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Mendes prevê que 20% dos contaminados serão internados e defende que restrições sociais devem ser gradativas

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Para Mauro Mendes, isolamento social contra pandemia deve ser gradativo para que não haja impactos na economia

O governador Mauro Mendes (DEM), em entrevista ao Jornal do Meio Dia, da TV Vila Real (Record), nesta quinta-feira (2), analisou o atual momento da pandemia do coronavírus em Mato Grosso e afirmou, com base em previsão estatística, que o Estado poderá atingir, em 55 dias  depois da contaminação do primeiro caso da doença, quatro mil contaminados.

“Se compararmos Mato Grosso com a Itália, onde nos 55 dias depois da contaminação do primeiro caso, ela tinha em torno de 75 mil contaminados, e se em Mato Grosso seguir a mesma linha da Itália, 55 dias depois da contaminação, o Estado poderá ter em torno de quatro mil contaminados. Isso é uma probabilidade estatística”, disse o chefe do Executivo mato-grossense.

“Se isso acontecer, que é hoje chamado o pior caso do mundo, Mato Grosso teria quatro mil contaminados, dos quais, 20% em regime de internação, o que daria 800 pacientes, dos quais, 5% precisariam de UTI´s, o que daria 200 leitos de UTI´s. Isso de internação nas redes pública e privada”, comentou.

O governador, questionado, discordou de algumas medidas do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), neste momento da pandemia. “Hoje nós temos 28 casos, todos na rede privada. Na rede SUS não tem nenhuma pessoa internada com suspeita de coronavírus”, disse o governador.

Sobre a quem a população deve obedecer, governador ou prefeito, durante a epidemia, o governador democrata foi sintomático. “A legislação federal diz que a autoridade é o presidente, nós gestores, somos autoridades sanitárias, neste caso. Se o presidente dá um nível de decisão, eu não posso flexibilizar, eu posso ir além. Se eu determinei um nível de restrição, o prefeito vem e determina um nível maior, pode. Porém, o governo de Mato Grosso tem a visão de que as restrições devem ser gradativas para não causar um impacto econômico gigante”, explicou Mendes.

Em Cuiabá, conforme o governador, quando surgiu o primeiro caso o governo fez um nível de restrição, mas o prefeito cuiabano entendeu que deveria haver mais restrições. “Quando teve o primeiro caso, nós determinamos um nível de restrição, o prefeito Emanuel Pinheiro entendeu que deveriam ser restrições muito maiores. E aí, ele tomou as decisões dele. Decisões complementares”, disse.

O governador fez questão de deixar claro que o seu governo não mandou parar nada. “Nós não mandamos parar nada. O prefeito entendeu que sim. Não vejo isso politicamente. Não podemos entender tudo para o lado da política. Não tem que ficar politizando, não é momento de fazer isso”, afirmou, completando que “é momento de olharmos para o problema da saúde, que é gigante. E é o momento de olharmos para o problema econômico que vai ser maior ainda”.

 

 

 

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Moradores reivindicam iluminação pública a Faissal

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Atendendo à demanda trazida por moradores dos bairros Real Parque e Residencial Jardim Pauliceia, o deputado Faissal Calil (PV) apresentou, na sessão plenária de quarta-feira (27) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), uma indicação que será encaminhada à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA), solicitando a necessidade de iluminação na Rodovia Palmiro Paes de Barros.

O parlamentar ressaltou que a falta de iluminação em vias públicas gera insegurança e facilita a ação de criminosos. “Recebi muitas reclamações em razão da falta de iluminação nesse local, o que tem gerado insegurança e transtornos não só aos moradores da região mas a todos que transitam por ali. Sem contar que a escuridão facilita a ação de criminosos que aproveitam para cometer assaltos e outros delitos”, justificou Faissal.

A iluminação também proporcionará melhor visibilidade ao trecho, de forma a propiciar qualidade no trânsito e segurança para aqueles que trafegam pela rodovia.

Fonte: ALMT

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Mato Grosso receberá R$ 1,35 bilhão do Governo Federal para repor perdas de receita devido pandemia

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Primeira parcela de R$ 346 milhões só deve ser liberada em meados de junho

O Diário Oficial da União que circulou nesta quinta-feira (28) traz a sanção do presidente Jair Bolsonaro à Lei complementar nº 173, de 27 de maio de 2020, que estabelece o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus SARS-CoV-2 (Covid-19).

A lei prevê que a União entregará R$ 60 bilhões aos estados e municípios, na forma de auxílio financeiro. Serão quatro parcelas mensais e iguais no exercício de 2020. O valor deve ser aplicado pelos poderes Executivos locais em ações de enfrentamento à Covid-19 e mitigação de seus efeitos financeiros.

De acordo com a lei complementar Mato Grosso será contemplado com R$ 1.346.040.610,22. Esse total será dividido em quatro parcelas de R$ 346,04 milhões. Mato Grosso é o sétimo Estado em volume de recursos a serem repassados pela União.

Segundo o governador Mauro Mendes, Mato Grosso vai procurar cumprir sua parte no que prevê a lei e que os recursos trarão um alívio nas finanças, no momento em que a receita vem apresentando uma queda acentuada.

“Em abril nós já perdemos cerca de 140 milhões. Esse mês a expectativa é que a queda ultrapasse a 200 milhões. Esses recursos podem ajudar a repor uma parte dessas perdas que nós teremos em meses subsequentes”, disse o governador Mauro Mendes.

A sanção da lei pelo presidente da República não significa que os recursos serão liberados imediatamente. A expectativa da Secretaria da Fazenda era que isso poderia acontecer no mês de maio, mas não será possível. De acordo com o secretário Rogério Gallo, agora existem os trâmites burocráticos no Ministério da Economia e na Secretaria do Tesouro Nacional. O mais provável é que a primeira parcela seja liberada por volta do dia 15 de junho.

Para o titular da Fazenda os recursos chegarão em boa hora. Mas ainda não dá para se dizer se serão suficientes par repor as perdas de receita que vem ocorrendo a partir de abril, hoje já acima de 300 milhões de reais.

“Esses recursos entram em bom momento. Ainda é impossível mensurar o efetivo impacto sobre a economia nos próximos sete meses, ou seja até o final do ano. Receberemos os recursos federais com muita responsabilidade, porque ainda temos um longo caminho para percorrer até a superação da pandemia e dos seus efeitos sobre a economia”, ressaltou Rogério Gallo.

O Programa

O programa prevê seguintes iniciativas: suspensão dos pagamentos das dívidas contratadas entre a União, os Estados, Distrito Federal e os municípios; reestruturação de operações de crédito interno e externo junto ao sistema financeiro e instituições multilaterais de crédito nos termos previstos no art. 4º desta Lei Complementar; e entrega de recursos da União, na forma de auxílio financeiro, aos Estados, ao Distrito Federal e aos municípios, no exercício de 2020, e em ações de enfrentamento ao Coronavírus SARS-CoV-2 (Covid-19).

Diz ainda a lei que de 1º de março a 31 de dezembro de 2020, a União ficará impedida de executar as garantias das dívidas decorrentes dos contratos de refinanciamento de dívidas celebrados com os Estados, Distrito Federal e  os municípios, e ainda  o parcelamento dos débitos previdenciários.

A lei determina ainda que os recursos deverão ser aplicados preferencialmente em ações de enfrentamento da calamidade pública decorrente da pandemia da Covid-19.

 

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