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Frio: prefeitura de SP reforça trabalho de apoio à moradores de rua

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Prefeitura de SP oferece assistência a moradores de rua por conta da onda de frio
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Prefeitura de SP oferece assistência a moradores de rua por conta da onda de frio

Com a chegada da época mais fria do ano, a cidade de São Paulo reforça o trabalho de apoio à população em situação de rua, por meio da Operação Baixas Temperaturas.

Pelos próximos meses, até o dia 30 de setembro, sempre que os termômetros registrarem 13°C ou menos, as abordagens para acolher e abrigar crianças, adolescentes, adultos e idosos em situação de rua serão intensificadas.

Se vir uma pessoa em situação de rua, ligue gratuitamente para a Central 156. O serviço funciona 24 horas por dia, mas é importante informar o endereço da via em que a pessoa está e as características físicas para facilitar sua localização.

Desde o início da Operação Baixas Temperaturas (OBT), a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) já realizou 19.765 atendimentos às pessoas em situação de rua ou vulnerabilidade social. Os atendimentos resultaram no encaminhamento de 5.587 pessoas e na distribuição de e 11.959 cobertores.

Além disso, a operação ainda conta com dez tendas instaladas nas regiões Norte, Sul, Leste, Oeste e central. A Prefeitura de São Paulo já realizou 14.232 atendimentos nas tendas para apoio às pessoas em situação de rua. Implementados no dia 17 de maio, os serviços funcionam das 18h às 0h e, juntos, já distribuíram 12.642 (sopas e bebidas quentes, além de água) e, também, já foram aplicadas 1.125 vacinas (Covid-19 e Influenza).

Nas tendas, as equipes da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) são as primeiras a receber os moradores em situação de rua, dando-lhes orientações necessárias e ofertando cobertores.

Caso a pessoa tenha interesse em acolhimento, receberá transporte de ida e volta para ser abrigado nos sete Centros Esportivos da capital que, neste momento, dispõem de espaços organizados para este fim.

Quem procura o serviço também é atendido por profissionais da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio das equipes do Consultório na Rua. Após isso, às pessoas em situação de rua são recepcionadas pelas equipes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, que oferece a todos sopas, bebidas quentes e os kits inverno, que contêm luvas, gorro e meias. Nas dez tendas, para todas as noites são contratados 6 mil sopas, 3 mil chás, 3 mil chocolates quentes e 3 mil garrafas de águas.

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Bolsonaro diz que ameaçou transferir médico para tomar cloroquina

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Bolsonaro colocando a máscara
Reprodução: PR

Bolsonaro colocando a máscara

O presidente  Jair Bolsonaro (PL) contou, em entrevista a um canal no YouTube divulgada nesta terça-feira, que ameaçou transferir um médico militar que resistiu a receitar hidroxicloroquina para ele quando estava com Covid-19.

“Eu mesmo quando senti o problema, né, chamei o médico. Falei: ‘Ó, tô com os sintomas’. Estava brocha. Daí ele falou: ‘Tá com todos os sintomas’ — disse para depois completar: ‘Pois é, estava meio brocha. E ele falou para mim: Tá com sintomas, vamos fazer o teste'”, disse em entrevista gravada em 24 de maio.

De acordo com Bolsonaro, em seguida, ele pediu que fosse receitada cloroquina, mas o médico resistiu.


“Falei: ‘Me traz aquele remédio’. ‘Não, não, não’. ‘Médico militar, eu sou capitão’. ‘Não, não, não’. Eu falei: ‘Traz o remédio porque o exame… só vai sair o resultado amanhã, pode ser tarde demais’. ‘Ah, mas protocolos nossos’. Falei: ‘Traz o remédio ou te transfiro para a fronteira agora, democraticamente’. Pronto. Tomei, e no dia seguinte estava bom. Pô, cara, se esperar mais um tempo, já era.”

Em julho de 2020, Bolsonaro anunciou que estava infectado pelo novo coronavírus. Na ocasião, ele informou que tomou hidroxicloroquina, remédio que não tem comprovação científica contra o vírus.

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Fonte: IG Nacional

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Interferência de Bolsonaro: Moraes envia à PGR pedido de investigação

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O ministro do STF Alexandre de Moraes
Nelson Jr/SCO/STF

O ministro do STF Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) o pedido feito pelo líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), para que o presidente Jair Bolsonaro (PL) seja investigado por suposta interferência na operação da Polícia Federal contra o ex-ministro Milton Ribeiro

O pedido foi feito no âmbito do inquérito do STF aberto após a saída de Sérgio Moro do governo.

No pedido apresentado por Randolfe, líder da oposição no Senado, o senador pede para que sejam tomadas medidas “a fim de evitar interferências indevidas” do presidente e da cúpula do governo.

“Nesse sentido, requeremos a Vossa Excelência, na qualidade de Ministro responsável pela condução do Inquérito 4.831, que tem por objeto a interferência indevida do Presidente da República na Polícia Federal, que tome as medidas cabíveis a fim de evitar interferências indevidas da cúpula do Poder Executivo nas atividades-fim da Polícia Federal, determinando, se for o caso, a abertura de inquérito para apurar a conduta de violação de sigilo e de obstrução da justiça do Presidente Jair Bolsonaro”, diz o pedido.

Na semana passada, durante a Operação Acesso Pago, Milton Ribeiro chegou a ser preso preventivamente e foi alvo de busca e apreensão, além de ter tido o sigilo bancário quebrado, por ordem do juiz federal Renato Borelli. Depois foi solto por decisão do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

A PF já tinha interceptado ligações telefônicas do ex-ministro. Em uma delas, em 9 de junho, ele contou à filha que conversou por telefone com Bolsonaro. Segundo Milton Ribeiro, o presidente disse na época achar que fariam uma busca e apreensão contra o ex-ministro.


O diálogo levou o MPF a apontar houve indícios de vazamento e “possível interferência ilícita por parte do presidente da República Jair Bolsonaro nas investigações”. A partir disso, solicitou o envio do caso ao STF, tribunal que pode processar o presidente da República, o que foi autorizado pelo juiz federal Renato Borelli.

No telefonema com a filha, Milton Ribeiro afirmou: “A única coisa meio… hoje o presidente me ligou… ele tá com um pressentimento, novamente, que eles podem querer atingi-lo através de mim, sabe? É que eu tenho mandado versículos pra ele, né?”

Depois disse “”Não! Não é isso… ele acha que vão fazer uma busca e apreensão… em casa… sabe… é… é muito triste. Bom! Isso pode acontecer, né? Se houver indícios né…”.

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Fonte: IG Nacional

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