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Política Nacional

Frente Brasil-China agradece empenho de presidente chinês na liberação de insumos para vacina

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Frascos com a vacina Coronavac estão enfileirados em cima de uma bancada
Insumos para fabricação da vacina estavam dependendo de permissão da China para serem enviados ao Brasil

O presidente da Frente Parlamentar Brasil-China, deputado Fausto Pinato (PP-SP), emitiu uma nota, nesta terça-feira (26), agradecendo ao presidente chinês Xi Jinping por permitir a exportação de insumos para a produção de vacinas contra a Covid-19.

Pinato, que também é presidente da Frente Parlamentar dos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul ), elogiou a “sensibilidade [de Xi Jinping] ao entender as necessidades do nosso povo e permitir a exportação dos insumos essenciais para a fabricação de vacinas contra a Covid-19 pelos laboratórios brasileiros”.

Os agradecimentos se estenderam ao embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, pela interlocução junto aos dois países.

Ontem o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o governo chinês vai liberar a exportação de 5,4 mil litros de insumos para a fabricação da vacina Coronavac no Brasil, que é produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a fabricante chinesa Sinovac. Também há expectativa, segundo o presidente Bolsonaro, de envio de insumos para a fabricação da vacina Oxford/Astrazeneca.

No último dia 19, Pinato já havia enviado uma carta ao presidente chinês pedindo sua intervenção para liberar a exportação dos insumos. Com o estoque brasileiro em baixa, havia o risco de interrupção do plano nacional de imunização.

Na carta, o deputado afirmou que o tempo é o maior inimigo na luta contra a Covid-19 e ressaltou que o Brasil “é um dos países mais afetados pelo vírus em todo o mundo, com 8,5 milhões de infectados e mais de 210 mil mortos”.

Da Redação – ND

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Política Nacional

PF sugere falta de firmeza da PGR em investigação que mira aliados de Bolsonaro

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Procurador-geral da República, Augusto Aras
Pedro França/Agência Senado

Procurador-geral da República, Augusto Aras

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal entraram em atrito pelo inquérito dos atos democráticos . A última discordância aconteceu pelo pedido de busca e apreensão na casa de Fábio Wajngarten, que ainda era secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, relevado pelo Painel. A PGR se manifestou contra a medida apresentada e a PF insinuou falta de coerência e ausência de ímpeto no início das investigações. As informações foram apuradas pela Folha de São Paulo. 

A PF argumenta que, dois dias antes da solicitação da PGR, o órgão solicitou buscas contra ativistas, jornalistas, deputados e apoiadores do presidente e foi contra as ações da Secom em relação ao Wajngarten. A polícia entende que com essas atitudes, a procuradoria desacelerou o ritmo quando percebeu que os alvos eram próximos do Palácio do Planalto.

No momento, o que se fala nos bastidores é sobre o relatório que foi entregue pela PF em dezembro de 2020, que resumia as diligências. De acordo com a PGR, é entendido que a delegada não encontrou evidências dos crimes apurados. A polícia tem o entendimento que não pode avançar em uma parte das buscas, porque não teve o apoio da procuradoria e que ainda há outros crimes a serem investigados. 

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Política Nacional

Mais querido e menos rejeitado, Lula supera potencial de votos de Bolsonaro

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Ex-presidente Lula supera potencial de votos de Bolsonaro em 2022, diz pesquisa
Lula Marques/Agência PT

Ex-presidente Lula supera potencial de votos de Bolsonaro em 2022, diz pesquisa

Em pesquisa que mede o potencial de voto de dez possíveis candidatos nas eleições presidenciais de 2022, o ex-presidente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o único que demonstra ter mais potencial político que o atual presidente,  Jair Bolsonaro (sem partido).

Menos rejeitado e mais querido, o petista está atualmente impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa , embora busque mudar essa condição judicialmente. De acordo com o levantamento realizado pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), novo instituto de pesquisa de Márcia Cavallari, ex-Ibope, 50% dos entrevistados disseram que votariam ou poderiam votar em Lula , bem acima do teto de Bolsonaro, 38%. 44% afirmaram que não votariam no petista de jeito nenhum, enquanto 56% jamais votariam pela reeleição do atual presidente.

Os advogados de Lula buscam anular as sentenças que envolvem imóveis em Guarujá e Atibaia , que hoje o impedem de concorrer a cargos eletivos, mas, publicamente, o ex-presidente nega a intenção de se candidatar em 2022.

Vale destacar que a pesquisa do Ipec não calcula um possível cenário em que Lula e Bolsonaro se enfrentem, mas sim o teto e o piso de votos dos dois possíveis candidatos em 2022. As pesquisas de intenção de votos tradicionais simulam possíveis segundos turnos com dois nomes, mas a pesquisa de potencial tem outro objetivo, que é justamente medir a aceitação e a rejeição a determinado nome.

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Em vez de apresentar uma lista de candidatos e pedir que o entrevistado aponte seu preferido, o Ipec cita o nome de cada possível postulante à presidência e pergunta se o eleitor com certeza votaria nele, se poderia votar, se não votaria de jeito nenhum ou se não o conhece o suficiente para responder. A soma das duas primeiras respostas, “votaria com certeza” e “poderia votar” é usada como o potencial de votos.

Lula e Bolsonaro lideram o ranking de potencial de voto para 2022, seguidos pelo ex-juíz e ex-ministro de Bolsonaro, Sérgio Moro  (31%); Luciano Huck  (28%); Fernando Haddad  (27%); Ciro Gomes  (25%); Marina Silva  (21%); Luiz Henrique Mandetta  (15%); João Doria  (15%); e  Guilherme Boulos  (10%).

Marina, Huck, Doria, Ciro e Haddad estão empatados tecnicamente em rejeição com Bolsonaro. Enquanto o presidente não seria votado “de jeito nenhum” por 56%, os possíveis candidatos são rejeitados por, respectivamente, 59%, 57%, 56%, 53% e 52%. Já Moro repete a rejeição de Lula, 50%.

A pesquisa também apura onde os possíveis candidatos têm mais apoio. Bolsonaro encontra mais simpatizantes entre evangélicos (53% de potencial de votos), na região Sul (46%) e na faixa de renda entre dois e cinco salários mínimos (45%).

Para realização do levantamento, o Ipec ouviu 2.002 pessoas em 143 municípios do País entre os dias 19 e 23 de fevereiro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

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