corpo também pode ser alterada para esse público, já que a definição dos músculos ou o acúmulo de gordura podem afastar a possibilidade de uma gravidez da mente.

Na maioria dos casos, grávidas silenciosas não notam a pausa da menstruação
Foto: Reprodução/Unsplash

Na maioria dos casos, grávidas silenciosas não notam a pausa da menstruação


A especialista reitera que os sintomas de uma gravidez são nítidos e é necessário observá-los: ‘’Há alguns sinais de gravidez, como não tolerar um cheiro específico de comida ou comer um alimento, náuseas e um cansaço maior. Existe também o aumento da frequência urinária, mamas mais doloridas e mais inchadas’’.

No entanto, o principal sintoma da gravidez é a amenorreia, termo médico para a falta de menstruação. Na maioria dos casos, as ‘grávidas silenciosas’ alegam não terem menstruado durante a gravidez. Viviane rebate essa crença: ‘’Há mulheres que também apresentam sangramentos irregulares durante a gravidez, que não são sangramentos menstruais, que podem parecer, mas que são de outra fonte que podem ser algum descolamento de saco gestacional, uma implantação baixa placentária, ou seja sangramentos provenientes da própria gravidez’’

Para a maioria das grávidas silenciosas, a barriga cresce sem ser notada
Foto: Reprodução/Unsplash

Para a maioria das grávidas silenciosas, a barriga cresce sem ser notada


‘’Mulheres grávidas não menstruam, mas podem sim ter sangramentos que devem ser investigados, mas se a mulher não tem conhecimento da gravidez ela pode achar que está menstruando, mascarando a gravidez e protelando esse diagnóstico de gestação’’, finaliza.

‘Eu não sabia que estava grávida’

Além de Klara Castanho, outras milhares de brasileiras também foram surpreendidas com um teste positivo para a gravidez no final da gestação. Uma delas é a estudante de Gestão Empresarial, Suzana Dias (21).

Em 2019, Suzana era recém-formada no ensino médio e começou a namorar com um colega. ‘’Foi meu primeiro namorado. A gente não se cuidava, né? Eu não tomava remédio nem nada. A gente sabia que poderia ter o risco de acontecer [uma gravidez], mas a gente nunca imagina. Eu era muito nova e apaixonada’’

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Foto: Reprodução/Unsplash

Suzana e Lorenzo, seu filho ‘surpresa’

Durante todo o ano, a jovem não teve nenhum sintoma ou mudança corporal. ‘’Eu fiz o teste de farmácia e todos deram negativos. Eu percebi que estava engordando. Eu não passei mal’’.

Na véspera do natal de 2019, a estudante resolveu fazer o teste Beta HCG, exame médico indicado para casos de suspeita de gravidez. No resultado, a surpresa: ela estava grávida.

‘’Fiquei muito nervosa por causa do medo, né? Tinha muito medo de contar para os meus pais e para os meus familiares. Não sabia de quantos meses eu estava e nem tinha muita barriga’’.

Apavorada, a jovem decidiu não contar sobre a gestação para a família. Os pais de Dias só descobriram o fato um mês depois. ‘’Contei para meus pais no dia 20 de janeiro. No dia 21, eu fiz meu primeiro ultrassom e descobri que eu estava grávida de 9 meses’’.

Dois dias depois, Suzana deu à luz ao filho. Com 4 quilos e 49 centímetros, Lorenzo Dias nasceu com muita saúde: ‘’Hoje em dia a gente brinca falando que minha gravidez foi de 3 dias, porque eu contei para os meus pais numa segunda-feira, e, na quinta, o bebê nasceu’’.

Mãe surpresa

Depois da surpresa de uma gravidez silenciosa, a maior dificuldade de Suzana foi de se adaptar à nova realidade: em menos de um mês, ela se tornou mãe:  ‘’Tadinho, ele não tinha ele quase não tinha roupa porque foi muito rápido o processo’’

Do dia para a noite, a vida de Suzana se transformou completamente. Noites de sono foram trocadas por madrugadas de amamentação; o banho longo depois de um dia cansativo se torna uma ducha rápida; as prioridades de antes, é claro, ficaram no passado.

‘’Num dia, eu era uma jovem normal, né? E no outro, mãe, então foi muito complicado’’.

Além da maternidade inesperada, a estudante também teve que lidar com críticas e julgamentos. Familiares e conhecidos alegavam que Dias era ‘’louca’’ e que teria supostamente ‘’escondido a gravidez por meses’’.

Parto de Lorenzo em janeiro de 2020
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Parto de Lorenzo em janeiro de 2020

Dois anos depois do parto, Suzana reflete que seus pais foram essenciais em seu processo de descoberta como mãe. ‘’Sem eles sem o apoio deles, eu não iria conseguir, porque a mãe solteira infelizmente é muito julgada’’.

Para as futuras mamães, a jovem afirma que o cuidado com a saúde mental e a ajuda da família são fundamentais. ‘’Meu conselho também é não ligar muito para a opinião dos outros. Eu sei que é difícil. Eu sei que na hora a gente fica muito frustrada, a gente fica assustada, porque a nossa reação’’.

‘’Eu sei o quanto é difícil. Mas o conselho que eu dou é nunca desistir, sabe? Sempre siga em frente. Nunca tenha vergonha de sua gravidez’’, finaliza.

Fonte: IG Mulher

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O desafio de permanecer no mercado de trabalho depois dos 50

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O mercado de trabalho não costuma ser amigável com profissionais de meia-idade
Marcos Santos/USP Imagens – 19.02.2016

O mercado de trabalho não costuma ser amigável com profissionais de meia-idade

Experiência, conhecimento na área, tempo de trabalho. Nada disso conta na decisão da maior parte das empresas na hora de escolher qual funcionário ou funcionária demitir para diminuir perdas, aumentar lucros ou, simplesmente, atingir metas. A partir dos 50 anos nos tornamos presas fáceis na hora do corte de vagas. Por isso, é cada vez mais comum vermos pessoas como nós engordando as estatísticas do desemprego no Brasil. Se por um lado somos jovens para a aposentadoria, por outro somos velhos (e caros) para o emprego formal.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, mostram que apenas a faixa etária de 50 anos e mais apresentou saldo negativo nos dois anos de pandemia de Covid-19. Em 2020, foram fechados quase 500 mil postos de trabalho ocupados por pessoas 50+. Enquanto em 2021 os dados começaram a melhorar para as outras faixas etárias, a nossa seguiu negativa com o fechamento de outros 76 mil vagas.

“A decisão das empresas é meramente econômica”, explica o gerontólogo Jorge Félix, professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em economia da longevidade. Um fator muito relevante nesta escolha, destaca, é o plano de saúde, que passa a ser mais usado a partir da meia-idade.

A ÚNICA ALTERNATIVA

A fragilização da segunda metade da carreira é um fenômeno do mundo globalizado. Segundo Jorge Félix, os países escandinavos resolveram melhor essa questão adotando uma legislação rígida para o mercado de trabalho. Entre as medidas implementadas pelos governos da Suécia, Noruega e Dinamarca estão a adoção de incentivos fiscais para empresas que mantêm empregados por mais tempo e limitações na rotatividade.

O cenário atual em um país como o Brasil é desafiador não apenas para governo e formuladores de políticas públicas, mas também para cada uma de nós. Mesmo os que já conseguiram se aposentar, como eu, não querem e, na maioria das vezes, não podem parar de trabalhar. Por isso, é necessário pensar no que fazer daqui por diante, caso você seja ou já tenha sido a bola da vez no corte anunciado pela empresa na qual trabalha ou trabalhou.

“Não tem saída”, diz Jorge Félix. “As pessoas vão ter que continuar estudando, se qualificando. Se a gente não se qualificar cada vez mais será mais difícil”, aconselha o professor da USP.

Esse é o momento, minha gente, de pensar em algo que você sempre quis fazer e nunca encontrou tempo para colocar em prática. Matricule-se naquele curso rápido, improvise, ouse. Atualize-se! Quem sabe assim, mesmo desempregada, você consegue continuar pagando a contribuição do INSS e as contas do mês que nunca param de chegar.

Assista à minha conversa com o professor Jorge Félix no Pirações da Meia-Idade.


Fonte: IG Mulher

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Tomadas: veja como posicioná-las de maneira segura e harmônica

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Tomadas: veja como posicioná-las de maneira segura e harmônica
Redação EdiCase

Tomadas: veja como posicioná-las de maneira segura e harmônica

A elétrica é um ponto fundamental para um projeto arquitetônico eficiente e seguro. A funcionalidade das nossas vidas atualmente é baseada em telas, computadores e os mais diversos tipos de eletrodomésticos, tornando ainda mais essencial a definição dos locais em que as tomadas serão inseridas, sem deixar de considerar a parte elétrica de uma residência.

Normas a seguir

A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) dispõe de normas pré-estabelecidas que devem ser seguidas por arquitetos e designers de interiores na hora de escolher os pontos de tomadas. Além da inclusão de uma tomada a cada 3,5 m de parede, o órgão define três alturas ideais: baixa (por volta de 30 cm do chão), média (em torno de 1,20 m do chão) e alta (em torno de 2 m do chão).

Segundo a arquiteta Cristiane Schiavoni, do escritório Cristiane Schiavoni Arquitetura e Interiores, cabe ao arquiteto adequar as tomadas ao layout do projeto, sempre de olho nas necessidades, segurança e questões de ergonomia para que o dia a dia dos moradores seja mais prático e agradável.

De olho no planejamento

Na hora de programar a elétrica, Cristiane sugere fazer uma análise do layout, projeto de marcenaria , equipamentos e tudo que envolva a parte elétrica para que seja possível desenhar e posicionar as tomadas adequadamente. “Nesta hora, é ideal estar atento às normas da ABNT e saber quais são as necessidades do morador para aquele ambiente e como as tomadas serão usadas”, explica.

Após a análise, chegou a hora de chamar um profissional qualificado para colocá-la em prática. A arquiteta afirma que, dependendo do projeto, um eletricista capacitado consegue adequar as necessidades elétricas aos ambientes. Mas, há situações em que é preciso chamar um engenheiro elétrico para que seja feito o dimensionamento de cargas, além de uma avaliação específica do quadro de luz.

Como posicionar as tomadas dos quartos

Quando se fala em quartos, a palavra de ordem é conforto e praticidade. Neste ambiente, usamos boa parte de nossos eletrônicos e as tomadas devem ser posicionadas de uma maneira acessível para que deixe a rotina mais prática. “Trata-se de um ambiente em que é necessário deixar as tomadas de fácil acesso, sem que seja preciso puxar móveis para usá-las, por exemplo”, conta Cristiane.

A arquiteta indica posicioná-las acima da bancada da TV, da mesa de cabeceira ou ao lado de uma poltrona, definindo a altura e a posição adequadas. Dessa forma, os carregadores podem ser colocados e retirados com facilidade. “Outra dica bacana é apostar em tomadas com USB, que simplificam na hora de carregar nossos eletrônicos”, sugere.

A sala é um lugar em que se usa muitos equipamentos eletrônicos

Na sala, assim como no quarto, usamos muitos equipamentos fixos e portáteis como tablet, celular e notebook e, assim, devemos seguir a mesma proposta para o ambiente. “Eu sempre faço uma brincadeira em que imagino onde a pessoa vai sentar para ligar o notebook ou carregar o celular e qual será a melhor maneira de posicioná-la para que tenha fácil acesso”, conta Cristiane.

Planejamento para cozinhas

Na cozinha , as questões de segurança são indispensáveis na hora do posicionamento das tomadas. A instalação dos eletrodomésticos deve ser feita de acordo com o manual de cada um, que especifica questões como a potência e posição da tomada, além de especificações de segurança.

“Atenção também à espessura do fio, se ele for muito fino e a potência do equipamento é alta, ele pode esquentar e pegar fogo”, alerta a arquiteta. Nas tomadas que ficam acima da bancada, a arquiteta sugere ultrapassar um pouco o padrão de 1,20 m para evitar que fique próxima da torneira.

Para banheiros

No banheiro, a posição da tomada precisa ser adequada para um bom uso de aparelhos como secador de cabelo, chapinha e barbeador.

Tomadas e estética

Após definida a posição das tomadas, entramos na parte de execução e estética. “É preciso deixar tudo bem nivelado para que nenhuma caixinha de luz fique torta e, assim, combinar os acabamentos das tomadas com a estética do projeto em si”, indica Cristiane.

Segundo a arquiteta, os acabamentos das tomadas dão o toque final para um projeto harmônico e estilizado. “É possível escolher o tamanho, as cores e até a textura para que a peça faça parte de todo o projeto”, finaliza.

Por Beatriz Russo

Cristiane Schiavoni

Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (FAU-USP). Atua na área de arquitetura, decoração e reforma desde 1996 e hoje, o escritório que leva seu nome, tem mais de 20 anos de história, reunindo centenas de projetos dentro e fora do Estado de São Paulo.

Fonte: IG Mulher

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