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Opinião

GISELE NASCIMENTO – Filie-se à Previdência Social

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De conselho fosse bom não se dava, se vendia, eis o dito popular. Mas, hoje me arrisco a dar um conselho, principalmente para os profissionais liberais, bem ainda, os trabalhadores autônomos, que são aqueles que trabalham por conta própria.
Não sabemos o que será o amanhã, vez que tudo pode mudar em frações de segundos. De repente, o tudo vira nada e a saúde se acaba, alguém comete um crime, a mulher engravida, um acidente acontece, a perna se quebra, o outro vem a óbito. Ontem você era jovem, hoje tem idade avançada, o corpo cansado a mente confusa, a força de trabalho esgotada, alterações físicas, emocionais e comportamentais, e você já não é mais o mesmo!
Nesse pântano de incertezas, faça à sua cama (mas não a de gato)! Seja um segurado da Previdência Social, ou mesmo de uma Previdência Privada. Se ainda não é inscrito no Regime Geral de Previdência Social, não perca mais tempo.
O tempo não volta para fazer/refazer o que já passou e, às vezes, não dá nem para remendar.  Assim, deita fora a ociosidade, em face da ausência de inscrição junto ao Sistema Previdenciário.
Verter contribuições à Previdência é de suma importância, uma vez que, na hipótese de lhe acontecer um sinistro social, no período do afastamento/incapacidade você poderá ser amparado pelos benefícios previdenciários: benefício por incapacidade temporária (auxílio-doença), auxílio-acidente, auxilio-reclusão, benefício por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez), pensão por morte ou até mesmo a aposentadoria, quando preencher os requisitos, é claro.
No exercício da minha profissão, em prática previdenciária, tenho visto muitas pessoas padecerem em suas casas, por estarem impossibilitadas de trabalharem, e como não vertiam contribuições ao INSS, não têm direito a nenhum tipo de benefício, sofrendo, por isso, privações, tanto de saúde, transporte, alimentação, medicação e rendimento mensal, entre outros.
Obrigatório dizer, sem meio termo, que só têm direito aos benefícios da Previdência Social, aqueles que vertem contribuições à autarquia Federal. Nessa ótica, são segurados da Previdência Social os empregados, os empregados domésticos, os trabalhadores avulsos, os contribuintes individuais e os trabalhadores rurais, etc. As donas de casa, o desempregado e o estudante a partir de 16 anos de idade podem, igualmente, recolher contribuições.
Insta pontuar que a filiação é a forma do contribuinte efetuar mensalmente o pagamento das parcelas à Previdência, sendo indispensável mantê-las em dia, pois, somente assim, poderá acessar os benefícios que o governo oferece, com exceção do benefício assistencial pago ao idoso ou deficiente, que independe de contribuição.
A Previdência Social é um seguro que garante a renda do contribuinte e de sua família/dependentes em casos de doença, acidente, gravidez, prisão, morte e velhice. Aos interessados, podem se inscrever pela Central Telefônica 135 ou diretamente pelo site da Previdência, ou ainda, comparecendo a uma Agência do INSS.
Para concluir, é essencial que se busque informação com um profissional qualificado a respeito da inscrição/filiação, pagamentos, porcentagem específica. Pois, para cada modalidade de contribuinte existe um código de identificação, que quando não indicado corretamente, pode causar prejuízos ao segurado.

 

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Opinião

LUIZ CARLOS AMORIM – Homem livro

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Li, outro dia, uma reportagem mostrando o “Homem Livro”, de Aracaju. Por que ele é chamado “Homem Livro”? Porque angaria livros, junta-os e sai à rua para distribuí-los às pessoas, gratuitamente. Ele pede livros em doação e os entrega para quem gosta de ler. Não é sensacional? Já conheci muitos homens livros e muitas mulheres livros. Já vi muitos incentivadores de leitura, gente que sai no bairro e pede livros aos vizinhos e vai formando uma biblioteca comunitária, gente que ao invés de pedir os livros, pede lixo reciclável, então os vende para comprar livros novos para bibliotecas e escolas. Aqui em Florianópolis há até um menino que pediu um cantinho do “boteco” do pai, foi recolhendo livros na comunidade e improvisou uma biblioteca e agora empresta livros às pessoas do bairro. De graça, é claro.
Mas não tinha visto um personagem curioso assim como o “Homem Livro”, que pede livros por onde passa, vai ao centro da cidade caracterizado – na sua roupa existem trechos de livros, capas de livros, tudo sobre livros – e os oferece à comunidade. Precisamos de mais homens livros, precisamos que eles se multipliquem para que o incentivo à leitura e o acesso ao livro, objeto tão caro hoje em dia, seja democratizado de maneira tão generosa.
Precisamos de mais gente generosa como o “homem livro”, que se transformou em estandarte vivo em prol da democratização do acesso à leitura, em prol da criação de mais leitores, promovendo a distribuição de cultura e de informação. É bom ver iniciativas como esta. A gente constata que nem tudo está perdido. Que ainda existem novas ideias, criatividade e dedicação na luta conta a ignorância e a miséria. Que há quem se preocupe com a educação e com a instrução das pessoas, mesmo as mais humildes, ao contrário de nossos governantes, que deveriam promover a cultura e a educação, mas ao invés disso, fazem questão de destruí-las.

Felizmente, conheço gente empenhada em levar livros, de graça, a leitores de todas as idades, democratizando-o e possibilitando o acesso à leitura, como a professora Mariza, de Joinville, e a professora Edna Matos, de Divinópolis, com seus projetos vitoriosos. Sei que há muitas outras pessoas como elas e como o homem livro por aí, graças a Deus, e a gradeço a Ele por elas existirem.
Há uma luz no fim do túnel. Há esperança para nós, seres humanos. Ainda.

Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor

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DAVID PINTOR – Redução de impostos e flexibilização aquecem economia, mas cenário pede equilíbrio

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O ano começa com boa expectativa de crescimento econômico para  Mato Grosso e todo o país. Apesar de lento, está longe da retração vivida em 2020, pois a flexibilização das medidas impostas pela pandemia e a redução de impostos  feita pelo Governo deram um fôlego para comerciantes e consumidores, e isso fez aumentar  as ofertas de emprego e, consequentemente, circulação de dinheiro.

Só para termos ideia do potencial para este ano, em 2021 foram registradas a abertura de 75 mil empresas em Mato Grosso, onde o setor de serviços lidera esse montante seguido pelo comércio. O número é 20% maior que o mesmo período do ano anterior, quando a pandemia de covid-19 pegava a todos de surpresa e impôs medidas inéditas ao comércio e ao convívio interpessoal.

Mais empregos, maior renda e economia aquecida após quase dois anos de incertezas e contenção.

Outro ponto positivo que favorece o comércio e a economia como um todo é o pacote de redução de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), executada pelo Governo com corte de impostos em vários setores: energia elétrica, comunicação, gás industrial, gasolina e o diesel. As medidas vão aliviar o orçamento doméstico de milhares de pessoas e também de empresas.

Apesar do otimismo perante tais números, os próximos meses serão desafiadores, já que a inflação, a instabilidade política, as altas taxas de câmbio seguram o crescimento e o retorno à estabilidade. Somadas  a isso, temos as novas variantes do corona vírus, surto de gripe que acende novamente o alerta sobre o futuro e exige precaução.

A palavra para 2022 é EQUILÍBRIO  entre os interesses dos comerciantes e do consumidor, para que o excesso de otimismo não possa comprometer a cadeia produtiva em nenhuma das partes.

Existem grandes possibilidades para recuperação dessa tração de crescimento, mas sem tirar os olhos das necessidades humanas e de estarmos preparados para as dificuldades de um ano de eleições, no qual as medidas, que ainda recomendam que se evitem certos eventos, impactam diretamente a economia de algumas cidades, e a inflação que não convida a população a focar no extremo necessário.

Contudo, ressaltamos que mesmo com as dificuldades que nos são impostas, seguimos acreditando em mais um ano de crescimento econômico e de bons resultados na geração de empregos  em Mato Grosso, a exemplo de 2021.

David Pintor é comerciante e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Várzea Grande (CDL VG), e da Federação de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso (FCDL MT). Email: [email protected]

 

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