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Economia

Governadores rebatem governo e criticam proposta sobre ICMS

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Governadores temem que redução do ICMS de combustíveis comprometa políticas públicas
Agência Senado

Governadores temem que redução do ICMS de combustíveis comprometa políticas públicas

Após uma reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), governadores criticaram o plano do governo para controlar o preço de combustíveis. Os chefes dos Executivos estaduais afirmaram que a proposta não terá o resultado desejado e defenderam uma compensação imediata para os estados. Uma das possibilidades mencionadas foi a utilização de dividendos da Petrobras para isso.

A reunião tratou do projeto de lei que cria o teto de 17% para o ICMS de combustíveis, energia, transporte e telecomunicações, aprovado na Câmara e em discussão no Senado. Também foi discutida a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) anunciada pelo governo para reduzir os impostos sobres os combustíveis, mas que ainda não foi apresentada formalmente.

Participaram da reunião os governadores Rui Costa (Bahia), Mauro Mendes (Mato Grosso), Rodrigo Garcia (São Paulo) e Paulo Câmara (Pernambuco), além de secretários estaduais de Fazenda e de senadores. Na terça-feira, Pacheco já havia se reunido com outro grupo de governadores, como Claudio Castro (PL-RJ), Romeu Zema (Novo-MG) e Paulo Dantas (MDB-AL).

“Nós temos absoluta convicção que o caminho que está se propondo não vai alcançar o objetivo. Nós vamos tirar dinheiro da Saúde, nós vamos tirar dinheiro dos municípios, nós vamos tirar dinheiro da Educação e esse lucro da Petrobras vai continuar aumentando nos postos das distribuidoras”, afirmou Mauro Mendes após o encontro.

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Para Rodrigo Garcia, o governo que deveria ser responsável por controlar os preços dos combustíveis.

“Quem manda nos preços de combustíveis nesse país é a Petrobras. Não adianta tentar transferir o vilão de preços dos combustíveis para o ICMS”, afirmou Garcia após o encontro.

“O governo federal nesse momento tem vários mecanismos, como usar a compensação de dívida de estados. Como usar o lucro que a Petrobras deu”, concluiu.

Rui Costa alertou para a chance de uma “grande crise fiscal”. 

“O objetivo, que é louvável, de reduzir o preço, não será alcançado. E vai se provocar uma grande crise fiscal nos municípios, nos estados”.

Uma nova reunião será realizada no início da tarde desta quarta, entre os secretários e o relator do projeto do teto do ICMS, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

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Economia

Nova presidente da Caixa assume cargo na terça-feira

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A economista Daniella Marques Consentino teve o nome aprovado hoje (1º) pelo Comitê de Elegibilidade da Caixa Econômica Federal e assinou o termo de posse. Ela assumirá oficialmente o cargo na próxima terça-feira (5), em cerimônia oficial no Palácio do Planalto.

Ex-secretária especial de Produtividade e Competitividade do Ministério da Economia, Daniella Consentino substituirá Pedro Guimarães, que pediu demissão nessa quarta-feira (29), após denúncias de assédio sexual que estão sendo investigadas pelo Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Trabalho. Ele negou as acusações na carta de renúncia.

No governo desde janeiro de 2019, Consentino foi chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos do Ministério da Economia. Uma das principais assessoras do ministro Paulo Guedes, ela assumiu a Secretaria Especial de Produtividade e Competitividade no início do ano.

Com formação em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), a nova presidente da Caixa tem MBA em Finanças pelo Ibmec e uma carreira no mercado financeiro. Foi diretora-executiva da Oren Investimentos e diretora de Risco e Compliance, sócia e gestora de Renda Variável da Mercatto Investimentos. Antes de entrar no governo, foi sócia do ministro Guedes na Bozano Investimentos, onde foi diretora de Compliance e Operações e Financeiras.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Economia

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Economia

Vice-presidente da Caixa pedirá demissão após queda de Pedro Guimarães

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Celso Leonardo Barbosa pedirá desligamento da Caixa
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Celso Leonardo Barbosa pedirá desligamento da Caixa


O vice-presidente de Negócios de Atacado da Caixa Econômica Federal, Celso Leonardo Barbosa, confirmou na noite desta sexta-feira, por meio de sua defesa, que se afastará do cargo após diversas denúncias de assédio sexual de funcionárias do banco terem levado à queda de seu chefe, Pedro Guimarães . A informação havia sido antecipada pelo colunista Lauro Jardim.

“Por orientação de sua defesa o vice-presidente da Caixa , Sr. Celso pedirá desligamento. Embora não conste absolutamente nada em seu desfavor, entende ser neste momento necessário Para que não se questione as a imparcialidade das apurações . Importante destacar a sua atuação profissional que contribuiu para a Recuperação do foco estratégico nas MPEs, com o Pronampe, FGI e FAMPE, realizando a parceria chave com o SEBRAE Nacional”, informou a advogada do executivo, Luciana Pires. O desligamento pode ser oficializado ainda nesta sexta-feira.

“O afastamento será necessário até pela garantir a lisura da investigação e demonstrar, oportunamente, que ele nunca se envolveu nesse episódio. É uma possibilidade o afastamento dele, mas por ora isso ainda não aconteceu”, disse a advogada ao GLOBO.

A Caixa está em processo de contratação de uma auditoria externa para apurar as denúncias de assédio sexual contra mulheres no banco, após o afastamento de Pedro Guimarães da presidência da Caixa, envolvido no escândalo. A decisão de contratar uma empresa independente foi tomada nessa quinta-feira pelo conselho de administração do banco.


Segundo relato de testemunhas e que estão sendo apuradas pelo Ministério Público Federal, Celso também está envolvido no caso. Amigo de Guimarães, o executivo o acompanhava nas viagens a trabalho, onde a maior parte dos assédios aconteciam. Celso era considerado braço direito de Guimarães e era substituto nas ausências no cargo.

Celso nasceu no Rio. Ele assumiu o cargo de assessor estratégico da presidência da Caixa em janeiro de 2019. Lutador de MMa, ele iniciou a carreira nas empresas Esso, Nortel e Shell, onde foi gestor do programa social para jovens empreendedores, segundo informações da Caixa. Foi consultor do Sebrae.

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Fonte: IG ECONOMIA

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