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Economia

Governadores do Sul e Sudeste defendem Previdência, mas pedem alterações

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Governadores reunidos no Cosud
Flickr/Governo do Estado de São Paulo

Em reunião do Cosud, governadores debateram possíveis mudanças no texto de nova Previdência


Governadores dos sete estados do Sul e do Sudeste assinaram, na manhã deste sábado (27), uma carta em apoio à reforma da Previdência. Em reunião do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, cinco governadores e dois vices indicaram que a mudança no sistema de aposentadorias é fundamental.

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“Os governadores do estado do Sul e do Sudeste, reunidos no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo de São Paulo, renovam seu apoio à Reforma da Previdência
Social”, diz o documento, lido pelo governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB). “Atualizar a Previdência brasileira é o primeiro passo no conjunto de reformas necessárias para assegurar a estaibilidade fiscal da União, Estados e Municípios”, continuou.

Além de Doria
, estavam presentes os governadores
Romeu Zema (Novo- MG), Renato Casagrande (PSB-ES), Eduardo Leite (PSDB-RS), Carlos Moisés (PSL-SC) e dos vice-governadores, Cláudio Castro (PSC-RJ) e Darci Piana (PSD-PR).

Apesar do apoio, os chefes de Estado criticaram alguns pontos do projeto de reforma. Eduardo Leite afirmou que a proposta da equiparação das alíquotas de policiais à prevista para os militares
, de 7,5% a 10,5%, pode prejudicar as contas de estados.

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“O Rio Grande do Sul já aprovou, juntamente com outros estados, a alíquota de 14%. Este é um ponto que precisa de revisão”, afirmou. “Isso não afasta nosso apoio à reforma, mas precisa ser debatido.”

Leite disse, ainda, que é contrário à proposta que começa a ganhar força política no Congresso, de desvincular os debates da reforma da Previdência
do sistema de aposentadorias dos estados. Outros governadores apoiaram a iniciativa de manter as regras federais e estaduais atreladas.

Renato Casagrande, único governador de esquerda das duas regiões, afirmou que a reforma não pode descuidar das questões sociais e, em linha com o que ocorre com outros partidos de oposição ao governo Bolsonaro
, afirmou que é contrário a quatro pontos: mudanças na aposentadoria rural, alterações no Benefício de Prestação Continuada (BPC), na desconstitucionalização da legislação previdenciária e no regime de capitalização.

Os governadores presentes aproveitaram também para defender outros pontos de impacto econômico, como uma solução para a Lei Kandir – que criava compensações aos estados exportadores em troca da renúncia do ICMS para bens vendidos a outros países -, securitização da dívida, precatórios e reforma tributária.

Doria afirmou que a nova Previdência
é necessária para a retomada da confiança, retorno dos investimentos e por garantir a abertura do debate da reforma tributária, afirmando que os estados presentes no encontro deste sábado respondem por 70% do PIB e 72% dos eleitores do País.

Leia também: Bolsonaro diz que reforma da Previdência não pode ser “desidratada”

Ele também lembrou o governador do Rio, Wilson Witzel, estava ausente por casa de uma viagem pessoal, enquanto que o governador do Paraná, Ratinho Jr, está no exterior em missão oficial. O consórcio definiu as próximas reuniões para 25 de maio, em Gramado (RS), e 13 de julho, em Vitória. 

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Economia

Tom agressivo de Bolsonaro afasta investimento da China

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Comentários agressivos sobre a China têm impactos negativos em negócios dos dois países
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Comentários agressivos sobre a China têm impactos negativos em negócios dos dois países

As falas agressivas de Bolsonaro contra a China têm provocado um afastameto dos investimentos do maior parceiro comercial do país: a China. Um dos impactos mais importantes para o cenário de combate à pandemia é o envio de insumos para a fabricação de vacinas contra a Covid-19. 

Além disso, novos investimentos em setores de energia, transporte e tecnologia também podem ser afetados pelas falas do presidente. Reuniões já foram canceladas em câmaras de comércio, que é a instância de parceria comercial entre os dois países, após acusações de que o país asiático estaria tirando proveito da pandemia para alavancar a própria economia. 

Ao Uol , o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC) , Charles Tang , disse que as transações dependem de órgãos reguladores e de financiamento. Acrescentou que, a cada cometário de Bolsonaro sobre os chineses, surge uma insegurança sobre os negócios. 

“Se tem negócio suspenso por causa das posições do governo sobre a China? Vou responder dando um exemplo. O mundo inteiro está correndo para ajudar a Índia. A China mandou milhões de vacinas para a Índia. A China não está correndo para ajudar o Brasil. Por que ajudou a Índia e não o Brasil?”, indagou, em entrevista ao Uol.

A China é o maior parceiro comercial do Brasil, que, em 2020, fechou com saldo positivo de US$ 35,4 bilhões em exportações para o país da Ásia. Registrou redução nos gastos com importação, sendo 2,7% a menos (US$ 34,6 bilhões), e aumento nas exportações de 7,3% (US$ 70,08) bilhões, saldo maior que as vendas para os EUA.

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Economia

Caixa começa a pagar neste domingo segunda parcela do auxílio emergencial

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Trabalhadores informais nascidos em janeiro recebem hoje (16) a segunda parcela da nova rodada do auxílio emergencial. O benefício terá parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo da família.

O pagamento também será feito a inscritos no Cadastro Único de Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos no mesmo mês. O dinheiro será depositado nas contas poupança digitais e poderá ser movimentado pelo aplicativo Caixa Tem. Somente de duas a quatro semanas após o depósito, o dinheiro poderá ser sacado em espécie ou transferido para uma conta-corrente.

Na última quinta-feira (13), a Caixa anunciou a antecipação do pagamento da segunda parcela. O calendário de depósitos, que começaria hoje e terminaria em 16 de junho, será aberto hoje e acabará em 30 de maio.

Ao todo 45,6 milhões de brasileiros serão beneficiados pela nova rodada do auxílio emergencial. O auxílio será pago apenas a quem recebia o benefício em dezembro de 2020. Também é necessário cumprir outros requisitos para ter direito à nova rodada.

CALENDÁRIO DA SEGUNDA PARCELA DO AUXÍLIO EMERGENCIAL 2021 CALENDÁRIO DA SEGUNDA PARCELA DO AUXÍLIO EMERGENCIAL 2021

CALENDÁRIO DA SEGUNDA PARCELA DO AUXÍLIO EMERGENCIAL 2021 – Divulgação Governo Federal

Para os beneficiários do Bolsa Família, o pagamento ocorre de forma distinta. Os inscritos podem sacar diretamente o dinheiro nos dez últimos dias úteis de cada mês, com base no dígito final do NIS.

O pagamento da primeira parcela aos inscritos no Bolsa Família começou no último dia 16. O auxílio emergencial somente será pago quando o valor for superior ao benefício do programa social.

A Agência Brasil elaborou um guia de perguntas e respostas sobre o auxílio emergencial. Entre as dúvidas que o beneficiário pode tirar estão os critérios para receber o benefício, a regularização do CPF e os critérios de desempate dentro da mesma família para ter acesso ao auxílio.

Calendário de pagamento do Bolsa Família - ano 2021 Calendário de pagamento do Bolsa Família - ano 2021

CALENDÁRIO DE PAGAMENTOS DO BOLSA FAMÍLIA 2021 – MINISTÉRIO DA CIDADANIA/DIVULGAÇÃO

Edição: Nádia Franco

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