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Governo Bolsonaro autoriza agrotóxico que extermina abelhas em novo lote

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Governo Bolsonaro autorizou agrotóxico que extermina abelhas e totaliza 262 liberações apenas em 2019

O governo Jair Bolsonaro (PSL) liberou nesta segunda-feira (22) novo lote de registro de agrotóxicos, chegando a 262 produtos liberados somente neste ano. Entre os agrotóxicos autorizados está o sulfoxaflor, responsável por exterminar mais de meio bilhão de abelhas em quatro estados brasileiros entre os meses de janeiro e março – quando o projeto ainda estava em fase de testes.

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O agrotóxico sulfoxaflor foi um dos principais temas debatidos em abril na sessão da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara que recebeu a ministra da Agricultura Teresa Cristina. Ex-líder da bancada ruralista, na ocasião, a ministra disse que o inseticida responsável pela morte das abelhas não estava registrado no Brasil. 

“O problema das abelhas é que foi usado um produto chamado Sulfoxaflor. Esse produto não está registrado no Brasil. Esse é o grande problema dessa fila enorme. Esse produto muito provavelmente entrou de maneira ilegal, está sendo usado de maneira errônea e causou a morte das abelhas”, afirmou.

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Produzido pela Dow AgroSciences, o Sulfoxaflor é classificado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como “medianamente tóxico”, mas fora do Brasil é alvo de polêmica. Em agosto, pesquisadores da Universidade de Londres demonstraram que, sob certas condições, o inseticida tem um impacto negativo sobre a produção reprodutiva de colônias de abelhas, reduzindo em 54 por cento o tamanho das colmeias.

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Em 2015, o agrotóxico teve seu registro cancelado nos Estados Unidos após uma decisão da Corte de Apelações de São Francisco indicar que a Agência de Proteção Ambiental [EPA, na sigla em inglês] falhou em considerar os impactos do Sulfoxaflor sobre insetos polinizadores. Um ano depois, a EPA voltou a conceder o registro, mas com abrangência limitada.

Fonte: IG Nacional
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Quanto custa e como faz para emitir o bilhete único em São Paulo?

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Reprodução/Twitter

Confira tudo que você precisa saber sobre o bilhete único de São Paulo.

O bilhete único  virou item rotineiro vida dos paulistanos. Permitindo que o usuário possa utilizar o transporte público com um cartão que pode ser recarregado até pelo celular, o cartão facilita o dia-a-dia da população de São Paulo.

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Entretanto, muitas pessoas possuem dúvidas sobre como e onde emitir; qual o valor que deve ser pago; e o que fazer em caso de perca ou furto. Por isso, montamos esse guia com tudo que você precisa saber sobre o bilhete único .

Para que serve o bilhete único?

O bilhete único é um cartão que permite ao usuário acessar o transporte público de São Paulo (ônibus, metrô e CPTM) sem a necessidade de realizar o pagamento em dinheiro. Ele pode ser recarregado em máquinas localizadas nos terminais, através do celular e em estabelecimentos como padarias e farmácias.

Quem pode ter o bilhete?

Existem diversos tipos de bilhetes que são destinados a diferentes públicos. O bilhete comum pode ser obtido por qualquer cidadão. O bilhete de estudante é destinado à estudantes e professores que tenham vínculo comprovado pela instituição de ensino e permite que o usuário pague apenas metade do valor da tarifa (R$ 2,15, segundo a tarifa atual).

Já o bilhete único vale-transporte é fornecido pelo empregador ao seu funcionário enquanto que o bilhete especial garante entrada gratuita em ônibus e micro-ônibus de São Paulo é dado a pessoas com deficiência, obesos e gestantes. Além disso, existe um bilhete emitido para idosos com mais de 60 anos.

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Qual a validade do bilhete?

Com exceção dos bilhetes que possuem mais que R$ 43,00 e foram emitidos antes de 2014, que só serão válidos até 30 de setembro, o bilhete único pode ser usado por até cinco anos . O único caso que requer renovação mais frequente é o do bilhete de estudante, que precisa ser renovado a cada nova matrícula realizada (semestralmente ou anualmente).

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Como adquirir o bilhete?

Existem duas variações de bilhete que podem ser emitidas: o personalizado e o não personalizado. Para emitir o personalizado, basta se cadastrar no portal da SPTrans , enviar uma foto 3×4 e retirar o cartão em um posto de atendimento, não havendo custos obrigatórios.

Já o bilhete não-personalizado, deve ser solicitado presencialmente em um posto de atendimento da SPTrans e reque o pagamento de uma tarifa vigente e uma recarga mínima de um valor de cinco tarifas. Além disso, o usuário é obrigado a apresentar documento com foto na hora do cadastro.

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O que fazer para solicitar a 2ª Via?

Em caso de perca ou furto do cartão, o usuário pode solicitar uma segunda via do bilhete único . Para isso, o titular deve pagar uma taxa de sete tarifas vigentes  – R$ 30,10 – e pode escolher o local em que deseja retirar o cartão.

Fonte: IG Nacional
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Por que o ‘blackface’ feito pelo premier canadense é uma forma de racismo

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Foto de 2001 conseguida pela revista Time mostra Trudeau fazendo blackface em uma festa de tema árabe arrow-options
Reprodução/Anuário West Point Grey Academy

Foto de 2001 conseguida pela revista Time mostra Trudeau fazendo blackface em uma festa de tema árabe

Em menos de 12 horas, vieram a público duas fotos e um vídeo do primeiro-ministro do Canadá , Justin Trudeau, com o rosto pintado de marrom e de preto , produzidos entre a sua adolescência, no começo da década de 1990, e 2001.

O premier, que concorre à reeleição no mês que vem e construiu sua imagem pública como um político pró-diversidade, admitiu que as práticas, conhecidas pela expressões em inglês “brownface” e ” blackface “, são racistas, e pediu “perdão”, afirmando que, “por vir de um lugar privilegiado”, tinha então “um ponto cego” sobre o próprio preconceito.

O uso da maquiagem com a intenção de caricaturizar pessoas negras e de outras minorias raciais é um comportamento racista e ofensivo, que humilha, deprecia e ridiculariza negros, afirmam especialistas no estudo da história das relações raciais.

A origem da prática, que, em menor intensidade do que nos Estados Unidos , também aconteceu no Brasil , vincula-se à escravidão, e, embora sempre tenha sido vista por pessoas negras como racista, só passou a ser percebida como muito preconceituosa também pela maioria dos brancos a partir do movimento dos direitos civis na década de 1960, acrescentam.

— Essa foi uma das práticas que ajudaram a criar uma imagem da população negra que não só a caracterizava esteticamente de forma não bela, como a ligava a práticas criminosas, numa lógica que, infelizmente, se perpetua até os dias de hoje — afirmou a professora da História da UFF Ynaê Lopes dos Santos. — Para a população negra, a prática sempre foi vista como extremamente racista. No entanto, apenas na década de 1960, quando a luta dos negros pelos direitos civis se tornou mais intensa, que a prática começou a ser vista como altamente preconceituosa não só entre a população negra.

As apresentações de “blackface” eram uma das atrações dos Minstrel Shows , forma de entretenimento cômico e popular desenvolvida nos Estados Unidos da primeira metade ao final do século XIX, em que atores brancos retratavam pessoas de ascendência africana com o objetivo de ridicularizá-las . Usando carvão, rolhas queimadas e outros produtos, os atores pintavam o rosto e partes dos corpos de preto, além de realçar os lábios em vermelho intenso, para satirizar lábios grossos.

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Grotesco para rir

A representação, com dança, esquetes e outros atos, era propositalmente grotesca, ridícula e inferiorizante, com o objetivo de rir do negro, disse a também professora de História da UFF Martha Abreu, especialista no estudo de “blackface”. Segundo ela, com o tempo, estas representações assumirão também tons ameaçadores e sombrios,

— Tudo isso se vincula à escravidão e à ideia de que negros são tão ridículos que precisam ser escravos — disse Abreu. — Depois que a escravidão é abolida nos EUA [em 1865], os senhores brancos querem manter a desigualdade, e, para isso, começa a ser divulgado outro tipo de imagem, no qual o negro não é só ridículo e infantil, mas também perigoso e não confiável.

É este o caso do “blackface” em “O nascimento de uma nação” (1915), considerado o primeiro filme da linguagem clássica do cinema, de D. W. Griffith. Na obra, que foi o primeiro filme a ser exibido na Casa Branca , homens negros, interpretados por atores brancos, são estúpidos e têm comportamento sexual agressivo. Os heróis do filme são a Ku Klux Klan .

Outros casos notórios de “blackface” incluem Al Jolson, cujo apelido era “o rei do ‘blackface’” e que ajudou a definir o formato dos musicais de Hollywood. Com um estilo melodramático, extravagante e histriônico, ele chegou a ser a estrela mais bem paga e famosa dos Estados Unidos na década de 1920.

Desde a segunda metade do século XIX esse tipo de espetáculo vai ser alvo de críticos negros, como o sociólogo e historiador W. E. B. Du Bois, o pianista precursor do jazz Scott Joplin e o comediante Bert Williams.

Segundo Lopes dos Santos, apesar disso, apenas após a luta pelos direitos civis se tornar mais intensa na década de 1960 “que a prática começou a ser vista como extremamente preconceituosa não só entre a população negra” nos Estados Unidos. Desde então, de acordo com com Abreu, ela passará a ser “execrada” na esfera midiática.

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No Brasil, a prática será menos comum do que nos Estados Unidos, apesar de ganhar algumas formulações idênticas e populares, como a personagem “nega maluca”, que, como observou Lopes dos Santos, ainda pode ser vista esporadicamente no carnaval — o que, de acordo com Abreu, tem diminuído progressivamente nos últimos 20 anos. Nas artes, o caso mais famoso foi o de “A cabana do Pai Tomás”, novela de 1969, em que Sérgio Cardoso interpreta o escravo Tomás.

Acesso negado

Segundo o historiador da UFRJ Álvaro Nascimento, a escolha de um branco para o papel revela outro aspecto do “blackface”:

— A alegação foi de que não haveria ator negro à altura do papel. Com o “blackface”, também há uma política de não dar empregos para negros, parte da ideia de que alguns espaços só podem ser ocupados por pessoas brancas — afirmou.

Embora nenhum dos três especialistas seja íntimo do contexto canadense, Abreu disse que “na década de 1980, uma atitude de Trudeau já seria muito mal vista e percebida como racista nos Estados Unidos, ainda mais num ambiente educativo” (em um dos vídeos, o premier está na escola).

— Ao imitar um cantor, ele vai buscar traços com o objetivo de provocar o riso — disse. — Se ele tivesse dito que ninguém criticava essa comportamento na época não seria verdade, já havia consenso sobre o tema.

A pesquisadora acrescentou que, apesar de ter cometido ações condenáveis, o premier pelo menos tem o mérito de reconhecer o erro, o que indica que as pessoas podem mudar. Sua colega Lopes dos Santos concorda:

— Imagino que ele, como um homem branco ocidental, fez uso dos seus privilégios para se “fantasiar” de negro e árabe sem pensar no que isso representava — afirmou. — Mas também considero importante a atitude dele, agora como homem adulto e figura pública, em reconhecer o significado das suas ações e se arrepender publicamente disso. Essa atitude demonstra que é possível entender que o racismo é uma construção. Para lutar contra ele é necessário, primeiro, reconhecer que ele existe, e, logo em seguida, tomar medidas anti-racistas.

Fonte: IG Nacional
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