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Economia

Governo eleva previsão de crescimento do PIB para 2% em 2021

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Governo prevê crescimento de 2% da economia este ano, com inflação de 7,2%
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Governo prevê crescimento de 2% da economia este ano, com inflação de 7,2%

O Ministério da Economia aumentou sua projeção de crescimento do  Produto Interno Bruto (PIB) para 2022 de 1,5% para 2%. A pasta também revisou a estimativa de  inflação medida pelo IPCA para taxa 7,2% da prevista anteriormente, de 7,9%%.

Os números foram divulgados na manhã desta quinta-feira (14). Esses e outros indicadores macroeconômicos servem de parâmetros para a revisão bimestral do Orçamento, que deverá ser concluída no início da próxima semana.

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Para 2023, as projeções para o PIB e a inflação, feitas pela área econômica do governo, são de, respectivamente, um crescimento 2,5% da economia, e uma taxa de 4,5% do IPCA. No ano passado, a economia cresceu 4,6%, depois de uma queda de 4,1% em 2020, devido aos efeitos da pandemia de Covid-19.

Em março último, o governo revisou para baixo sua estimativa de crescimento do PIB, de 2,1% para 1,5%. Agora, há uma percepção de melhora da atividade econômica brasileira, com o aumento da arrecadação e a desoneração de tributos de bens e serviços.

Ao refazerem sua estimativa para o PIB deste ano, os técnicos levaram em conta a alta de 1% no primeiro trimestre deste ano, com destaque para serviços (1%) e a recuperação da indústria (0,1%), apesar do recuo de 0,9% da agropecuária. No acumulado em quatro trimestres, até março deste ano, o PIB teve um crescimento de 4,7%.

“Nesse ambiente, as expectativas de mercado vêm sendo ajustadas para cima e já apontam mediana para alta de 1,6% no PIB para 2022”, diz um trecho de um boletim divulgado pela pasta.

Outros fatores são a melhora na confiança dos empresários do setor serviços, do comércio e dos consumidores. Além disso, no mercado de trabalho, a taxa de desemprego mostrou recuo para 9,8% da População Economicamente Ativa (PEA), verificada em maio/2022,com recuperação da população ocupada, formal e informal, resultando em 1,7 milhão de novas ocupações no acumulado do ano até maio.

Fontes da área econômica também avaliam que as medidas tomadas para reanimar a economia, que valem até 31 de dezembro deste ano, contribuem para esse otimismo. Uma delas é a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), aprovada ontem no Congresso, que amplia em R$ 200 o valor do Auxílio Brasil e concede benefícios a usineiros, caminhoneiros e taxistas. A PEC Eleitoral permitirá a liberação de R$ 41,2 bilhões.

Esses interlocutores destacam, entre as medidas já tomadas, a limitação do ICMS estadual para 17% ou 18% sobre combustíveis, energia e telecomunicações e a permissão de saques de até R$ 1 mil pelos trabalhadores com conta no FGTS. Os governadores reclamam dessas mudanças, enquanto a PEC Eleitoral é criticada por especialistas.

Outro fator que anima a equipe econômica do governo é a leve melhora das previsões do mercado. Segundo a última pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central após colher informações com as principais instituições financeiras, a projeção de crescimento da economia brasileira em 2022 voltou a subir, de 1,51% para 1,59%.

Contudo, de acordo com o boletim divulgado pelo Ministério da Economia, o cenário internacional continua desafiador: “Observam-se revisões baixistas do crescimento global e o patamar ainda elevado dos preços das commodities de energia e alimentos”.

As estimativas de crescimento do PIB dos países desenvolvidos, segundo a Bloomberg, foram revisadas de 3,8%, no início do ano, para 2,6%n o fim de junho de 2022. Resultado semelhante ocorre para os países emergentes, cujas projeções foram alteradas de 5,0% para 3,7% nestes mesmos períodos.

“Essas revisões, em grande medida, são respostas à deterioração do cenário geopolítico – guerra no Leste Europeu – e da piora das condições financeiras, explicada pela elevação da curva de juros. A taxa de juros mensal para 5 anos nos Estados Unidos atingiu o maior patamar desde 2008. Resultado semelhante ocorre para a Alemanha, França e outros países europeus cujo nível da taxa de juros está no maior patamar desde a crise de 2012”, diz o trecho da nota técnica divulgada pela pasta.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Dieese: salário mínimo de uma família deveria ser de R$ 6.388 em julho

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Dieese: salário mínimo de uma família deveria ser de R$ 6.388 em julho
Redação 1Bilhão

Dieese: salário mínimo de uma família deveria ser de R$ 6.388 em julho

O salário mínimo ideal para atender as necessidades de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.388,55 em julho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese). O valor é mais do que cinco vezes superior ao piso nacional atualmente, de R$ 1.212.

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A estimativa é realizada mensalmente pelo Dieese e leva em conta o rendimento mínimo necessário para que um trabalhador e sua família possam suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. 

O valor calculado para julho considera os preços dos produtos da cesta básica na cidade de São Paulo, que tem o custo mais caro entre as 17 capitais analisadas, de R$ 760,45.

Para adquirir os produtos da cesta básica na capital paulista no mês passado, o brasileiro precisou trabalhar pelo menos 120 horas e 37 minutos, tempo menor do que o registrado em junho, de 121 horas e 26 minutos.

Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% de contribuição à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador que recebe o piso nacional comprometeu em média, 59,27% do seu salário, pouco menos do que no mês anterior, quando precisou usar 59,68%.

Cesta básica

De acordo com o Dieese, o valor da cesta básica caiu em julho em 10 das 17 capitais nas quais a pesquisa é realizada. As reduções mais expressivas aconteceram em Natal (-3,96%), João Pessoa (-2,40%), Fortaleza (-2,37%) e São Paulo (-2,13%). Sete cidades tiveram alta: Vitória (1,14%), Salvador (0,98%), Brasília (0,80%), Recife (0,70%), Campo Grande (0,62%), Belo Horizonte (0,51%) e Belém (0,14%). 

Como já mencionado, São Paulo foi a cidade com a cesta mais cara (R$ 760,45), seguida por Florianópolis (R$ 753,73), Porto Alegre (R$ 752,84) e Rio de Janeiro (R$ 723,75).

Entre os produtos que mais subiram de preço, destacam-se o leite integral e a manteiga, com alta em todas as capitais nos últimos 12 meses. Somente em Vitória, de junho para julho, o leite subiu 35,49%. O motivo, segundo o Dieese, é a extensão do período de entressafra, devido ao clima seco e à ausência de chuvas, somada ao aumento do custo de produção e à maior demanda por parte das indústrias de laticínios.

O preço do quilo do pão francês também aumentou em todas as capitais, com exceção de Aracaju. A farinha de trigo ficou mais cara em oito de 10 capitais onde é pesquisada. 

Em 12 meses, o preço do pão francês apresentou alta em todas as cidades. Em igual período, o valor médio da farinha de trigo acumulou aumentos entre 19,29%, em Florianópolis, e 41,24%, em Campo Grande. 

Apesar da queda no preço internacional do grão, internamente, as cotações do trigo e da farinha seguiram em alto patamar, consequência da baixa oferta e da taxa de câmbio desvalorizada. 

O quilo da banana também subiu em 15 de 17 municípios. Em 12 meses, a fruta chegou a uma alta de até 70,24% em Belo Horizonte. A menor oferta dos tipos de banana, diante de uma demanda firme, elevou o preço no varejo. 

Em contrapartida, houve queda em julho do preço da batata em todas as cidades na região Centro-Sul, onde o legume é pesquisado. A oferta foi normalizada em virtude da colheita da safra de inverno.

O tomate também apresentou recuo em todas as capitais de junho para julho. A maturação rápida dos frutos elevou a oferta, e os preços caíram.

A pesquisa captou diminuição no preço do óleo de soja no período em todas as cidades, exceto em Vitória. Os preços internacionais da soja caíram, em virtude da menor demanda dos EUA e da China. Internamente, a oferta maior e a menor demanda, devido aos altos patamares dos preços do óleo no varejo, explicaram o decréscimo do valor médio.

Fonte: IG ECONOMIA

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Economia

Renegociação de dívidas com a Receita tem descontos de até 70%

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Governo amplia renegociação de dívidas com a Receita com descontos de até 65%
Giovanni Santa Rosa

Governo amplia renegociação de dívidas com a Receita com descontos de até 65%

O governo ampliou o leque de dívidas tributárias que poderão ser negociadas entre contribuintes e a Receita Federal, com parcelamentos alongados e descontos que podem chegar até 70% do valor devido, de acordo com portaria publicada nesta sexta-feira.

O estoque total dos débitos que podem ser negociados é de aproximadamente 1,4 trilhão de reais, mas a Receita não informou provável arrecadação com o programa.

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A portaria regulamenta regra aprovada pelo Congresso neste ano que ampliou o alcance da chamada transação tributária, mecanismo que permite ao governo dar condições mais favoráveis para o pagamento de débitos por parte de devedores específicos após avaliação sobre dificuldades para pagamento.

A negociação das dívidas tributárias por meio das transações é feita individualmente, diferente dos programas tradicionais de pagamento de dívidas (chamados popularmente de Refis), que têm caráter geral. Por isso, o percentual de desconto depende da negociação e da capacidade de pagamento do contribuinte. Além disso, não pode reduzir o montante principal do crédito.

As novas modalidades aumentam o escopo de débitos a serem renegociados ainda durante a fase de cobrança pelo Fisco e não apenas passivos que já percorreram todo o processo administrativo e estão inscritos na dívida ativa da União.

Até o momento, a Receita tinha autorização para liberar a adesão ao programa apenas por débitos de pequeno valor ou dívidas que envolvessem relevante controvérsia jurídica.

A partir de agora, poderão ser transacionados valores em contencioso administrativo, passivos ainda em fase de reclamação na Receita e até mesmo dívidas alvo de atuação do fisco sem que tenham chegado à fase recursal.

As renegociações poderão ser feitas por meio de lançamento de editais e por propostas feitas pelo próprio contribuinte ou pela Receita a um devedor específico.

Pela regra geral, haverá desconto de até 65% do valor da dívida, a depender da capacidade de pagamento do contribuinte, com parcelamento de até 120 meses (dez anos). Para Microempreendedor Individual, Microempresa, Empresa de Pequeno Porte, Santas Casas de Misericórdia, sociedades cooperativas e demais organizações da sociedade civil o parcelamento poderá ser de até 145 meses.

A negociação individual poderá ser proposta por devedores com débitos superiores a 10 milhões de reais, autarquias, fundações e empresas públicas, estados e municípios e empresas falidas ou em recuperação judicial.

Para os pagamentos, a portaria permite a utilização de créditos de prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), bem como de precatórios.

Fonte: IG ECONOMIA

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