conecte-se conosco


Economia

Gestão de Caffarelli no BB preparou o terreno; agora é hora de colher os frutos

Publicado

IstoÉ Dinheiro

paulo caffarelli
Marcello Casal Jr./Agência Brasil – 4.7.18

“O BB passou a ter uma gestão mais profissional [com Paulo Caffarelli]”, avalia Rafael Passos, analista da Guide

No fim de maio de 2016, nas mudanças que se seguiram ao impeachment de Dilma Rousseff (PT), a presidência do Banco do Brasil também trocou de mãos. Passou do controverso Aldemir Bendine, condenado por lavagem de dinheiro nas investigações da Lava Jato, para Paulo Caffarelli. Funcionário de carreira do banco, onde começou a trabalhar como aprendiz aos 14 anos, o paranaense Caffarelli conseguiu, em menos de dois anos, realizar uma revolução silenciosa no gigante estatal.

Leia também: Recuperação judicial da Odebrecht preocupa bancos, diz presidente do BB

“O BB passou a ter uma gestão mais profissional”, diz Rafael Passos, analista da Guide. “O banco reduziu a inadimplência e cortou custos, com o fechamento de várias agências, o que melhorou a rentabilidade.” Os investidores não se furtaram a reconhecer o trabalho. Desde o início da gestão de Caffarelli , as ações do BB subiram 271%. No mesmo período, o Ibovespa avançou 109% e, na média, as ações de Itaú Unibanco, Bradesco e Santander subiram 174%.

A alta, porém, não aconteceu apenas devido ao corte de custos, mas dependeu também do resultado das urnas. “A expectativa por um viés mais liberal na economia, com as vendas de subsidiárias, tem dado fôlego adicional ao papel”, diz Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.

Além da venda da participação na empresa de eletricidade Neoenergia, encerrada na segunda-feira (1º), o BB também já anunciou a intenção de vender suas participações nos bancos Patagônia, na Argentina, e Votorantim, especializado em financiamentos automotivos. As especulações sobre desinvestimentos também envolveram os nomes da BB DTVM, maior empresa de gestão de recursos do País ou da área de cartões.

Leia Também:  Unimed Cuiabá recebe prêmio “Referências da Saúde 2019”

O enlevo dos investidores não chegou a ser abalado nem por episódios recentes que sublinharam os problemas da interferência do governo nas estatais. Em janeiro deste ano, os papéis do banco balançaram devido à promoção de Antonio Hamilton Rossell Mourão . Antes na área de agronegócio, o filho do vice-presidente, Hamilton Mourão , foi promovido ao cargo de assessor especial da Presidência. Na segunda-feira, dia 1º, nova promoção, para o cargo de gerente-executivo de marketing e comunicação.

jair bolsonaro
Marcos Corrêa/PR – 5.7.19

No fim de abril, por orientação direta de Jair Bolsonaro (PSL), o BB retirou um comercial do ar

No fim de abril, por uma orientação direta do presidente da República, o banco retirou um comercial do ar . E, poucos dias depois, em um evento do agronegócio, Bolsonaro pediu a Rubem Novaes, sucessor de Caffarelli, que reduzisse os juros dos produtores rurais. Mesmo assim, as ações voltaram a subir após rápidas oscilações no pregão. “Esses episódios não mudaram a perspectiva para os resultados, o impacto na rentabilidade é mínimo”, diz Felipe Silveira, da Coinvalores.

O bom momento permitiu ao banco público reduzir a costumeira diferença entre os preços das suas ações e as dos concorrentes. “Histórica e justificadamente, as empresas privadas têm uma valorização em bolsa superior às de capital misto”, diz Silveira.

Ao longo dos últimos anos, a relação entre os múltiplos do BB e os de seus pares privados oscilou bastante. No início da década, o preço/lucro médio dos três bancos privados de varejo era de 17,3. No caso do BB, a cifra era de 7,3, ou 42% da estimativa da concorrência. Em 2014, auge da intervenção direta do governo no banco, essa diferença se ampliou. As ações do BB caíram, e o banco passou a valer apenas 20,7% da média dos seus pares.

Agora, tudo mudou. Na segunda-feira (1º), a relação preço/lucro das ações do BB era de 10,8, ou 74,5% da média dos concorrentes privados, que estava em 14,5. Esse indicador, um dos mais usados da bolsa, calcula o tempo necessário, em anos, para que os dividendos pagos pela empresa se igualem ao valor da ação. Quanto maior o número, melhor avaliados estão os papéis.

Leia Também:  Petrobras “pouco pode fazer” por preço do diesel e caminhoneiros, diz presidente

Muitos analistas se dizem otimistas com o BB. De dez corretoras, quatro (XP, Guide, Mirae e Terra) incluíram as ações em suas carteiras recomendadas para junho. “Esperamos que o bom momento prossiga, com a retomada da atividade econômica e a continuidade na melhoria dos números do banco”, diz Passos, da Guide. “Se considerarmos a relação preço/lucro, não dá para dizer que as ações estão caras”.

Leia também: Cinco maiores bancos concentraram 84,8% do mercado de crédito em 2018

Na média, os analistas prevêem um preço-alvo de R$ 60 para as ações do BB, o que representa uma valorização potencial de 20% até dezembro.

Riscos

Claro, há riscos. O simples fato de as ações estarem mais baratas que as da concorrência não garante que elas subam, diz Silveira, da Nova Futura. “O grande movimento de valorização já foi”, avalia.

Pedro Galdi, da Mirae, alerta para outros percalços. Um deles pode vir da própria pauta reformista do governo. “O deputado Samuel Moreira, relator da reforma da previdência, propôs aumentar a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) dos bancos de 15% para 20%”, diz Galdi. “Se isso se confirmar, será ruim para todo o setor, e deve colocar em xeque o preço-alvo para as ações do BB.”

Outra ameaça é uma recuperação econômica abaixo do esperado . Por conta da alta recente, a Coinvalores retirou as ações do BB da sua carteira recomendada em junho, incluindo no lugar as do Bradesco. A XP também vê mais potencial para o banco presidido por Octavio de Lazari no curto prazo. “Ainda assim, entre os privados, apenas o Bradesco está à frente do BB em nossa preferência”, diz André Martins, analista da XP.

Fonte: IG Economia
publicidade
Clique para comentar

Deixe um comentário

Please Login to comment
avatar
  Subscribe  
Notify of

Economia

Preço da carne desacelera e prévia da inflação de janeiro fica em 0,71%

Publicado

source
inflação arrow-options
Foto: Agência Brasil/Arquivo

Preço da carne desacelerou em janeiro


A prévia da inflação oficial ficou em 0,71% em janeiro, segundo divulgou o IBGE nesta quinta-feira (23), com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 ( IPCA-15 ). O valor é o mais alto para um mês de janeiro desde 2016. 

Em dezembro, a prévia da inflação fechou em 1,05%. Nos últimos 12 meses, o índice acumulou uma alta de 4,34% – no ano anterior, a taxa foi de 3,91%. 

Carne desacelera 

Na comparação com dezembro, o principal motivo pela desaceleração do índice, segundo o IBGE , foi a carne . Em dezembro, o produto tinha passado por uma alta de 17,71%, o que puxou a inflação para cima. Agora, esse índice foi de 4,83%. Mesmo com a desaceleração, a carne ainda foi o item com maior contribuição individual no índice, de 0,15 ponto percentual. 

Leia também: Em 2019, cesta básica de São Paulo teve alta de 10,66%

Dentre os produtos que aceleraram na comparação com dezembro e tiveram grande peso na prévia da inflação , o destaque vai para as frutas , cujo preço subiu 3,98%, e o frango inteiro , que saltou 4,96%. O produto que registrou maior queda foi a cebola , cujo preço caiu 5,43% de dezembro para janeiro. 

Leia Também:  Unimed Cuiabá recebe prêmio “Referências da Saúde 2019”

Alimentação e bebidas foram o grupo de produtos que mais registrou alta da passagem de dezembro para janeiro, com taxa de 1,83% – o que impactou 0,45 ponto percentual na prévia geral da inflação

Alta na gasolina

O grupo de transportes foi o segundo que mais impactou no índice. Isso se deve, sobretudo, ao preço da gasolina , que continuou subindo em janeiro, com aumento médio de 2,64%. Todas as regiões pesquisadas pelo IBGE tiveram alta no combustível, mas a campeã foi Fortaleza , com aumento de 4,60%. Em Belém , que teve o menor aumento do país, o acréscimo na gasolina foi de 0,58%.

Leia também: Inflação do aluguel acumula taxa de 7,91% em 12 meses, diz FGV

Mas não foi só a gasolina que impactou no aumento do preço dos transportes . Ônibus urbanos e táxis também viram seus índices subirem em 0,30% e 0,28%, respectivamente. O primeiro foi puxado, sobretudo, pelos reajustes das passagens em Brasília e São Paulo . Já o preço dos táxis foi impactado pelo aumento das tarifas no Rio de Janeiro

Leia Também:  Petrobras “pouco pode fazer” por preço do diesel e caminhoneiros, diz presidente

Belém inflacionada

Ainda sobre os transportes , a queda no preço das passagens aéreas , que tiveram redução de 6,45% em janeiro, fez com que Brasília tivesse o menor índice de inflação dentre as regiões pesquisadas (0,29%). 

Do outro lado, a campeã da inflação no Brasil foi a região metropolitana de Belém , com índice de 1,13%. O principal produto que puxou a taxa para cima foi o frango inteiro , que subiu 9,12% na região. 

Leia também: Mercado reduz estimativa da inflação para 2020; PIB deve crescer mais

Energia elétrica mais barata

Alguns grupos registraram deflação em janeiro, e o principal foi a habitação , com queda de 0,14% no índice. O principal motivo desta baixa foi a energia elétrica, que caiu 2,11% e foi o item com maior impacto individual negativo.

Fonte: IG Economia
Continue lendo

Economia

Em semana especial, Mega-Sena sorteia R$ 35 milhões nesta quinta-feira

Publicado

source
chuva de dinheiro arrow-options
Thinkstock/Getty Images

Prêmio principal da Mega-Sena desta quinta-feira pode chegar a R$ 35 milhões

A Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira (23) um prêmio estimado em R$ 35 milhões. As seis dezenas serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário do Tietê, na cidade de São Paulo.

As apostas podem ser feitas até 19 horas desta quinta-feira (23) nas casas lotérias ou pela internet. O bilhete simples da Mega-Sena, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

O concurso faz parte da  Mega-Semana de Verão, que oferece uma chance extra ao apostador ao realizar três concursos semanais, ao invés de dois. O primeiro sorteio desta semana ocorreu na última terça-feira e os números sorteados foram 02, 04, 07, 16, 30, 38.

Já imaginou ganhar a Mega-Sena? Veja como prêmios são pagos com segurança

Os dois sorteios da  semana especial  ocorrem nesta quinta-feira (23) e no próximo sábado (25), concluindo os três concursos da semana especial. A Mega-Sena continua acumulada há seis concursos, desde a Mega da Virada, que foi sorteada no último dia de 2019.

Leia Também:  Presidente da Caixa diz que resultado do trimestre é "surpreendente"

Como funciona

O concurso é realizado pela Caixa Econômica Federal e pode pagar milhões ao sortudo que acertar as seis dezenas . Os sorteios ocorrem ao menos duas vezes por semana – normalmente, às quartas-feiras e aos sábados.

Bolão vale a pena? Matemático dá dicas para ter mais chances na Mega-Sena

O apostador também pode ganhar prêmios com valor mais baixo caso acerte quatro ou cinco números, as chamadas Quadra e Quina, respectivamente.

Na hora de jogar, o apostador pode escolher os números ou tentar a sorte com a  Surpresinha  – nesse modelo, o sistema escolhe automaticamente as dezenas que serão jogadas. Outra opção é manter a mesma aposta por dois, quatro ou até oito sorteios consecutivos, a chamada  Teimosinha .

Premiação

Os prêmios iniciais costumam ser de aproximadamente R$ 3 milhões para quem acerta as seis dezenas. O valor vai acumulando a cada concurso sem vencedor.

Também é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco números dentre os 60 disponíveis no volante de apostas. Para isso, é preciso marcar de seis a 15 números do volante.

Leia Também:  Ipea lança centro de pesquisa em ciência e tecnologia

Leia também: Dinheiro da aposta não serve só para premiar: quem ganha com recurso da loteria?

O prêmio bruto da Mega-Sena corresponde a 43,35% da arrecadação .

Desse total, 35% são distribuídos entre os acertadores dos seis números sorteados ; 19% entre os acertadores de cinco números (Quina), 19% entre os acertadores de quatro números (Quadra), 22% ficam acumulados e distribuídos aos acertadores dos seis números nos concursos de final zero ou cinco e 5% ficam acumulado para a primeira faixa (Sena) do último concurso do ano de final zero ou cinco.

Fonte: IG Economia
Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana