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Economia

Governo descarta nova greve de caminhoneiros e exalta “excelente diálogo”

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Jair Bolsonaro e Tarcísio Gomes de Freitas arrow-options
Antonio Cruz/Agência Brasil

Jair Bolsonaro e Tarcísio Gomes de Freitas, ministro da Infraestrutura

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou nesta segunda-feira (16) que acredita que está descartada uma greve nacional de caminhoneiros, como ocorreu entre o fim de maio e o início de junho de 2018.

Relembre: Greve de caminhoneiros colocou Petrobras em xeque e expôs dependência rodoviária

“Hoje era o dia do início e não está tendo nada nas estradas, não houve ponto de bloqueio, porque há um respeito nosso com os caminhoneiros e dos caminhoneiros com a gente. Conseguimos estabelecer o diálogo, eles sabem que têm as portas abertas e a cada dia construímos uma solução nova”, disse, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, após reunião no Ministério da Infraestrutura, em Brasília.

Na semana passada, um grupo de caminhoneiros falou sobre a possibilidade de uma greve  que se iniciaria nesta segunda, mas a maior parte dos representantes da categoria descarta o movimento.

De acordo com o ministro, o governo tem mantido um excelente diálogo com a maioria da categoria e já realizou, neste ano, seis encontros do Fórum Permanente para o Transporte Rodoviário De Carga (Fórum TRC). No início de dezembro, foi realizada a 35ª reunião do grupo, que representa 2,6 milhões de caminhoneiros, 37.386 empresas, 1.584 sindicatos e 75 federações.

Entre as ações já desenvolvidas para a melhoria das condições de trabalho e renda da categoria, Tarcísio citou a diminuição da multa por excesso de peso e a obrigação de concessionárias construírem pontos de parada e descanso em rodovias.

Segundo o ministro, também estão sendo preparados sistema de documentação de transporte eletrônico e uma resolução que trata do código identificador da operação de transporte. “Ele vai simplificar muito a vida do caminhoneiro, diminuir tempo de parada em posto fiscal, permitir agendamento portuário automático, diminuir a necessidade de ter atravessador na ponta, isso aumenta a renda”, explicou.

O ministro disse ainda que nesta semana será lançado o projeto Roda Bem Caminhoneiro , de estímulo ao cooperativismo da categoria.

Ampliação da malha ferroviária é objetivo

Na reunião realizada no Ministério da Infraestrutura nesta segunda, Bolsonaro manifestou o interesse do governo na ampliação da malha ferroviária no país. De acordo com o ministro da Infraestrutura, para o ano que vem há “possibilidades muito concretas” da realização das concessões da Ferrovia de Integração Oeste Leste (Fiol) e da Ferrogrão.

Leia também: Bolsonaro diz estar ‘fazendo o possível’ para reduzir preços do combustível

Ele salientou ainda que o governo discute “Soluções para a Transnordestina . Muito em breve teremos boas notícias para dar para a população dos três estados, Piauí, Pernambuco e Ceará, de uma solução para aquela obra”.

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Economia

Ministério da Economia volta atrás e diz que participou da negativa à Pfizer

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Ministério da Economia
Agência Brasil

Ministério da Economia

A equipe do Ministério da Economia admitiu à CPI da Covid que omitiu documentos num primeiro momento. A pasta disse que “realizou uma nova busca nos arquivos” e encontrou e-mails trocados com a Casa Civil tratando da MP que buscava facilitar a compra de vacinas.

Segundo apuração da revista Veja, o ministro da Economia, Paulo Guedes, não participou das tratativas. O ministério é acusado de aconselhar o veto às vacinas por conta do teto de gastos. 

Uma das exigências da farmacêutica era que o governo precisaria assumir os riscos e custos de eventuais efeitos adversos. Esse dispositivo foi retirado da MP publicada em janeiro. Guedes diz ter tomado conhecimento dela só em março, mas os papéis da CPI mostram que ele  participou da discussão da minuta da MP em dezembro.

Nos e-mails recuperados, a Economia aparece recomendando o veto à Pfizer por causa da possibilidade de responsabilização de possíveis efeitos colaterais.  “Todos que, porventura, sofrerem efeito reverso da vacina acionarão o Estado (até febre), e por consequência o servidor que responde em regresso. Regra temerária”, dizia o texto.

Guedes deve ser convocado para depor na CPI assim que os trabalhos forem retomados após o recesso. O relator, senador Renan Calheiros, disse ao site Metrópoles que a convocação dele, é “imprescindível”.


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Economia

SP: prefeito sanciona cobrança extra para aplicativos como Uber e iFood

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Prefeito Ricardo Nunes
MARCELO PEREIRA / SECOM

Prefeito Ricardo Nunes

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sancionou a lei que autoriza uma cobrança extra para aplicativos de entrega e transporte de passageiros. Proposta de autoria dos vereadores Milton Leite e Adilson Amadeu (DEM) pede que os aplicativos paguem uma taxa por quilometragem rodada ou corrida realizada. 

Apesar do valor da tarifa ainda não ter sido definido, os vereadores defendem que seja de R$ 2,00. O projeto é uma tentativa de proteger a cidade de empresas que pagam Imposto sobre Serviços (ISS) em outras cidades.

A lei segue sendo apenas autorizativa, e não significa que a taxação será posta em prática. 

“Tem uma questão muito importante de ser observado de que não é uma emenda que obriga a prefeitura a fazer qualquer cobrança de taxa. É uma emenda autorizativa, ela diz o seguinte: ‘autoriza a prefeitura a fazer…’. A gente pode fazer ou não fazer. Então, não teria por que vetar, uma vez que é uma lei que só me autoriza se for necessário fazer”, disse o prefeito.

Associações, empresas e representantes de motoristas de aplicativos se posicionaram contra a medida. A expectativa é que, se passar a valer, as entregas por aplicativo fiquem mais caras e o lucro de motoristas parceiros caia.

“A medida – em tempos de crise sanitária e econômica – pode onerar mais os consumidores, reduzir a renda de parceiros e impactar negativamente toda a economia local”, afirmou, em nota, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec).

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