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Economia

Gestores do IBGE entregam cargos por discordarem de ações da nova presidência

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IBGE
Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

Quatro coordenadores e diretores de área entregaram seus cargos nesta quinta-feira

Quatro coordenadores e diretores de área do IBGE entregaram nesta quinta-feira (6) seus cargos por discordarem das ações da nova presidente do instituto, Susana Cordeiro Guerra. A informação foi antecipada pelo colunista do Globo Bernardo Mello Franco.

São eles Andrea Bastos, assessora da Diretoria de Pesquisas, responsável por substituir o Diretor de Pesquisas e principal interlocutora junto a área econômica da instituição; Marcos Paulo Soares,  responsável pela definição da amostra nas pesquisas realizadas pelo IBGE ; Barbara Cobo, da de População e Indicadores Sociais e a gerente Leila Ervatti.

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Durante o lançamento da Campanha Todos pelo Censo 2020, uma carta assinada pelos profisisonais do IBGE que entregaram os cargos foi divulgada. No texto, são feitas críticas à nova formulação do Censo .

“É notório que o processo de discussão acerca da definição dos questionários censitários não alcançou os objetivos desejados por todos os técnicos da Instituição”, ressalta a carta, que acusa a nova direção do IBGE de “encerrar inilateralmente o debate em torno do projeto censitário, ignorando categoricamente toda a estrutura formal de condução da maior operação estatística da América Latina”.

Roberto Olinto, que foi presidente do IBGE entre 2017 e 2019, criticou a sua sucessora. Funcionário de carreira, ele lamentou a demissão do diretor de Pesquisas do instituto, Claudio Crespo, substituído recentemente por Eduardo Rios Neto.

“Por que estamos aqui defendendo o Censo? Isso não faz sentido. Nunca foi preciso. Nunca precisamos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) nem do Banco Mundial para fazer pesquisa. Somos exportadores de conhecimento”, disse Olinto , em referência às declarações da nova presidente sobre buscar aconselhamento externo para a realização de pesquisas.

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O ex- presidente também criticou o fato da nova presidência do Instituto embasar alguns cortes no questionário no fato de poder contar com registros administrativos para obter os mesmos dados. Segundo Olinto, esse procedimento está longe de ser imediato e o Instituto já vem trabalhando nessa integração há algum tempo.

“A presidente diz que vem para inovar. Mas o IBGE já trabalha com registros administrativos desde a década de 1980. Não se destrói um Censo para usar registros. Existem leis que dificultam o acesso. Em novembro do ano passado encaminhamos ao ministério do Planejamento um decreto-lei para ter acesso a microdados de registros e isso está parado até hoje”, apontou Olinto.

Ele mostrou descontentamento também com o tratamento dado ao corpo técnico, que não participou da discussão do questionário final, que terá 76 perguntas, o da amostra, e 25, o básico que é aplicado a 90% das famílias.

“Cada vez mais ela (Susana) dá a entender que somos um bando de idiotas que precisa ser orientado em questões técnicas que fazemos há anos”, reclamou Olinto, que se aposentou, após deixar a presidência. 

Olinto também reforçou o coro dos outros dois ex-presidentes do IBGE, Wasmália Bivar e Eduardo Pereira Nunes (2003-2011), que discursaram antes dele no evento em defesa do Censo. Os três pediram que os atuais diretores-servidores do Instituto não deixem seus cargos e façam resistência à nova presidência.

“Não saiam, resistam porque há uma tentativa clara de divisão. Dentro do IBGE há um crescente desacerto na equipe, tristemente”, disse Olinto.

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Wasmália lembrou que tradicionalmente os cargos de coordenação e gestão são ocupados por técnicos da casa e que isso tem de ser mantido para o “bem do histórico de excelência na produção de dados” do Instituto.

“O que for ordem indecente não cumpram, mas não saiam”, disse Nunes.

Os apelos parecem ter sido direcionados a diretores de pesquisas do Instituto que, descontentes com a nova presidência, têm ventilado a possibilidade de apresentar uma carta conjunta de demissão. 

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Economia

Pandemia fecha 39,4% das empresas paralisadas, diz IBGE

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A pandemia do novo coronavírus (SARS CoV-2) provocou o fechamento de 522,7 mil empresas de um total de 1,3 milhão que encerraram suas atividades temporária ou definitivamente, na primeira quinzena de junho. Os dados são os primeiros resultados da Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas e fazem parte das Estatísticas Experimentais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número representa 39,4% do total e a maioria, 518,4 mil (99,2%) era de pequeno porte, que são as de até 49 empregados; 4,1 mil (0,8%) eram de porte intermediário, as de 50 a 499 empregados; e 110 (0%) de grande porte, que têm mais de 500 empregados. O setor de Serviços foi o mais atingido com o fechamento causado pela pandemia. Foram 258,5 mil (49,5%), seguido do Comércio com 192,0 mil (36,7%), 38,4 mil (7,4%), da Construção e 33,7 mil (6,4%) da Indústria.

De acordo com o IBGE, a estimativa é de que o país tinha, na primeira quinzena de junho, 4,0 milhões de empresas. Entre elas 2,7 milhões (67,4%) estavam em funcionamento total ou parcial, 610,3 mil (15,0%) fechadas temporariamente e 716,4 mil (17,6%) encerradas em definitivo. Ainda conforme a pesquisa, das empresas que encerraram definitivamente suas atividades, independente de motivo, as mais atingidas foram as de menor porte (715,1 mil ou 99,8%). O número cai bastante nas intermediárias (1,2 mil ou 0,2%) e nenhuma era de grande porte. Mais uma vez o setor de serviços alcançou maior proporção (46,7% ou 334,3 mil), seguido pelo comércio (36,5% ou 261,6 mil), pela construção (9,6% ou 68,7 mil) e pela indústria (7,2% ou 51,7 mil).

Em funcionamento

A pesquisa apontou também que 70,0% da soma de empresas em funcionamento, a pandemia teve impacto negativo, 16,2% relataram efeito foi pequeno ou inexistente e para 13,6% o impacto foi positivo. As empresas de pequeno porte foram as que mais notaram efeitos negativos (70,1%), nas intermediárias ficou em 66,1% e nas de grande porte o percentual chegou a 69,7%. A percepção negativa foi maior no setor de serviços (74,4%), da Indústria ficou em 72,9%, da construção atingiu 72,6% e de comércio foram 65,3%.

Vendas

Outro fato registrado pela pesquisa foi a queda nas vendas ou nos serviços comercializados em decorrência da pandemia, que foi indicada por sete em cada dez empresas em funcionamento (70,7%) na primeira quinzena de junho. Segundo o IBGE, esse dado é em relação a março, quando as medidas de isolamento para combater o novo coronavírus estavam no início. Ainda na comparação, 17,9% informaram que o efeito foi pequeno ou inexistente e 10,6% apontaram aumento nas vendas com a pandemia. Outra vez as companhias de pequeno porte foram as que mais sentiram a queda nas vendas (70,9%), Na sequência são as intermediárias (62,9%) e as de grande porte (58,7%). Entre os setores, as empresas de Construção (73,1%) tiveram os maiores impactos, seguidas pelas de Serviços (71,9%), as de Comércio (70,8%) e as da Indústria (65,3%).

Produção

Na produção, 63,0% das companhias tiveram dificuldade de fabricar produtos ou atender clientes, enquanto 29,9% não notaram alteração significativa e 6,9% tiveram facilidade. Mas quando se trata de acesso aos fornecedores, 60,8% encontraram dificuldades, diferente de 30,2% que revelaram não haver alteração significativa. O menor percentual é das que encontraram facilidade (5,7%). Quanto aos pagamentos de rotina, 63,7% tiveram problemas na realização. Para 33,1% não houve alteração significativa e 2,3% encontraram facilidade.

Impostos

A pesquisa estima que, desde início de março, 1,2 milhão (44,5%) das empresas em funcionamento adiaram o pagamento de impostos. Mais da metade (51,9%) considerou ter recebido apoio do governo para isso. Perto de 347,7 mil (12,7%) empresas conseguiram crédito emergencial para pagamento da folha salarial desde o início da pandemia. Entre elas, quase sete em cada dez (67,7%) consideraram ter tido apoio do governo na adoção dessa medida.

Entrega

Segundo o IBGE, cerca de 32,9% das companhias mudaram o método de entrega de seus produtos ou serviços, e passaram a fazer também serviços online. Do total, 20,1% lançaram ou passaram a comercializar novos produtos e/ou serviços desde o início da pandemia.

Pessoal Ocupado

Se comparado ao início de março, o número de funcionários foi mantido em pouco mais de seis em cada dez empresas em funcionamento (61,2%). No entanto, 34,6% indicaram redução no quadro e as que aumentaram o número de empregados foram apenas 3,8%. Entre as 948,8 mil empresas que reduziram a quantidade de empregados, 37,6% diminuíram em até 25% seu pessoal, 32,4% 3,8% e 29,7% encolheram seu quadro acima de 50%.

Medidas

As empresas realizaram também no período, outras ações. Nove em cada dez empresas (91,1%) fizeram campanhas de informação e prevenção e adotaram medidas extras de higiene nas suas atividades. O trabalho teletrabalho, trabalho remoto e trabalho à distância foi adotado por 38,4% e 35,6% anteciparam férias dos funcionários. Um outro dado observado é que três em cada dez (32,4%) adotaram pelo menos uma medida em relação aos impactos da Covid-19 com apoio do governo.

Edição: Valéria Aguiar

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Economia

Na primeira quinzena de junho, 4 em cada 10 empresas fecharam devido à pandemia

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Segundo a FecomercioSP%2C o ano de 2020 deve apresentar o pior desempenho do comércio varejista de sua história
Rovena Rosa/Agência Brasil

Segundo a FecomercioSP, o ano de 2020 deve apresentar o pior desempenho do comércio varejista de sua história

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou recentemente uma pesquisa do impacto da pandemia nas empresas. De acordo com Instituto, de 1,3 milhão dos negócios que fecharam (temporária ou definitivamente) na primeira quinzena de junho, 522,7 mil (39,4%) encerraram suas atividades por causa da Covid-19 .

Isso mostra que quatro em cada dez empresas fecharam por não suportarem o impacto das medidas adotadas para conter o novo coronavírus (Sars-coV-2).

De acordo com o IBGE, o país tinha cerca de 4 milhões de empresas na primeira quinzena de junho, sendo 2,7 milhões (67,4%) em funcionamento total ou parcial, 610,3 mil (15%) fechadas temporariamente e 716,4 mil (17,6%) encerradas em definitivo.

Do total de empresas em funcionamento, 70% informaram que a pandemia teve impacto negativo, 16,2% declararam que o efeito foi pequeno ou inexistente e 13,6% disseram que o impacto foi positivo.

Os efeitos negativos foram percebidos por 70,1% das empresas de pequeno porte, 66,1% das de médio porte e 69,7% das de grande porte.

“Os dados sinalizam que a Covid-19 impactou mais fortemente segmentos que, para a realização de suas atividades, não podem prescindir do contato pessoal, têm baixa produtividade e são intensivos em trabalho, como os serviços prestados às famílias, onde se incluem atividades como as de bares e restaurantes, e hospedagem; além do setor de construção”, afirmou o coordenador da pesquisa, Alessandro Pinheiro. Com informações do Uol .

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