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Política Nacional

Gilmar nega pedido para evitar prisão de Dario Messer, o “doleiro dos doleiros”

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Ministro Gilmar Mendes
Nelson Jr./SCO/STF

Ministro justificou que “não é possível avaliar, com a profundidade necessária, a impropriedade da prisão preventiva”

O ministro Gilmar Mendes
, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta sexta-feira pedido de habeas corpus preventivo para evitar a prisão de Dario Messer , o ” doleiro dos doleiros”. Messser tem ordem de prisão no Brasil e Paraguai, mas está foragido.  Ele é procurado pela Interpol  desde a operação ” Câmbio , Desligo “,  etapa da Lava-Jato que investigou uma rede de doleiros que lavavam dinheiro para o esquema do ex-governador Sérgio Cabral . 

Na decisão, o ministro justifica que “não é possível avaliar, com a profundidade necessária, a impropriedade da prisão preventiva”.  O habeas corpus da defesa de Messer
pedia a revogação da prisão preventiva decretada pelo juiz Marcelo Bretas em maio de 2018.

Leia também: Defesa de Lula assina petição contra pedido de habeas corpus ao ex-presidente

O esquema de lavagem de dinheiro
de Messer, que levou ao mandado de prisão, atinge a  cifra de US$ 1,652 bilhão. No relatório do  Ministério Público Federal ( MPF
), Messer aparece como o sócio-capitalista do negócio e dono de 60% dos lucros. Seu codinome era Cagarras, por conta de sua cobertura na avenida Delfim Moreira, no Leblon, com vista para as ilhas homônimas.

O nome de Dario Messer
aparece associado à lavagem de dinheiro em 2005 pela primeira vez, quando o também doleiro Toninho da Barcelona disse à CPI do Banestado que Messer lhe repassou dinheiro do exterior para ser lavado para o PT. Ele também é citado, junto à esposa, na lista dos investigados do Swissleaks divulgada em 2015.

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Política Nacional

Doria chama Bolsonaro de genocida e provoca Lula para as eleições: “Se prepare”

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João Doria discursou após prévias do PSDB
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João Doria discursou após prévias do PSDB

Depois de  vencer as prévias do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e se tornar candidato à Presidência da República em 2022 neste sábado (27), João Doria discursou e atacou o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em sua fala, Doria comparou os dois políticos, chamando-os de “populistas extermistas de esquerda e de direita”, e prometeu fazer uma campanha para unir o Brasil.

“Trouxemos a vacina para os brasileiros, vacina negligenciada pelo governo federal, este governo genocida, que é responsável por uma parcela desses 613 mil brasileiros que perderam suas vidas”, disse Doria a respeito de Bolsonaro. Logo em seguida, disparou contra Lula.

“Os governos Lula e Dilma representaram a captura do estado no maior esquema de corrupção do qual se tem notícia no país. Eu não esqueço isso. Lula, se prepare nos debates porque eu vou cobrar isso de você e daqueles que, como você, roubaram dinheiro público no Brasil. Você não terá em mim alguém complacente nos debates, na discussão e na campanha. Os brasileiros não esquecem o que aconteceu no país durante o seu governo”, afirmou.

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Doria ainda disse que Bolsonaro “vendeu um sonho e entregou um pesadelo”, transformando o Brasil em “discórdia, desunião, conflito e briga entre familiares e amigos”. Em seguida, o tucano propôs a união de todos os partidos contra as candidaturas de Lula e de Bolsonaro.

“Ninguém faz nada sozinho. Nós precisamos da união de todos os partidos, de todos os líderes que possam construir nesse centro democrático, liberal e social uma força para afastar os riscos do Brasil voltar a ter governos populistas, que mentem para a população. Populistas extermistas de esquerda e de direita que se unem para coibir qualquer posição contrária”, declarou.

Para sua campanha, Doria disse que irá “levar emprego, renda e educação à população”, e que seu foco será “os milhões de brasileiros vivendo na miséria”. “É a eles que temos que priorizar o governo”, disse.

Aos candidatos nas prévias, Eduardo Leite e Arthur Virgílio, Doria afirmou que não há derrotados. “Nestas prévias, não há nenhum derrotado. Todos são vitoriosos. O PSDB sai fortalecido dessas prévias. Eduardo Leite e Arthur Virgílio são meus amigos. Sempre estivemos do mesmo lado: do lado do Brasil, do povo brasileiro e do PSDB. Estaremos unidos na construção do melhor projeto para o Brasil”, completou.

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Política Nacional

“Precisamos romper qualquer laço do PSDB com o bolsonarismo”, diz Virgílio

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João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio
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João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio

Arthur Virgílio afirmou que o PSDB precisa se desvincular completamente do bolsonarismo. A afirmação foi feita durante discurso após sua derrota nas prévias do partido, que teve o governador de São Paulo João Doria como vencedor .

“Precisamos romper qualquer laço do PSDB com o Bolsonarismo. Não tem nada que valha a pena. Não tem circunstância nenhuma que valha a pena”, disse ele, em meio a aplausos.

Virgílio afirmou que “não tinha ilusão” de ganhar as prévias, mas que se sente um vencedor pelo debate causado durante o processo entre ele, João Doria e Eduardo Leite.

“O que eu entendia é que eu precisava conversar com essas pessoas porque os debates foram ótimos para marcarmos a nossa campanha. Fiquei feliz de ver a Amazônia ser mencionada pelo Doria e muitas vezes ser mencionada pelo Eduardo. Começou a compreensão de que uma vitória que eu tive foi nós termos dado um choque de democracia no país”, declarou.

Virgílio ainda discursou em tom de união, dizendo que irá apoiar Doria e que espera que Leite seja sucessor do candidato do PSDB à Presidência da República.

“A gente vai fazer uma campanha agora de lutar pela unidade, juntar os discursos. Ver o que se aproveita de cada discurso para dar ao João. Eu preguei o respeito à diversidade no campo sexual, o respeito aos negros. Não é possível um país se dizer democrático e não respeitar os negros. Não é possível um país com 53% de mulheres e as mulheres não terem pode político. Temos que entregar o poder político o mais rapidamente possível para as mulheres”, disse.

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