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Governo corta bolsas de pesquisa oferecidas pela Capes em todo o País

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Bolsonaro e o ministro Abraham Weintraub
Andre Sousa/MEC – 25.4.19

Presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Educação, Abraham Weintraub; MEC cortou verbas de universidades

O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) cortou nesta quarta-feira (8) bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado oferecidas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). A reportagem do iG
conseguiu confirmação de que houve cortes nas bolsas previstas na pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP), e, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo
, a suspensão das bolsas de pesquisa se deu “de forma generalizada” em todo o País.

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Documento assinado pelo pró-reitor de pós-graduação da USP, Carlos Gilberto Carlotti Junior, dá conta de as bolsas de pesquisa
que constavam como disponíveis no sistema para novas implementações “foram zeradas” nos sistemas.

“Estamos acompanhando com preocupação os motivos de cortes de verbas no MEC e na Capes”, relatou Carlotti Junior. “A verba PROAP [do Programa de Apoio à Pós-Graduação] para custeio foi tramitada, mas a transferência bancária não foi efetivada. Estamos insistindo em obter informações qualificadas da Capes
, mas compartilho minhas preocupações”, completou.

O informe indica que essas bolsas seriam destinadas a estudantes que já estavam aprovados ou com processos seletivos ainda em andamento. Segundo a Folha
, as bolsas estavam reservadas para alunos que já defenderam seus trabalhos recentemente.

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Em nota (leia íntegra ao fim do texto), a Capes confirmou o “recolhimento” de bolsas, mas assegurou que isso só afetou aquelas que estavam ociosas e não afetou bolsistas que já estavam cadastrados. A Coordenação informou também que ainda não sabe o número exato de bolsas que foram cortadas.

O novo corte para a educação superior no País tomou os gestores de instituições federais de surpresa, e se soma ao anúncio de “contingenciamento” de 30% nas verbas para as universidades, anunciado pelo ministro Abraham Weintraub na semana passada. Reitores de todo o Brasil protestaram contra a medida
, estudantes realizaram manifestações públicas e parlamentares da oposição ao governo recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter essa redução nas verbas para as universidades.

A reportagem do iG
solicitou posicionamento do MEC a respeito do corte de bolsas de pesquisa, mas ainda não obteve retorno.

Confira a íntegra da nota da Capes:

Os sistemas de concessão de bolsas da CAPES
são fechados todos os meses para a geração das folhas de pagamento e reabertos no início de cada mês. Em maio, o sistema permaneceu fechado para ajuste da concessão de bolsas – recolhimento de bolsas que estavam à disposição das Instituições mas que não estavam sendo utilizadas no mês de abril de 2019 (bolsas ociosas, ou não utilizadas). Assim, nenhum bolsista já cadastrado nos sistemas de concessão foi retirado. Ainda não temos o número exato das bolsas ociosas recolhidas.

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Óbitos em São Paulo pelo novo coronavírus triplicam em sete dias

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Agência Brasil

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Veja SP/ Divulgação

Quarentena continua valendo na capital paulista


Os óbitos relacionados ao novo coronavírus no estado de São Paulo triplicaram em apenas uma semana. Na última sexta-feira (27), o estado contabilizava 68 mortes. No domingo (29), já havia saltado para 98 óbitos. Hoje (3), no balanço mais recente divulgado pela secretaria, o estado identificou 219 pessoas que morreram por complicações relacionadas à covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Os casos confirmados também tiveram crescimento, quadruplicando: passaram de 1.223 na sexta-feira da semana passada para 4.048 uma semana depois.

Entre esse total de mortes registradas no estado, 24 se referem a pessoas que tinham mais de 90 anos de idade. Outras 57 pessoas que morreram estavam na faixa etária entre 80-89 anos; 66 na faixa entre 70 e 79 anos e 45 na faixa entre 60 e 69 anos de idade. As demais vítimas, disse a secretaria, tinham menos de 60 anos e tinham comorbidades.

Com isso, já são 25 os municípios do estado que apresentam pelo menos um óbito provocado por coronavírus: São Paulo, São Bernardo do Campo, Osasco, Cotia, Guarulhos, Santo André, Sorocaba, Arujá, Barueri, Caieiras, Campinas, Carapicuíba, Cravinhos, Diadema, Embu das Artes, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Jaboticabal, Mogi das Cruzes, Ribeirão Preto, São Caetano do Sul, São Sebastião, Suzano, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.  

Força-tarefa

Desde ontem (02), o Instituto Adolf Lutz tem utilizado uma força-tarefa para diagnosticar 201 amostras de óbitos suspeitos de coronavírus no estado. Dessas 201 amostras que estavam paradas aguardando diagnóstico, 32 testaram positivo para Covid-19 e 132 deram negativo. Outras 37 amostras foram consideradas inadequadas de serem analisadas, seja porque a unidade que realizou a coleta não manteve a amostras em temperatura adequada ou porque não havia amostras suficiente para análise.

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Ministério da Saúde errou: 1º caso de Covid-19 não ocorreu em janeiro

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Pixabay/rottonara

Erro técnico

Após ter afirmado, nesta quinta-feira (2), que o primeiro caso de Covid-19 no país havia ocorrido em janeiro de 2020, o Ministério da Saúde voltou atrás e afirmou, na tarde desta sexta (3) que o primeiro caso continua sendo o que foi registrado em 26 de fevereiro – data em que os casos da doença passaram a ser notificados nacionalmente. 

Leia também: Coronavírus no Brasil: acompanhe a situação no País em tempo real

Uma investigação retrospectiva estava sendo realizada pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, que havia informado que uma mulher de 75 anos havia contraído a Covid-19 em janeiro e morrido da doença. Contudo, a investigação mostrou que os sintomas originais não apareceram em janeiro, mas em 25 de março – quase um mês depois do primeiro caso brasileiro.

Leia também: De gripezinha a “não é tudo isso”: vezes em que Bolsonaro minimizou coronavírus

O Ministério afirma que havia sido informado, na quinta (2), pela Secretária que as investigações estavam concluídas. O secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Wanderson Oliveira, havia dito na quinta que “esse caso agora está sendo mais investigado, mas o resultado laboratorial é PCR [tipo de teste mais confiável], não tenho dúvidas de que é um caso confirmado”. A Secretária ainda está aguardando o posicionamento da equipe técnica sobre o erro na informação sobre o caso de Covid-19 .

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