conecte-se conosco


Economia

Governo quer atrair indústrias de semicondutores para o Brasil

Publicado


source
Governo quer atrair indústrias de semicondutores para o Brasil
Divulgação

Governo quer atrair indústrias de semicondutores para o Brasil

O governo publicará uma medida provisória, no próximo mês de junho, criando o programa “Brasil Semicondutores”, para atrair grandes fabricantes de chips e outros componentes eletrônicos ao país.

Entre no  canal do Brasil Econômico no Telegram e fique por dentro de todas as notícias do dia

Segundo a secretária especial de Competitividade e Produtividade do Ministério da Economia, Daniella Marques, a MP vai modernizar os instrumentos em vigor, com destaque para o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis) e a Lei de Informática.

Ela não explicou em detalhes sobre como será esse novo programa, sob o argumento de que as medidas ainda estão em discussão.

Mas adiantou que a legislação brasileira precisa ser atualizada com a inclusão de produtos e componentes, como os usados na tecnologia 5G, a facilitação de importações e o reconhecimento de novos processos produtivos e relações de trabalho, com destaque para a prestação de serviço online. 

“Vamos fazer algo mais moderno, para simplificar a entrada e saída de produtos do país”, afirmou.

Daniella Marques ressaltou a importância do mercado nacional e citou algumas estimativas: hoje, o faturamento do setor no país é de US$ 1 bilhão e poderá passar para US$ 5 bilhões em 2026, podendo chegar a US$ 24 bilhões em 2036 — montante que corresponderia a 4% do faturamento global.  

Ao lado do chanceler Carlos França e dos ministros das Comunicações, Fábio Faria, e de Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo Alvim,  a secretária participou da abertura do seminário “A cadeia internacional de semicondutores e o Brasil”.

Leia Também

Com a participação de empresários e especialistas nacionais e estrangeiros, o evento tem por objetivo discutir propostas para resolver a crise no abastecimento de chips e outros componentes eletrônicos no país, que afetou drasticamente setores como o automotivo. 

“O Brasil produz apenas 10% dos semicondutores consumidos no país, sendo a maior parte chips para boi e identificação de passaportes. Nossa missão é atrair empresas de tecnologia como o 5G. Precisamos melhorar a produção interna, para produzirmos semicondutores de alta complexidade de maior inteligência”, disse Fábio Faria. 

Já Carlos França enfatizou que tem discutido com o ministro da Economia, Paulo Guedes, a criação de zonas de processamento de exportações — distritos industriais com vantagens como isenção de impostos, liberdade cambial e procedimentos simplificados. O Brasil ficaria com parte da produção para o mercado doméstico.  

“Os semicondutores desempenham um papel central na nossa economia, e a oferta global desses componentes é altamente concentrada. A crise se estende há dois anos e é sentida todos os dias pelos brasileiros, pois eletrodomésticos e automóveis estão cada vez mais caros e em falta”, afirmou o chanceler.

Antônio Sérgio Mello, representante da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesse debate, disse que vários países estão se movendo para atrair plantas de semicondutores.

Para ele, o governo está lançando as bases de um programa que coloca o Brasil como candidato a abrigar essas fábricas. 

“O projeto é desafiador, mas estamos no caminho e no momento certos”, afirmou.  

Com a vigência prorrogada até 2026 pelo Senado, em dezembro último, o Padis dá incentivos fiscais às indústrias de semicondutores, como display de plasma, chip de memória, entre outros. Já a Lei da Informática dá benefícios, como créditos financeiros, a empresas do setor de tecnologia. 

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Economia

Aneel mantém bandeira tarifária verde para julho

Publicado

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde em julho para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a decisão, não haverá cobrança extra na conta de luz no próximo mês.

É o terceiro o anúncio de bandeira verde realizado pela Aneel desde o fim da Bandeira Escassez Hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia.

Caso houvesse a instituição das outras bandeiras, a conta de luz refletiria o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado nesta semana pela Aneel <https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2022-06/aneel-reajusta-bandeiras-tarifarias-em-ate-64>. Segundo a agência, os aumentos refletiram a inflação e o maior custo das usinas termelétricas neste ano, decorrente do encarecimento do petróleo e do gás natural nos últimos meses.

Bandeiras Tarifárias

Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos, que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

O Sistema Interligado Nacional é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

Edição: Claudia Felczak

Continue lendo

Economia

Comitê da Petrobras aprova nome de Caio Andrade para presidência

Publicado

O nome de Caio Mário Paes de Andrade foi aprovado, pelo Comitê de Elegibilidade da Petrobras, para a presidência da companhia. A informação foi divulgada em nota, na noite desta sexta-feira (24), após reunião do grupo.

“O Comitê de Elegibilidade se reuniu nesta data para analisar a indicação do Sr. Caio Mário Paes de Andrade para os cargos de conselheiro de administração e presidente da Petrobras com base nas regras de governança da companhia e legislação aplicável. Foi reconhecido pelo Comitê, funcionando como o Comitê de Elegibilidade previsto no artigo 21 do Decreto nº 8.945/16, por maioria, o preenchimento dos requisitos previstos na Lei nº 13.303/16, no Decreto nº 8.945/16 e na Política de Indicação de Membros da Alta Administração da Petrobras, bem como a não existência de vedações, para que a indicação do Sr. Caio Mário Paes de Andrade aos cargos de conselheiro de administração e presidente da companhia seja deliberada pelo Conselho de Administração”, informou a estatal.

Segundo a companhia, o detalhamento da manifestação do comitê poderá ser encontrado na íntegra da ata da reunião, que ficará disponível para consulta em até sete dias úteis no site do Relações com Investidores da Petrobras.

Edição: Claudia Felczak

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana