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Educação

Governo faz parceria com empresa para ações de transformação digital

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O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) anunciou uma parceria com a empresa internacional de tecnologia Cisco para ações relacionadas à adoção de tecnologias digitais em diversas áreas. O emprego desses recursos técnicos e as mudanças decorrentes vêm sendo chamadas por governos e organismos internacionais de “transformação digital”.

O acordo vai abarcar projetos em diversas áreas, como infraestrutura de informação e comunicação, cibersegurança, apoio à indústria e ao processo produtivo, qualificação de trabalhadores em novas tecnologias, inovação e melhoria de serviços digitais de instituições públicas.

A Cisco vai auxiliar em uma plataforma para o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que facilite a definição, gestão e monitoramento de ações governamentais nas três esferas da Federação nessa área.

Outra ação prevista é a implantação de um programa de educação em cibersegurança com meta de qualificar sete mil jovens. Ainda nesse tema, de acordo com o ministério, o órgão e a companhia vão cooperar com a troca de informações sobre ameaças cibernéticas.

Em relação ao apoio à indústria, o acordo tem entre suas medidas a criação de um centro de experiência focado em tecnologias de suporte à atividade produtiva. Também serão realizadas atividades de formação, com a meta de oferecer capacitação a dois mil trabalhador em três anos.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, destacou a profundidade das mudanças relacionadas a essas tecnologias. “As coisas vão ser diferentes a cada dia. A utilização da tecnologia, seja em qualquer das áreas, na saúde, na segurança, na indústria, na segurança cibernética, tem uma importância gigantesca. Essas alterações, novos empregos, novos modos de vida, vamos precisar de muitos bons profissionais, de jovens empreendedores”, destacou.

O secretário de telecomunicações do MCTIC, Vitor Menezes, lembrou que o Brasil é o quarto país em número de pessoas conectadas, com 134 milhões com acesso à Rede Mundial de Computadores, além de altos índices de acesso a aplicações como redes sociais e serviços de mensageria (como Whatsapp e Telegram).

Ele elencou as medidas adotadas pelo governo e lembrou que ainda há desafios. “Estamos próximos do edital da tecnologia 5G, desenvolvendo uma estratégia de inteligência artificial e implantando o plano de Internet das Coisas. Precisamos dar vazão a tais iniciativas de modo a proporcionar que cada brasileiro tenha acesso à internet”, defendeu.

“Assim como é fato que Brasil para ser competitivo nesse mundo global, isso só existe com a devida inclusão da sociedade. A sociedade precisa e deve ser a protagonista de toda essa transformação. Que possamos fazer com que tecnologia seja fonte sólida dentro do processo de inclusão”, afirmou o presidente da Cisco no Brasil, Laércio Albuquerque.

A Agência Brasil perguntou ao MCTIC se houve alguma licitação ou seleção para avaliar outras empresas que poderiam realizar parcerias semelhantes, mas não obteve resposta.

Edição: Fernando Fraga

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Educação

Pandemia vai afetar todas as áreas da educação no país, diz Inep

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A crise gerada pela pandemia do coronavírus deverá atingir todas as áreas da educação, mas ainda é cedo para saber quais serão seus impactos. A constatação foi feita nesta quinta-feira (2) pelo pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Gustavo Henrique Moraes, durante apresentação do relatório do 3º Ciclo de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação/2020.

O impacto financeiro da crise no Ministério da Educação ( MEC) também foi admitido. “O MEC se enfraquece um pouco diante da questão fiscal que o Brasil vive”, reconheceu sem dar detalhes o presidente do Inep, Alexandre Lopes.

Metas

O PNE, como é conhecido, tem 20 metas que devem ser cumpridas 100% em um prazo de 10 anos , de 2014 a 2024. O relatório – que abrange os últimos dados de 2018 e 2019 – divulgado hoje aponta que dos 57 indicadores, apenas 13,4% tiveram a meta atingida.

“Percebe-se que 41 indicadores (73,21%) têm nível de alcance maior do que 50%, 28 indicadores (53,84%) têm nível maior do que 80% e 7 indicadores (13,46%) já chegaram à meta estabelecida. O nível médio de alcance está em 76,22%. Reconhecer esses números é rejeitar a compreensão simplista que afirma que tudo vai mal na educação brasileira; é reconhecer o esforço coletivo dos profissionais da educação que, mesmo que enfrentem adversidades, apostam na escola como o local da esperança e da transformação nacional”, ressalta o documento.

Os dados apresentados mostram ainda que apenas 31 de 37 indicadores usados no plano tiveram nível de execução inferior a 60%, mas 21% dos indicadores retrocederam. Sobre o desempenho do Plano, o presidente do Inep disse que, sozinho, o MEC não conseguirá executar todas as 20 metas do PNE até 2024 e lembrou a importância do envolvimento dos estados, municípios, universidades, institutos federais no cumprimento dos objetivos.

Adultos

O pior resultado do relatório diz respeito à meta que estipula que pelo menos 25% das matrículas na Educação de Jovens e Adultos seja integrada à educação profissional. “Aqui está nosso pior indicador: apenas 1,6% de matrículas de jovens adultos estão integradas à educação profissional”, destacou Gustavo Moraes.

Edição: Valéria Aguiar

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Educação

Desigualdades e baixo aprendizado são os maiores desafios na educação

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O baixo nível de aprendizado dos alunos, as grandes desigualdades e a trajetória escolar irregular estão entre as questões mais preocupantes em relação à educação pública brasileira. A constatação está no Relatório do 3º Ciclo de Monitoramento do Plano Nacional de Educação 2020, divulgado nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O levantamento do biênio 2018- 2019 do Plano Nacional de Educação (PNE), que tem 20 metas definidas para serem alcançadas entre 2014 – 2024, mostra que dificilmente o Brasil vai conseguir atingi-las no prazo. Na educação infantil, por exemplo, responsável por crianças até 3 anos, a cobertura chegou, em 2018, a apenas 36%. O maior número de crianças não atendidas – cerca de 1,5 milhão – pertencem à famílias de baixa renda.

Para essa faixa de idade, o PNE prevê a redução da desigualdade entre os 20% mais pobres e os 20% mais ricos a um patamar menor que 10 pontos percentuais. Em 2018, no entanto, a desigualdade registrada foi bem superior a essa meta, e chegou a cerca de 25 pontos percentuais. A expectativa quanto à melhora desse indicador não é otimista. Segundo os pesquisadores, a tendência é de que até 2024 o Brasil não ultrapasse o índice de 45% de cobertura até 3 anos de idade, ficando bem aquém da meta.

Já no ensino obrigatório – para a faixa etária de 4 a 5 anos – apesar de a cobertura ter chegado a 94% em 2018, é necessário incluir cerca de 330 mil crianças na pré-escola para se atingir a universalização.

Ensino fundamental

Quando o recorte é feito no ensino fundamental, a boa notícia é que em 2019 98% das crianças e adolescentes de 6 a 14 anos estavam matriculados com desigualdades praticamente inexistentes entre regiões e grupos sociais, diz o levantamento.

Segundo o Inep, nesse caso, o maior desafio é a conclusão do nono ano na idade recomendada. Somente 78% dos adolescentes aos 16 anos chegaram a concluir essa etapa, a meta estabelece que 95% dos jovens de 16 anos cheguem ao final do ensino fundamental de nove anos até 2024. “A análise tendencial sugere que, no ritmo atual, essa meta não será alcançada, sendo necessário triplicar a velocidade de melhora do indicador”, alerta o estudo.

As desigualdades regionais e sociais são apontadas como o grande problema para a melhoria dos indicadores do ensino fundamental. O relatório destaca que cerca de 1,9 milhão de jovens de 15 a 17 anos que frequentam a escola ainda estão matriculados no ensino fundamental. “Isso coloca o Brasil longe da meta do PNE de, até 2024, ter pelo menos 85% da população de 15 a 17 anos frequentando o ensino médio. Em 2019, esse indicador alcançou 73% dos jovens e apresentou expressivas desigualdades regionais e sociais”, diz o relatório.

Ainda no campo da qualidade educacional, o relatório destaca que o Brasil avançou na melhoria do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) dos anos iniciais do ensino fundamental, mas apresenta “evolução ínfima e tendência à estagnação” em relação aos Idebs dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio, respectivamente.

“A dívida histórica da educação nacional com o acesso escolar está marcada pelo grande contingente de jovens, fora da faixa etária de matrícula obrigatória, de 18 a 29 anos, que não possuem a educação básica completa, ou seja, pelo menos 12 anos de escolaridade. As desigualdades de acesso, que historicamente alijaram do direito à educação as populações do campo, das regiões menos desenvolvidas, de cor negra e dos grupos de renda mais baixa, são enfrentadas no PNE” , destaca do documento. Alcançar o mínimo de 12 anos de escolaridade para esses grupos e igualar a escolaridade entre negros e não negros é a meta para 2024.

Analfabetismo

Alcançar a redução em 50% do analfabetismo funcional e erradicar o analfabetismo absoluto até 2024 também está entre as metas do PNE. O relatório mostra que a meta intermediária de elevar a taxa de alfabetização para 93,5% foi praticamente alcançada em 2019, embora significativas desigualdades regionais e sociais ainda persistam. A meta de erradicação do analfabetismo adulto até 2024 está 6,6 pontos percentuais de ser alcançada, enquanto o analfabetismo funcional, embora em queda, ainda dista 5 pontos percentuais da meta.

“É fato que o Brasil ainda não alcançou uma articulação robusta em torno de um regime de colaboração entre União, estados e respectivos municípios, por meio de ações coordenadas e integradas dos poderes públicos dessas diferentes esferas federativas, que conduzam a esforços compartilhados para assegurar o acesso, a permanência, de forma integral e universal, e a efetividade dos sistemas educacionais. É um processo em curso. Porém, reconhecidamente, há uma convergência de atores em torno do PNE, que lhe confere sustentabilidade, continuidade e reconhecimento da imprescindibilidade do alcance das metas e da implementação de suas estratégias”, constata o relatório.

Edição: Fernando Fraga

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