conecte-se conosco


Opinião

GIOVANA FORTUNATO – A primeira consulta ao ginecologista

Publicado

Ir ao ginecologista regularmente é um dos cuidados essenciais para a saúde de mulheres de praticamente todas as idades, pois ajuda a detectar doenças e evitar problemas futuros. Mas você sabe com que idade uma menina deve ir na primeira consulta ao ginecologista?
O ideal é que a partir dos 9 aos 12 anos a menina já tenha uma consulta com o ginecologista ou com a ginecologista da mãe. Por quê? Porque logo ela vai menstruar. Então essa consulta serve como uma orientação sobre esse período que está para chegar com sua primeira menstruação.
A partir deste momento a menina se torna fértil, ou seja, torna-se capaz de engravidar e ter um bebê. Por isso deve aprender sobre o funcionamento de seu corpo, como é a ovulação, como são as cólicas menstruais, como se prevenir de uma gravidez indesejada e como se cuidar para não contrair doenças sexualmente transmissíveis, entre elas o HPV, HIV entre outras.
A ideia de que uma menina vá começar, em algum momento de sua história, a ter vida sexual ativa é algo que assusta muitos pais. Por isso, adiam a primeira visita ao ginecologista. Porém, mesmo sem uma vida sexual ativa, a menina deve ter um acompanhamento especializado com um médico ginecologista. É normal a adolescente sentir vergonha e pedir para ir ao especialista apenas quando está prestes a ter relações sexuais, mas o ideal é que a visita aconteça após a primeira menstruação.
Vale ressaltar que é muito importante que seja um médico de confiança. Sua filha precisa se sentir segura e confortável com o ginecologista.
A primeira consulta muitas vezes é apenas uma conversa para saber um pouco mais sobre a paciente: hábitos da rotina, problemas de saúde da infância, ciclo menstrual, se há histórico de doenças como câncer de mama na família, entre outras.
O exame preventivo ginecológico no primeiro encontro com o ginecologista é bem simples e vai depender do histórico de cada menina.
Quando a menina iniciou a sua vida sexual é importante que ela vá pelo menos uma vez ao ano ao seu ginecologista para fazer um exame preventivo, para ver como está sua saúde em geral.
O principal deles é o Papanicolau, que é um rastreamento de câncer de colo, além do exame das mamas. Também é importante avaliar fazer um ultrassom transvaginal, ou ultrassom pélvico para ver como é que está o útero, o ovário. Ou seja, para fazer um check-up ginecológico.

Endometriose

Quando surge na adolescência, a endometriose é de difícil diagnóstico, pois muitos dos sintomas como as cólicas frequentes, podem ser confundidos com problemas intestinais ou serem considerados normais da fase de vida da adolescente.
Muitas meninas que tem endometriose ainda não entraram na idade reprodutiva e não iniciaram sua vida sexual, portanto, não apresentam sintomas da doença que se manifestam nessa fase como dor durante as relações sexuais e dificuldade para engravidar, o que pode dificultar ainda mais o diagnóstico. Estudos comprovam que é importante realizar uma investigação adequada, já que entre o início dos sintomas e a confirmação da doença em adolescentes pode decorrer até 12 anos, tempo suficiente para comprometer a fertilidade da paciente.
Se a sua filha está na puberdade ou menstruou recentemente, marque uma consulta com o ginecologista, especialista indicado para orientar as adolescentes nessa fase de mudanças no copo e muitas dúvidas sobre a saúde da mulher.

Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, especialista em endometriose e infertilidade, professora da UFMT, coordenadora de Residência no HUJM.

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Opinião

JOÃO EDISOM – Google, o que você realmente sabe?

Publicado

“No Google encontramos muitas coisas úteis e inúteis, inclusive as fake news, mas não encontramos as reais informações que movem o mundo” (João Edisom).

Esta semana me deparei com um fato inusitado, mas não raro, de preconceito e discriminação de localismo. O termo localismo descreve uma ampla gama de ideias que priorizam o local. Geralmente o localismo apoia a produção e consumo de cultura e bens locais. É controle local e a promoção da sua história, impondo valoração à cultura e identidade, muitas vezes em detrimento, ou até com desprezo das demais, chegando a xenofobia intraterritorial no próprio país.

Por morar em São Paulo e não encontrar a informação emitida no Google e não ter sido veiculada nos principais sites ou jornais do seu estado, a informação oriunda do estado de Mato Grosso não poderia e, na concepção da pessoa, nem deveria ser verdadeira. Isso dito sem disfarce!

A soberba e a arrogância elitista de morar e viver nos grandes centros e por isso achar que são mais sábios e mais bem informados (por osmose) tem contornos da relação entre conquistadores e conquistados das eras coloniais e escravagistas. Herança das colonizações europeias pelo mundo afora. Pessoas soberbas e altivas não aceitam ser corrigidas, visto que não desejam ser mudadas por um comportamento superior porque já possuem um espírito de conduta inferior que as satisfaz.

O tempo passou, mas o conforto de “ser sem ter” (ser informado sem ter a informação) faz com que muita gente ainda necessite deste status quo do colonialismo como alimento da sua fraca autoestima. Para estes, o território brasileiro que não é banhado pelo mar é automaticamente “caipira” e desinformado.

Faz-se necessário conceituar que a informação é um conjunto organizado de dados, que constitui uma mensagem sobre um determinado fenômeno ou evento. A informação permite resolver problemas e tomar decisões, tendo em conta que o seu uso racional é a base do conhecimento, portanto, se refere ao esclarecimento do funcionamento de um determinado processo, fato ou de um objeto.

Parte significativa da sociedade mal sabe que as informações que realmente movem o mundo não são de domínio público, portanto, não estão registradas no noticiário corriqueiro, muito menos nos glossários físicos ou eletrônicos mundo afora e, por castigo, independem de território para existirem.

Quem desmontou este “cativeiro” ou reserva de mercado das informações dos grandes centros foi o mercado de produção e capital aliado à globalização. Portanto há mais informação no jardim de sua casa que na poluição da paulista!

As redes de computadores e internet são meras ferramentas para uso individual e corporativo no mundo real dos acontecimentos. O que mudou no mundo não é o uso das ferramentas, mas as pessoas que movem e manipulam estas ferramentas. Por isso tudo que ainda necessita de valorar não está tocado por estas ferramentas.

“Só existe opção quando se tem informação. Ninguém pode dizer que é livre para tomar o sorvete que quiser se conhecer apenas o sabor limão” (Gilberto Dimenstein).

Penso que o Google deveria informar aos olhos secos pela maresia da soberba localista que estados e cidades onde um dia for possível que animais transitem nas ruas e avenidas, inclusive jacarés e capivaras, serão as mais humanas do planeta. Serão as mais civilizadas e, por consequência, pós-modernas, engajadas, civilizadas e super bem informadas. Estas cidades ainda são sonhos em construção, mas algumas estão bem mais adiantadas que as outras. Nenhuma delas estarão nos grandes centros da soberba vitalícia.

JOÃO EDISOM é professor universitário e cientista político em Mato Grosso.

 

Continue lendo

Opinião

JOSÉ DE PAIVA NETTO – Forma para alcançar o progresso

Publicado

No terceiro milênio, que tem… mil anos, um dia todos haverão de compreender que espiritualizar as criaturas, consequentemente elevando sua condição moral, é a única forma de alcançar o progresso — que não seja o da destruição — para todo o planeta. Esse desenvolvimento que tem por deus a ganância, de início, atinge os pequeninos, dos quais nos falava Jesus“Deixai-os vir a mim, porque deles é o Reino dos Céus” (Evangelho, segundo Mateus, 19:14). Ao lado dos idosos, os que vivem a infância são os primeiros a ser prejudicados pelas enfermidades provocadas pela adulteração do meio ambiente, não apenas nos países em desenvolvimento. Já dizia o genial cientista judeu-alemão Albert Einstein (1879-1955): “A palavra progresso não fará sentido enquanto houver crianças infelizes”. E quantas estão por aí, meu caro Albert, a começar pelas que vivem nos grandes centros urbanos, respirando com dificuldade?… Será que os governos realmente andam governando para os seus povos?

Que é “progresso de destruição”? É o que, por exemplo, promove a poluição assassina, o aumento do efeito estufa e a ferida na camada de ozônio, cuja tarefa é defender a vida na Terra, incluída a dos próprios promotores de tantos males… “Impulsionados” pela ambição de ganhar a qualquer preço, não percebem que põem em perigo a si mesmos, à pátria e à família. Não foi sem motivo que Jesus proferiu um famoso discurso que ficou conhecido como “O Sermão Profético”, do qual se destaca “A Grande Tribulação”. A respeito desse tema, Ele diz que, “se Deus não abreviasse aqueles dias, nem os escolhidos (aqueles que assim se tornam por suas próprias obras) se salvariam”. E mais: o Cristo advertiu que “igual (tribulação) nunca houve, desde a criação da Terra, nem jamais se repetirá”… E isso é lá brincadeira, meninos?!

José de Paiva Netto ― Jornalista, radialista e escritor. [email protected] — www.boavontade.com

 

 

 

Continue lendo

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana