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Governador se reúne com Fórum Sindical e apresenta agenda para pagamento de salários; RGA segue indefinido

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Mauro Mendes fez questão de destacar o canal de diálogo aberto e mostrou a situação atual do Estado

O governador Mauro Mendes (DEM) e os secretários Mauro Carvalho (Casa Civil) e Basílio Bezerra (Gestão) se reuniram na manhã desta quinta-feira (2), com os representantes do Fórum Sindical para tratar, entre outros assuntos, da regularização do pagamento do salário no dia 10 e o pagamento do 13º salário em dezembro.

Na reunião, o governador ressaltou o respeito pelas lideranças que representam os servidores públicos, porque “a defesa de classe é legítima”.

Sobre as demandas, o governador destacou que trabalha com a possibilidade de pagar o salário em parcela única até o dia 10, a partir de julho. “Essa é a nossa meta”, disse, assegurando que todos os esforços são para que isso se torne realidade. “Trabalhamos acreditando sempre que é possível fazer o impossível”, disse.

“Tenho feito o meu trabalho e cumprido com a minha obrigação. Quando o Estado estiver equilibrado financeiramente, todos irão sair ganhando, a população terá serviços públicos de qualidade e o servidor público receberá o seu salário em dia”, ressaltou, lembrando que para que isso seja possível é necessário que todos contribuam.

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Já quanto ao 13º salário, o governo informou aos sindicalistas que o Estado trabalha com o objetivo de pagar em parcela única dentro do dezembro, conforme preceitua a lei.

“Os esforços são nesse sentido. Contudo, caso a realidade financeira mude para melhor, nós poderemos trabalhar com a alternativa de parcelar em até três vezes a partir do segundo semestre deste mês, sendo a última parcela em dezembro de 2019”, confirmou.

Também foi tratado sobre a revisão geral anual de 2018, contudo, em relação a esse assunto, não houve nenhuma alteração da situação já existente.

Momento atual

Sobre o momento atual das finanças do Estado, Mauro Mendes fez questão de frisar que não há como mentir ou esconder os números. “Primeiro porque quem controla esses números são servidores de carreira e se algo for dito que não seja real, eles mesmos poderão revelar a verdade. Segundo, que não é essa a minha forma de trabalho. Nossa gestão trabalha com a verdade e na busca por soluções que possam melhorar a prestação de serviço para o cidadão e também para o próprio servidor público”, assegurou.

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Apesar de nesses quatro primeiros meses de 2019, até o momento não ter ocorrido nenhum evento de liquidez que aumentasse a arrecadação, e o Estado contar apenas com a receita que entra mês a mês, a situação financeira tem melhorado.

“Já estamos melhorando conforme os balanços financeiros demonstram. E nosso esforço irá continuar dia a dia”, disse.

Canal aberto

Com a disposição apresentada pelos sindicalistas em contribuir para que o Estado possa superar a crise em que se encontra, o governo vai criar um canal de comunicação direto, em que será possível apontar soluções que possam aumentar a economia do dinheiro público no custeio e manutenção da máquina e também para elevar a arrecadação.

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Justiça bloqueia R$ 2,2 milhões de procurador, esposa e empresa por propina recebida de empresas de ônibus

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Chico Lima teria recebido propina para atrasar licitação do transporte intermunicipal

O juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara de Ação Cível e Popular de Cuiabá, determinou o bloqueio de bens do procurador aposentado do Estado Francisco Gomes de Andrade Lima Filho, o “Chico Lima”, de sua esposa Carla Maria Lima e da empresa Pro Nefron – Nefrologia Clínica e Terapia Renal Substitutiva Ltda., de propriedade de Francisco Gomes Neto, filho de Chico Lima. A ação investiga danos causados ao Estado em razão do atraso na licitação do transporte intermunicipal, mediante pagamento de propina, durante o governo Silval Barbosa.

A decisão é de 20 de dezembro e resultou em um total de R$ 2,2 milhões bloqueados da família Lima, sendo: R$ 640 mil de Chico Lima, R$ 324 mil de sua esposa e R$ 1,241 milhão da empresa Pro Nefro. Conforme denúncia do MPE, os valores recebidos referem-se à propina recebida de empresários do setor de transporte intermunicipal entre 2014 e 2015

As investigações ganharam força após a delação premiada do o ex-governador Silval Barbosa, que confessou ter recebido propina para editar um decreto, em 2014, que na prática inviabilizava a licitação do setor, já que o Governo teria que cumprir um Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta firmado em 2007 com o MP, que obrigava o poder público a fazer a licitação até março de 2010.

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A concorrência pública foi lançada em 2012 e partir daí as empresas que operavam sem licitação passaram a entrar com medidas judiciais contra o procedimento.

De acordo com o MP, houve pagamento indevido ao então governador, Silval Barbosa, para que o decreto fosse editado. A negociata teria sido de R$ 6 milhões pagos pelo Grupo Verde com articulação de Chico Lima e Júlio Cesar de Lima, que era presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Estado de Mato Grosso (Setromat).

Sem bloqueio

Na mesma decisão, o juiz Bruno D’Oliveira Marques negou o bloqueio de R$ 162 milhões de empresários e empresas de ônibus, também denunciadas pelo MPE.

São elas: Verde Transporte (R$ 75.144.009,60), Viação Sol Nascente (R$ 1.397.725,46), Viação Eldorado (R$ 28.738.955), Empresa de Transportes Andorinha (R$ 8.862.855,15), Expresso Rubi (R$ 18.308.623,73), Transportes Jaó (R$ 7.087.250,87), Viação São Luiz (R$ 597.075,83), Viação Xavante (R$ 13.986.227,57), Rápido Chapadense (R$ 2.435.993) e Orion Turismo (R$ 4.735.518,51).

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Prefeito defende coalizão de partidos de esquerda para disputa da eleição suplementar ao Senado

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Para Zé do Pátio, é fundamental que a oposição se una para construir uma candidatura alternativa aos “barões do agro”

O prefeito de Rondonópolis, José Carlos do Pátio (Solidariedade), presidente estadual do partido, está defendendo a coalizão das forças de esquerda em Mato Grosso para definir um nome único para a disputa da eleição suplementar ao Senado da República, prevista para este ano, com a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Selma Arruda foi cassada pelo Tribunal Regional Eleitoral e pelo Tribunal Superior Eleitoral pela prática de caixa 2 durante o período de pré-campanha e abuso de poder econômico.

Conforme Zé do Pátio, por se tratar de um pleito atípico, é fundamental que a oposição se una para construir uma candidatura alternativa, que venha para enfrentar os barões do agronegócio. Na visão do prefeito de Rondonópolis, a eleição do Senado vai se caracterizar numa disputa nacional e não apenas de cunho regional.

“Está havendo uma nova realidade política se formando no Estado e no País, e o momento é de definição, de escolha de lado em que cada partido e grupo estará. Não existe hoje mais espaço para se ficar em cima do muro”, observa o prefeito.

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Para o prefeito de Rondonópolis, um dos líderes da coalizão que reúne pelo menos sete partidos, a oposição deve lançar um candidato representativo e com visibilidade eleitoral para ganhar o pleito. O prefeito entende que a eleição suplementar será preparatória para as eleições municipais. Daí – adianta – a necessidade de a oposição marchar unida.

Apesar das discussões estarem incipientes, o prefeito alerta para a necessidade de que se tenha uma definição o mais rápido possível sobre o assunto. No comando da Prefeitura de Rondonópolis, o prefeito Zé do Pátio é bastante conhecido pelo seu perfil populista. Para a disputa do Senado, a ideia, conforme o prefeito, é avaliar perfis e fazer pesquisas para escolher um nome com chance de êxito nas urnas.

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