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Saúde

Governo lança guias e habilita 66 novos serviços para deficientes

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O Ministério da Saúde anunciou hoje (3) – Dia Internacional da Pessoa com Deficiência – a habilitação de 66 novos serviços de odontologia e ortopedia com atendimento especializado a pessoas com deficiência. A medida deverá beneficiar mais de um milhão de pessoas.

Para qualificar o atendimento a esse público, o ministério também lançou dois guias com orientações para os profissionais de saúde que atuam nas áreas de odontologia e ortopedia da Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência (RCPD). Os materiais estão disponíveis na Biblioteca Virtual de Saúde.

Durante evento no ministério, em Brasília, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, falou sobre a importância do atendimento especializado, mas destacou os desafios no atendimento odontológico para pessoas com deficiência na atenção básica.

“Para isso a atenção bucal está partindo para a capacitação, a formação e a sensibilização dessa rede, para podermos fazer uma boa primeira abordagem desses pacientes”, disse.

Para o ministro, a prescrição de órteses e próteses é “outro drama no Brasil”. “A nomenclatura é assimétrica, os profissionais fazem cada um de um jeito. Então, os dois guias que estamos colocando hoje acho que vêm para ficar e acho que vai ser apropriado para essa rede”, ressaltou Mandetta.

A primeira-dama Michelle Bolsonaro, presente na cerimônia, destacou o progresso do Ministério da Saúde em prol das pessoas com deficiência, síndromes e doenças raras em todo território nacional.

“Hoje é uma data para lembrarmos que leis não bastam. Precisamos de ações verdadeiramente transformadoras para tornarmos nosso país mais acessível”, disse ela.

Novos serviços

Segundo o Ministério da Saúde, todos os pedidos pendentes de habilitação de serviços para pessoas com deficiência foram atendidos e, agora, as equipes poderão iniciar o atendimento à população. As novas estruturas custarão R$ 70,1 milhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Do total dos 66 novos serviços, serão 20 Centros Especializados em Reabilitação, que receberão R$ 41 milhões por ano; oito Centros Especializados para Pacientes com Doenças Raras, com custeio de R$ 17,6 milhões por ano; sete Oficinas Ortopédicas, que receberão R$ 4,5 milhões ao ano; e 31 Centros de Especialidades Odontológicas, destes, 14 integrarão a Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência e receberão incentivo a mais de R$ 2,2 milhões ao ano.

A primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante anuncio no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

A primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, no Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, hoje, em Brasília  (José Cruz/Agência Brasil)

Atualmente, a rede conta com 230 Centros Especializados em Reabilitação, que realizam diagnóstico, tratamento, concessão, adaptação e manutenção de tecnologias (próteses). Também fazem parte da rede 37 Oficinas Ortopédicas e 244 Serviços de Reabilitação de Modalidade Única.

Na atenção odontológica, o SUS conta com mais de 27 mil Equipes de Saúde Bucal (ESB) que também atendem pacientes com deficiência. Além disso, dos 1.161 Centros de Especialidades Odontológicas, 579 já aderiram à RCPD. Os centros que se credenciam à rede precisam ter uma cadeira odontológica exclusiva para 40 horas de atendimento de pessoas com deficiência, entre outros critérios. Essas unidades recebem 20% a mais de custeio mensal.

Guias de orientação

O Guia para Prescrição, Concessão, Adaptação e Manutenção de Órteses, Próteses e Meios Auxiliares de Locomoção traz as melhores práticas aos profissionais de saúde e visa dar maior segurança, efetividade e integralidade de atenção à pessoa com deficiência e mobilidade reduzida.

O Guia de Atenção à Saúde Bucal da Pessoa com Deficiência tem o foco em algumas deficiências específicas, consideradas as que mais apresentam demanda nos consultórios odontológicos, como deficiência intelectual, demência, Doença de Parkinson, paralisia cerebral, Síndrome de Down e Transtorno do Espectro do Autismo.

No material, são apresentadas as condições bucais mais comuns, além de orientações sobre o uso de meios que facilitem a higienização bucal e que promovam a prevenção de problemas odontológicos.

Edição: Kleber Sampaio

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Vale lembrar que a política vem do Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência lançado do ano de 2012.

Saúde

Rússia encontra antiviral que impede reprodução do coronavírus

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remédio despejado em uma mão
Pixabay/TheDigitalWay

Mesmo que empresa confirme êxito, o estudo do Coronavir não foi publicado em periódicos científicos


Nesta quarta-feira (8), a empresa farmacêutica russa R-Pharm afirmou que conseguiu autorização governamental para vender o Coronavir,  remédio antiviral que inibe a replicação do novo coronavírus no organismo humano.


Segundo a empresa, o vírus deixa de ser replicado tanto em quadros leves quanto graves. As testagens em humanos foram iniciadas no mês de maio. Dos 110 casos participantes, 55% responderam da maneira esperada em uma semana.

O diretor médico da empresa, Mikhail Samsonov, afirmou à reuters que a reprodução do novo coronavírus para por conta de “uma efetiva obstrução da replicação do vírus”. No entanto, a pesquisa da equipe russa não foi publicada por revistas científicas que comprovam que o medicamento é eficaz contra a Covid-19.

Além do Coronavir, o país testa atualmente o Avifavir. Ambos os antivirais tem base de favipiravir, que chegou a ser estudado na China e no Japão, mas não é comercializada principalmente pela possibilidade de causar má formação de embriões.

No Brasil, ambos os remédios testados em território russo não são comercializados.

Fonte: IG SAÚDE

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Saúde

Covid-19 pode causar danos cerebrais em pacientes leves e graves

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desenho ilustrativo de um cérebro
FreePik

Pesquisadores descobrem que casos leves também podem apresentar danos cerebrais


Pesquisas recentes da University College London (UCL) indicam que a Covid-19 , doença transmitida pelo novo coronavírus, pode trazer impactos severos para o cérebro . Essa sequela pode ser manifestada tanto em casos graves quanto leves.


Foram analisadas 43 pessoas que foram internadas em decorrência da Covid-19, seja confirmada ou suspeita. Desses, 12 apresentavam inflamação no cérebro, dez tiveram disfunção cerebral, oito derrames e oito apresentavam lesões nos nervos.

Além dessas sequelas, os pacientes ainda podem sofrer alucinações, delírios e acidente vascular cerebral (AVC), que podem ser fatais.

Segundo Michael Zandi, do Queen Square Institute of Neurology da UCL, o número de pacientes com problemas cerebrais decorrentes da Covid-19 está bem acima do esperado. No entanto, seu colega, Ross Paterson, afirma que, já que a doença é muito recente, não há como saber quais são os donos em um prazo maior de tempo.

“Os médicos devem estar cientes dos possíveis efeitos neurológicos, pois o diagnóstico precoce pode melhorar os resultados sobre a saúde do paciente”, afirmou Paterson.

No entanto, os pesquisadores ressaltam que sintomas cerebrais não devem ser apresentados em grande escala.

Fonte: IG SAÚDE

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