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Economia

Governo deve deixar R$ 72 bi fora do teto de gastos em 2022, estima economista

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O teto estourado em R$ 72 bilhões
O Antagonista

O teto estourado em R$ 72 bilhões

O teto de gastos pode explodir em 72 bilhões de reais.

A conta foi feita por Samuel Pessôa, a partir dos cálculos de Marcos Mendes.

O rombo inclui o aumento do Bolsa Família, as novas emendas para comprar votos no Congresso Nacional, o fundão eleitoral, a desoneração da folha salarial e a inflação acima da meta, prevista em 9%.

Ele escreveu na revista Conjuntura Econômica, da FGV:

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“O grande problema é que a quebra do teto desancora completamente a política fiscal. Sem ele, não temos nenhuma garantia de que a dívida será paga sem necessidade da receita do imposto inflacionário, isto é, por meio de inflação (…).

Quando há a desconfiança em relação à solvência pública, o câmbio deprecia, a curva de juros inclina —pois as pessoas cobram prêmio maior pela elevação do prazo do vencimento de um título público.”

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Economia

Intenção de consumo das famílias tem quarta alta consecutiva, diz CNC

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A pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) de setembro, divulgada hoje (16) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apresentou o melhor resultado desde março de 2021, alcançando 72,5 pontos. A pesquisa varia de zero a 200 pontos, sendo que resultados acima de 100 indicam satisfação e abaixo de 100, insatisfação.

Com ajuste sazonal, a série apresentou crescimento mensal de 1,9%. “Esse foi o quarto crescimento consecutivo”, observou, em entrevista à Agência Brasil, a economista Catarina Carneiro da Silva, responsável pela pesquisa.

O número registrado em setembro representou aumento de 7,2% em relação ao mesmo período de 2020, quando atingiu 67,6 pontos, mas continua abaixo do nível de satisfação de 100 pontos, o que acontece desde abril de 2015, quando o ICF marcou 102,9 pontos.

Segundo Catarina, a perspectiva de consumo continua a ser o indicador com maior crescimento (+3,7%), a exemplo do que ocorreu nos meses anteriores, enquanto o nível de consumo atual atingiu o maior nível desde maio de 2020, da ordem de 57,6 pontos, com alta de 2,4%. “Ou seja, no curto prazo, as famílias já estão vendo o seu consumo próximo ao que era no período pré pandemia e a perspectiva é que continue crescendo”.

A economista da CNC avaliou que a perspectiva continua positiva, apesar da inflação. Ela admitiu que a inflação afeta o consumo, tanto que a análise do momento para bens duráveis sofreu variação mensal negativa de 0,5%.

Na análise anual, entretanto, a variação foi positiva, atingindo 1,7%. Para a economista, apesar do impacto da inflação, a situação das famílias continua melhor do que estava no ano passado: “as famílias estão conscientes da inflação e muito cautelosas com ela, mas não o suficiente para impedir elas de consumir. Elas estão sentindo o impacto, mas a tendência continua sendo positiva”.

Emprego

Em relação ao mercado de trabalho, a economista disse que está havendo uma recuperação gradual. O indicador de emprego atual veio positivo em setembro (+1,9%), marcando a quarta alta consecutiva e a mais intensa do período, com elevação de 4,5% na análise anual. A CNC observou que o patamar atingido por esse item (89,5 pontos) o manteve como o maior indicador da pesquisa em setembro, sendo também o maior nível desde março de 2021 (90 pontos).

A perspectiva profissional mostrou alta de 3,3% em setembro, com variação anual positiva de 9,7%. Segundo Catarina, isso significa que os dados futuros estão com crescimento ainda mais acelerado do que no curto prazo, o que mostra tendência de as famílias acreditarem que o melhor está por vir.

Embora tenha crescido 1,6% em setembro, o indicador de acesso ao crédito apresentou redução de 0,1% em relação ao ano passado, o que pode ser explicado pelo aumento da taxa básica de juros Selic, que torna o crédito um pouco mais caro. “Visto que ele está positivo no mês, as famílias ainda estão conseguindo ter acesso ao crédito para poder consumir”.

Satisfação

O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) da CNC revela que, na avaliação por faixa de renda, tanto as famílias que recebem mais de dez salários mínimos por mês, como aquelas que recebem menos que esse valor, tiveram graus de insatisfação crescentes no mês de setembro e na comparação anual, atingindo patamares de 90,1 pontos e 68,8 pontos, respectivamente. As variações positivas foram de 1,4% e 16,9% nas análises mensal e anual, para os mais ricos, e 2,1% e 4,6%, respectivamente, para os mais pobres.

Catarina explica que, embora as duas faixas de renda continuem abaixo de 100 pontos, os mais ricos estão mais próximos do nível de satisfação do que os mais pobres.

Em um recorte regional, a Região Norte foi a única a apresentar queda. Na variação mensal, a redução foi de – 1,9%, atingindo -19,1% na variação anual. A Região Sudeste apresentou as maiores variações positivas, de 3,5% em setembro e de 10,6% em comparação ao ano passado. As famílias mais confiantes, contudo, foram encontradas no Sul: 82,3 pontos, mais próximo do nível de satisfação (100).

Edição: Denise Griesinger

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Economia

Auxílio Brasil deve sair entre outubro e novembro, diz Lira

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Lira diz que Auxílio Brasil deve ser definido entre outubro e novembro
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Lira diz que Auxílio Brasil deve ser definido entre outubro e novembro

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas-AL), afirmou nesta quinta-feira (16) que o Auxílio Brasil, novo programa social responsável por substituir o Bolsa Família, deve ser definido entre outubro e novembro. Lira ressaltou que aguarda a estabilização sobre a proposta dos precatórios para avançar as negociações sobre o novo programa. 

Em um evento promovido pela Necton Investimentos, o presidente da Câmara disse haver necessidade de agilizar as conversas sobre o benefício e “afunilar” a proposta até 31 de outubro. 

“A gente tem já uma previsão orçamentária para isso. Imposto de renda pessoa física, jurídica e dividendos, nós não precisamos dos recursos que podem advir dele, mas precisávamos de fonte para justificar a criação do novo programa, estabilização dos precatórios. Penso que essa discussão vai afunilar agora em outubro, novembro. Imperioso que se faça até 31 de outubro para respeitar alguns prazos legais, constitucionais com relação à criação de novos programas, novas funções, novas fontes, para que essa solução também que é importantíssima seja implementada”, afirmou Lira. 

Arthur Lira sugeriu ter o apoio do Senado à proposta e reafirmou ser preciso união entre as duas Casas Legislativas para tramitação mais rápida da matéria.

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“A única coisa que pode ser modificada é o rito, uma aceleração, sintonia entre Senado e Câmara nesses movimentos”, concluiu o parlamentar. 

Auxílo Brasil

Para tentar alavancar a popularidade do presidente Jair Bolsonaro, o governo federal criará o Auxílio Brasil, novo programa assistencial responsável por substituir o Bolsa Família. O governo quer um forte reajuste nas parcelas e aumento de beneficiários. Segundo Bolsonaro, o valor médio do benefício passará de R$ 190 para R$ 500.

Congresso Nacional e Ministério da Economia, no entanto, ainda discutem o valor final do auxílio, já que há receio da equipe econômica com os limites fiscais para 2022. Os cofres públicos, segundo a pasta, estão abarrotados e seria necessário reduzir o depósito para conseguir arcar com o benefício. 

Para aliviar as contas, o ministro Paulo Guedes tirou da cartola a possibilidade de parcelar precatórios – dívidas da União perdidas na justiça. Especialistas rechaçam a possibilidade e acreditam que o governo não conseguirá arcar com suas obrigações. 

A PEC dos Precatórios ainda está em discussão no Congresso Nacional e deve ser colocada em pauta até novembro. No entanto, ainda há discussão sobre a possibilidade de criar um teto para precatórios em 2022, o que liberaria cerca de R$ 40 bilhões de folga no Orçamento do próximo ano. 

O projeto que prevê o Auxílio Brasil também está em estudo no Legislativo, mas sua aprovação dependerá da votação da Lei Orçamentária Anual (LOA). 

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