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Mendes segue orientação de Moro e cria delegacia para combater a corrupção

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O secretário de Segurança e o governador Mauro Mendes: alinhamento com o Ministério da Justiça

O Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Polícia Judiciária Civil, tem a partir de agora uma unidade que atuará exclusivamente com investigações de fraudes ou modalidades de corrupção praticadas na administração pública e ações de agentes que atuem de forma isolada ou em grupo na lavagem ou ocultação de bens. O decreto criando a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção foi publicado nesta sexta-feira (18), no Diário Oficial do Estado.

O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante dos Santos, destaca o alinhamento de Mato Grosso com as diretrizes do Ministério da Justiça e Segurança Pública que tem como um das prioridades o reforço nas ações de combate à corrupção. “Em consonância com a orientação do MJSP para que os Estados reforcem as atividades investigativas criamos essa estrutura que trabalhará nesse foco específico, com as atividades centralizadas nessa nova estrutura, que atuará em parceria com órgãos de controle externo”, reforçou Bustamante.

Em julho deste ano, o Ministério da Justiça publicou os critérios para rateio entre os Estados dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. O fortalecimento da Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos, a Proteção das Fronteiras e a Criação de Unidades Especializadas das Polícias Civis específicas para o combate à corrupção são alguns dos indicadores definidos por serem considerados estratégicos e de ganhos substanciais na produção de provas e no enfrentamento às organizações criminosas.

O delegado-geral da PJC-MT, Mário Dermeval Aravéchia de Resende, pontua que a  criação da nova Delegacia, permite à Polícia Civil atuar numa linha de trabalho investigativo nos moldes da força-tarefa da Operação Lava Jato, seguindo uma tendência de todos os Estados, conforme as premissas adotadas pelo Ministério da Justiça. “A Polícia Civil, mesmo com a crise de efetivo e escassez de recursos conta com apoio do governo para ter uma estrutura que possa atuar de maneira bastante rigorosa no combate aos crimes de corrupção e que as ações investigativas permitam ao Estado ter de volta recursos que porventura sejam desviados”, afirma o delegado-geral.

Mário Dermeval acrescenta ainda que o trabalho da DECCOR será em conjunto com órgãos de controle. “Nossa prioridade nessa estrutura é atuar com base em uma boa relação com o Ministério Público, pois são todos engrenagem de um mesmo sistema que tem como resultado o zelo com recursos públicos”.

Estrutura 

Conforme estabelece o Decreto 267/2019, a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção ficará subordinada à Diretoria de Atividades Especiais e terá atuação em todo o Estado de Mato Grosso.

O diretor de Atividades Especiais, delegado Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, explica que a nova Delegacia ocupará, por enquanto, o mesmo prédio da Delegacia Fazendária, e que no futuro passará para outro local. “O próximo passo agora, a partir da criação é estruturar as equipes que atuarão na DECCOR, em conformidade com o que estabelece o Decreto”.

O coordenador-geral do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional do MJSP, Duílio Cardoso, pontua que a criação das Delegacias nos Estados demostra o comprometimento dos governos em fortalecer o trabalho policial investigativo no combate à corrupção para que no futuro, as Polícias Civis sejam os principais atores nesse processo. “A criação e estruturação das DECCOR fortalecem internamente as instituições e o processo de maturação para conquistar resultados efetivos nas investigações. Com essa resposta por parte dos estados está sendo criado um cenário que não permitirá retrocessos nas ações de combate à corrupção e o ganho é para toda a sociedade”, atesta Duílio Cardoso.

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Deputado afirma que a Polícia Rodoviária Federal não é ligada ao presidente Jair Bolsonaro

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Deputado da legenda de Bolsonaro diz que as ações da PRF é comum, e que a instituição está trabalhando no momento para que na dispersão não ocorra violência
Deputado da legenda de Bolsonaro diz que as ações da PRF é comum, e que a instituição está trabalhando no momento para que na dispersão não ocorra violência

O deputado federal José Medeiros (PL), afirmou que a Polícia Rodoviária Federal (PRF) não possui nenhuma ligação com o governo Jair Bolsonaro (PL) ou do presidente eleito nas eleições 2022, Luiz Inácio  Lula da Silva (PT).  Medeiros explica que a atitude da instituição não representa uma omissão para desobstruir as vias e estradas, mas sim estão trabalhando com cautela para não haver casos de violência.

“A PRF está fazendo dentro do protocolo comum. Espera a decisão judicial e agora passa para aquela fase de tentar negociar para que não ocorram casos de violência. É preciso verificar se tem gente armada ou não para conseguir desobstruir rodovias com o mínimo de problemas possíveis”, disse  o parlamentar ao Broadcast Político.

Medeiros ainda negou que as manifestações tenham alguma relação com a demora de  Bolsonaro em manifestar-se após não se reeleger. Até o momento, o atual presidente está a cerca de 40h sem se pronunciar, mas montou uma coletiva e logo fará a primeira fala após a derrota. “As pessoas foram espontâneas para as ruas. Temos que aceitar o resultado, mas o presidente tem o tempo dele”, disse o parlamentar, que acrescentou que o Judiciário foi “parcial” durantes o período eleitoral.

O  deputado  prevê que a atuação da PRF pode dificultar a relação com o governo petista que iniciará em 2023. Pautas como a reestruturação de carreiras, segundo  Medeiros , será “dificilmente aceita” e que o “PT vai perseguir essa polícia”.

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Contas anuais de Cuiabá apresentam superávit orçamentário e recebem parecer favorável do TCE

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Conselheiro-relator, Antonio Joaquim, relator das contas

Com superávit orçamentário, as contas anuais de governo da Prefeitura de Cuiabá receberam parecer prévio favorável à aprovação do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). O processo diz respeito ao exercício de 2021 e foi apreciado durante a sessão ordinária desta terça-feira (1).

Sob relatoria do conselheiro Antonio Joaquim, o balanço apontou que as despesas realizadas pelo município totalizaram R$ 3,352 bilhões. “O quociente da despesa orçamentária executada demonstrou economia, pois as despesas realizadas foram menores do que as autorizadas, correspondendo a 81,27% do previsto”, disse.

Na execução orçamentária houve superávit, já que a receita arrecadada foi 6,9% maior do que a despesa realizada.

Com relação aos limites e percentuais constitucionais e legais, o município aplicou 30,54% nas ações de saúde e 88,70% do Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb) para remuneração dos profissionais do magistério.

Os gastos com pessoal do Poder Executivo corresponderam a 40,9% do total da receita, enquanto os repasses ao Poder Legislativo foram equivalentes a 4,38%. Os limites de endividamento público também foram respeitados

De acordo com o conselheiro, as receitas efetivamente arrecadadas por Cuiabá totalizaram R$ 3,357 bilhões. A receita líquida, contudo, revelou déficit, uma vez que a arrecadação foi equivalente a 79,40% da prevista.

Além disso, o município não garantiu recursos para quitação das obrigações financeiras de curto prazo, apresentando disponibilidade financeira líquida deficitária em R$ 80,5 milhões. “O resultado financeiro evidencia que para cada R$ 1 de restos a pagar inscritos, há apenas 0,37% de disponibilidade financeira.”

Sobre as irregularidades apontadas nos autos, o conselheiro afastou falha relacionada à não aplicação do percentual mínimo no desenvolvimento de ensino, equivalente a 16,65% da receita base. “Afasto o achado em razão das disposições contidas na emenda constitucional n° 119/2022.”

Manteve, contudo, as inconsistências referentes à ausência de implementação das novas regras de contabilidade e indisponibilidade financeira para cobertura dos restos a pagar, destacando que as falhas são reincidentes e que devem ser adotadas providências para suas regulações.

“Praticamente 90% dos municípios estão com alto índice de disponibilidade financeira. Os caixas têm disponibilidade muito acima da curva. Compreendo que Cuiabá tem um histórico de endividamento e não se pode responsabilizar a atual gestão por tudo. É uma situação diferenciada, mas precisa ser resgatada para ser enfrentada”, afirmou.

De forma geral, Antonio Joaquim concluiu que as contas anuais estão favoráveis.  “Os achados de auditoria mantidos nos autos não possuem o condão de macular as contas, sendo suficiente a emissão de recomendações para o aprimoramento da gestão pública.”

Frente ao exposto, acolheu parcialmente a sugestão do Ministério Público de Contas (MPC) e votou favoravelmente à aprovação do balanço, com ressalvas e recomendações para o que o Poder Legislativo recomende à gestão a adoção de medidas corretivas. Seu posicionamento foi acompanhado por unanimidade.

 

 

 

 

 

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