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Política Nacional

Gabinete de Bolsonaro tinha vaivem suspeito de dinheiro e cargos, revela jornal

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Bolsonaro
Isac Nóbrega/PR

Movimentações analisadas são do tempo em que o presidente era deputado federal

Uma intensa e incomum rotatividade salarial de assessores e exonerações “de fachada”. Assim pode ser explicada a análise realizada em documentos relativos aos anos em que o  presidente Jair Bolsonaro era deputado federal e tinha grande movimentação, tanto de pessoal quanto de dinheiro, dentro de seu gabinete.

Segundo denúncia da Folha de S.Paulo, as movimentações atingem cerca de um terço das mais de 100 pessoas que passaram pelo gabinete de Bolsonaro entre os anos de 1991 e 2018. Tal modelo de gestão incluiu ainda a exoneração de auxiliares que eram recontratados no mesmo dia, prática que acabou proibida pela Câmara dos Deputados sob o argumento de ser lesiva aos cofres públicos.

Entre os exemplos de movimentações, estão inclusive alguns assessores que deixaram o gabinete do pai Jair para assumir função ao lado de Flávio Bolsonaro , atualmente senador pelo Republicanos-RJ, quando ele ocupava cargo na Alerj e que hoje são investigados pelo s uposto esquema de rachadinha .

A reportagem aponta ainda que a filha de Fabrício Queiroz , ex-assessor do Flávio que foi preso no último mês em uma casa na cidade de Atibaia, Nathália Queiroz , também consta na lista de movimentações suspeitas, tendo diversas “oscilações salariais” até ser demitida em 2018, mesmo dia em que o pai foi exonerado.

Sobre as “demissões de fachada”, o levantamento mostra que o gabinete de Bolsonaro registrou nada menos do que 18 exonerações de assessores nos 12 meses anteriores ao ato da Câmara que proibiu tal ação, sendo que todos foram recontratados sempre no mesmo dia da demissão.

Vale ressaltar que a Câmara dos Deputados tem uma grande verba para gastos dos parlamentares. Atualmente, cada um dos deputados recebe uma conta de mais de R$ 111 mil para contratações, que devem ser de um mínimo de 5 e um máximo de 25. As remunerações também variam, indo de R$ 1.025 para as funções mais simples até R$ 15.698 para os chefes de gabinete.

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Política Nacional

Bolsonaro seria oportunista se mudasse discurso sobre mortes, dizem aliados

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Bolsonaro
Reprodução YouTube

Bolsonaro defende uso de cloroquina, que não tem eficácia comprovada no combate à Covid-19

Aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ouvidos pela coluna do Valdo Cruz da Globo , avaliam que se Bolsonaro mudasse sua postura diante das mortes por Covid-19, ele estaria realizando um “oportunismo político” que não iria “colar.

Apesar de criticarem a postura de Bolsonaro , aliados do presidente acreditam que não há como mudar de postura após cinco meses com um mesmo discurso.

Um funcionário próximo de Bolsonaro alegou que o presidente irá até o fim com o discurso atual, mesmo sabendo que será criticado pela falta de empatia com as 100 mil mortes por Covid-19 registrada no Brasil.

Para amenizar a crise, segundo os aliados, Bolsonaro continuará afirmando as medidas tomadas pelo governo e prorrogará o auxílio emergencial. 

A equipe de Bolsonaro tem reforçado para que ele evite novas declarações polêmicas, já que elas podem ser utilizadas contra ele em uma eventual candidatura eleitoral em 2022.

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Política Nacional

Medida provisória autoriza subsidiárias da Caixa a abrir capital até 2021

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Leonardo Sá/Agência Senado
Economia - geral - sistema financeiro bancos CEF (fachada do edifício-sede da Caixa Econômica Federal, Brasília-DF)
A Caixa possui cinco subsidiárias, como a Caixa Seguridade e a Caixa Cartões, e 24 empresas coligadas

A Medida Provisória 995/20 autoriza a Caixa Econômica Federal a estruturar operações para abrir o capital de suas subsidiárias e das empresas coligadas a elas. A autorização, válida até 31 de dezembro de 2021, permitirá que as ações das empresas do banco sejam ofertadas em bolsa. A MP entrou em vigor na sexta-feira (7), após publicação em edição extra do Diário Oficial da União.

O banco possui cinco subsidiárias e 24 empresas coligadas. Entre as subsidiárias estão a Caixa Seguridade (que atua com seguros, previdência privada e capitalização) e a Caixa Cartões (que administra os negócios de cartões).

Em termos técnicos, a medida provisória autoriza as subsidiárias a constituir outras subsidiárias, inclusive pela incorporação de ações de empresas privadas, e adquirir participação societária em outras empresas.

Privatização
A venda das ações faz parte do programa de privatização do governo Bolsonaro. Desde o ano passado, a direção do banco vem se preparando para ofertar ações de segmentos considerados não estratégicos.

Em fevereiro passado, por exemplo, a Caixa Seguridade protocolou pedido de abertura de capital na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), etapa que antecede a oferta de ações ao mercado. O processo foi interrompido em março pela pandemia, e retomado no mês passado.

Em nota à imprensa, o governo informou que a venda de ações das subsidiárias não afetará a atuação da Caixa no setor bancário e a gestão de programas sociais, como o Bolsa Família.

Tramitação
A MP 995/20 será analisada diretamente no Plenário da Câmara, conforme o rito sumário de tramitação definido pelo Congresso Nacional durante o período de calamidade pública.

Reportagem – Janary Júnior
Edição – Marcelo Oliveira

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