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Economia

Governo celebra crescimento do PIB e diz que desaceleração “ficou para trás”

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Guedes e Bolsonaro arrow-options
Marcelo Camargo/Agência Brasil

Governo celebrou crescimento do PIB e disse que desaceleração “ficou para trás”

O crescimento de 0,6% da economia brasileira no terceiro trimestre, divulgado nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a fase de desaceleração da atividade no país “ficou para trás”, na avaliação do governo. Em relatório, o Ministério da Economia afirma que o país está crescendo com “mais vigor”.

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“Os resultados das Contas Nacionais Trimestrais confirmam o que já foi evidenciado por outras estatísticas mensais do IBGE e de outras fontes: a desaceleração da atividade econômica ficou para trás e a economia já está crescendo com maior vigor”, diz o relatório elaborado pelo time do secretário de Política Econômica (SPE), Adolfo Sachsida.

O resultado do Produto Interno Bruto ( PIB ), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, veio acima da mediana das expectativas de analistas do mercado financeiro, que esperavam alta de 0,4%. Para o fim do ano, a previsão é de avanço de 1%.

A equipe econômica atribui o número positivo a uma série de fatores, incluindo a liberação de saques das contas ativas (atual emprego) e inativas (empregos antigos) do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço ( FGTS ) e o plano de ajuste nas contas públicas.

Assim, destaca o documento, foi possível retomar o crescimento, apesar do encolhimento dos gastos do governo (que, só no terceiro trimestre, encolheram 0,4%, frente ao segundo trimestre). O investimento privado , por sua vez, registrou alta de 2%, na mesma base de comparação.

A expectativa do governo é que os efeitos dessas ações continue a ser sentido no ano que vem. Apesar do saque imediato das contas do FGTS ter se concentrado em 2019, trabalhadores poderão ter acesso, a partir de 2020, ao chamado saque-aniversário,  que funcionará como uma espécie de décimo quarto salário, contribuindo para impulsionar o consumo das famílias. Mais de 1 milhão de brasileiros já aderiram à nova modalidade.

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“Os efeitos dessas medidas se propagarão para 2020 e o PIB do setor privado continuará acelerando, confirmando um crescimento substancialmente superior ao observado nos últimos anos. O resultado divulgado hoje mostra o aquecimento da economia, que deverá ser reforçado no final deste ano. Desse modo, o Natal de 2019 deverá ser o melhor dos últimos anos”, conclui o relatório da SPE.

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Economia

Novo site simplifica adesão ao acordo dos planos econômicos

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A partir desta quinta-feira (9) entra no ar nova versão do site criado para tramitação do fechamento de acordos entre poupadores e bancos, relativos ao pagamento da correção monetária dos saldos da poupança durante a entrada em vigor dos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor II (1991).

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a adesão ao acordo ficará mais simples e fácil. “Agora, o site funciona como um local de manifestação de interesse em aderir ao acordo. O poupador ou o advogado vai apenas preencher um formulário com dados pessoais e informações do processo. O único documento que deverá ser anexado é a procuração que autoriza o advogado a representar o poupador. O sistema vai gerar um número de habilitação, com o qual será possível acompanhar o status do processo.”

As solicitações de adesão feitas no site serão enviadas aos bancos onde poupadores tinham conta à época. Os bancos farão a análise da elegibilidade e se será necessário apresentar documentos. Não havendo pendência, o banco entra em contato com o poupador ou seu advogado. Caso o banco tenha sido adquirido por outra instituição financeira, caberá a essa receber a demanda por acordo.

A nova versão do site se ajusta ao aditivo assinado em março deste ano entre a Febraban, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a Frente Brasileira dos Poupadores (Febrapo), que dilatou o prazo de adesão ao acordo coletivo, assinado em 2017, para reaver as perdas com a correção do investimento à época dos planos econômicos para combate à hiperinflação, entre o fim dos anos 80 e o começo dos anos 90 – nos governos Sarney e Collor.

Edição: Graça Adjuto

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Economia

Pandemia causou impacto em 57% das companhias exportadoras, revela CNI

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A pandemia do novo coronavírus reduziu o faturamento de 57% das empresas exportadoras em abril e maio, revelou levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O impacto foi maior nas importadoras e nas companhias que investem em países estrangeiros. Nessas categorias, 70% das companhias registraram queda no valor faturado.

Apesar da queda, os números indicam desaceleração no recuo. No levantamento anterior, que avaliou os meses de fevereiro e de março, 80% das empresas exportadoras tinham registrado diminuição no faturamento.

Em 42% das empresas afetadas, as vendas externas caíram para menos da metade de antes da pandemia de covid-19. Entre as importadoras, 26% relataram que estão comprando menos de 50% do que importavam antes da disseminação da doença.

Expectativas

A pesquisa também avaliou as expectativas dos empresários para os próximos 60 dias. Os números apontam continuidade no processo de recuperação, com 36% das exportadoras acreditando que serão afetadas negativamente, com a proporção repetindo-se entre as empresas importadoras e com investimentos no exterior.

Para a CNI, embora o comércio exterior tenha sido impactado pela pandemia, terá papel fundamental na retomada do crescimento econômico e na geração de emprego e renda. Na avaliação da entidade, a crise pode servir de oportunidade para a empresa brasileira reavaliar a estratégia e aumentar a internacionalização ao sair da pandemia.

Mercados

Em relação aos mercados de destino, 34% das exportadoras reduziram as vendas para a Argentina em abril e maio, 23% para a Bolívia e 21% para o Chile e os Estados Unidos. Em relação às importadoras, 58% das empresas diminuíram as compras da China, 29% reduziram as compras dos Estados Unidos. Segundo a CNI, os dois países são mercados estratégicos da indústria.

Entre as empresas que investem no mercado internacional, 70% informaram que reduziram a destinação de recursos para o exterior. A queda maior foi sentida nas remessas para a China (35%), os Estados Unidos (30%) e a Alemanha (13%). Na perspectiva para os próximos 60 dias, os maiores indicadores de retração também são registrados na China (44%) e nos Estados Unidos (31%).

Preocupações

As principais preocupações das empresas brasileiras com inserção internacional são a queda das exportações (24%) e da produção (19%). Em terceiro lugar vem o aumento do preço da matéria-prima (15%).

Entre as quase 200 empresas consultadas, 60% importam ou exportam produtos pelo mar. Para essa parcela, a maior dificuldade tem sido a redução na frequência de navios, apontada como um problema para 39%, seguido do encarecimento do frete (27%). Apenas 23% das empresas que usam o modal marítimo afirmaram não ter enfrentado problemas na pandemia.

Em relação ao transporte aéreo, usado por 43% das empresas de comércio exterior, a principal dificuldade foi o aumento no valor do frete, citado por 54% das empresas que recorrem ao modal. Em segundo lugar, está a redução na frequência de voos internacionais (37%). Somente 19% das empresas que transportam mercadorias por via aérea não relataram problemas.

O levantamento foi feito entre 2 e 10 de junho. A pesquisa avaliou os dados referentes a abril e maio de 197 de empresas brasileiras com inserção no mercado internacional – exportadoras, importadoras ou com investimentos no exterior.

Edição: Graça Adjuto

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