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Governo promete implementar 216 colégios militares nos próximos quatro anos

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Agência Brasil

Bolsonaro defende criação de mais colégios militares no País arrow-options
Antonio Cruz/ABr

Bolsonaro defende criação de mais colégios militares no País


O governo federal lançou nesta quinta-feira (5) o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), em cerimônia no Palácio do Planalto. Com o objetivo de promover a melhoria na qualidade do ensino na educação básica, a meta é implementar 216 escolas em todos as unidades da federação até 2023.

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As escolas cívico- militares são instituições não militarizadas, mas com uma equipe de militares da reserva no papel de tutores. Em julho, o Ministério da Educação (MEC) já havia anunciado a implementação de 108 escolas nesse modelo, no âmbito do Compromisso Nacional pela Educação Básica. Agora, a meta foi dobrada.

O ministro da Educação , Abraham Weintraub, destacou que as escolas cívico-militares têm um desempenho muito acima da média e são instrumento para a melhoria da educação no país. Segundo ele, a meta é criar 216 escolas, mas o desafio é ter 10% de todas as escolas brasileiras no modelo cívico-militar até o final do governo do presidente Jair Bolsonaro .

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“As famílias sentem muito mais segurança em deixar seus filhos nas escolas, o ambiente é muito mais seguro, a camaradagem entre os colegas é melhor, eu realmente tenho virado fã desse modelo”, disse.

Para o presidente Bolsonaro, o bom desempenho das escolas cívico-militares está ligado à disciplina dos alunos.

“Tem que botar na cabeça dessa garotada a importância dos valores cívicos-militares, como tínhamos há pouco no governo militar, sobre educação moral e cívica, sobre respeito à bandeira”, disse.

Durante seu discurso, Bolsonaro disse ainda que o que tira um país da miséria e da pobreza é conhecimento, e que o Brasil tem um potencial enorme para explorar, incluindo as riquezas da Amazônia.

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“Tenho oferecido a líderes mundiais, em parceria, explorar a nossa Amazônia, nossa biodiversidade, a descoberta de novos seres vivos para a cura de doenças, darmos um salto naquilo que o mundo está buscando. Temos um potencial enorme para isso, mas precisamos de cérebros, temos que trabalhar esses cérebros”, ressaltou.

Modelo

De acordo com o MEC, os militares atuarão na disciplina dos alunos, no fortalecimento de valores éticos e morais, e na área administrativa, no aprimoramento da infraestrutura e organização da escola e dos estudantes. As questões didático-pedagógicas continuarão atribuições exclusivas dos docentes, sem sobreposição com os militares, e serão respeitadas as funções próprias dos profissionais da educação, que constam na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

A implantação das escolas cívico-militares vai ocorrer preferencialmente em regiões que apresentam situação de vulnerabilidade social e baixos índices no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Entre as premissas do programa estão a contribuição para a melhoria do ambiente escolar, redução da violência, da evasão e da repetência escolar.

A adesão dos estados e municípios ao programa é voluntária e, de acordo com o MEC, os gestores deverão realizar uma consulta pública e a comunidade escolar deve aceitar a mudança.

Para o presidente Bolsonaro, entretanto, a depender do desempenho dos alunos, a implantação da escola cívico-militar pode ser imposta. Ele citou o caso do Distrito Federal, onde o modelo foi adotado em quatro escolas, em parceria com a Polícia Militar. “Vi que alguns bairros tiveram votação e não aceitaram. Me desculpa, não tem que aceitar não, tem que impor”, disse. “Não queremos que essa garotada cresça e vai ser, no futuro, um dependente até morrer de programas sociais do governo”, completou.

Neste ano, 54 escolas serão contempladas com o programa, em formato piloto, duas em cada unidade da Federação. A indicação das instituições deverá ser feita pelos estados até 27 de setembro. Os colégios devem ter de 500 a mil alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e/ou médio.

O Ministério da Defesa vai destacar militares da reserva das Forças Armadas para o trabalho de tutores. Eles serão contratados por até dez anos e vão ganhar 30% da remuneração que recebiam antes de se aposentar. Os estados poderão ainda destinar policiais e bombeiros para ajudar na administração das escolas.

O MEC investirá R$ 1 milhão por escola, para o pagamento dos militares , melhoria da infraestrutura das unidades e materiais escolares.

Fonte: IG Nacional
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Polícia investiga morte de adolescente dentro de shopping no Recife

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Shopping Recife negou envolvimento de segurança com morte de adolescente

A Polícia Civil de Pernambuco investiga a morte de um adolescente de 15 anos dentro de um shopping localizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, na última terça-feira (25). Segundo boletim de ocorrência, Emanuel Costa Nascimento teria caído no chão após levar um soco de um segurança.

O Shopping Recife, centro de compras do qual o garoto foi socorrido, porém, negou a versão em nota e disse que o adolescente apresentou sinais de mal estar “recebendo rapidamente os primeiros socorros da brigada de bombeiros do centro de compras”. O shopping informou, ainda, que câmeras de segurança do local filmaram toda ação e que as imagens estão à disposição do órgão competente.

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No boletim de ocorrência, um amigo da vítima também afirmou que Emanuel consumiu drogas pouco antes de entrar no shopping . O caso é investigado pela Delegacia de Boa Viagem e a causa da morte do adolescente ainda não foi confirmada pelo Instituto Médico Legal (IML).

Fonte: IG Nacional
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Municípios de SP terão R$ 128 milhões para tratar dependentes e pessoas em risco

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Indivíduos em situação de vulnerabilidade, em São Paulo arrow-options
Agencia Brasil/reprodução

Indivíduos em situação de vulnerabilidade

Diversos municípios do Estado de São Paulo receberão repasse em dinheiro para aplicar em dois segmentos: serviços socioassistenciais e para o Programa Recomeço: Uma Vida Sem Drogas. Para os serviços socioassistenciais, 261 municípios do Estado de São Paulo dividirão o valor de R$ 128,8 milhões. Entre os abonados, estão municípios das regiões de Barretos, Bauru, Central, Franca, Itapeva, Ribeirão Preto, Marília, Sorocaba e Grande São Paulo .

Os serviços atendem pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco social, pessoas em situação de rua e violência, pessoas com deficiência, em situação de discriminação em decorrência de orientação sexual/raça/etnia, adolescentes em conflito com a lei e migrantes, entre outros.

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Os municípios devem aplicar o dinheiro em uma rede de proteção que reúne 1.578 serviços socioassistenciais em 1.344 equipamentos públicos e privados. “Ao repassarmos o recurso para o município responsável pela gestão e escolha dos serviços socioassistenciais, queremos garantir o fortalecimento da rede de proteção local atendendo as demandas reais de seus moradores”, afirmou a Secretária Célia Parnes.

Já para o Recomeço: Uma Vida Sem Drogas , haverá um repasse da ordem de R$ 25,9 milhões para as 66 comunidades terapêuticas do programa. O montante representa um aumento de 12,36% em relação a 2019. A verba será repassada para comunidades pela Coordenadoria de Políticas sobre Drogas das regiões de Araçatuba, Bauru, Campinas, Central, Franca, Itapeva, Marília, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santos, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Sorocaba e Grande São Paulo.

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Além disso, haverá aumento de 14% nas vagas para atendimento a mulheres e investimento em tecnologia, para melhorar a avaliação e monitoramento das comunidades. As avaliações são feitas pelo SUS e atendem pacientes com solicitação voluntária, maiores de 18 anos, clinicamente estabilizados e com quadro psiquiátrico não agudo. A duração do tratamento é de seis meses, com a possibilidade de prorrogação por até mais um trimestre.

Fonte: IG Nacional
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