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Política MT

Governo suspende aulas, eventos em locais fechados e vai isolar servidores com suspeita de coronavírus

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Conforme decreto assinado pelo governador Mauro Mendes, as aulas serão suspensas de 23 de março a 5 de abril

Entre as medidas do governador Mauro Mendes (DEM), anunciadas em coletiva à imprensa no final da tarde desta segunda-feira (16), estão a suspensão das aulas no período de 23 de março a 5 de abril, a suspensão de eventos realizados pelo Estado com a participação de mais de 200 pessoas e a criação do Gabinete de Situação, coordenado pelo governador e integrado pelos secretários da Casa Civil, Saúde, Segurança Pública, Fazenda, Educação, Planejamento e Gestão e pela Procuradoria Geral do Estado. Ainda não foi determinada a suspensão do expediente nos órgãos públicos.

O governador baixou um decreto que prevê, também, a autorização de despesas, inclusive com dispensa de licitação, para a aquisição de bens e insumos de saúde, e contratação de serviços de saúde destinados ao enfrentamento da emergência da saúde pública, mediante prévia justificativa.

Mendes determinou ainda o isolamento domiciliar de 14 dias aos servidores do Estado que tiverem suspeita de contaminação. Durante a vigência do decreto, ficam suspensas as concessões de afastamento de profissionais vinculados às Secretaria de Saúde e Segurança Pública, incluindo os afastamentos já deferidos.

 Conforme o governador, o decreto tem o objetivo de adotar medidas para evitar que o vírus (coronavirus) tenha um desenvolvimento acelerado no território mato-grossense. “Achamos que essas medidas – que têm o caráter de tentar evitar que o vírus possa ter uma forma acelerada de circular dentro do Estado de Mato Grosso – vão ajudar muito no enfrentamento dessa pandemia. Especialmente, porque o sistema público de saúde em Mato Grosso, no Brasil e de nenhum lugar do mundo tem condições de suportar uma alta demanda, se houver uma aceleração da transmissão”, destacou o governador.

 “Na medida do necessário nós iremos adotar outras medidas se houver um agravamento da transmissão no Estado. Por enquanto, nós não temos isso confirmado, mas a probabilidade é que o vírus chegue a todos os estados do Brasil como gradativamente está acontecendo. A lentidão dessa proliferação vai determinar o sucesso na recuperação dos pacientes”, completou Mendes.

 

 

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Política MT

Mauro Mendes elogia relação com Assembleia e minimiza divergências: “Faz parte da democracia”

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Governador afirma que relação entre Poderes é bem conduzida e republicana [Foto – Mayke Toscano]

O governador Mauro Mendes (DEM), em coletiva com a imprensa nesta segunda-feira (26), no Palácio Paiaguás, durante o anúncio do retorno das aulas na rede estadual de forma hibrida, e das medidas adotadas para o início das aulas no dia 3 de agosto próximo, afirmou que não pode reclamar da relação do seu governo com a Assembleia Legislativa. Segundo Mendes, esse relacionamento “vem sendo muito bem conduzido pelo secretário Mauro Carvalho”, chefe da Casa Civil.

“Não podemos reclamar, algumas divergências, diferenças do ponto de vista, isso é natural, normal, faz parte da democracia”, disse Mendes quando questionado durante a coletiva.

Conforme o governador, “somente aonde tem relação não republicana é que você tem um legislativo subserviente ao poder Executivo. Nós não temos dúvida em relação ao nosso relacionamento com a Assembleia Legislativa e é assim que vamos nos comportar até o final do nosso mandato, respeitando o Parlamento, divergindo de vez em quando, aceitando com naturalidade as divergências, fazendo aquilo que é correto, eu nunca mandei nada prá lá que não fosse correto, ou para beneficiar A, B ou C”, declarou.

Mendes falou ainda do envolvimento do seu líder de governo na Assembleia Legislativa, deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), em ação de escândalo proposta pelo Ministério Público. “Em relação ao Dilmar, por enquanto o governo está analisando esses aspectos. Eu tenho dito e repito, ele como parlamentar, no nosso mandato, tem agido de forma íntegra, correta, nunca pediu nada de errado e nós nunca pedimos a ele nada de errado”, disse.

“A nossa relação é correta, se houve algo no passado, que está sendo objeto de uma investigação, ele vai ter que responder por isso. Não podemos condená-lo antes da hora. Quem pode condená-lo é a análise do Judiciário. Eu não vou condenar ninguém antes que essa condenação ocorra, isso vale para qualquer um. Agora, se algo tivesse ocorrido durante a nossa gestão, durante o nosso relacionamento, daí teria que ter, sim, um comportamento diferente. Porém, isso se trata coisa acontecida tempos passados”, completou.

 

 

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Senador se reúne com Bolsonaro para definir produção de vacinas 100% brasileira

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Lei sancionada determina, entre outros, prioridade pela autoridade sanitária para os pedidos de autorização para fabricação do IFA

O senador Wellington Fagundes (PL) se reunirá nesta segunda-feira (26), com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, e com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Eles deverão tratar sobre a produção de vacinas 100% brasileiras a partir da Lei 14.187, de 2021, que autoriza a fabricação de vacinas contra a covid-19 por indústrias que produzem imunizantes para uso veterinário. A reunião está marcada para as 15 horas – horário de Brasília.

A norma foi publicada no último dia 16 no Diário Oficial da União. A nova lei é resultado de um projeto de lei 1.343/2021, apresentado por Fagundes. O texto foi aprovado pelos senadores em abril e pelos deputados em junho. Levada a efeito, a proposta prevê produção de até 400 milhões de doses de imunizantes.

“A vacinação em massa de nossa população mostra-se como a medida mais premente e efetiva, uma vez que não existe ainda medicamento com eficácia comprovada contra o vírus. Para isso, precisamos produzir vacinas 100% nacional, estimulando também as pesquisas – disse Fagundes. Como uma das grandes potências econômicas do mundo, “não pode passar anos enfrentando uma pandemia dependendo de insumos de outros países”.

De acordo com a lei, fábricas que já produzem vacina de uso veterinário podem ser autorizadas a elaborar imunizantes ou insumos farmacêuticos ativos (IFA) contra a covid-19. Para isso, as indústrias devem cumprir todas as normas sanitárias e as exigências de biossegurança próprias dos estabelecimentos destinados à produção de vacinas para uso humano.

Entre os dispositivos aprovados está a determinação de prioridade pela autoridade sanitária para os pedidos de autorização para fabricação do IFA contra a Covid-19. Em seguida, para formulação, produção, envase, embalagem e armazenamento das vacinas propriamente ditas.

Segundo o texto, a produção, o envasamento, a etiquetagem, a embalagem e o armazenamento de vacinas contra covid-19 devem ocorrer em dependências separadas das unidades usadas para a fabricação dos produtos para uso veterinário. Se não houver um ambiente separado, as vacinas contra a covid-19 só podem ser armazenadas na mesma área com o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

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