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Opinião

FRNCISCO SOUTO – A importância das hepatites virais na saúde humana

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Na tarde de ontem (27), Neri já havia afirmado ao se reunir com a federação que não abrira mão de Márcia com suplente, e que uma eventual candidatura da federação ao governo não teria o seu apoio.

As hepatites virais atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas.  Entretanto, quando presentes, elas podem se manifestar como: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos comum no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.

As infecções causadas pelos vírus das hepatites B ou C frequentemente se tornam crônicas. Contudo, por nem sempre apresentarem sintomas, grande parte das pessoas desconhecem ter a infecção. Isso faz com que a doença possa evoluir por décadas sem o devido diagnóstico. O avanço da infecção compromete o fígado, sendo causa de fibrose avançada ou de cirrose, que podem levar ao desenvolvimento de câncer e à necessidade de transplante do órgão.

Alguns aspectos das hepatites virais:

Hepatite Aguda

Todos os vírus de hepatite podem produzir hepatite aguda, sendo mais frequentes as hepatites agudas pelos vírus A e B. Grande parte dessas infecções são assintomáticas e passam despercebidas. Geralmente, quando presentes, os sintomas são inespecíficos, podendo se manifestar inicialmente como fadiga, mal-estar, febre e dores musculares, seguidos de sintomas gastrointestinais, como enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação ou diarreia. A presença de urina escura ocorre antes da fase em que a pessoa pode ficar com a pele e os olhos amarelados (icterícia).

Hepatite Crônica

A hepatite A nunca cronifica. É muito rara a hepatite crônica pelo vírus E. As principais causas de hepatite crônica são os vírus B e C. A história natural da infecção é marcada por evolução silenciosa, geralmente com diagnóstico tardio, após décadas da infecção. Os sinais e sintomas, quando presentes, são comuns às demais doenças crônicas do fígado e costumam manifestar-se apenas em fases mais avançadas da doença, quando os pacientes já desenvolveram cirrose hepática ou câncer de fígado. Nesse caso, edemas, acúmulo de líquido abdominal, hemorragia digestiva, icterícia e tendência a infecções bacterianas são algumas das complicações que acometem os portadores desses vírus.

Panorama

O impacto dessas infecções, de acordo com o Ministério da Saúde, acarreta aproximadamente 1,4 milhões de mortes anualmente no mundo,  câncer hepático ou cirrose. A taxa de mortalidade das hepatites B e C somadas, por exemplo,  às do HIV e tuberculose.

Por conta da preocupação com esse importante agravo à saúde humana, a Organização Mundial de Saúde (OMS) iniciou uma campanha mundial em 2015, com o intuito de eliminar as hepatites virais crônicas até 2030. Essa perspectiva é possível pelo fato de contarmos há décadas com vacina muito eficaz contra hepatite B e medicamentos muito eficazes e seguros contra hepatite C desde 2013. O número de portadores crônicos já vem caindo nos últimos anos. Intensificando e unindo os esforços de detecção e tratamento das pessoas infectadas globalmente, podemos antever a possibilidade de sucesso na meta traçada pela OMS para 2030.

Estratégias para controle

Atualmente, existem testes rápidos para a detecção da infecção pelos vírus B ou C, que estão disponíveis no SUS para toda a população. São gratuitos e o resultado fica pronto em alguns minutos. Todas as pessoas com mais de 50 anos de idade precisam ser testadas pelo menos uma vez na vida para esses tipos de hepatite. Populações mais vulneráveis precisam ser testadas periodicamente.

Além disso, ainda que a hepatite B não tenha cura, a vacina contra essa infecção é ofertada de maneira universal e gratuita no SUS, nas Unidades Básicas de Saúde.

Já a hepatite C não dispõe de uma vacina que confira proteção. Contudo, há medicamentos que permitem sua CURA, também distribuídos gratuitamente pelo SUS.

Trouxemos informações sobre este importante tema por ocasião da campanha Julho Amarelo, de alerta a respeito de hepatites virais e também do dia 28 de julho, Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais.

Dr. Francisco Souto é hepatologista e gastroenterologista, professor titular da Faculdade de Medicina da UFMT, foi pesquisador do CNPq por 18 anos e integra a equipe multidisciplinar do IGPA

 

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Opinião

WILSON FUÁH – Os objetivos são essenciais

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Em prol do imediatismo, os valores legítimos da alma, tais como virtudes e as conquistas intelectuais, ficam esquecidos.

De acordo com as escalas de valores, os indivíduos seguem pelos caminhos de uma vida depressiva, pois ninguém está livre desses infortúnios, como: perda um emprego, privação de prestígio social, perda de um imóvel, dinheiro, carro, joias ou mesmo a perda do poder de compra de um objeto eleito como essencial.

As pessoas estão colocando no topo das suas escalas de valores os bens transitórios e assim ao atingi-los não sabem o que fazer com as conquistas, pois elas envelhecem muito rapidamente e ficam no canto do esquecimento.

A cada minuto a vida está virando as páginas, e por isso, é preciso respeitar os limites de cada ser e compreender que cada um faz o melhor que pode de acordo com o seu grau de evolução moral e intelectual, entender que não somos melhores ou piores que ninguém, apenas diferentes uns dos outros.

A tradição faz com que cada pessoa possa agregar a soma das experiências e estilos, mesmo que sejam momentâneos, fazendo com que cada um de nós sejamos apresentados: com uma “cara” ou uma “marca” e nisso cada pessoa é definida como qualificada ou desqualificada, quando na verdade foram criadas durante o crescimento individual e estão agregados nos pensamentos e que se identificam em todos os momentos das nossas vidas.

Somos apenas seres sobreviventes do que arriscamos, e assim, vamos tentando compartilhar sucessos e os prazeres das conquistas como forma de felicidade, mas por “bobeiras pessoais”, alguns desavisados apostam em prazeres individuais e pensam que a vida não tem energia própria.

O futuro não tem o poder de regeneração, e todos os momentos do passado o que passaram ficarão registrados na história da nossa vida, mas o importante é entender que os pequenos detalhes que às vezes passam despercebidos, são eles que podem assumir proporções gigantescas na lei de causa e efeito, e que na verdade são determinantes em nosso futuro e podem potencializar as diferenças para o sucesso e para o crescimento espiritual.

Saber lidar com as coisas do mundo das adversidades é descobrir o equilíbrio e crescer acima dos problemas, o importante é não inverter os valores da vida com intolerâncias desnecessárias, a paz é a consagração da nossa existência.

Econ. Wilson Carlos Soares Fuáh – É Especialista em   Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas. Fale com o Autor: [email protected]

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Opinião

DEUSDÉDIT DE ALMEIDA – Semana nacional da família

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A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), através da Comissão Nacional de pastoral para a Vida e Família, promoverá a 26ª Semana Nacional da Família, com o início no dia dos Pais (14  a 21 ).

É um acontecimento religioso consolidado em nossa história e na vida eclesial. É uma semana de intensa oração, reflexão e mobilização em defesa dos valores da família. O tema deste ano é: “Amor familiar, vocação e caminho de santidade”.

Este tema motivador é um convite para que Pais e filhos descubram a doce, prazerosa e reconfortante alegria de viver o amor cristão no relacionamento conjugal e familiar.

Realmente, o que faz a beleza, o encanto e a felicidade da vida em família é o amor cristão. Mas o que significa o amor cristão? No ensinamento de Jesus, o amor significa doação, gratuidade, alteridade e oblatividade. É sair de si em direção ao outro. O amor cristão é o bem querer, sem querer nada do outro.

O verdadeiro amor não é interesseiro. Assim, o amor familiar cristão, transforma a família em fonte de alegria, paz e serenidade de seus membros. Diante das investidas devastadoras contra a unidade e identidade da família, precisamos proclamar a beleza e a grandeza da união indissolúvel e perene. Apesar do ambiente social e cultural desfavoráveis ao arranjo familiar, hoje, podemos constatar milhares de casais que cultivam gestos solícitos de bondade, de compreensão e ternura que encantam o mundo, tornando adoráveis os relacionamentos!

Quantas famílias vivem a grandeza do amor conjugal e familiar, celebrando bodas de prata, de ouro e diamante.

São muitos os casais que vivem na fidelidade, em harmonia conjugal e cultivando a santidade no dia a dia. Pois, o amor familiar é o melhor caminho de santidade. A vida exemplar destes incontáveis números de casais é o melhor anúncio da boa nova da família!

Mais do que nunca, hoje, precisamos aglutinar e somar as forças em favor da unidade, da identidade e da função da família na sociedade e no mundo. Pois, estamos mergulhados numa cultura “anti-família” e com uma forte mentalidade contraceptiva.

Com a semana nacional da família, a Igreja quer, uma vez mais, salientar a importância da família, que, talvez, mais do que outras Instituições, tem sido impactada pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura. Vivemos uma mudança de época. Isto é, mudam-se os critérios de compreensão ou visão da pessoa humana, da família, da sociedade e do mundo.

Neste cenário, é necessário um olhar atento dirigido à família, como a mais bonita invenção Divina e a “Joia” mais preciosa da humanidade. Não compensa ganhar o mundo e perder a família!

No plano natural, ela é a primeira e fundamental expressão da natureza social do homem. É uma comunidade de pessoas, a menor célula social, e como tal, é uma instituição fundamental para o equilíbrio da sociedade. Ela é o espaço privilegiado para forjar no coração do homem os valores perenes, sejam eles humanos ou espirituais, e as virtudes sociais. Por esta razão, a família é o bem maior da pessoa humana, da Igreja e da sociedade.

O momento atual exige da nossa ação evangelizadora um profundo e renovado ardor missionário para ajudar as famílias na realização de sua missão na Igreja e no mundo.

No dia dos Pais, recordamos aos filhos que o bom comportamento, a docilidade, o amor e a retidão de vida, constituem os elementos reconfortantes e consoladores do coração de um Pai! Gosto de lembrar a canção “quando eu me chamar saudade”, do sambista Nelson Cavaquinho: “Flores, carinho e mão amiga eu quero em vida.

Quando eu morrer, quero preces e nada mais”.  Finalmente, a exemplo de Jesus, precisamos amar e acolher com carinho, todas as famílias nas condições em que elas se encontram: famílias incompletas, irregulares, em segunda ou terceira união, famílias desestruturadas e machucadas pela extrema pobreza. Pesquisas recentes, apontam para o aumento da pobreza nas grandes Metrópoles, incluindo Cuiabá. Dados da Secretaria Estadual de Assistência social e cidadania (CadÚnico), registram a existência de 18.385 famílias vivendo em situação de extrema pobreza em Cuiabá (fila dos ossinhos).

É muito contraditório, um Estado produtor e exportador de alimento para mundo marginalizando tantas famílias no próprio Estado.  Em relação às famílias irregulares, disse o Papa Francisco: “Devemos ser uma Igreja mais acolhedora e menos julgadora! A Pergunta é: o que Jesus faria se estivesse em nosso lugar, diante destas novas situações em que se encontram as famílias?  Ainda que nenhuma família seja perfeita, precisamos nos orgulhar da família que temos, dizendo: “Amo minha família, pois, embora não sendo perfeita é o bem maior e mais precioso da minha vida”!

E que Deus abençoe as famílias! Parabéns a todos os Pais, colaboradores de Deus na obra da transmissão da vida!

Deusdédit de Almeida é padre da Catedral de Cuiabá

 

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