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Saúde

Futebol de areia chama população para lutar contra câncer de mama

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Trinta jogadoras de futebol de areia dos times Boa Vista da Praia, Projeto da Branca e Novos Talentos disputaram hoje (6), na Praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, o torneio Futebol da Resistência, Todas Contra o Câncer. O objetivo foi chamar a atenção da população, em especial das mulheres, para a importância da realização do exame de mamografia, para detecção precoce de câncer de mama.

O jogo foi organizado a pedido da deputada Enfermeira Rejane (PCdoB), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), dentro da campanha Outubro Rosa, aberta oficialmente na última segunda-feira (30).

 Mulheres jogam futebol na praia de Copacabana  como parte do Outubro Rosa, promovido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da ALERJ

Mulheres jogam futebol na Praia de Copacabana como parte do Outubro Rosa, promovido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da ALERJ – Tomaz Silva/Agência Brasil

Rejane afirmou que a luta contra o câncer é todo dia. Avaliou, entretanto, que o Outubro Rosa faz com que a sociedade preste mais atenção para a luta das mulheres. “Porque não adianta só a gente conhecer nosso corpo, apalpar, ver que tem caroço, se a gente não vai poder fazer a mamografia”.

Por isso, a deputada obteve o apoio da Secretaria de Estado de Saúde, que levou para a orla de Copacabana um caminhão móvel para fazer na hora exames de mamografia gratuitos para as mulheres que passavam pelo local e já traziam o pedido médico. Para quem não tinha a indicação, esta podia ser obtida a partir de indicação de médicos que participavam da iniciativa.

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Primeiro passo

Segundo a deputada, o Outubro Rosa serve para as mulheres lutarem para que unidades móveis desse tipo sejam direcionadas a todos os municípios do estado. Lembrou que a mamografia é o primeiro passo porque, dependendo do caso, a mulher tem que fazer tratamento que pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia e, em algumas situações, até reconstrução mamária.

“O mês inteiro é para a gente chamar a atenção mesmo da sociedade. Está ruim assim. Tem que ter investimento em saúde. Nós ainda temos tempo de exigir que a saúde seja prioridade. E a saúde das mulheres, mais prioridade ainda, porque é o câncer que mais mata, que pode ser prevenido e feita uma cirurgia”, disse. Segundo ela, o futebol feminino na areia ajuda a ”chutar essa doença para longe e a chamar o povo todo para lutar”.

A empregada doméstica Rosinete da Silva, moradora em Austin, município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, sabia que o caminhão móvel da Secretaria de Saúde estaria estacionado em Copacabana. “Aí, eu vim, porque na minha comunidade é muito difícil. Demora de seis a oito meses para fazer”.

Como estava sem a requisição, ligou para o filho que conseguiu que a médica da mãe fizesse o pedido. Além da mamografia, Rosinete fez também um Raio X. “Consegui fazer os dois”. Ela vai pegar o resultado da mamografia em dez dias. Já o do Raio X ela recebeu na hora.

A terapeuta Rosely Girardin estava andando na praia com a filha quando viu o caminhão móvel. Ligou para sua médica que enviou o pedido pelo celular. Assim, ela pôde aproveitar a gratuidade e também fez a mamografia.

Para este ano, o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) estima que cerca de 59 mil mulheres serão diagnosticadas com a doença, no Brasil.

 Mulheres jogam futebol na praia de Copacabana  como parte do Outubro Rosa, promovido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da ALERJ

Mulheres jogam futebol na Praia de Copacabana. A competição é parte do Outubro Rosa – Tomaz Silva/Agência Brasil

Outras atividades

A primeira atividade da campanha foi o Capacita Mulher Especial Outubro Rosa, que trouxe representantes de instituições públicas de saúde e entidades civis de apoio às mulheres com câncer para debater o tema “Controle e Prevenção de Câncer de Mama”, com a enfermeira Maria Beatriz Kneipp Dias, da Divisão de Detecção Precoce e Apoio à Organização de Rede. Duas novas edições do Capacita Mulher estão programadas para os dias 10 e 24 de outubro.

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No dia 17 de outubro, às 13h, será inaugurada no Salão Nobre da Alerj a exposição A Mulher e o Câncer no Brasil, resultado de parceria da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher com a Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Museu da Vida. A exposição é aberta ao público e poderá ser visitada até o dia 31 de outubro, no salão nobre do Palácio Tiradentes, no horário das 9h às 17h.

As atividades da campanha se encerram no dia 31 de outubro com a realização da “Feira Rosa – Saúde da Mulher”, na Praça 15, ao lado do prédio anexo da Assembleia Legislativa. Organizações não governamentais (ONGs) ligadas ao trabalho com pacientes de câncer, além da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Conselho Regional de Enfermagem, estudantes de cursos técnicos e universidades vão oferecer gratuitamente ao público nesse dia noções de saúde, orientação jurídica e serviços básicos de aferição de pressão e teste de glicose.

Além das diversas atividades, a Alerj promoverá durante todo o mês de outubro a “Campanha Solidariedade + que Rosa”, para receber doações de lenços, toucas e perucas no ‘hall’ de entrada do Palácio Tiradentes, no horário das 10h às 17h. O material arrecadado será entregue a instituições sem fins lucrativos que atuam com mulheres em tratamento de câncer.

Edição: Aécio Amado

Fonte: EBC Saúde
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Saúde

Venenos de vespa e escorpião podem auxiliar tratamento de tuberculose

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Pesquisa financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) e desenvolvida pelo Instituto de Patologia e Medicina Tropical da Universidade Federal de Goiás (UFG) poderá criar alternativas de tratamento da tuberculose, a partir dos venenos do escorpião e das vespas. O veneno desses insetos (artrópodes) contém pedados de proteína, chamados de peptídeos, que têm ação antimicrobiana.

Esses peptídeos protegem vespas e escorpiões de contágios, porque se fixam na parede das bactérias e não permitem que haja troca de nutrientes com o meio externo e, assim, provocam a morte das bactérias. Os cientistas da UFG conseguiram modificar a proteína, aplicar em testes com camundongos para verificar o efeito sobre diversas doenças. Eles colheram bons resultados contra a tuberculose.

Ana Paula Junqueira Kipnis, pesquisadoras da UFG

Ana Paula Junqueira Kipnis, pesquisadoras da UFG – Ana Fortunato/Secom/UFG

“Não tem como a bactéria montar um mecanismo de resistência”, assinala Ana Paula Junqueira Kipnis, coordenadora do projeto e professora do Instituto de Patologia e Medicina Tropical.

Segundo sua comparação, os outros antibióticos “têm que entrar na bactéria, interferir com enzimas no metabolismo para conseguir matá-la. A bactéria, no entanto, cria mecanismos para impedir a ação desses fármacos, jogando a droga para fora ou produzindo enzimas que quebram o remédio.”

A tuberculose é uma doença infecciosa, transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, que propaga pelo ar após fala, espirro ou tosse das pessoas infectadas, atingindo principalmente os pulmões. A forma de prevenção da tuberculose em crianças é a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin). O tratamento em pessoas infectadas é feito com quatro fármacos e observação direta. A vacinação e o tratamento são ofertados gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

“No Brasil, a doença é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais. A epidemia do HIV e a presença de bacilos resistentes tornam o cenário ainda mais complexo. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose”, informa o ministério, acrescentando que o risco de adoecimento é maior entre pessoas de rua, pessoas que vivem com HIV/Aids, presos e indígenas.

Superbactérias e patentes

Os cientistas da UFG também descobriram que as substâncias contidas no veneno da vespa servem para tratar pessoas infectadas com superbactérias, como aquelas adquiridas em unidades de terapia intensiva em hospitais. De acordo com Ana Paula Junqueira Kipnis, essa é a primeira vez no mundo que se faz pesquisa com o veneno de vespa para desenvolvimento desse tipo de fármaco.

O eventual uso de novos fármacos a partir das pesquisas da UFG pode demorar até uma década. Além do depósito de patentes para registro e publicação dos resultados da pesquisa em revistas científicas, é preciso desenvolvimento de mais estudos que exigem parceria entre a universidade e empresas farmacêuticas. Antes de qualquer remédio poder ser utilizado em seres humanos, inclusive como teste, o medicamento deve ser submetido a testes clínicos exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em geral, a produção de medicamentos é investimento que exige longo prazo. Afora os testes, a indústria farmacêutica precisa custear a síntese que produz o peptídeo microbiano em laboratórios com capacidade de fabricação em massa, para eventual comercialização. O laboratório que venha a se associar para a produção do medicamento deverá fazer o respectivo registro para a venda.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde
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Saúde

Dor no ciático: você também sofre desse mal? Saiba como cuidar disso

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Minha Saúde

Você sabia que o ciático é o maior nervo do corpo humano? Ele é a junção de todas as raízes nervosas do plexo lombar e pode ser a causa de dores intensas se algo estiver errado. A dor ciática pode ser causada pela inflamação desse nervo ou por compressão de alguma raiz nervosa do plexo lombar, que pode ser causada por diversas condições.

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Dor no ciático pode ser tratada de diversas formas, com remédios, exercícios ou acupuntura

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As dores na região lombar podem ser provocadas por excesso de peso, falta de exercício físico e hábito de permanecer muitas horas sentado de forma incorreta, fatores que prejudicam o alinhamento adequado da coluna vertebral. O incômodo pode irradiar para a região glútea, posterior da coxa, e chegar até os membros inferiores.

“A coluna se estabiliza com ajuda da musculatura paravertebral e abdominal. Quando há fraqueza nessa musculatura, a estabilidade fica prejudicada, podendo sobrecarregar os discos entre as vértebras. A obesidade e o sedentarismo podem piorar o quadro”, afirma o Dr. Mário Ferretti Filho, ortopedista e gerente médico do Programa de Ortopedia e Traumatologia do Einstein.

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Desse modo, a dor no ciático por si só não é considerada uma doença, mas representa um sintoma de outros problemas, sendo o mais frequente deles a hérnia de disco . Assim, a dor pode ter início súbito e levar à limitação funcional, ou seja, reduzir a capacidade de movimentação da pessoa, principalmente na hora de andar.

“Determinadas doenças da bacia e alterações anatômicas na origem das raízes nervosas também podem causar processos inflamatórios do nervo e consequentes dores”, afirma o Dr. Marcelo Wajchenberg, também ortopedista do Hospital Israelita Albert Einstein.

Como identificar a dor no nervo ciático

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Dor no ciático pode começar com um formigamento e ir aumentando aos poucos até se tornar um grande incômodo

Normalmente, a dor pode começar como um formigamento leve e tende a aumentar de intensidade progressivamente. Em outros casos, ela pode aparecer de forma abrupta, como agulhadas. Tende a piorar ao tentar esticar os membros inferiores. Essa sensação pode aparecer em ambas as pernas, embora seja mais frequente o acometimento de apenas um dos lados.

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“Na base da coluna vertebral, os nervos se dividem para a esquerda e direita, alcançando os membros inferiores. A compressão neural geralmente é unilateral, causando dor no trajeto da raiz nervosa comprimida”, esclarece Wajchenberg.

Para ter o diagnóstico correto, é necessário exame físico adequado. Dessa forma é possível delimitar o trajeto da dor e perceber qual nervo está sendo machucado. “Identificar corretamente a causa é muito importante na definição do tratamento, que deve ser específico e personalizado”, afirmam os ortopedistas.

Identificar corretamente a causa é muito importante na definição do tratamento, que deve ser específico e personalizado.

O tratamento mais comum é conservador e varia de acordo com a causa, os sintomas apresentados e a intensidade da dor. Normalmente é indicado repouso relativo. “A pessoa pode se movimentar, ir trabalhar, mas deve evitar carregar peso, fazer muito esforço ou ficar muito tempo sentado”, indica Ferretti.

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Além disso, dependendo do caso, podem ser necessário analgésicos, anti-inflamatórios, e sessões de fisioterapia. Orientar o paciente com relação à postura também é parte essencial do tratamento e ajudará na prevenção de novas crises de dor no ciático . Outro aliada no alívio das dores é a acupuntura, que já se mostrou eficiente nesses casos.

Fonte: IG Saúde
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