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Governo discute com empresários equilíbrio entre as propostas para concessão de incentivos fiscais em MT

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Representantes do Governo têm se reunido com segmentos para definir alíquotas do ICMS por meio do Prodeic

Teve início nesta quinta-feira (7), uma agenda de reuniões entre o Governo de Mato Grosso e os representantes das cadeias produtivas com atividades no Estado. Coordenado pelas Secretarias de Fazenda (Sefaz) e Desenvolvimento Econômico (Sedec), o encontro teve como objetivo apresentar aos setores incentivados a proposta para as novas porcentagens aplicadas ao Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic).

“O governador determinou que as equipes da Sefaz e Sedec se reunissem com todos os segmentos econômicos para mostrar a proposta do Governo dos percentuais que vão ser aplicados no Prodeic. Foi um primeiro dia de trabalho muito produtivo, todos entenderam os números apresentados e, alguns, farão uma contra proposta”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda.

Para o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, as reuniões com os representantes dos setores produtivos possibilitam um ambiente de discussão e diálogo para que se encontre um equilíbrio entre as propostas, pensando no desenvolvimento de Mato Grosso.

“Foram reuniões produtivas e importantes para entendermos melhor a cadeia e ouvir as propostas dos setores. O governo não quer prejudicar nenhuma empresa, o que queremos é trazer equidade na concessão desses benefícios e competitividade aos setores produtivos”, pontuou Gallo.

A Federação de Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) está intermediando o diálogo entre os setores e o Governo. De acordo com o presidente da entidade, Gustavo de Oliveira, alguns setores sugeriram alterações e devem apresentar, na próxima semana, contra propostas que serão elaboradas em conjunto com a federação.

“Em alguns segmentos nós já pudemos entender que o Estado compreendeu a importância de ter incentivos para que eles possam continuar se desenvolvendo e por outro lado foram apresentadas propostas de redução que podem afetar a competitividade. Nós vamos nos reunir com esses setores e trazer para o Estado novas propostas para que a gente possa atender a necessidade de se criar isonomia e competitividade igual para todas as empresas desses segmentos”, afirmou Gustavo.

Nesta primeira reunião participaram representantes de biodiesel, laticínio, indústria alimentícia de origem vegetal e animal, bebidas, suínos, trigo, madeira e móveis, mineração, couro, além daqueles inseridos no Prodeic Investe.

Outro setor que participou da agenda foi o de vestuário, que avaliou de forma positiva a proposta apresentada pelo Governo. “Nosso segmento foi de certa maneira contemplado, a proposta ficou dentro do que a gente esperava, o Governo entendeu a importância do setor, principalmente, de indústria de confecção na geração de empregos e na indústria têxtil com relação à alavancagem de investimento e agregação de valor à matéria prima produzida no estado”, afirmou o presidente do Sindicato das Indústrias de Vestuário, Têxteis, de Fiação e Tecelagem, Claudio Vilela.

Com a aprovação e publicação da Lei 631, que dispõe sobre a reinstituição e revogação dos incentivos, dos benefícios fiscais ou financeiros-fiscais e das isenções relativos ao Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS), o Governo propôs alterações nos percentuais dos incentivos concedidos aos setores.

Em relação ao Prodeic foi fixado um valor de até 85% de benefícios concedidos nas operações internas e de até 90% nas operações interestaduais. Nos casos em que o município onde a empresa estiver instalada tiver baixo desenvolvimento sócio econômico será aplicado, ainda, um adicional de 10%, desde que o benefício não ultrapasse o limite de 95%.

Após os debates com os setores produtivos e industriais, a proposta do Governo e as contrapropostas dos segmentos serão apresentadas ao Conselho Deliberativo dos Programas de Desenvolvimento de Mato Grosso (CONDEPRODEMAT), para análise. O Conselho definirá os novos valores dos benefícios do Prodeic, considerando o limite previsto em lei. Os percentuais passam a valer a partir de janeiro de 2020.

A aprovação e publicação de uma lei que revisa e reinstitui os incentivos fiscais foi uma obrigação aplicada a todos os estados, trazida pela Lei Complementar 160. A medida foi adotada com o objetivo de acabar com a guerra fiscal, que ao longo dos últimos anos criaram diversos incentivos, para atrair empresas, sem a autorização prévia do Conselho Nacional de Políticas Fazendárias (Confaz).

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CST dos agentes de saúde realiza 1ª reunião de 2020

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

O relator da Câmara Setorial Temática – CST dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate a endemias, Carlos Eduardo, afirmou durante a 1ª reunião de 2020 da câmara, que a Escola do Legislativo da ALMT está fechando uma parceria com a Escola de Saúde Pública do Governo do Estado de Mato Grosso para a qualificação técnica dos agentes dos 141 municípios mato-grossenses.

De acordo com a coordenadora de Formação Técnica em Saúde da Escola de Saúde Pública do Governo do Estado de Mato Grosso, Noíse Pina Maciel, o curso técnico é voltados exclusivamente para os agentes de saúde e endêmicos e que a proposta está em fase de elaboração, mas deve ser finalizado ainda no primeiro semestre de 2020.

“O curso técnico é presencial e terá duração 1.600 horas-aulas. Há ainda a proposta de acrescentar mais dois módulos que serão feitos a distância. O curso será feito por meio de parceria entre a Escola de Saúde e a Escola do Legislativo com as prefeituras. Vale lembrar que toda a proposta pedagógica já foi discutida em Brasília, mas isso tem que ser adaptado em nível regional”, explicou a Maciel.

A coordenadora lembrou que o curso precisa ser legalizado pelo Conselho Estadual de Educação. “A proposta é ousada porque pretendemos levá-la para todos os municípios mato-grossenses. A princípio, vamos iniciar pelas regionais de saúde e depois estender para os demais municípios”, disse Maciel.

O relator da CST disse ainda que a Escola do Legislativo e a Escola de Saúde do Estado estão finalizando a proposta para levá-la aos quase 10 mil agentes de saúde e endêmicos espalhados por Mato Grosso.

“Em nível de Assembleia Legislativa já está se desenvolvendo um projeto de qualificação para os agentes, usando a estrutura da Casa. O foco é chegar a dez polos. Já a Escola do Estado já tem a expertise, além da introdutória vai trabalhar com o curso técnico. Os recursos financeiros são do governo federal”, disse Carlos Eduardo.

Ele disse que o início do curso técnico deve acontecer no mês de abril. Segundo o relator, “no primeiro semestre de 2020 devemos ter o curso em andamento e juntamente com a capacitação da Escola do Legislativo. Com isso, com as temáticas, buscamos não ficar somente reivindicando melhoria salarial, mas capacitando e qualificando os agentes de Mato Grosso”.

Durante a reunião foi discutida também a formatação de uma cartilha – já distribuída aos agentes de saúde e endêmicos – com informações de legislações específicas sobre os direitos dos agentes de Mato Grosso. De acordo com Carlos Eduardo, a Lei detalhada na cartilha é de nº 11.350/2006.

“Na cartilha constam informações como o piso salarial, previdenciária e indenizações por transporte. As explicações são de forma didática, que acabam sanando as dúvidas que os agentes têm de seus direitos. A cartilha é bem simples, mas de grande valia aos agentes”, disse Carlos Eduardo.

Fonte: ALMT
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Avallone visita laboratório da UFMT que vai retomar análises de combustíveis em MT

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Foto: JOÃO RIBEIRO / Gabinete do deputado Carlos Avallone

O deputado Carlos Avallone (PSDB) visitou hoje (18) a Central Analítica de Combustíveis, laboratório do Departamento de Química da UFMT que entre 2005 e 2015 foi responsável pela análise de combustíveis em Mato Grosso, além da capacitação de professores e alunos. Até 2015, o laboratório foi credenciado no Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis da Agência Nacional do Petróleo (ANP). A partir das análises do laboratório, a agência reguladora  identifica os focos de não conformidade e planeja suas ações de fiscalização.

O programa é uma importante ferramenta para o controle da qualidade dos combustíveis, e a interrupção do convênio ANP/UFMT por questões burocráticas deixou Mato Grosso como um dos poucos estados que não fazem estas análises. Durante a vigência do convênio, o índice de não conformidade dos combustíveis em MT caiu de 17% a 20% para apenas 1,3%.

Relator para o segmento de combustíveis da Comissão Parlamentar da Renúncia e Sonegação Fiscal, Avallone confirmou que o laboratório da UFMT está pronto para a retomada das análises. "O laboratório conta com instalações e equipamentos adequados, operados por um corpo técnico capacitado e comprometido com a prestação deste serviço fundamental à defesa do consumidor". 

Os gestores da UFMT foram ouvidos no ano passado na CPI, prestando informações sobre o trabalho do laboratório. "Em consequência desta convocação, a própria ANP já fez contato com a UFMT e agendou uma visita técnica ao laboratório para o próximo dia 3 de março, com o objetivo de apressar a retomada do convênio", adiantou Avallone.

O professor Carbene França Lopes, coordenador geral do laboratório, destacou o nível de excelência dos serviços, atestado por todos os programas de proficiência realizados pela agência reguladora nacional, onde o laboratório alcançou resultados compatíveis com os maiores laboratórios do país.

Já o coordenador técnico, professor Ailton José Terezo, informou que já existe em andamento um processo na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECITECI) para aquisição de um novo equipamento para análises da qualidade do óleo diesel D-10, um dos mais consumidos em Mato Grosso. O deputado Carlos Avallone se comprometeu a fazer a interlocução com o governador Mauro Mendes para a liberacao destes recursos, além da destinação de emendas parlamentares para o aperfeiçoamento da estrutura do laboratório.

"Estamos trabalhando para ajudar a UFMT a retomar este convênio com a ANP, que é fundamental para o controle da qualidade dos combustíveis e em defesa dos direitos dos consumidores e do setor produtivo. Este será mais um resultado concreto do trabalho da CPI, que mesmo após o seu encerramento continuará acompanhando os desdobramentos do nosso relatório já apresentado ao governador e aos órgãos de controle".

O professor Martinho da Costa Araújo, diretor do Instituto de Ciências Exatas e da Terra da UFMT (ao qual está vinculado o laboratório) também acompanhou a visita e destacou que as instituições públicas vivem um novo momento de cooperação. "Esta parceria entre a UFMT, Assembleia Legislativa, governo do Estado e ANP trará grandes benefícios à comunidade, restabelecendo as análises de combustíveis em Mato Grosso", finalizou.   

Fonte: ALMT
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