conecte-se conosco


Direitos Humanos

Fundo Positivo abre financiamento para projetos da sociedade civil

Publicado


Organizações da sociedade civil com ações voltadas para prevenção e combate à violência doméstica, apoio à saúde da população idosa, autocuidado e saúde mental, além de atividades de prevenção e cuidados em HIV/Aids, podem participar de edital de financiamento do Fundo Positivo, lançado nesta segunda-feira (26).

O 8º edital da entidade, com o tema “Sensibilização Comportamental e Saúde Digital: Prevenção e Cuidados no Campo das IST’S/HIV/AIDS, Saúde Sexual Reprodutiva”, está com inscrições abertas até 28 de maio.

No total, 15 organizações serão selecionadas para receber cerca de R$ 40 mil, podendo ser de qualquer região do país.

“A pandemia expõe e agrava muitas situações de vulnerabilidade. O objetivo é contribuir para que as ações das ONGs sejam realizadas neste ano, período de dificuldades de captação de recursos e quando devemos olhar com mais atenção para o morador em situação de rua que vive com HIV/Aids, idosos LGBTQI+ e mulheres vítimas de violência doméstica”, afirma Harley Henriques, coordenador geral do Fundo Positivo.

Em relação à saúde mental, o Fundo Positivo pretende financiar ações para diminuição de quadros de depressão, ansiedade, síndrome do pânico e luto. Muitos desses casos foram agravados durante a pandemia de covid-19. Henriques explica que “um atendimento online com psicólogo ou psiquiatra ou uma terapia comunitária virtual são exemplos de projetos que podem concorrer”.

A saúde dos idosos LGBTQI+ e daqueles que estejam vivendo com HIV/Aids é outra questão de destaque deste ano. De acordo com o Fundo, a expectativa é que haja ações voltadas para estimular os idosos na realização de testagem para diagnóstico precoce da infecção pelo HIV/Aids e sensibilizar para importância da adesão ao tratamento.

As inscrições podem ser feitas pela internet.

Edição: Lílian Beraldo

Fonte:

publicidade
Clique para comentar

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Direitos Humanos

ONU pede investigação imparcial sobre operação no Jacarezinho

Publicado


O Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, com sede em Genebra, na Suíça, pediu hoje (7) ao Ministério Público que realize uma investigação independente, completa e imparcial de acordo com as normas internacionais da operação na comunidade do Jacarezinho, na zona norte da capital fluminense, que terminou com 25 mortos, entre eles um policial civil. A operação ocorreu ontem (6) e foi a mais letal na história do estado.

“Isto implica que as autoridades devem garantir a segurança e a proteção das testemunhas e protegê-las contra intimidações e retaliações”, disse Rupert Colvill, porta-voz do Escritório da Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet.

O porta-voz acrescentou que há uma tendência antiga de uso desnecessário e desproporcional da força pela polícia nas favelas. “Lembramos às autoridades brasileiras que o uso da força deve ser aplicado somente quando estritamente necessário, e que elas devem sempre respeitar os princípios de legalidade, precaução, necessidade e proporcionalidade. A força letal deve ser usada como último recurso e somente nos casos em que haja uma ameaça iminente à vida ou de ferimentos graves”.

Na manhã desta sexta-feira, manifestantes fazem um ato em frente a Cidade da Polícia, na zona norte do Rio, contra as mortes ocorridas na Operação Exceptis, realizada pela Polícia Civil no Jacarezinho.

Polícia Civil

A Polícia Civil negou que tenha havido casos de execuções entre os 24 suspeitos mortos no Complexo do Jacarezinho. Segundo delegados que participaram diretamente da operação, os suspeitos morreram em decorrência do confronto com os policiais.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o objetivo era combater grupos armados de traficantes de drogas que estariam aliciando crianças para o crime. Além disso, segundo as investigações, eles estavam envolvidos em outros crimes, incluindo sequestros de trens que passam pela comunidade.

Prefeitura

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse que vai conversar com o governador do estado, Cláudio Castro, sobre a possibilidade de ser feita uma ocupação permanente no Jacarezinho. “Não é admissível que, em frente da Cidade da Polícia, você tenha o poder paralelo comandando”, disse, durante a coletiva de divulgação do boletim epidemiológico da covid-19.

Para Paes, o resultado da operação de ontem é fruto de uma política de segurança pública inexistente. “A gente não pode achar que é normal, em qualquer lugar minimamente civilizado, que 25 pessoas – um agente de segurança pública e 24 cidadãos –, que podem ser eventualmente de fato criminosos, que isso aconteça”.

Edição: Denise Griesinger

Fonte:

Continue lendo

Direitos Humanos

Bolsonaro vai ao aeroporto receber motorista que foi preso na Rússia

Publicado


O presidente Jair Bolsonaro foi ao aeroporto internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira (5), para receber o motorista Robson Nascimento de Oliveira, que ficou mais de dois anos preso na Rússia após ingressar no país com um medicamento proibido. O retorno do motorista foi anunciado pelo presidente no fim de semana . 

Oliveira trabalhava para o jogador Fernando, na época integrante do Spartak Moscou, atualmente jogador do Beijing Guoan, da China. Ele foi preso no dia 17 de março de 2019 ao entrar na Rússia com caixas do medicamento Mytedon (cloridrato de metadona). O remédio é usado no alívio da dor aguda e crônica intensa e é legalizado no Brasil, mas proibido no país estrangeiro. A defesa do motorista sempre alegou que os remédios seriam para o sogro de Fernando, William Pereira de Faria. A história teve grande repercussão nas redes sociais, e a informação sobre o medicamento não chegou a ser confirmada pelo jogador de futebol e os seus familiares ao governo russo.

Essa semana, o presidente russo Vladimir Putin assinou o indulto de Robson, confirmando o perdão da condenação que ele recebeu da Justiça da Rússia, e ele finalmente pôde sair da prisão em Moscou.  

Em conversa com a imprensa no saguão do aeroporto, ao lado de Robson e familiares que foram recebê-lo, Bolsonaro disse que ficou sabendo do caso em meados do ano passado e, desde então, desencadeou esforços diplomáticos para tentar trazer o motorista de volta ao país, incluindo um telefonema dele próprio ao presidente russo. Ele elogiou o trabalho do Itamaraty e agradeceu Putin pela decisão.  

“Faríamos isso com qualquer brasileiro em situação semelhante. Liberdade para nós não tem preço. E publicamente agradeço o presidente Putin e seu governo por ter assinado esse indulto, que é muito marcante para o povo brasileiro”, afirmou. 

O presidente disse também que Robson será contratado para trabalhar como motorista do deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), amigo pessoal e um de seus mais fiéis aliados no Congresso.  

Edição: Claudia Felczak

Fonte:

Continue lendo

Envie sua denúncia

Clique no botão abaixo e envie sua denuncia para nossa equipe de redação
Denuncie

Política MT

Policial

Mato Grosso

Esportes

Entretenimento

Mais Lidas da Semana