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Economia

Governo propõe salário mínimo sem reajuste real para 2020

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onyx e bolsonaro
Carolina Antunes/Presidência da República

O governo propôs, nesta segunda-feira, um salário mínimo de R$ 1.040 em 2020

O governo propôs, nesta segunda-feira, um salário mínimo de R$ 1.040 em 2020. O número foi fechado tomando como base um reajuste sem ganho real para os trabalhadores. A opção foi estabelecer apenas a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) como parâmetro para a correção do piso nacional em 2020, o que ajuda a controlar as contas públicas.

Hoje, o salário mínimo está em R$ 998. A atual fórmula de cálculo do reajuste foi fixada em 2007 e leva em conta o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes mais a inflação do ano anterior, medida pelo INPC.

Isso garantiu, nos momentos de crescimento da economia, que o ganho do salário mínimo superasse a inflação, ajudando a reduzir desigualdades e estimulando o consumo das famílias. A regra, no entanto, também fez aumentar as despesas públicas acima da inflação nos últimos anos, o que contribuiu para a piora do resultado das contas do governo.

As estimativas são que cada R$ 1 de aumento no salário mínimo represente uma eleveção de cerca de R$ 300 milhões nas desespas do governo federal.

O governo precisa colocar a previsão do reajuste do mínimo no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do próximo ano porque o piso nacional é referência para o pagamento de benefícios previdenciários, assistenciais e trabalhistas. Mais de 65% dos benefícios pagos pelo INSS em janeiro de 2019 possuíam valor de um salário mínimo, o que representa um contingente de 22,9 milhões de pessoas.

Dados da antiga Fazenda apontam que, se for mantida a regra de reajuste do mínimo nos anos seguintes, a medida poderia gerar uma economia de R$ 69 bilhões em três anos, a partir de 2020. O alívio nas contas é explicado pelo fato de a maior parte das aposentadorias do regime geral estar vinculada ao mínimo, assim como os benefícios assistenciais e trabalhistas.

O teto do INSS, o Benefício de Prestação Continuada (BPC, pago a idosos pobres e pessoas com deficiência de qualquer idade) e o abono salarial são vinculados e seguem o mínimo.

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Economia

Preço médio do gás de cozinha foi de R$ 95 nos últimos seis meses

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Preço do gás de cozinha está em alta
Pedro Ventura/Agência Brasília

Preço do gás de cozinha está em alta

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) divulgou na terça-feira (7) a média semestral nacional do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha. O valor do botijão de 13 quilogramas (kg) ficou em R$ 95,63, entre junho e novembro deste ano.

Segundo a ANP, a medida atende ao decreto 10.881, publicado na semana passada, que obriga a agência a divulgar todo mês, até o décimo dia útil, a média nacional dos últimos seis meses do GLP.

O sistema de levantamento de preços da agência mostra que, na última semana, Cuiabá foi a capital com o maior preço para o botijão de 13 quilos do GLP, R$ 120,31, enquanto Salvador ficou com o menor valor, R$ 92,59.

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Em relação à gasolina comum, o litro mais em conta foi comercializado nos postos de combustíveis de Macapá: R$ 5,938. O Rio de Janeiro teve o valor mais alto para o litro da gasolina comum, R$ 7,208.

Curitiba teve o menor para o litro do óleo diesel: R$ 4,949. A pesquisa da ANP mostra que Rio Branco teve o litro mais alto do diesel: R$ 6.071. A coleta de preços foi feita entre 28 de novembro e 4 de dezembro.

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Economia

Mercado espera alta da Selic para 9,25% hoje; veja as previsões

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Mercado financeiro estima alta da Selic
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Mercado financeiro estima alta da Selic

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) deve elevar a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, pela sétima vez seguida nesta quarta-feira (8), para 9,25%, repetindo a alta de 1,5 ponto percentual da reunião anterior . O debate está centrado na sinalização do comunicado da decisão, já que o país enfrenta piora das expectativas de inflação e, ao mesmo tempo, uma recessão técnica .

A maior parte dos analistas avalia que o Banco Central manterá o tom mais duro e indicará novo aumento da Selic no mesmo ritmo para fevereiro, em razão da contínua piora das expectativas de inflação –  a estimativa para o IPCA na pesquisa Focus já está acima do teto da meta de 2022.

Em contrapartida, alguns economistas já veem espaço para o BC aliviar o discurso e indicar uma desaceleração do ritmo de alta para fevereiro, em razão dos dados fracos da economia. Veja o que dizem os analistas:

Mario Mesquita, economista-chefe do Itaú, em relatório

  • Espera alta de 1,5 pp na Selic e sinalização de outro aumento da mesma magnitude em fevereiro; vê Selic a 11,75% no final do 1º trimestre de 2022
  • Ajuste de 1,5 pp e elevação da Selic para patamar significativamente contracionista ajudarão no processo de desinflação, mesmo sendo insuficientes para garantir a convergência para a meta em 2022
  • Copom deve reforçar alerta sobre a necessidade de reduzir a incerteza fiscal; também deve repetir a mensagem que a Selic irá até o nível necessário para trazer a inflação para a meta no horizonte relevante para a política monetária

Fernando Honorato, economista-chefe do Bradesco

  • BC deve manter discurso duro e não abandonar totalmente a meta de inflação de 2022, mesmo após resultado fraco do PIB
  • Prevê alta de 1,5 pp agora e que a Selic subirá até 11,75% no fim do ciclo, em março
  • “O BC não deve mudar a comunicação. A bem da verdade, o horizonte de 2022 ainda está ao alcance das mãos”
  • Ainda é cedo para fazer a transição para começar a sinalizar uma redução do ritmo de alta da Selic de 1,5pp, que deve ser mantido nesta semana e no Copom seguinte

Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do Goldman Sachs

  • Espera que BC eleve juro em 1,5pp nesta reunião e sinalize outro aumento igual em fevereiro devido à piora do cenário atual e futuro para inflação
  • “Mas o Copom pode também decidir por manter uma opcionalidade, ao simplesmente sinalizar a intenção de levar o juro adicionalmente em território restritivo, porém sem explicitamente indicar a magnitude da decisão no início de 2022 dada a dinâmica incerta sobre o crescimento, inflação e Covid”

Carlos Kawall, diretor da Asa Investments

  • BC deve elevar Selic em 1,5 pp, sinalizar mais uma de 1,5 pp em fevereiro e promover outra alta de 1,25 pp em março, chegando ao final do ciclo a 12%
  • “Não deve desacelerar para 1pp em fevereiro porque a inflação continua muito ruim”
  • “Desacelerar não faz nenhum sentido, no momento em que as expectativas de inflação estão subindo”

Gustavo Brotto, CIO da Greenbay Investimentos

  • Espera alta de 1,5 pp e que BC sinalize como mais provável um novo aumento de mesma magnitude para a primeira reunião de 2022; vê Selic a 11% ao final do ciclo
  • “Essa postura mais hawk é necessária para ancorar as expectativas de inflação mais longas, apesar dos dados recentes mais fracos de atividade”
  • Ainda que espere sinalização de 1,5 pp para fevereiro, Greenbay acredita que BC vai desacelerar o ritmo para 1pp naquele mês, porque “entre as reuniões do Copom irá se confirmar esse cenário de atividade econômica mais fraca”

Marcela Rocha, economista-chefe da Claritas

  • Copom deve manter ritmo de alta em 1,5pp agora; vê Selic a 11% no fim do ciclo em 2022
  • Comunicado deve reforçar que plano de voo inicial é ajuste da mesma magnitude na próxima reunião
  • No entanto, caso atividade siga frustrando e o cenário fiscal não tenha novos ruídos, deve ocorrer discussão sobre redução do ritmo de alta para fevereiro, quando o determinante será a inflação

Silvio Campos Neto, economista da Tendências

  • BC vai manter os 1,5pp em dezembro, “mas começo a ter dúvidas quanto à sinalização para fevereiro”
  • “A princípio, temos nova alta de 1,5pp, mas pela distância até a reunião, talvez ele não faça uma indicação tão explícita a respeito e, caso a inflação dê sinais de arrefecimento até lá, poderá inclusive reduzir o ritmo, até para fazer frente ao quadro da atividade”.

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